Raça x Alimentação

Dentro da produção animal, três fatores assumem capital importância no desempenho dos indivíduos: a genética, através da raça, da variedade ou da linhagem; o ambiente, através do clima, da alimentação/nutrição, do manejo, etc. e a interação entre eles.

No Nordeste, onde se encontram os maiores rebanhos caprino e ovino do País - 92% e 58%, respectivamente, do total existente - a produção é extremamente baixa e grandemente afetada pelo desequilíbrio entre a raça e a nutrição dos animais. Este desequilíbrio quase sempre é resultante de um manejo cuja idéia central tem a raça como única e independente saída para o sucesso produtivo desses animais. Grande equívoco!

A raça tem uma grande parcela no desempenho produtivo dos rebanhos. Mas, mesmo raças especializadas na produção de carne ou leite, sem um manejo alimentar/nutricional que faça jus à bagagem genética que as caracteriza, têm se apresentado com produções medíocres, muitas vezes inferiores às das raças naturalizadas e menos especializadas, porém adaptadas ao meio.

A introdução de novas raças especializadas, tanto para a produção de carne como de leite, tem sido utilizada nos rebanhos caprinos e ovinos de todo território nacional, e isto já vem acontecendo há algumas décadas. São raças de origens européia, africana, asiática, americana etc. afora, as raças naturalizadas que já passaram por algum tipo de melhoramento produtivo, como os ovinos Santa Inês, Morada Nova e Somalis Brasileira.

A despeito da variedade de raças introduzidas e do tempo que isto vem acontecendo, não se tem obtido um crescimento produtivo, que justifique os custos técnicos, sociais e econômicos desta prática.

A introdução de novas raças caprinas e ovinas no País, com elevados índices produtivos para carne ou para leite, tem sido praticada de forma indiscriminada e, muitas vezes, respaldada no modismo que periodicamente surge em torno desta ou daquela raça. Quase sempre são animais de custo muito elevado, oriundos de regiões cujas condições de alimentação, clima, instalações e manejo, são completamente adversos das que aqui se encontram; apenas trazem consigo um patrimônio genético especializado para produzir bem sob as suas condições de origem.

Porém, dado que o caprino e o ovino são animais com alta capacidade de adaptação, é certo que, a curto e médio prazos, as adversidades como o clima, as instalações e o manejo sejam logo superadas e não mais sejam motivo para uma drástica redução na produção.

Mas, por outro lado, se não lhes for fornecida uma alimentação compatível com sua capacidade de produção, nem mesmo a longo prazo a introdução dessas raças trará alguma melhoria na produção do rebanho, mesmo frente à especializada capacidade genética de cada uma delas. Pelo contrário, é provável que a produção apresente-se ainda mais baixa que a do rebanho original naturalizado, como se tem verificado na maioria dos rebanhos submetidos a esse tipo de intervenção, especialmente na região Nordeste.

A Embrapa Caprina, quando da realização de suas atividades de transferência de tecnologias, como visitas técnicas, palestras, cursos, dias de campo e clínicas tecnológicas, dentre outras, vem mostrando sua preocupação e alertando a empresários, técnicos e produtores, acerca da introdução de raças "melhoradoras" nos rebanhos nacionais, sem os devidos cuidados com a alimentação desses indivíduos, tanto na quantidade como na qualidade dos alimentos.

De modo geral, as raças introduzidas são de médio a grande porte, sendo, pois, de maior tamanho que as naturalizadas e, portanto, com exigências alimentares superiores, em relação aos animais naturalizados. Some-se a isso, a elevada capacidade de transformar os alimentos em carne e leite, em função de sua bagagem genética. Portanto, uma alimentação/nutrição fundamentada nas reais exigências desses animais torna-se imprescindível para se obter o sucesso esperado na melhoria produtiva dos indivíduos. Todavia, isto tem sido negligenciado pela maioria dos produtores de caprinos e ovinos que fazem uso de animais de raças exóticas para a melhoria de seus rebanhos.

Uma alimentação à base de forrageiras de alta qualidade como os capins Tanzânia, mombaça, tífton, estrela e outros de reconhecido valor nutricional, são indispensáveis no dia a dia dos animais. Também, é amplamente recomendada uma boa suplementação alimentar, à base dos fenos de leucena, de alfafa, de feijão guandu, etc. ou mesmo as silagens de sorgo, de milho e de capim elefante, que poderão ser muito bem utilizadas.

Aliado a estas considerações, não se pode esquecer o fornecimento contínuo de sais minerais, tendo em vista que os minerais, entre outras virtudes, são de extrema importância para o melhor aproveitamento do alimento consumido, favorecendo, grandemente, o desempenho produtivo do rebanho, com reflexos positivos na taxa de natalidade, no índice de prolificidade, na mortalidade e no ganho de peso dos animais.

Quanto ao uso de suplementos protéicos, mesmo sendo de elevado custo, a recomendação é que não seja negligenciado. A recomendação, então, sugere o uso de quantidade apenas suficiente para atender aos requerimentos diários dos animais. Assim poderão ser usados: farelo de soja, torta de algodão, feno da maniçoba e outros.

