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Veja ! Alimento Natura para Pets, Cão com Patas Artificiais, Banho de Vapor, Dejetos Suinos, Irrigação na Produção, Fruta Engorda?, Caixa de Vitamina, Fruto ou Fruta e mais Valor Nutritivo em Plantas... PDF Imprimir E-mail
Escrito por Lívio Chaves   
Qua, 23 de Julho de 2014 08:29
“Sou dono das minhas
 
ideias e não me permito andar por outras pernas”.

 
"Flexível sim, não manobrável"

 

Alimento Natural em Alta para os Pets

 


Em vez de encher a tigela de seu animal de estimação com ração, coloque beterraba, arroz, cenoura, chuchu, aveia, algas marinhas, frango cozido…
Pode soar estranho, mas há vários indícios de que a mistura faz um bem danado à saúde do seu pet. Tendência no exterior, a onda de alimentação natureba canina e felina também vem crescendo a passos largos por aqui. Não se trata de uma dieta vegetariana. O que vale é servir alimentos frescos, repletos de nutrientes, que ajudam no processo de digestão.
“A maioria das rações vendidas hoje é fabricada com matérias-primas de má qualidade, com base de milho, farinha e soja”. Aberta em dezembro de 2010, a maior rede de alimentos do segmento saudável tem até uma espécie de restaurante canino no Rio de Janeiro, em Copacabana, onde eles servem suas “quentinhas” na hora. No ano passado, suas receitas congeladas nos sabores carne, frango e cordeiro para quinze lojas. Hoje, só em São Paulo conta com cerca de cinquenta pontos de venda.
É claro que ser adepto da prática pode pesar mais no bolso. Tudo depende de que tipo de produtos comprar e onde e quanto come seu animal – ler bastante sobre o assunto e pesquisar lojas e supermercados bacanas pode ajudar na empreitada. Se estiver cogitando entrar na onda, reserve espaço no seu freezer para congelar os itens e tente fazer uma transição vagarosa entre a ração e os novos ingredientes. O pessoal da cachorro verde pode ajudar na missão: além de ter um site repleto de informações, ministra cursos esporádicos sobre o assunto e presta consultoria veterinária em domicílio.

Cão que teve membros cortados volta a andar com patas artifícios




Pay de Limón teve membros decepados por gangue de criminosos.
Ele foi levado para abrigo, onde ganhou próteses.


Um cão no México que teve suas patas dianteiras cortadas por uma gangue de criminosos voltou a andar com o auxílio de pernas artificiais.

O cachorro Pay de Limón (Torta de Limão) havia sido jogado dentro de uma lata de lixo, na cidade de Fresnillo.

Mas, por sorte, ele foi encontrado e foi levado para o abrigo Milagros Caninos, onde está se recuperando e se adaptando às próteses.

O uso dos membros artificiais foi feito de forma gradual. Atualmente, o animal as está utilizando por períodos mais longos.

As patas artificiais custaram o equivalente a mais de R$ 12 mil e foram obtidas por meio de doações coletada pelo abrigo canino.
 

Banho de Vapor com Plantas

 

Continuando o assunto sobre aromaterapia, uma importante forma de sua utilização é através dos banhos de vapor com plantas. O vapor de água é um dos mucolíticos conhecidos mais eficientes. a inalação do vapor de água, à qual se podem juntar algumas gotas de essência para reforçar o efeito, combinando os efeitos terapêuticos da água com os da planta medicinal utilizada.
Aplicam-se os banhos de vapor com plantas na cabeça, no tórax ou até mesmo no corpo todo.  São indicadas no tratamento das sinutites, faringites, laringite, traqueíte, catarros e bronquites. Também são indicados contra a otite. Essas plantas facilitam a eliminação do muco, germes e restos celulares depositados nas mucosas respiratórias, com o que se acelera o processo de regeneração e cura.

Conheça algumas técnicas de banhos de vapor com plantas:

  1. Coloca-se uma panela de água fervente com as plantas ou essências a utilizar, em cima de um banco. A panela deve estar tapada. Em vez de plantas, podem-se acrescentar à água 2 ou 3 gotas de algum óleo essencial.
  2. O doente se senta em uma cadeira e se cobre com uma toalha grande ou com um lençol, de forma que não escape o vapor. Destapa-se a panela progressivamente para deixar sair o vapor.
  3. A aplicação dura de 10 a 15 minutos, até que pare de sair vapor. Convém terminar o banho com uma fricção de água fria ou álcool sobre a zona que esteve exposta ao vapor.

Um kit básico para utilização na aromaterapia:

- Antivirótico, anti-séptico, descongestionante: Eucalipto
- Calmante, anti-séptico: Alfazema
- Digestivo, refrescante, estimulante: Hortelã
- Calmante, suavizante, afrodisíaco: Salvia
- Estimulante, refrescante, anti-séptico: Limão
- Antidepressivo, relaxante, calmante: Petitgrain (folhas de citrus aurantium)
 
 

Aproveitamento dos dejetos suínos evita poluição ambiental e melhora qualidade do solo

 

A compostagem de dejetos suínos é uma das tecnologias que mais recebeu atenção nos últimos anos da Embrapa Suínos e Aves, em Concórdia, Santa Catarina. O principal resultado prático desse esforço de pesquisa foi o desenvolvimento de uma máquina que mistura os dejetos a um substrato sólido, como maravalha, serragem, palha ou cama de aviário. Como produto final, o sistema gera um composto orgânico que pode substituir o adubo químico. O equipamento foi gerado em conjunto pela Embrapa Suínos e Aves e a empresa  Bergamini, e deve ser lançado no mercado até final deste ano.

Segundo o pesquisador da Embrapa Suínos e Aves, Paulo Armando de Oliveira, responsável pelo desenvolvimento da máquina, a compostagem é o principal caminho para viabilizar o aumento da produção em áreas que já concentram grande número de suínos. “Essa é uma questão atual e que interessa bastante às agroindústrias e produtores”, disse Oliveira.

Outra vantagem está na questão ambiental. “O sistema de compostagem minimiza significativamente os riscos de poluição ambiental, reduzindo as emissões de gases de efeito estufa e de odores gerados”, explica o pesquisador.

Para implantar o sistema de compostagem mecanizado, o produtor precisa investir especialmente na edificação para as leiras e na máquina, mas o retorno é garantido. “O produto gerado é um adubo orgânico, que pode ser vendido”, explica o pesquisador. 

Para Paulo Armando, responsável pelo desenvolvimento da máquina, a compostagem é o principal caminho para viabilizar o aumento da produção em áreas que já concentram grande número de suínos. “Essa é uma questão atual e que interessa bastante às agroindústrias e produtores”, acredita.

 

Uso da irrigação promove um aumento na produção de alimentos

 

Irrigação de Pastagens

 A irrigação é considerada uma tecnologia importante para aumentar a produtividade agrícola de pequenas, médias ou grandes propriedades, especialmente para atender a demanda hídrica das culturas nos períodos críticos e de forte estiagem. Para o secretaria de Desenvolvimento Agropecuário e Cooperativismo (SDC) do Ministério da Agricultura, Caio Rocha, o uso da irrigação é um dos itens mais importantes para a modernização e o aumento da produtividade da agricultura brasileira.

Segundo ele, o utilização dessa ferramenta permite o uso intensivo dos solos reduzindo a pressão por abertura de novas áreas, além de qualificar a lavoura. O objetivo é mostrar e conscientizar para a necessidade do uso dessa ferramenta para produzir. O crescimento das áreas irrigadas é apontado como um dos principais fatores que garantiram o suprimento de alimentos em décadas de explosão demográfica.

Dados mostram que o setor agropecuário é o maior consumidor de água em todo planeta, correspondendo a 70% da água doce existente, enquanto o uso doméstico responde por aproximadamente 10%, sendo o restante consumido pela indústria.  

 

 

FRUTA  ENGORDA?