Assim, fica o alerta para todos aqueles que fazem uso da prática da introdução de animais exóticos nos rebanhos caprinos e ovinos nacionais, sem o devido e necessário cuidado com a alimentação/nutrição desses animais.

“A raça, por si só, não traz nenhum benefício produtivo aos rebanhos caprinos e ovinos do País! Os rebanhos somente poderão expressar elevada produção se forem submetidos a programas de alimentação que atendam à plenitude dos seus requerimentos nutricionais”.

 

Fonte: José Ubiraci Alves - Pesquisador da Embrapa Caprinos

 

Alimentação



Leucena: forragem farta na época seca

A falta de forragem de boa qualidade durante a época seca é uma das causas da baixa produtividade animal (35 A 42 kg de peso vivo/hectare/ano) na região semi-árida do Nordeste brasileiro, fato este que é agravado pelo aumento exagerado dos preços dos insumos básicos para rações no segundo semestre do ano. Nesse contexto, a leucena, leguminosa arbórea, perene, originária da América Central, e de introdução recente (1940) no Brasil, tem uma grande importância pois o seu cultivo na forma de banco de proteína que pode ser usado para produção de forragem de boa qualidade, mostra-se como uma opção viável e de baixo custo na alimentação de caprinos, ovinos, bovinos e de outros animais.

A leucena conserva e enriquece o solo, favorecendo a manutenção e até o aumento da produção de outras culturas, ao mesmo tempo reduzindo o impacto negativo no meio ambiente causado pelas queimadas ano a ano para uso com culturas anuais. O cultivo dessa forrageira é simples e deve ser feito no início da época chuvosa em áreas onde também se cultiva o milho, feijão ou o algodão. O produtor deve observar as recomendações técnicas desde a escolha e preparo da área até o uso e o manejo da leucena para a produção de forragem para alimentar os animais ao longo do ano, especialmente na época seca.

Por quê plantar a leucena ? Porque a leucena é uma leguminosa perene que tem boas características forrageiras tais como: alto potencial de produção de forragem com uma produtividade variando de cinco a vinte toneladas de matéria seca comestível (folhas e ramos finos) por hectare/ano, sendo que essa forragem tem um alto valor nutritivo, já que é rica em proteína, cálcio, fósforo, beta caroteno (precussor da Vitamina A ) e tem alta aceitação por caprinos , ovinos , bovinos e outros animais, favorecendo um ótimo desempenho animal.

O banco de Leucena pode ser usado para pastejo direto ou produção de feno e de silagem, pois possui boa capacidade de rebrota após o corte ou o pastejo, como adubação verde; para o enriquecimento das pastagens nativas e das silagens de gramíneas; produção de sementes, é usada também no sombreamento de culturas, cerca viva, quebra -vento , além de fonte de matéria prima para apicultura.

Essas vantagens têm sido comprovadas pelo incremento de 43 % na produção de leite e um aumento de 25 dias no período de lactação de cabras mestiças, e um incremento de 60 gramas/dia no peso vivo de cabritos cujas mães eram mantidas em caatinga rebaixada com acesso a um banco de leucena na época seca, e também pelos expressivos ganhos de peso de até 250 gramas por ovinos /dia , quando se usa o feno da leucena em rações completas para a engorda de ovinos.

Outras formas de uso dessa forrageira estão sendo avaliadas visando reduzir ainda mais os custos do seu uso na alimentação animal. Essas e outras características demonstram ser a leucena uma das especies forrageiras mais importantes para a região semi-árida do Nordeste brasileiro.

Fonte: EMBRAPA Caprinos

 

Alimentação



Palma qualifica a alimentação animal


Produto enriquecido com uréia aumenta os níveis de proteína na nutrição do rebanho A palma forrageira enriquecida com uréia aumenta, em média, 24% os níveis de proteína na alimentação animal

Esse dado foi confirmado pelo laboratório de biotecnologia da Central de Laboratórios da Agropecuária (CLA) da Empresa Baiana de Desenvolvimento Agrícola (EBDA), através de uma pesquisa desenvolvida no campus da gerência regional da empresa em Cruz das Almas, com materiais oriundos de propriedades de pequenos produtores dos municípios de Rafael Jambeiro e Santa Terezinha.

"A importância do enriquecimento protéico desse suplemento alimentar está no aumento da oferta de fontes nitrogenadas à dieta dos ruminantes, com vistas à maior produção de carne e leite em períodos de escassez de pasto, particularmente na região semi-árida", informaram Cezar Detoni e Carlos Dantes, pesquisadores da empresa, responsáveis pelo trabalho.

Segundo eles, a deficiência nutricional em animais nos períodos de estiagem nas pequenas propriedades resulta invariavelmente na perda de peso e, às vezes, na morte deles, afetando a economia dos pequenos produtores. A palma forrageira, por ser uma planta adaptada ao semi-árido, é considerada uma das melhores opções para o produtor aumentar a quantidade de matéria seca na dieta dos animais, além de ser um excelente recurso energético aquoso.

"Com o enriquecimento da palma com uréia, a qualidade nutricional dos animais melhora em função da elevação dos níveis de proteína da forrageira", explicou Detoni.