 

crédito da imagem: http://pnepigreja.blogspot.com/2008/10/receita_20.html
É um dos tabus mais espalhados acerca da fruta e, em alguns casos, uma desculpa para não comê-la. O consumo abundante de fruta não só não engorda mas é também uma das melhores maneiras de perder peso.
É certo que a fruta contém açúcares, e que estes fornecem calorias. Apesar disso, com a mesma quantidade de calorias, comparada com outros alimentos, a fruta:

  • produz maior sensação de saciedade,
  • praticamente não contém gorduras
  • exerce um efeito diurético natural que contribui para a redução do peso
  • devido à sua riqueza em vitaminas do grupo B, os seus açúcares metabolizam-se facilmente e não se transformam em gordura, como acontece com os produtos de pastelaria refinada.
Por exemplo, uma maçã grande de uns 200 gramas fornece cerca de 120 kcal, as mesmas que um donut em compensação, sacia mais, não fornece gordura e engorda muito menos.

Inconveniente da Fruta
Embora seja o tipo de alimento mais saudável e com maior poder curativo dentre todos os que existem, algumas delas devem ser usadas com precaução nos seguintes casos:

Diarréias: certas frutas são laxantes e devem ser evitadas, como a uva, o melão ou a ameixa; no entanto, outras são adstringentes e podem ser usadas, como a maçã, o marmelo ou a nêspera.
Cáries: se houver propensão para sofrer de cárie, deve-se reduzir o consumo de cítricos e beber os seus sucos com um canudinho.
 

UMA CAIXINHA DE VITAMINAS

 

Originária da Ásia, as cerejas são frutos pequenos e arredondados que podem apresentar várias cores, sendo o vermelho o mais comum entre as variedades comestíveis. Também conhecida como amarena, é uma espécie do género Prunus, pertencendo ao subgênero Cerasus (cereja), nativo de grande parte da Europa e do sudoeste asiático. É um parente próximo da cereja Prunus avium, também conhecida como cereja-doce, mas o seu fruto é mais ácido, sendo útil principalmente para fins culinários.


cereja
Possui todos os nutrientes em pequena quantidades, exceto a vitamina B12. Contém vitaminas A, B, E, bem como os cálcio, fósforo, magnésio, ferro, sódio, potássio (o mais abundante), zinco e cobre.
Além disso, contém pequenas quantidade de componentes tais como:
- ácidos organicos - málico, succinio e cítrico - que atuam como estimulante das glândulas digestivas e depurador sanguineo;
- fibra vegetal, em maior parte formada por pectina, que lhe confere o efeito laxante e hipolipemiante (redução de colesterol);
- flavonóides que lhe conferem propriedades diuréticas, antioxidantes e anticancerígenas,
- ácido salicílico - ação antiinflamatória e antireumática.

A cereja é uma fruta que por seu efeito diurético e depurativo, assim como por sua escasses de sódio e gorduras, potencializa sua ação emagrecedora. Seu uso abundante, especialmente em forma de cura semanal, é recomendado em todo tipo de doença crônicas tais como artritismo, gota, reumatismo crônico, arteriosclerose, prisão de ventre crônica, intoxicação por uma dieta pesada, hepatopatias crônicas, insuficiência cardíaca, convalescença de processos infecciosos e doenças cancerosas.
 
 

FRUTO OU FRUTA?

 

O fruto forma-se a partir do ovário maduro da flor e as sementes dos seus frutos.

Entre toda a grande variedade de produtos alimentares que a natureza nos oferece, nenhum é tão agradável à vista e ao paladar, nem tão salutar como a fruta.

Fruto: conceito botânico onde a parte comestível do vegetal que se desenvolve e que contém em seu interior as sementes. O fruto forma-se a partir do ovário maduro da flor e as sementes dos seus frutos.

Fruta: conceito alimentar onde chama-se 'fruta' ao 'fruto' de uma planta, doce e suculento, que se costuma comer no seu estado natural e que proporciona sensações agradáveis aos cinco sentidos.

Embora tomates, pepinos e berinjelas sejam frutos do ponto de vista botânico, não se consideram frutas do ponto de vista alimentar, mas sim hortaliças. Esta classificação tradicional é um tanto arbitrária, pois os tomates, por exemplo, cumprem todos os critérios para serem considerados uma autêntica fruta.

 

O VALOR NUTRITIVO DAS PLANTAS

 

fruta é saúde O que a fruta proporciona

- água: constitui entre 80 e 93% da maioria das fruta-se de uma água não contaminada, que contém dissolvidas numerosas substancias biologicamente ativas.

- açúcares: os mais abundantes são a glucose e a frutose, que passam diretamente para o sangue sem precisarem ser digeridos, proporcionando energia de maneira rápida. Algumas frutas como as laranjas, as maçãs, o melão e a melancia e a manga contém também sacarose.

- amido: é muito escasso ou inexistente na maior parte das frutas. Isso porque com a maturação, o amido vai se transformando em açúcares simples (glucose e frutose). A banana é, de todas, a fruta mais rica em amido (1% a 2%).

- fibra: na sua maior parte, do tipo solúvel (pectina e hemicelulose).

- ácidos orgânicos como o cítrico, que potencializam a ação da vitamina C: são anti-sépticos e produzem alcalinização do sangue e do interior do organismo.

- vitaminas: sobretudo a vitamina C e a provitamina A (betacaroteno), que são potentes antioxidantes.


- minerais: especialmente potássio, magnésio, cálcio e ferro.

- flavonóides, antocianinas e outros elementos fitoquímicos, que atuam como verdadeiros medicamentos evitando a arteriosclerose, fluidificando o sangue e prevenindo o câncer.

O que a fruta não contém
- colesterol
- purinas
- substâncias tóxicas

 

 
Veja ! Transgênicos, Melhoramento do Gir Leiteiro, Tecnologia na Criação de Peixe, Custo de Produção e Qualidade do Leite... PDF Imprimir E-mail
Escrito por Lívio Chaves   
Ter, 22 de Julho de 2014 08:34

Em 13 anos, transgênicos representaram US$ 12 bilhões em economia

Estudo mostra que a maior parte dos benefícios se converte em ganhos diretos para o produtor

 

Abrasem

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

RIO DE JANEIRO – Um levantamento realizado pela empresa de consultoria Céleres sobre benefícios socioambientais e econômicos do uso de sementes geneticamente modificadas na agricultura mostra que nos últimos 13 anos US$ 12 bilhões foram economizados no Brasil.

“Os benefícios incluem as culturas de soja, milho e algodão podem ser verificados tanto na fazenda como na indústria”, diz Anderson Galvão, analista da empresa.

De acordo com ele, no campo as maiores vantagens do uso da biotecnologia são: redução das aplicações de defensivos, menor uso da água e do diesel e aumento da produtividade das lavouras. Do valor economizado, 37% se referem à redução de custos no campo e 44% se devem a ganhos de produtividade.

Em 2012, 47% da área total cultivada com soja no Brasil é transgênica. No caso do milho, este indicador é um pouco maior, de 49%. Já o algodão modificado ocupa 4% da área destinada à cultura.
Nos próximos 10 anos, a Céleres estima que a economia proporcionada com o uso de biotecnologia chegará a US$ 125 bilhões, dos quais 84%

 

A ABCGIL e SEBRAE assinaram termo de Cooperação Técnica

 

 
 
Durante a 78ª Expozebu na cidade de Uberaba/MG, foi assinado um Termo de Cooperação Técnica entre a ABCGIL e o SEBRAE/MG para ampliação e difusão de rebanhos colaboradores para o Programa Nacional de Melhoramento do Gir Leiteiro – ABCGIL/Embrapa.


O presente Termo irá contemplar desde o treinamento dos técnicos do SEBRAE/MG até o acompanhamento e distribuição de sêmen de touros em Teste de Progênie para as fazendas participantes do Educampo.


O Educampo é um programa bem sucedido, executado pelo SEBRAE/MG, que visa implantar nas propriedades rurais uma gestão profissional com otimização de recursos.


A ABCGIL pretende implantar nas fazendas participantes do Educampo polos de rebanhos colaboradores, o que irá aumentar a quantidade de ventres disponíveis para o Teste de Progênie, gerando por consequência maior acurácia nas avaliações e até mesmo maior disponibilidade de vagas para novos touros em prova.