O presidente da EBDA, Joaquim Santana, comentou que essa pesquisa é muito importante para os pequenos criadores de caprinos e ovinos, pois a palma já é bastante difundida entre eles, o que facilita a incorporação da tecnologia. Outro fator ponderado é a região para onde a pesquisa está sendo direcionada.


Maior produtor

A Bahia é o maior produtor de caprinos e o segundo maior de ovinos do país e é exatamente no semi-árido que se concentram essas criações no estado. "Estamos trabalhando na profissionalização desse segmento e essa tecnologia vai contribuir muito para o seu desenvolvimento", disse Santana.

Para Dantas e Detoni, a pesquisa laboratorial foi concluída onde a adição de 2% de uréia à mucilagem da palma (Opuntia ficus-indica), com um período de incubação entre 16 e 24 horas, à sombra, demonstrou uma elevação dos teores de proteína de 4,5 para 28%.

Os pesquisadores informaram também que pretendem testar a eficiência dos resultados laboratoriais em ganhos de peso em animais alimentados com palma proteinada e mucilagem pura. "Uma proposta para instalação de um ensaio avaliando esses ganhos de peso com ovinos, na região de Cruz das Almas, deve ser apresentada para dar continuidade a esse projeto", afirmou Detoni.

Fonte: SEAGRI/BA

 

Alimentação



Algarobeira

Nome Científico: Prosopis juliflora (SW) D.C.
Nomes vulgares: Algarobeira, Planta mágica
Origem: Andes - Peru


Principais Características:
 Perene, arbórea, pode atingir até 18 m de altura, caule tortuoso com espinhos axilares, raramente inermes, folhas compostas bipinadas, de inserção alterna, flores pequenas, amarelo-pardas, frutos em forma de vagens, de coloração amarelo-claro.


Ecologia:
 Ampla faixa de precipitação (250 - 2000 mm)
 Altitude: 0 - 700 m
 Solos férteis, profundos e bem drenados
 Temperatura ótima: 25 - 30ºC


Plantio:
 Obtenção e preparo das sementes:
• seleção de plantas vigorosas e produtivas
• processo manual: imergir o fruto em água durante 12 horas, retirando-se as sementes  em seguida.
• processo animal: coleta das sementes nas fezes dos animais
• processo químico: HCl a 5% (30ºC); NaOH a 4%; H2SO4 conc. por 15 min.

 Inocular com Rhizobium do grupo da Leucena (Franco et al, 1986)

 Sementeiras:
• Imergir a semente 6 horas em água
• Sacos plásticos (10 x 20 cm) com furos na parte inferior
• Esterco de curral, argila e areia (2:1:1)

 Transplantio:
• Covas (20 x 20 x 30 cm)
• Início das chuvas
• Mudas com aprox. 20 cm de altura

 Adubação:
• kg de esterco de curral/cova

 Espaçamento:
• Pasto arbóreo: 5 x 5 m com podas a 1,8 m de altura
• Consórcio com gramíneas: 10 x 10 m

 Consórcio com milho, feijão, sorgo, visando diminuir os custos de plantio.
Tratos Culturais:
• Controle de ervas daninhas
• adubação
• poda


Pragas e doenças:
• Besouro serra-pau: Oncideres sp.
• Controle: eliminar galhos que se encontram no solo (fogo), pois a postura é feita nos ramos caídos. Deixar faixas de vegetação nativa (preservar inimigos naturais da praga).


Produtividade:
 15 - 50 kg de vagens/planta/ano (Barros et al, 1981)
 10 x 10 m: 5.000 kg de fruto/ha/ano (Campelo, 1987)
 3o ano: 7,8 m3 de lenha/ha (Campelo, 1987)
 5o ano: 8.000 kg de fruto/ha/ano (Campelo, 1987)


Alimentação animal:
 Ramos mais novos
 Frutos
 Não utilizar como alimentação única


Digestibilidade dos frutos da algarobeira

Elementos                            %
Matéria seca                     82,56
Proteína                            80,13
Extrato etéreo                   90,98
Fibra                                70,89
ENN                                 83,19

Fonte: Azevedo citado por Campelo, 1987


Valor nutritivo dos frutos da algarobeira

Elementos                           %
Umidade                            17,02
PB                                    12,93
EE                                      4,06
ENN                                  43,16
FB                                    19,08
Resíduo Mineral                   3,75
Fósforo em P2O5                 0,51
Cálcio em CaO                    0,68

Fonte: Azevedo citado por Campelo, 1987

 

Alimentação



Feno de Maniçoba é bom

A vegetação típica do semi-árido brasileiro - caatinga - caracteriza-se por ser uma comunidade com plantas arbustivas arbóreas, caducifólias a espinhosas, que crescem rapidamente durante o período chuvoso, garantindo importante suporte forrageiro para os rebanhos. No final do curto período chuvoso, como parte do mecanismo de preservação, as plantas perdem as folhas, fazendo com que a disponibilidade de forragem aproxime-se de zero, mesmo que não tenha havido pastejo durante as chuvas.

Dentre dezenas de plantas da caatinga, algumas apresentam características forrageiras importantes, como alta palatabilidade, valor nutritivo, produtividade e capacidade de rebrota.

A estacionalidade na produção de forragens, especialmente a baixa disponibilidade na caatinga durante o período seco, tem sido a principal causa das perdas de peso, e até mesmo da mortalidade de animais no semi-árido brasileiro. A saída é usar a maniçoba que permite produzir excelente reserva forrageira para alimentar os animais no período seco. A maniçoba reduz o emagrecimento e a mortalidade de animais e, muitas vezes, promove expressivos ganhos de peso, mesmo nas estações mais críticas do ano.

A maniçoba ou mandioca-brava é uma planta nativa da caatinga, que rebrota rapidamente após as primeiras chuvas, florando, frutificando e perdendo as folhas logo em seguida. Quando cultivada, permite um a dois cortes no curto período chuvoso, com produtividade de 4 a 5 toneladas de matéria seca por hectare. Alguns cuidados, no entanto, devem ser tomados. Como todas as plantas do gênero Manihot, a maniçoba apresenta níveis variáveis de glicosídeos cianogênicos, que podem provocar intoxicação e até a morte, quando ingeridos em grandes quantidades por animais fracos ou mal nutridos.

A planta verde, em início de brotação, apresenta um teor médio de ácido cianídrico (HCN) de 1.000 mg/kg de matéria seca. Isso significa que o animal, se consumir uma grande quantidade, em poucos instantes pode sofrer intoxicação. Por outro lado, quando esta mesma planta é exposta para secar (fenada), o teor de HCN baixa para menos de 300 mg/kg de matéria seca, quantidade insuficiente para provocar qualquer sintoma de intoxicação, mesmo que em grande quantidade. Após o corte, a planta deve ser triturada em máquina forrageira, espalhada em finas camadas no terreiro e revirada, de duas a três vezes por dia, para secar uniformemente. O material deve estar fenado até três dias, estando pronto para ser armazenado para os períodos de maior necessidade.

O feno de maniçoba deve ser armazenado em sacos, ou mesmo a granel, em ambiente livre de umidade. A maniçoba, tanto verde quanto fenada, é uma forragem de alta palatabilidade, sendo a preferida entre as plantas forrageiras da caatinga. O seu valor nutritivo também é dos mais altos entre as plantas nativas (proteína bruta: 20,88%; fibra bruta: 13,96%; extrato etéreo: 8,30% e digestibilidade in vitro: 62,29%). Com estes valores, ela pode até substituir parcial ou totalmente os concentrados na ração de engorda de bovinos, caprinos e ovinos ou para moderada produção de leite nessas espécies animais. Experimentos realizados pela Embrapa Semi-Árido comprovaram que os animais que consumiram feno de Buffel mais feno de maniçoba apresentaram ganho de peso superiores a 700g/cabeça/dia.

 

 

 

Alimentar o recém-nascido

O primeiro alimento do cabrito é o colostro, de grande importância porque protege o animal contra as principais doenças.

Ao nascer, o cabrito procura logo a cabra para mamar. Se ele não conseguir, o produtor deverá ajuda-lo.

Atenção:

1- Os cabritos devem ficar presos até poderem acompanhar a mãe (vinte a trinta dias de nascido).
2 – O cabriteiro deve ser limpo e arejado, com proteção contra os ventos dominantes, chuvas e frio.

1 FORNEÇA O COLOSTRO NA TETA

1.1 REÚNA O MATERIAL

- Água
- Corda
- Papel toalha
- Balde

1.2 CONTENHA A CABRA

1.3 LAVE AS TETAS

As tetas devem ser lavadas com água limpa, para retirar as sujeiras e evitar que o cabrito se contamine.

1.4 ENXUGUE AS TETAS

As tetas devem ser enxutas com papel toalha, descartável, para evitar a contaminação de outras cabras.

1.5 COLOQUE O CABRITO PARA MAMA

O cabrito deve ser colocado junto a teta.
Se ele não pegar, esguiche alguns jatos de leite na boca do animal, para estimular a mamada.

Atenção:

1 – A primeira mamada deve ser feita até 30 minutos após o nascimento.
2- Devem ocorrer quatro mamadas por dia.
3- Após o período de colostro, o cabrito continua mamando na mãe, até a apartação. Se ocorrerem problemas com a mãe, deve ser feito o aleitamento artificial.
4- logo no primeiro dia de vida, o cabrito deve ter água e volumosos (capim ou feno) à sua disposição.

2 FORNEÇA ÁGUA AO CABRITO

A água limpa deve ser fornecida em bebedouros ou vasilhas apropriadas.

Atenção: Os bebedouros devem ser lavados e a água deve ser trocada diariamente, para evitar contaminação.

3 FORNEÇA VOLUMOSO AO CABRITO

3.1 PERMITA NO ACESSO DO CABRITO A PIQUETES DE CAPIM:

Os cabritos devem passar o dia nos piquetes de capim, retornando, à noite, para o cabriteiro.
Isso é interessante para o desenvolvimento corporal e do rume “buxo” dos cabritos.

3.2 FORNEÇA FENO DE BOA QUALIDADE:

O feno deve ser oferecido em fardos pendurados ou majedouras.

3.3 FORNEÇA PALMA PICADA:

A palma deve ser picada miúda e oferecida em cochos.