Já estão programadas, a partir do dia 25/06, reuniões de treinamento dos técnicos do SEBRAE/MG pelos técnicos da ABCGIL nas macrorregiões mineiras de Patrocínio, Governador Valadares, Varginha e Paraopeba.


A distribuição do sêmen e acompanhamento destes novos rebanhos colaboradores captados pelo SEBRAE/MG começa no segundo semestre deste ano.
 
Fonte: ABCGIL 
 

Computador vai ajudar a melhor o desempenho da criação de peixe

 

O Aquisys é um sistema informatizado desenvolvido para ser acessado via web, visando auxiliar a gestão ambiental da aquicultura em apoio às boas práticas de manejo - com foco inicial no cultivo de tilápia. O sistema reuniu em um único local diversas informações e estimativas importantes para o produtor, antes dispersas ou em linguagem difícil de entendimento. Assim, o sistema considera três temas principais “Boas práticas de manejo da aquicultura na propriedade”; “Leis, órgãos e serviços relacionados à aquicultura” e“Apoio à gestão ambiental da aquicultura”, onde cada um oferece diversos módulos para obtenção de diagnósticos, estimativas, informação ou organização de informação que apoie politicas publicas para o setor.

Pesquisadores do projeto Manejo e Gestão Ambiental da Aquicultura, componente do Projeto em Rede Aquabrasil da Embrapa, desenvolveram um sistema informatizado de gestão ambiental da aquicultura – Aquisys. O trabalho foi liderado por Julio Queiroz da Embrapa Meio Ambiente (Jaguariúna, SP). A pesquisadora responsável pelo plano de ação onde o Aquisys foi desenvolvido, Maria Conceição Pessoa, da Embrapa Meio Ambiente explica que o acesso ao sistema será on-line via web e permitirá que produtores possam utilizá-lo para avaliar se as práticas conduzidas em suas propriedades estão alinhadas às orientações de Boas Práticas de Manejo da Aquicultura.

Aquisys leva em conta as principais demandas de piscicultores, identificadas nos levantamentos realizados em solicitações de informações técnicas formuladas em dias de campo do projeto componente citado e de questionamentos direcionados ao serviço de apoio ao contribuinte da Embrapa Meio Ambiente, após essas ações.

 

Custo de Produção : Importante Ferramenta Gerencial na Agropecuária

 



Na definição de um empreendimento agrícola, é importante que se faça um planejamento para obter sucesso. Para isso, deve-se considerar uma gama de fatores ao escolher o quê, como, onde e para quem produzir, e ainda de forma específica para cada talhão de sua propriedade. Dentre as várias ferramentas de planejamento e gestão disponíveis, o custo de produção é muito importante para subsidiar o planejamento.

Cada vez mais o produtor deve estar atento à maneira pela qual está produzindo, mensurando o custo e receita realizada com a produção. Parece redundância falar em mensurar custo quando o produtor já vem realizando sua atividade há um bom tempo e de certa forma tem ideia do quanto gasta. Mesmo assim, é importante relembrar para que possa avaliar periodicamente como vem produzindo e o impacto das operações, uso de máquinas e implementos e insumos utilizados para que tenha controle da produção e de seus resultados.

Para tanto, é necessário que enxergue a propriedade rural como uma empresa de fato. Nesta empresa há pessoas, equipamentos, terras, insumos para transformação e recursos financeiros para tocar o negócio. A adoção de um sistema de planejamento tem por finalidade utilizar técnicas de gestão a fim de maximizar o rendimento das culturas e, consequentemente, os lucros, além de minimizar os custos de produção, visto que esta técnica é baseada na identificação e eliminação das possíveis causas de redução da produtividade.

 

QUALIDADE DO LEITE




Introdução

A qualidade do leite é um tema da maior importância para produtores leiteiros da Zona Bragantina. Sabe-se que a principal razão do baixo consumo dos produtos lácteos produzidos nessa região é a desconfiança dos consumidores com respeito à qualidade. Estudos recentes efetuados por Vieira et al. 2001a, deram conta que a qualidade físico-química do leite estava dentro dos limites aceitáveis. Já a qualidade microbiológica foi questionável, necessitando se fazer um trabalho de conscientização junto aos produtores, para melhorar as condições higiênico-sanitárias dos sistemas de produção.
Conforme o Programa Nacional da Qualidade do Leite, as normas restritas de qualidade deveriam ser implementadas na Região Norte, em julho de 2004. Isso iria exigir um grande esforço de todo o setor para se ajustar à legislação e poder participar do mercado cada vez mais exigente.

Qualidade do leite

A qualidade do leite é muito importante para as indústrias e produtores, tendo em vista sua grande influência nos hábitos de consumo e na produção de derivados. Por isso, é necessário conhecer alguns conceitos sobre a qualidade do leite, referentes à composição e condição higiênico-sanitária.
Ao levar a sua matéria-prima a um centro processador ou industrial, o produtor tem o seu leite submetido a testes de avaliação, para verificar a sua qualidade. São efetuadas análises, conforme as normas vigentes, visando garantir produtos com o menor risco possível para a população. A qualidade do leite é definida pelos seguintes critérios:

Constituição físico-química

Na composição do leite, constam a parte úmida, representada pela água, e a parte sólida, representada por dois grupos de componentes: o extrato seco total e o extrato seco desengordurado.

Extrato seco total

- É representado pela gordura, açúcar, proteínas e sais minerais. Quanto maior esse componente no leite, maior será o rendimento dos produtos.

Extrato seco desengordurado

 - Compreende todos os componentes, menos a gordura (leite desnatado). Por lei, o produtor não pode fazer a remessa dessa fração do leite para a indústria. Apenas as indústrias podem manejá-la, por meio de desnatadeiras, destinando-a à fabricação de leite em pó, leite condensado, doces, iogurtes e queijos magros.

Gordura

- É o componente mais importante do leite. O leite enviado à indústria deve conter, no mínimo, 3% de gordura. Na indústria, a gordura dá origem à manteiga, sendo o seu teor responsável pelo diferencial no preço do leite pago ao produtor.

Água

- Maior componente do leite, em volume. Há cerca de 88% de água no leite. Se, de alguma forma, água for adicionada ao leite, o peso do produto será alterado sensivelmente. Logo, isso constitui uma fraude.

Densidade

É a relação entre peso e volume. Assim, um litro de leite normal pesa de 1.028 a 1.033 gramas. Abaixo ou acima desse intervalo, o leite pode ter a sua qualidade comprometida e ser recusado pelas indústrias. Deve-se considerar que um leite com um alto teor de gordura, como por exemplo, acima de 4,5%, terá provavelmente uma densidade abaixo de 1.028 gramas. Para evitar fraudes por aguagem, a densidade do leite é medida, diariamente, na indústria.
 
 
Veja ! Jumentos, Vaca em Gestação, Curiosidades, Culinária, Carne de Frango, Produtos Orgânicos, Ovino Orgânico e Sanidade Equina... PDF Imprimir E-mail
Escrito por Lívio Chaves   
Seg, 21 de Julho de 2014 08:44

Jumentos: uma classe de animais em extinção

Historicamente vinculados ao trabalho no campo, os animais perdem a serventia e o rebanho despenca no Brasil. Campanha na web quer salvar os jumentos


Editora Globo
“Jumento não é o grande malandro da praça. Trabalha, trabalha de graça. Não agrada ninguém. Nem nome não tem. É manso e não faz pirraça, mas quando a carcaça ameaça rachar, que coices, que coices que dá” (Trecho da canção O Jumento, de Chico Buarque)

A canção O Jumento, escrita por Chico Buarque em 1977, já revelava as tristes condições de vida do animal. O trecho inicial diz: “Jumento não é o grande malandro da praça. Trabalha, trabalha de graça. Não agrada ninguém. Nem nome não tem. É manso e não faz pirraça, mas quando a carcaça ameaça rachar, que coices, que coices que dá”.

Nos mais de 30 anos que se passaram desde a composição, pouca coisa mudou no cotidiano do jumento, animal típico nordestino também conhecido como jegue. Recentemente alvo de uma grande polêmica, depois que a China sinalizou a intenção de comprar no Brasil 300 mil animais para destiná-los à produção de cosméticos, os jumentos atraíram a atenção de uma das mais célebres defensoras de animais do mundo: a atriz Brigitte Bardot, que, em carta, pediu à presidente Dilma Rousseff que evitasse tal carnificina.

De acordo com Fernando Viana, agrônomo e presidente da Associação Brasileira dos Jumentos Nordestinos, no entanto, a intenção da China de adquirir os animais do Nordeste do Brasil, que responde por mais de 90% do rebanho brasileiro, não se concretizou na prática. “Foi assinado um protocolo de intenções entre uma missão de chineses e o governo do Rio Grande do Norte, mas não há registro de comércio”, disse.

Em carta à Dilma, Brigitte Bardot sai em defesa dos jegues brasileros.

Ainda que os animais nordestinos não estejam virando cosméticos, sua miserável existência não foi amenizada com a chegada da modernidade. Trata-se de uma classe de animais fadada ao trabalho no campo. “Um jumento forte e bom para o trabalho não tem preço”, diz Viana. Em compensação animais não tão fortes já foram comercializados pelo valor de uma galinha, lembra o agrônomo.

A sorte dos mais fracos, no entanto, é serem abandonados nas beiras das estradas e morrer de inanição ou atropelamento. “A tradição do jumento é o trabalho rural e, depois que os tratores de pequeno porte chegaram ao campo, os animais migraram para a cidade ou foram abatidos de maneira indiscriminada, o que fez o rebanho brasileiro cair mais de 70% nas ultimas quatro décadas, de 2,7 milhões de cabeças em 1967 para apenas 590 mil cabeças em 2010. Nas cidades eles tiveram serventia no transporte de objetos e pessoas até a chegada das motocicletas. “Parece não haver saída para a recuperação do rebanho do Brasil”, diz Viana. Uma alternativa, segundo ele, seria o governo federal obrigar a destinação de jumentos para trabalhos em assentamentos rurais, mas em época em que o bem estar animal é altamente respeitado, dificilmente essa idéia tomará alguma forma e sensação é de que a classe caminha a passos largos para extinção no Brasil. “Em países subdesenvolvidos o rebanho cresce ou se mantém, diferente do que ocorre nos países em desenvolvimento ou desenvolvidos, onde a queda é contínua”.


A importância de secar a vaca dois meses antes do parto

 

 


A secagem da vaca no final da gestação proporciona melhor saúde ao bezerro. A chamada secagem de vacas é uma técnica simples usada para fazer com que o animal interrompa a lactação. O objetivo é proporcionar um descanso à vaca no fim da gestação para que o animal possa gerar uma cria saudável. Segundo os pesquisadores da Embrapa Gado de Leite, em Juiz de Fora, Minas Gerais, vacas que procriam dando leite, produzem bezerros fracos e não apresentam condições corporais durante o parto, o que pode ocasionar sérios problemas para a vaca e o bezerro e, consequentemente, gerar prejuízos para o produtor.

 A secagem é recomendada até dois meses antes do parto. Mas os especialistas aconselham adotar o procedimento quando a produção de leite do animal fica muito baixa, tornando antieconômico manter o animal em lactação. Outra vantagem de efetuar a secagem é o fato de ela proporcionar maior produção de colostro, alimento fundamental para que o bezerro cresça de forma saudável.

A secagem é feita por meio do esgotamento do úbere. É importante que o produtor observe se há mamite antes de iniciar a secagem para evitar maiores complicações durante o processo, o que aumentaria o custo do tratamento.

 

 

Curiosidades
VARIEDADES

Você sabia...?

... que os caprinos têm um verdadeiro horror de lama? Se pudessem escolher livremente não pisar na lama, com certeza, eles estariam sem verminoses e parasitas.

... que a formiga pode erguer 50 vezes seu próprio peso? E pode puxar 30 vezes seu peso? E sempre cai do lado direito?

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Provérbios

- O amor novo vai e vem, mas o velho se mantém.

- Consciência limpa é sinal de memória fraca.

- O amor é como a lua, quando não cresce, míngua.

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Ditados

- Quem em um ano quer ser rico, em seis meses estará enforcado.

- Moça com velho casada, como velha se trata.

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Ditado Esquisito

- Banguela não encurta o caminho, encurta a vida.

 

 

CULINÁRIA - Bode do Bom Sertão


Ingredientes:

- 3 cebolas

- 3 tomates

- 3 pimentões verdes

- 4 dentes de alho

- Suco de 1 limão

- 2 pimentas-de-cheiro

- Coentro

- sal a gosto

- 1 litro de água

- 2 colheres de extrato de tomate

- 5 quilos de bode salgado e seco

 

 

 

 

 

Modo de fazer:

Refogar todos os temperos e acrescentar o bode.

Deixar refogar por 10 minutos. Acrescentar a água e levar tudo para panela de pressão por 30 minutos.

Servir com feijão tropeiro e arroz branco.

Última atualização em Sáb, 02 de Junho de 2012 07:37

 

 

 

Agricultor pode melhora a renda criando aves na pequena propriedade

 

 

A produção de carne de frango e ovos proposta pela Embrapa Suínos e Aves tem como um dos seus objetivos a diversificação de atividades na propriedade rural e, consequentemente, a agregação de renda ao produtor. “Existem espaços no mercado complementares ao modelo industrial”, garante o pesquisador Gilberto Schmidt. A proposta preserva a qualidade do frango moderno e oferece a possibilidade de produzir carne e ovos alternativos.

O sistema de produção alternativo de frangos de corte e galinhas de postura deve contribuir para a sustentabilidade da propriedade rural, nos aspectos ambientais, econômicos e sociais. A proposta do sistema de produção alternativa de carne e ovos é complementada pela utilização das linhagens coloniais de frangos de corte e galinhas de postura, desenvolvidas pela Embrapa Suínos e Aves.

O planejamento adequado da produção é importante para o produtor obter sucesso no negócio, pois não basta apenas saber o que se vai produzir. A Poedeira Colonial Embrapa 051 oferece produção superior às aves coloniais rústicas. Ela atinge, em condições adequadas de manejo e biosseguridade, produção média de 280 a 300 ovos no período de vida útil compreendido entre 20 e 80 semanas de idade.

O Frango de Corte Colonial Embrapa 041 apresenta características coloniais, preservando todas as vantagens do frango de corte comercial, como biosseguridade na origem, controle sanitário na produção e qualidade de carne. O Frango Embrapa 041 alcança idade de abate aos 84 dias, com peso vivo médio de 2,7 kg, em condições normais de criação.


Lei inclui produção orgânica na agricultura familiar 

 

Uma normatização específica para a produção orgânica dos agricultores familiares de Mato Grosso do Sul é o que institui a Lei 4.106, de autoria do deputado Diogo Tita (PPS), publicada no Diário Oficial. A nova norma dispõe sobre a agroecologia e a agricultura familiar no Estado. “A lei estimula as práticas saudáveis aos agricultores, visando motivá-los e incentivá-los à implantação de sistemas agroecológicos de produção e à certificação da produção orgânica, ampliando a regularidade da oferta”, destaca Tita.“É cada vez maior o número de pessoas que estão buscando uma alimentação mais saudável, na tentativa de resgatar um tempo em que ainda era possível ter à mesa alimentos frescos, de boa qualidade biológica e livres de agrotóxicos”, acrescenta o parlamentar.
Agroecologia é um sistema de produção agrícola alternativa que busca a sustentabilidade da agricultura familiar resgatando práticas que permitam ao pequeno agricultor produzir sem depender de insumos industriais. Ela engloba princípios ecológicos básicos para estudar, planejar e manejar sistemas agrícolas que, ao mesmo tempo, sejam produtivos, economicamente viáveis, preservem o meio ambiente e sejam socialmente justos.Já a agricultura orgânica é definida como o sistema de produção que não utiliza fertilizantes sintéticos, agrotóxicos, reguladores de crescimento ou aditivos para a alimentação animal, seguindo os princípios da lei federal 10.831, de 23 de dezembro de 2003, que dispõe sobre a agricultura orgânica a nível nacional.
Segundo a lei, os pequenos agricultores deverão ser estimulados às práticas que visem motivar, estimular e incentivar a implantação de sistemas agroecológicos de produção e a certificação da produção orgânica; apoiar as associações de produtores nas iniciativas de organização e certificação da produção; desenvolver pesquisas e incentivar a produção de sementes e leguminosas para a adubação verde; estimular a recuperação da fertilidade do solo com o uso da adubação verde, compostagem e outros adubos de origem orgânica; dar apoio à produção de pequenos animais para a diversificação, melhoria do manejo e viabilidade econômica; garantir o reflorestamento, arborização e silvicultura como opções econômicas em todas as atividades de produção agropecuária ecológica; desenvolver uma marca ou selo que caracterize as frutas, verduras e produtos processados, entre outras ações.
Ainda de acordo com o deputado, o Plano de Safra 2011/2012 prevê a disponibilização de R$ 110 bilhões para a agricultura empresarial e R$ 16 bilhões aos produtores familiares. “O Brasil já é o segundo maior produtor de orgânicos do mundo e o setor tem 70% de suas vendas voltadas ao mercado externo. Com 800 mil hectares de área cultivada, envolvendo 15 mil produtores, dos quais 80% são pequenos produtores, o país fica atrás somente da Austrália”, afirma Diogo Tita.Conforme Tita, os agricultores familiares são responsáveis por aproximadamente 40% da produção agropecuária, 80% das ocupações produtivas agropecuárias e uma parcela significativa de alimentos que chegam à mesa dos brasileiros, como feijão (70%), mandioca (84%), carne de porco (58%), leite (54%), milho (49%), aves e ovos (40%).
 