Fonte: SENAR, SUDENE

 

Produção de leite de cabra a pasto

Cabras leiteiras podem ter acesso a pastagens para facilitar o manejo e diminuir os custos de produção. Pastagens para cabras devem ser de boa qualidade com gramíneas de alta produção e leguminosas que persistam na área.

Caprinos se alimentam seletivamente e caminham muito pela pastagem em busca das partes mais nutritivas das forrageiras . Seu pequeno tamanho, a cabeça pequena, boca com lábios móveis e ágeis favorece a escolha de partes mais ricas dos vegetais como folhas e brotos e leva a ingestão de alimento com maior teor de conteúdo celular e menor de parede celular (Van Soest, 1987).

Maior produção de leite pode ser conseguida através da utilização de pastagens com grande disponibilidade de forragem e permitir aos animais realizarem a seleção eficiente do alimento ingerido, o que favorece o consumo de dieta com qualidade nutritiva mais elevada. Em condição de disponibilidade limitada de forragem, a seleção será menos eficiente, a dieta dos animais será de menor valor nutritivo, ocasionando diminuição da produção de leite.

Caprinos consomem bem as gramíneas e tem grande preferência por plantas de folha larga (dicotiledôneas), sendo indicada a consorciação de gramíneas com leguminosas forrageiras. Leguminosas apresentam teor mais elevado de proteína bruta e cálcio, menor teor de parede celular e maior digestibilidade; sua ingestão leva a aumento da concentração de nutrientes disponíveis para a produção de leite.

O conforto térmico dos animais é fundamental para se conseguir elevado consumo de alimento e alta produção de leite, portanto abrigos e sombra devem ser estar sempre disponíveis.

Cabras leiteiras são sensíveis a parasitismo por helmintos gastrointestinais provenientes de larvas infectantes nas pastagens. A diminuição das larvas nas pastagens através de rodízio dos animais pelos piquetes e descanso desses por determinado período é essencial para o sucesso da exploração. A restrição do horário de pastejo pode ser utilizada como pratica complementar para ajudar a diminuir a infestação parasitária dos animais.


Produção de leite de cabras em pastejo

A produção de leite em cabras alimentadas exclusivamente com volumoso de boa qualidade em pastagem pode ser de 2,0 a 3,0 l/dia, sendo que a presença de leguminosa na área permite aumentar a concentração de proteína e cálcio da dieta. Animais de maior produção diária necessitam ser suplementados com concentrado para aumentar a concentração energética da dieta e atingir seu requerimento nutricional (National Research Council, 1981).


Espécies forrageiras

As espécies forrageiras adequadas aos caprinos são aquelas de porte médio-baixo (0,6 a 1m de altura), com bom valor nutritivo e elevada produção de matéria seca (MS) por área. Para as condições de São Paulo, recomenda-se, principalmente, as gramíneas do gênero Cynodon e Panicum, podendo ser usado também, o capim pangola e pangolão (Transvala) (Digitária decumbens Stent) e leguminosas como Soja perene (Neonotonia wightii), Macrotiloma (Macrotyloma axillare), Galáxia (Galactia striata), Siratro (Macroptilium atropurpureum), Calopogônio (Calopogonio mucunoide), Desmodium (Desmodium sp).


Gramíneas

Os capins do gênero Cynodon são de hábito estolonífero e apresentam vários cultivares, sendo o Coast Cross 1 (Cynodon dactylon (L) Pears) bastante utilizado em nosso meio e as introduções mais recentes: tifton 44, 68 e 85, com grande potencial de utilização. Não se propagam por sementes e devem ser plantado por mudas (estolões).

O Coast Cross 1, em estudo realizado em Nova Odessa, foi um dos mais produtivos entre 25 espécies e variedades de capins e mostrou boa distribuição estacional de produção (Alcântara, et al. 1981). Responde bem a adubação nitrogenada (Alvin et al., 1996), tem boa digestibilidade e pode produzir até 21,5 ton. de MS/ha/ano (Bufarah et al. 1985).

O Tifton 85 tem grande produção de matéria seca por área, podendo produzir até 22,4 ton. de MS/ha./ano e teor médio de proteína bruta de até 21,0% (Alvim et al. 1998).

O instituto de Zootecnia vem utilizando pastagem de Panicum Maximum Jacq cv. aruana para pequenos ruminantes por vários anos e tem obtido excelentes resultados. Caracteriza-se por gramínea de hábito cespitoso, apresentando bom valor nutritivo, excelente produção de matéria seca por área, porte médio (0,7-1m), grande capacidade de perfilhamento e produção de semente elevada (verão-outono).

Por ser exigente em fertilidade do solo, recomenda-se correção da acidez e dos níveis de fósforo. Responde à adubação nitrogenada e pode produzir entre 19 e 23,5 ton. de MS/ha/ano. (Paulino et al., 1990). Recomenda-se adubação nitrogenada em cobertura no início das águas (1/3) e no final das águas (2/3) (Werner, 1986), para ampliar a oferta de alimento no outono e começo do inverno e antecipar a rebrota primaveril. O Aruana diminui seu crescimento no inverno devido a queda de temperatura e responde à irrigação quando houver limitação hídrica e temperatura ambiente for favorável ao seu crescimento (outono e primavera). Pode suportar 30-40 animais/ha .