 

Paraiba é a pioneira na produção orgânica de Ovinos

 

Nos últimos anos, os produtos orgânicos vêm ganhando espaço nos mercados interno e externo pela mudança nos hábitos alimentares dos consumidores - a procura por alimentos saudáveis vem crescendo a cada dia. No Brasil, a produção orgânica geralmente está associada à produção de frutas, verduras e leguminosas. No entanto, a produção de leite, derivados e carne também pode seguir a mesma filosofia. Localizada no Município de Santa Terezinha, no interior da Paraíba, a Fazenda Tamanduá há dois anos vem investindo na produção orgânica de ovinos. Com uma produção 100% sustentável, o negócio é pioneiro no segmento na região nordeste, colocando a Paraíba em destaque pela inovação.
A Fazenda ainda está em sistema de organização da cadeia e, em breve, pretende estruturar a comercialização do produto nos mercados do país.Segundo Alan Glaydoon, veterinário responsável pela Fazenda Tamanduá, o processo de produção orgânica segue os requisitos das normas nacionais sem o uso de qualquer tipo de químicos, seja antibióticos ou hormônios, nos lotes de animais. “Nesse tipo de manejo o bem-estar animal vem em primeiro lugar e sempre buscamos o menor impacto ambiental possível”. As ovelhas da propriedade alimentam-se do pasto natural onde são cultivados também pés de romã em associação. “Nos pastos realizamos um sistema de descanso, utilizamos cercados móveis, energia solar para a irrigação e com essa alimentação natural e regrada evitamos as temidas verminoses e temos um animal extremamente saudável”, explica Glaydoon.
A Fazenda Tamanduá já conseguiu estruturar o esquema de padronização dos cordeiros para o corte. “São encaminhados animais com 120 dias de vida e que possuem 30 kg, isso rende para o comércio 15 kg de carne por animal e peças com cortes especiais, que em animais mais velhos não é possível”, comenta o veterinário. Segundo o gestor do Projeto de Ovinocaprinocultura Sustentável do Sebrae na Paraíba, Antônio Felinto, a carne orgânica possui sabor, aspectos nutricionais e maciez bem característica, justamente pelos animais terem um tratamento diferenciado durante o período de vida. De acordo com ele, a carne se desfaz com maior facilidade ao corte, ao contrário da carne convencional, que se mastiga muito mais para digerir. O aroma também é outro aspecto sensorial diferenciado. A produção orgânica é auditada, regrada e garantida pela WWF-Brasil, uma das maiores Organizações Não Governamentais de proteção à natureza e aos animais que apoia projetos de pecuária orgânica no Brasil.
 
 

DOENÇA ARTICULAR DEGENERATIVA EM EQUINOS

 


Com o passar dos anos houve uma evolução na medicina veterinária, principalmente na parte de diagnóstico por imagem, e na forma de se treinar os cavalos; com isso os animais atualmente permanecem na carreira esportiva por mais tempo. Esse período mais longo em campanha favorece em muito o amadurecimento dos animais e cria conjuntos (cavalo e cavaleiro) mais experientes, por outro lado começou a aumentar a incidência de doença mais tardias, dentro desse quadro se encaixam as osteoartrites (O.A.).

As osteoartrites são lesões que afetam a cartilagem articular e osso adjacente, chamado de subcondral. Sua incidência é alta nos equinos atletas e atualmente é a principal responsável pela retirada precoce dos animais do esporte.

A articulação é composta por diversas estruturas entre elas estão a cartilagem articular, responsável pela absorção do impacto, e o líquido sinovial responsável pela lubrificação e nutrição das células da cartilagem, os condrócitos. Com os exercícios intensos e repetitivos há o desenvolvimento de um processo inflamatório, na maioria das vezes leve e discreto que não possui manifestações clínicas, porem promove alterações na estrutura do líquido sinovial diminuindo sua viscosidade e consequentemente sua capacidade de lubrificação. O organismo na tentativa de suprir a deficiência aumenta a produção com uma qualidade inferior, levando a distensão da cápsula articular.

Se não houver um bloqueio desse processo a cartilagem começará a sofrer um desgaste excessivo e diminuirá a capacidade de absorção do impacto, essa força será transmitida em maior intensidade ao osso subcondral. A resposta tecidual a essa lesão é de substituição da cartilagem lesionada por fibrocartilagem, um tecido cicatricial com capacidade de absorção inferior. O osso subcondral começa a ficar mais espesso para suportar a força transmitida, e aprecem na imagem radiográfica os ósteofitos.

 

 
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Escrito por Lívio Chaves   
Sáb, 19 de Julho de 2014 08:59

A criação de ovelhas em consórcio com plantações de frutas vem dando certo

 

Foto: Divulgação A A frutiovinocultura é uma das modalidades da Integração Lavoura-Pecuária-Floresta (ILPF), formada pelo consórcio de plantas frutíferas com a criação de ovelhas. Ela tem sido implantada no Nordeste brasileiro como uma alternativa viável para aumentar a produtividade e a rentabilidade das áreas de cultivo irrigado de frutas. No Vale do Submédio São Francisco, a maior parte dos consórcios acontece em áreas de cultivo de uva e de manga, que são os principais produtos de exportação da região.

O consórcio usando ovinos é o mais recomendado, pois os animais causam menos danos aos pomares, em comparação com caprinos e bovinos. A criação também é aconselhável por eles terem menor porte que os bovinos e por privilegiarem o pastejo de plantas herbáceas e não da copa das árvores, como os caprinos.

Entre as diversas vantagens da frutiovinocultura, está a maior eficiência no uso da terra, pelo aproveitamento da mesma área com duas atividades, pela incorporação de mais uma fonte de renda e atenuação do problema da sazonalidade da agricultura, já que, com a criação de ovinos, a propriedade pode comercializar os animais todos os meses do ano. O consórcio possibilita ainda a redução de custos com capinas manuais, roçagens mecânicas e aplicação de herbicidas, uma vez que os animais se alimentam das plantas daninhas. A médio e longo prazos também diminuem os custos com adubação química, face a deposição dos dejetos nas áreas, além do esterco que é retirado no aprisco.

 

Sertânia Terra de Mulher Bonita e Berço da Caprino-ovinocultura Brasileira!!!
 
 
Foto

 

 

 

 

 

 

Conhecendo As Plantas Trepadeiras

 




Dá-se o nome de trepadeiras às plantas que crescem apoiando-se em um suporte qualquer, inclusive outras plantas.
            Nas florestas tropicais são freqüentes as lianas ou cipós, que pendem das  árvores ou nelas se enroscam, tais como: cipó-caboclo, cipó-cabeludo, cipó-chumbo, etc. Este  último ocorre também como parasita de plantas cultivadas.
          Certas trepadeiras se utilizam de gavinhas, como: ervilha, chuchuzeiro, maracujá, etc. Outras trepadeiras enrolam o seu caule em torno do suporte, subindo mais a cada volta que executam ( caule volúvel ), como: feijoeiro, glicínia, soja perene, etc.
         Algumas trepadeiras sobem com o auxílio de espinhos que se prendem em tudo que possa servir de suporte, como a roseira e a primavera. Outras, ainda, utilizam-se de pequenas raízes, que crescem de espaço em espaço, ao longo de seus caules, como a hera, o que lhes permite subir em muros.

 

Manejo de crias de ovinos: do nascimento à desmama

 

 

Segundo Samuel Souza, analista da Embrapa Tabuleiros Costeiros, as práticas de manejo no contexto da cabrino-ovinocultura aborda, de maneira direta e objetiva, os cuidados necessários durante uma determinada fase da produção dessas espécies que apresenta grande necessidade de procedimentos especiais com os animais. “Desde a fase de gestação, estes animais vêm sofrendo influências diretas e indiretas quanto ao manejo da fêmea gestante. Portanto, devemos iniciar os cuidados desde a fase de gestação, mais especificamente no seu terço final, até o completo desaleitamento do animal, momento em que se encerra o período denominado ‘fase de cria’”, ressalta. Esses cuidados geram  redução das perdas produtivas por mortalidade de animais durante essa faixa etária, garantem a proteção imunológica passiva, previne contra enfermidades oportunistas, possibilita o controle zootécnico de maneira a organizar e monitorar a produção e garante melhor desenvolvimento dos animais preparando-os para a vida produtiva.

 

Instalações e fases dos caprinos



A disponibilidade de alimento, o manejo eficiente e as instalações adequadas formam um tripé de sustentação da ovinocultura.

Recomendações da Embrapa Meio-Norte. O chiqueiro ideal para o manejo dos caprinos deve ser rústico. Comumente utilizam-se materiais existentes na propriedade, tais como madeira redonda e palha de babaçu ou carnaúba para a cobertura, com piso de chão batido.

O tamanho do chiqueiro deve ser definido de acordo com a dimensão do rebanho, recomendando-se uma área útil de, em média, 1,0 (um) m² para cada animal adulto.

É importante que o chiqueiro apresente, internamente, pelo menos quatro divisões, destinadas para lotes de animais nas seguintes fases de desenvolvimento:

- Cabras em estado avançado de gestação (próximas à parição) e cabras recém-paridas.

- Animais em fase de reprodução (matrizes e reprodutores).

- Cabriteiro (animais em lactação).

- Cabritos desmamados.

A primeira divisão deve dar acesso a um piquete com pastagem nativa ou cultivada. Esta área permite manejar adequadamente as cabras próximas à parição e as cabras recém-paridas, evitando a ação de predadores e a ocorrência de miíases (bicheiras) nos animais recém-nascidos.

Em cada uma das divisões reservadas tanto aos lotes de cabras próximas à parição e ao lote das recém-paridas, quanto para os animais em reprodução e desmamados, devem ser colocados cochos para sal mineral para a suplementação dos animais.

Os cochos podem ser feitos de pneus, de tábuas ou de troncos ocos encontrados na propriedade e devem ficar posicionados a uma altura de 0,50 m do solo, podendo, sobre eles, ser colocado um protetor, constituído por ripa ou arame, a uma altura de cerca de 0,30 m acima da altura do cocho, para evitar a entrada de animais.

 

Dentes

 

 

Na hora de verificar a magreza dos animais é bom dar uma espiada nos dentes. Animal sem dentes, ou com dentes ruins, sempre irá comer menos.

 

 

 

 

 

 

Caprinos são alternativa econômica e social


Criação que não exige grandes extensões de terra ou grandes recursos para sua aquisição e instalação, a caprinocultura, hoje, é a alternativa agropecuária economicamente mais indicada para o Nordeste. A carne é o principal alimento infantil e de idosos das classes sociais mais pobres, nas regiões do Semiárido. O caprino vem encontrando, nos últimos tempos, um mercado em que a demanda é bem maior do que a oferta regional, como é o caso do leite, que nos grandes centros não supre a procura. A busca pela carne nas feiras livres e mercados é quase igual à da carne bovina.

Esse cenário faz com que a caprinocultura atraia interesses de grandes e médios produtores e também de agricultores familiares, abrindo mercados e despertando a atenção de investidores. O Governo da Paraíba percebe nessa atividade uma alternativa econômica que pode ser um investimento social, sustentável e altamente produtivo, já que pode gerar emprego, melhorar renda e levar qualidade de vida às comunidades do interior.

A experiência da Emater-PB começou como uma atividade de extensão rural, de caráter eminentemente educativo, atraindo adolescentes de origem pobre, principalmente das regiões do Agreste e do Cariri, para incrementar o antigo Projeto Cabra de Corda. A iniciativa foi bem aceita pelo pequeno número de criadores, mas não teve a difusão e a amplitude que se esperava. Foi a partir de 1978, com a criação do Centro Nacional de Pesquisa de Caprino, em Sobral, por meio da Embrapa, que surgiram as empresas estaduais de pesquisas na área de caprinos. A partir de então, a cabra passou a ser vista com cuidados técnicos. Na Paraíba, coube à Empresa Paraibana de Pesquisa Agropecuária (Emepa) o direcionamento das pesquisas. Hoje, os excelentes resultados com a caprino-ovinocultura alcançam repercussão internacional, resultado do melhoramento genético, sanidade animal e difusão dessas informações pela Emater-PB.

 

 

FOTOSSÍNTESE E AS PLANTAS

 


Fotossíntese é o fenômeno natural mais importante para a vida vegetal e animal, o qual consiste na assimilação do gás carbônico da atmosfera, com auxílio da energia luminosa.
É uma reação química que se processa nas folhas das plantas verdes, isto é, providas de clorofila. Sem a fotossíntese não seria possível a vida, porque a fixação do carbono é necessária para: a) para a síntese das substâncias orgânicas ( amido, açúcares, proteínas, lipídeos, etc.); b) para o armazenamento de energia, que é posteriormente liberada através da respiração.
       As plantas que não possuem clorofila e, portanto, não realizam fotossíntese, tirando as substâncias necessárias ao seu desenvolvimento de outros seres vivos, são chamadas heterófitas. Por outro lado, as plantas com folhas verdes ( clorofila ) e que fazem fotossíntese, recebem o nome de autótrofas.
         As plantas heterófitas que se alimentam de restos de organismos mortos chamam-se saprófitas; e as que tiram substâncias orgânicas de organismos vivos chamam-se parasitas. No caso de plantas verdes que se desenvolvem sobre as árvores sem parasitá-las, aplica-se o nome epífitas.
        As saprófitas são representadas principalmente por fungos e bactérias. Entre as  plantas epífitas incluem-se as orquídeas, os filodendros e a maioria dos cipós. Como exemplos de plantas parasitas de outras plantas tem-se: cuscuta, erva-de-passarinho, cipó-chumbo.

        Finalmente, autótrofas são todas as plantas com folhas verdes e que, portanto, realizam fotossíntese, abrangendo a maior parte das plantas superiores (ervas, arbustos e árvores ).


CONHECENDO AS AVES AQUÁTICAS E QUE NÃO VOAM

 


            A maioria das aves é terrestre e  apta para o voo. Porém, existem muitas aves adaptadas para a vida aquática, principalmente as chamadas Palmípedes, isto  é, que têm os dedos das patas unidos por uma membrana natatória, tais como: pato, marreco, ganso, cisne, albatroz, gaivota, pelicano,etc. Existem ainda outras aves que, sem serem exclusivamente aquáticas frequentam os pântanos, beiras de rios e lagoas, ou praias. As mais conhecidas são as chamadas  "aves ribeirinhas", tais como: saracura, garça, cegonha, jaburu,etc.
         Existem também várias aves que não voam. O grupo mais importante  é constituído pelas Ratitas - grandes aves corredoras, tais como: avestruz, ema, seriema, casuar da Austrália, kiwi da Nova Zelândia.Outro grupo é constituído por: perdiz, inambu, jaó, macuco,etc., encontrados no Brasil.Há ainda outro grupo, representado pelos pinguins, nos quais as asas se transformaram em aletas adaptadas á vida aquática.