Apresenta excelente aproveitamento pelos animais, pois estudo realizado por Lempp et al. (1998), mostrou que o Aruana apresenta arranjo anatômica das lâminas foliares mais favorável ao ataque dos microrganismos ruminais, o que pode conferir-lhe maior digestibilidade.
Por possuir excelente capacidade de rebrota a partir das gemas basais, permite pastejo baixo. Contudo, deve ser utilizada em pastejo rotativo com intervalo de crescimento adequado (35-40 dias).


Leguminosas

As leguminosas rasteiras podem ser plantadas junto com a gramínea formando pastagem consorciada. Requerem correção de acidez e necessitam níveis adequados de fósforo e outros nutrientes no solo. Recomenda-se a soja perene (Neonotonia wightii) de ciclo precoce (Cooper e comum), com florescimento por volta de abril, o que garante maior produção de semente (Ghisi et al., 1994) e persistência na área e pode produzir até 10 ton. de MS/ha/ano. Pastejo rotacionado com período de descanso adequados é essencial à persistência da leguminosa na área.

Leguminosas arbustivas-arbóreas, como Guandu (Cajanus cajan), leucena (Leucaena leucocephala) e outras devem ser plantadas separadamente da pastagem de gramínea (banco de proteína), pois necessitam manejo diferenciado. A entrada dos animais pode ser permitida por período limitado e rotacionado. O Guandu apresenta excelente valor nutritivo e rápido estabelecimento, podendo ser pastejado diretamente, todavia, apresenta grande diminuição de rebrota no segundo ano, necessitando ser replantado a cada dois anos.

A Leucena, apresenta excelente valor nutritivo e seu consumo aumenta a disponibilidade de nutrientes facilmente aproveitáveis pelo animal. Possui o inconveniente de necessitar período maior para seu estabelecimento e é altamente exigente em correção da acidez do solo. Após estabelecida produz indefinidamente grande quantidade de forragem de alto valor nutritivo. Necessita ser podada para mante-la em altura conveniente aos animais e espaçamento entre linhas de 0.8 a 1m garante a circulação dos animais.

Possui componente tóxico, a Mimosina, que atua no metabolismo do iodo na tireóide, pode causar bócio e levar diminuição do peso ao nascer das crias, queda de pêlos; todavia, o perigo de intoxicação é mínimo, pois os microorganismos do rúmen se adaptam à dieta e podem detoxificar o material.

Também, o pastejo restrito, por algumas horas diárias, limita o consumo e a ingestão da toxina. Johnson & Van Eys (1987) recomendam consumo máximo de 60% da dieta e Rai & Johri (1987) forneceram até 100% da dieta e não encontraram efeito deletério em caprinos Por ser de porte elevado, apresenta, provavelmente, menor número de larvas infectantes em suas folhas. Deve-se aumentar a concentração de iodo na mistura mineral para animais com grande consumo da leguminosa.


Horário de pastejo

O conhecimento do hábito de pastejo de caprinos é importante para proporcionar maior conforto aos animais. Estudos realizados no Instituto de Zootecnia em Nova Odessa e Itapetininga mostraram que caprinos apresentam horários de pastejo determinados pela temperatura e umidade ambiente, assim como, qualidade e disponibilidade da forragem.

O comportamento de pastejo de caprinos foi estudado por Roda et al. (1995) em Nova Odessa (SP) em pastagem de Coast Cross (Cynodon dactylon (L.) Pears) e em Itapetininga (SP), em pastagem de Pangola (Digitária decumbens, Stent) e mostrou que a freqüência de pastejo concentra-se em dois períodos durante o dia. Os animais apresentam freqüência de pastejo maior entre 7h30 - 11h30 e 14h30 - 17h30, variando conforme o local e época do ano. Em Itapetininga, local com temperaturas médias mais baixas e invernos mais úmidos, os animais, no inverno, retardaram o pastejo até as 9h, devido ao excesso de umidade da pastagem, mostrando que caprinos não apreciam tais condições.

Em Nova Odessa, local com temperaturas médias mais altas, pastagem com maior disponibilidade e melhor qualidade, os animais começavam a pastar mais cedo e mantiveram-se mais freqüentes durante o dia todo.
Esses resultados permitem concluir que caprinos apresentam preferência por horários de pastejo e não apreciam pastar quando o sereno da manhã ainda não secou.


Verminose em caprinos em pastejo e alternativas para seu controle

O conhecimento da dinâmica das larvas infestantes nas pastagens pode ser utilizado para tentar diminuir sua ingestão pelos animais fornecendo pastagens higienizadas. Os parasitas do sistema digestivo de caprinos são provenientes da ingestão de larvas eclodidas de ovos depositados nas pastagens. São necessários, em média, de cinco a sete dias para se desenvolverem a partir de ovos depositados na pastagem a larvas infestantes (Padilha & Gives, 1996).