      Finalmente, existem ainda aves com pouca aptidão para o voo, tais como:galinha, peru, pavão, faisão,etc.

Última atualização em Sáb, 19 de Julho de 2014 09:09
 
Veja ! Equinos ( Sablose ), Bom Tratador, Embriões em Caprinos, Aguas Subterrâneas, Soro do Leite e Raios no meio Rural... PDF Imprimir E-mail
Escrito por Lívio Chaves   
Sex, 18 de Julho de 2014 09:19
 
 

A Empresa

 

O caprino-ovinocultura se transformou no melhor site de "Classificados" do agronegócio . Administrado por profissionais experientes com uma grande rede de relacionamentos,  permitindo assim, uma grande visibilidade ao seu produto. 

        O site é muito fácil de navegar, dividido em seções com os mais diversos seguimentos. Você vai saber em primeira mão onde estão as melhores oportunidades facilitando assim o seu negócio.

 

CAVALOS: Sablose - Ocorrência, Diagnóstico e Prevenção.

 


Os equinos, mesmo sendo seletivo para alimentos, quando mantidos sob manejo inadequado podem não preservar essa característica. Quando esta situação acontece pode levar à ingestão de areia pela água ou forragem oferecida no solo, acumulando no intestino do cavalo (Sullins, 1990).

A ingestão e o acúmulo de areia no trato gastrointestinal do equino, sablose, em quantidade limitada, normalmente não resulta em manifestações clínicas, mas se em quantidade significativa pode levar a diarreia crônica, perda de peso, quadros de abdome agudo e até a morte (Meagher, 1972; Specht e Colahan, 1988 e Ramey e Reinertson, 1984).

As características individuais, alterações sazonais de pastagem e distúrbios comportamentais em determinadas ocasiões também levam a ingestão de areia (Golouberff, 1993). Práticas indevidas de manejo tais como manter os animais em pasto com pouca cobertura vegetal e arenoso, disponibilizar alimento granulado diretamente no solo ou em quantidade insuficiente são condições favoráveis para a ocorrência de sablose (Ramey e Reinertson, 1984).

O diagnóstico dessa complicação pode ser feito pelo teste de sedimentação das fezes. (Ragle et al., 1989; Snyder e Spier, 1993; Ramey e Reinertson, 1984). Não há estudos controlados padronizando os sítios de acúmulo de areia no trato gastrointestinal dos equinos (Ragle et al., 1989).

Entretanto, em relatos de casuística, os locais mais comuns de acúmulo ou obstrução em ordem decrescente são o cólon dorsal direito, cólon transverso, cólon dorsal esquerdo e flexura pélvica, em se tratando de areia grossa (Ragle et al., 1989, Snyder e Spier, 1993). A areia fina tende a acumular normalmente nos cólons ventrais (Snyder e Spier, 1993).
O volume de areia suficiente para causar obstrução intestinal não é conhecido (Colahan, 1987).

Esse volume e as características individuais determinam a gravidade dos quadros clínicos, sendo possível a resolução com controle da dor, administração de laxativos e hidratação enteral e parenteral. Entretanto, uma quantidade maior de areia acarreta em maiores danos na mucosa intestinal e piora do prognóstico (Colahan, 1987).Considerando os animais sem resposta ao tratamento clínico e com necessidade de intervenção cirúrgica, o prognóstico varia de reservado à ruim (Colahan, 1987). 

Além desse prognóstico reservado, os animais submetidos à cirurgia podem desenvolver um quadro de laminite no período pós operatório, devido à maior absorção de bactérias e toxinas por conta do aumento da permeabilidade da mucosa intestinal lesada pela abrasividade da areia, conforme consideraram Snyder e Spier (1993). Estes fatores implicam em perdas econômicas para o criador.

Mesmo com o tratamento cirúrgico, é impossível remover completamente toda a areia presente nos cólons, sendo necessário um tratamento no pós operatório com laxativos lubrificantes até que a areia restante seja eliminada (Ragle et al., 1989). Ainda são utilizados laxativos como Psyllium mucciloid para o tratamento e prevenção da sablose (Golouberff, 1993), apesar de pesquisas demonstrarem a sua falha na evacuação da areia dos cólons (Hammock et al., 1998).

A mudança de manejo alimentar, ou seja, não disponibilizar alimento granulado no solo ou em quantidade insuficiente e em pastos com pouca corbertura vegetal, é de suma importância para minimizar a incidência de ingestão de areia pelos animais (Ragle et al., 1989).   Nestes casos, a disposição de ração em cocho coletivo, instável e solto ao nível do solo acarreta em aumento da competição, derramamento da ração no solo e possibilidade de ingestão de areia. Da mesma forma, a ingestão de feno após ser disponibilizado e pisoteado no solo facilita a ocorrência de sablose.

Portanto, a falta de adequação na oferta de alimentos aumenta a ocorrência de sablose nos equinos. Visando minimizar as perdas econômicas com cólicas, o ideal é minimizar o manejo inadequado e os fatores do meio que reúnem condições que colaboram para a ingestão de areia junto com os alimentos.

 

 

Tratador com bons olhos



Cada vez mais a criação de ovinos tem-se tornado um negócio lucrativo. Com o mercado mais competitivo é necessário minimizar, ao máximo, as perdas produtivas e a mortalidade desse tipo de animais, para a garantia da permanência do produtor nessa modalidade de criação.

O treinamento dos funcionários responsáveis pelo manejo diário do rebanho é de fundamental importância. Por lidarem diretamente com o rebanho podem observar melhor o seu comportamento e as alterações que possam acontecer, promovendo o atendimento veterinário por um profissional habilitado, de maneira mais rápida e eficaz, evitando perdas significativas dos animais e consequentes danos ao rebanho e à produção como um todo.

 

 

 

Técnica antiga pode dobrar o número de embriões em caprinos


Uma técnica, esquecida ao longo do tempo, criada há mais de dez anos, a técnica da bipartição de embriões, pode aumentar a produtividade do rebanho caprino, já que aumenta o número de embriões. Consiste em cortar os embriões em duas partes e implantá-los em uma fêmea produtiva, o que, antigamente, se realizava, com facilidade. De fato, segundo Hévila Salles, da Embrapa Ovinos, antigamente usava-se um estilete adaptado a uma pipeta pasteur, e com o uso de um estereoscópio, visualizava-se o embrião que, em seguida, era fixado e cortado com a lâmina em duas partes.  Hoje, existem equipamentos mais sofisticados que podem ser utilizados para realizar a bipartição. Com o uso da bipartição embrionária, consegue-se dobrar o número de embriões, mas isso apresenta alguns riscos, pois o embrião possui uma barreira de proteção sanitária que é rompida durante a técnica. Caso ele não tenha sido bem lavado e venha de fêmeas portadoras de alguma doença, o embrião deve ser descartado.

 

 

 

 

Para que a técnica tenha sucesso, é necessário que o produtor tome vários cuidados, como a seleção das fêmeas, utilizando as melhores e mais saudáveis; um manejo nutricional e sanitário é, igualmente, importante.

O produtor, tomando os devidos cuidados, poderá dobrar seu rebanho, tornando sua atividade mais lucrativa. 

 
 
 

Águas Subterrâneas

 

Água subterrânea é toda a água que ocorre abaixo da superfície da Terra, preenchendo os poros ou vazios intergranulares das rochas sedimentares, ou as fraturas, falhas e fissuras das rochas compactas, e que sendo submetida a duas forças (de adesão e de gravidade) desempenha um papel essencial na manutenção da umidade do solo, do fluxo dos rios, lagos e brejos. As águas subterrâneas cumprem uma fase do ciclo hidrológico, uma vez que constituem uma parcela da água precipitada.