As larvas necessitam de ambientes úmidos e propícios à ingestão pelo animal e buscam locais de umidade elevada e proteção contra radiação solar intensa. Tendem a se proteger na cobertura vegetal, onde conseguem proteção contra sua desidratação. A quantidade de larvas infectantes na pastagem é dependente das condições ambientais, pois a temperatura e umidade determinam a sua sobrevivência. Em ambiente tropical e subtropical, a elevada temperatura ambiente leva a menor sobrevivência das larvas, devido ao desgaste de suas reservas de energia, destruição pelos raios solares e dissecação.


Rotação de pastagens

O uso das pastagens no sistema rotacionado deve ser utilizado para reduzir o número de larvas presentes, principalmente em locais com temperatura e umidade elevada, pois segundo Banks et al. (1990) o número de larvas na pastagem diminui acentuadamente entre cinco e nove semanas no verão. Estudo de pastejo rotacionado com caprinos foi realizado por Barger et al. (1994), em ambiente tropical úmido, e mostrou que, no verão, a sobrevivência das larvas foi de 3-7 semanas; os autores propuseram a utilização de sistema rotacionado de pastejo com dez piquetes, com 3,5 dias de utilização e 35 dias de descanso. O uso desse sistema de manejo levou a diminuição acentuada da infecção parasitária nos animais e o uso de vermifugações.

O sistema de manejo utilizado pelo Instituto de Zootecnia com capim Aruana permite garantir a sua persistência e controlar a ingestão de larvas infectantes. O capim Aruana suporta cortes freqüente e baixos, desde que possa passar por período de descanso de no mínimo 35 dias. O hábito de crescimento cespitoso do Aruana possibilita maior exposição do solo aos raios solares, quando rebaixado, contribuindo para a diminuição de larvas infectantes na pastagem.

Recomenda-se a divisão da área de pastagem em 5 piquetes de 0,2 a 0,5 ha com cerca tradicional (fios ou tela) e sua divisão interna com cerca elétrica em três faixas de uso por 2-3 dias cada. O período de uso dos piquetes deve ser de no máximo 7 dias, dependente da disponibilidade da forragem, para evitar recontaminação do piquete por larvas eclodidas de ovos depositados no início deste pastejo. Descanso da pastagem por, no mínimo, 35 dias, é recomendável.


Restrição do horário de pastejo

Roda et al. (1995) propuseram sistema de manejo com restrição do pastejo dos animais nos horários iniciais da manhã no intuito de diminuir a ingestão de larvas infectantes. As larvas infectantes preferem o estrato superior da pastagem, pois há maior probabilidade de serem ingeridas pelos animais, e alta umidade é necessária à sua sobrevivência. Foi observado que, pela manhã, o teor de umidade no estrato superior da pastagem é elevado e, assim, ocorrem condições adequadas à permanência de larvas nessa porção.

A entrada dos animais na pastagem em horário com menor teor umidade resulta em uma menor ingestão de larvas devido a menor ocorrência dessas nas partes mais altas do vegetal. Os autores utilizaram cabras Alpinas e Saanen para comparar o sistema de pastejo livre, onde os animais tinham acesso livre à pastagem, e o sistema restrito, o qual ao animais eram soltos às 10hs e recolhidos às 17hs. Concluíram que a restrição do horário de pastejo causou aumento no ganho de peso dos animais e menor velocidade de infestação parasitária (OPG) , podendo ser utilizada como prática auxiliar ao controle de endoparasitoses.


Manejo dos animais

A restrição do horário de pastejo diminui o tempo gasto pelos animais nas atividades de seleção e ingestão da dieta, mas é importante para diminuir a infecção parasitária. Assim, bom desempenho de cabras em lactação pode ser conseguido fornecendo alimentação pela manhã e soltando-as após as 9-10 horas; permitir o pastejo até o final da tarde e recolhe-las e fornecer mais alimentação volumosa no cocho. Fornecimento de sombra, árvores ou abrigos é necessário para evitar aumento excessivo de temperatura corporal dos animais (Roda et al., 1992), o que pode levar a diminuição da produção de leite ( BRASIL et al., 1998). Uso de cerca elétrica, com oferecimento de pastagem rica em folhas e grande disponibilidade por área permite ingestão máxima em menor espaço de tempo. Permitir pastejo leve, com consumo de folhas e permitir sobras que poderão ser pastejadas em seguida por animais seguidores, menos exigentes como cabras secas.


Conclusões

Cabras em lactação devem ser alimentadas com forrageiras de bom valor nutritivo e com elevada disponibilidade por área.
O pastejo rotacionado é essencial para preservação das forrageiras e diminuição do número de larvas infectantes na pastagem,
Restrição do horário de pastejo, permitindo o acesso dos animais ao pasto após as 9 -10 horas da manhã, pode ser utilizado como prática complementar para diminuir a verminose.

Bibliografia - (disponível na Editora)

- Mauro Sartori Bueno - Zootecnista, MS., Dr., Pesquisador Científico III - Centro de Nutrição e Alimentação Animal, Instituto de Zootecnia, Nova Odessa (SP) - Transcrito dos Anais do V Endec.

Fonte: Revista O Berro nº 64

 

 

Utilizar pastagem nativa

O uso da pastagem nativa, caatinga, é de grande utilidade na criação de caprinos, porque reduz o custo de produção. O longo período de estiagem, entretanto, constitui fator limitante para a sua exploração. Um outro aspecto a considerar é o mau uso da caatinga pelo homem, o que vem reduzindo a disponibilidade das plantas forrageiras.

Deve-se, deste modo, alerta-se para o equilíbrio ecológico e o aumento da ofertas de forragens.

Para isso, as praticas mais indicadas são a manipulação e o manejo da caatinga.

1 CONHEÇA A MANIPULAÇAO DA CAATINGA RALA

Em caatinga rala ou degradada, faz-se o enriquecimento pela introdução de forrageiras adaptadas às condições do semi-árida.

2 CONHEÇA A MANIPULAÇAO DA CAATINGA DENSA


Na manipulação da caatinga mais fechada, existem pelo menos duas opções: ralear ou rebaixar.

RALEAMENTO

O raleamento é a retirada de plantas que os animais não consomem.

Esta pratica é realizada para facilitar o crescimento da vegetação rasteira e o acesso dos animais à caatinga.

Atenção: Deve-se evitar sombreamentos abaixo de 40%

REBAIXAMENTO

Rebaixamento é o corte de plantas forrageiras que, por serem altas, tem suas folhas fora do alcance dos animais.
O rebaixamento aumenta a produção e a disponibilidade de forragem.
O corte deverá ser feito a 40 ou 50 centímetros do solo.
As novas copas devem ser mantidas em torno de 1,60 metro de altura.

Atenção:

1. Apenas uma parte das arvores que servem para o rebaixamento deve ser cortada, poupando as restantes para outras ocasiões e finalidades.
2. O corte deve ser feito na época seca do ano.

Alerta Ecológico: As árvores e os arbustos devem ser preservados, pois eles são importantes para produção de madeira, produção de forragem com a queda das folhas e para própria preservação da mata.

3 . MANEJE A CAATINGA

As praticas de manejo da caatinga objetivam favorecer o equilíbrio ecológico e aumentar a oferta de alimentos para os animais.

3.1 DIVIDA AS PASTAGENS

A divisão das pastagens possibilita a rotação, promove o descanso do piquete e permite a separação dos animais por categoria.

3.2 DETERMINE A QUANTIDADE DE ANIMAIS NAS PASTAGENS

Lotações altas constituem enorme perigo para o equilíbrio da vegetação e para a produção de forragem.
Deve-se cuidar para que o número de animais não ultrapasse a capacidade da pastagem e, assim, prejudique a vegetação e favoreça o aparecimento de doenças no rebanho.

3.3 LOCALIZE OS BEBEDOUROS

Bebedouros devem ser instalados em pontos estratégicos para melhorar a exploração da área e aumentar o consumo de alimentos.
A água deve ser de boa qualidade e os bebedouros devem estar sempre limpos.

3.4 LOCALIZE OS SALEIROS

Os saleiros são instalados em pontos estratégicos para que os animais tenham sempre acesso a eles.

3.5 VEDE AS ÁREAS PARA DESCANSO

No pousio, a área deve permanecer vedada o tempo suficiente para recomposição da vegetação nativa e aumento da oferta de forragem.

3.6 REGULE A ENTRADA E A SAÍDA DOS ANIMAIS DAS PASTAGENS

É importante observar o estado da vegetação, no momento da entrada ou da saída dos animais o piquete.

Esta prática visa a não prejudicar a vegetação e, conseqüentemente, a produção de forragem.

Alerta Ecológico: Deve-se evitar a queima e o desmatamento da caatinga, principalmente em volta das nascentes e margens dos riachos.

Fonte: SEBRAE, SUDENE, SENAR

 

 

Faça feno

Feno é uma forragem verde desidratada com umidade em torno de 15 a 20% e de alto valor nutritivo, quando feito na época adequada.

O feno pode ser produzido de forrageiras cultivadas ou pastos nativo passível ao processo de fenação .

1.1 CORTE A FORRAGEIRA

A forrageira está no ponto de corte quando apresentar bom valor nutritivos e volume de massa.

Com as gramíneas, isso acontece antes da floração e, com as leguminosas, quando a floração atinge 1/3 das plantas.

1.2 DESIDRATE O MATERIAL

Depois de cortada, a forrageira deve ser espalhada no campo ou em terreiros, para desidratar.

1.3 REVIRE O MATERIAL

O material que se está fenando deve ser revirado constantemente para que o processo de desidratação seja rápido e uniforme.

1.4 OBSERVE O PONTO DE FENO

Deve-se pegar um pequeno feixe de forragem e torce com as mãos. Se sair sumo, a forrageira ainda está muito úmida; se quebrar, passou do ponto; e, se não sair sumo nem quebrar, está no ponto.

1.5 ENFARDE O MATERIAL

O feno no campo deve ser enfardado com prensa ou ensacado, para facilitar o transporte.

1.5 TRANSPORTE O FENO

O feno deve ser transportado para o local de armazenamento, utilizando-se qualquer meio de transporte.

1.6 ARMAZENE O FENO

O feno deve ser armazenado em local seco, arejado e coberto.

Fonte: SUDENE, SENAR