Após a precipitação, parte das águas que atinge o solo se infiltra e percola no interior do subsolo, durante períodos de tempo extremamente variáveis, decorrentes de muitos fatores:

- porosidade do subsolo: a presença de argila no solo diminui sua permeabilidade, não permitindo uma grande infiltração;
- cobertura vegetal: um solo coberto por vegetação é mais permeável do que um solo desmatado;
- inclinação do terreno: em declividades acentuadas a água corre mais rapidamente, diminuindo a possibilidade de infiltração;
- tipo de chuva: chuvas intensas saturam rapidamente o solo, ao passo que chuvas finas e demoradas têm mais tempo para se infiltrarem.

Durante a infiltração, uma parcela da água sob a ação da força de adesão ou de capilaridade fica retida nas regiões mais próximas da superfície do solo, constituindo a zona não saturada. Outra parcela, sob a ação da gravidade, atinge as zonas mais profundas do subsolo, constituindo a zona saturada (figura 2.1).


- CARACTERIZAÇÃO ESQUEMÁTICA DAS ZONAS NÃO SATURADA E SATURADA NO SUBSOLO

Zona não saturada: também chamada de zona de aeração ou vadosa, é a parte do solo que está parcialmente preenchida por água. Nesta zona, pequenas quantidades de água distribuem-se uniformemente, sendo que as suas moléculas se aderem às superfícies dos grãos do solo. Nesta zona ocorre o fenômeno da transpiração pelas raízes das plantas, de filtração e de autodepuração da água. Dentro desta zona encontra-se:

- Zona de umidade do solo: é a parte mais superficial, onde a perda de água de adesão para a atmosfera é intensa. Em alguns casos é muito grande a quantidade de sais que se precipitam na superfície do solo após a evaporação dessa água, dando origem a solos salinizados ou a crostas ferruginosas (lateríticas). Esta zona serve de suporte fundamental da biomassa vegetal natural ou cultivada da Terra e da interface atmosfera / litosfera.
- Zona intermediária: região compreendida entre a zona de umidade do solo e da franja capilar, com umidade menor do que nesta última e maior do que a da zona superficial do solo. Em áreas onde o nível freático está próximo da superfície, a zona intermediária pode não existir, pois a franja capilar atinge a superfície do solo. São brejos e alagadiços, onde há uma intensa evaporação da água subterrânea.
- Franja de capilaridade: é a região mais próxima ao nível d'água do lençol freático, onde a umidade é maior devido à presença da zona saturada logo abaixo.

Zona saturada: é a região abaixo da zona não saturada onde os poros ou fraturas da rocha estão totalmente preenchidos por água. As águas atingem esta zona por gravidade, através dos poros ou fraturas até alcançar uma profundidade limite, onde as rochas estão tão saturadas que a água não pode penetrar mais. Para que haja infiltração até a zona saturada, é necessário primeiro satisfazer as necessidades da força de adesão na zona não saturada. Nesta zona, a água corresponde ao excedente de água da zona não saturada que se move em velocidades muito lentas (em/dia), formando o manancial subterrâneo propriamente dito. Uma parcela dessa água irá desaguar na superfície dos terrenos, formando as fontes, olhos de água. A outra parcela desse fluxo subterrâneo forma o caudal basal que deságua nos rios, perenizando-os durante os períodos de estiagem, com uma contribuição multianual média da ordem de 13.000 km3/ano (PEIXOTO e OORT, 1990, citado por REBOUÇAS, 1996), ou desagua diretamente nos lagos e oceanos.

A superfície que separa a zona saturada da zona de aeração é chamada de nível freático, ou seja, este nível corresponde ao topo da zona saturada (IGM, 2001). Dependendo das características climatológicas da região ou do volume de precipitação e escoamento da água, esse nível pode permanecer permanentemente a grandes profundidades, ou se aproximar da superfície horizontal do terreno, originando as zonas encharcadas ou pantanosas, ou convertendo-se em mananciais (nascentes) quando se aproxima da superfície através de um corte no terreno.




 Qualidade das Águas Subterrâneas

Durante o percurso no qual a água percola entre os poros do subsolo e das rochas, ocorre a depuração da mesma através de uma série de processos físico-químicos (troca iônica, decaimento radioativo, remoção de sólidos em suspensão, neutralização de pH em meio poroso, entre outros) e bacteriológicos (eliminação de microorganismos devido à ausência de nutrientes e oxigênio que os viabilizem) que agindo sobre a água, modificam as suas características adquiridas anteriormente, tornando-a particularmente mais adequada ao consumo humano (SILVA, 2003).

Sendo assim, a composição química da água subterrânea é o resultado combinado da composição da água que adentra o solo e da evolução química influenciada diretamente pelas litologias atravessadas, sendo que o teor de substâncias dissolvidas nas águas subterrâneas vai aumentando à medida que prossegue no seu movimento (SMA, 2003).

As águas subterrâneas apresentam algumas propriedades que tornam o seu uso mais vantajoso em relação ao das águas dos rios: são filtradas e purificadas naturalmente através da percolação, determinando excelente qualidade e dispensando tratamentos prévios; não ocupam espaço em superfície; sofrem menor influência nas variações climáticas; são passíveis de extração perto do local de uso; possuem temperatura constante; têm maior quantidade de reservas; necessitam de custos menores como fonte de água; as suas reservas e captações não ocupam área superficial; apresentam grande proteção contra agentes poluidores; o uso do recurso aumenta a reserva e melhora a qualidade; possibilitam a implantação de projetos de abastecimento à medida da necessidade (WREGE,1997).





2. Aqüíferos

Aqüífero é uma formação geológica do subsolo, constituída por rochas permeáveis, que armazena água em seus poros ou fraturas. Outro conceito refere-se a aqüífero como sendo, somente, o material geológico capaz de servir de depositório e de transmissor da água aí armazenada. Assim, uma litologia só será aqüífera se, além de ter seus poros saturados (cheios) de água, permitir a fácil transmissão da água armazenada.

Um aqüífero pode ter extensão de poucos quilômetros quadrados a milhares de quilômetros quadrados, ou pode, também, apresentar espessuras de poucos metros a centenas de metros (REBOUÇAS et al., 2002). Etimologicamente, aqüífero significa: aqui = água; fero = transfere; ou do grego, suporte de água (HEINEN et al., 2003).

Os aqüíferos mais importantes do mundo, seja por extensão ou pela transnacionalidade, são: o Guarani - Argentina, Brasil, Paraguai, Uruguai (1,2 milhões de km2); o Arenito Núbia ­Líbia, Egito, Chade, Sudão (2 milhões de km2); o KalaharijKaroo -Namíbia, Bostwana, África do Sul (135 mil km2); o Digitalwaterway vechte - Alemanha, Holanda (7,5 mil km2); o Slovak­Karst-Aggtelek -República Eslováquia e Hungria); o Praded - República Checa e Polônia (3,3 mil km2) (UNESCO, 2001); a Grande Bacia Artesiana (1,7 milhões km2) e a Bacia Murray (297 mil km2), ambos na Austrália. Em um recente levantamento, a UNECE da Europa constatou que existem mais de 100 aqüíferos transnacionais naquele continente (ALMASSY e BUZAS, 1999 citado em UNESCO, 2001).



 Tipos de Aqüíferos

A litologia do aqüífero, ou seja, a sua constituição geológica (porosidade/permeabi­lidade intergranular ou de fissuras) é que irá determinar a velocidade da água em seu meio, a qualidade da água e a sua qualidade como reservatório. Essa litologia é decorrente da sua origem geológica, que pode ser fluvial, lacustre, eólica, glacial e aluvial (rochas sedimentares), vulcânica (rochas fraturadas) e metamórfica (rochas calcáreas), determinando os diferentes tipos de aqüíferos.

Quanto à porosidade, existem três tipos aqüíferos



- TIPOS DE AQüíFEROS QUANTO À POROSIDADE

- Aqüífero poroso ou sedimentar - é aquele formado por rochas sedimentares consolidadas, sedimentos inconsolidados ou solos arenosos, onde a circulação da água se faz nos poros formados entre os grãos de areia, silte e argila de granulação variada. Constituem os mais importantes aqüíferos, pelo grande volume de água que armazenam, e por sua ocorrência em grandes áreas. Esses aqüíferos ocorrem nas bacias sedimentares e em todas as várzeas onde se acumularam sedimentos arenosos. Uma particularidade desse tipo de aqüífero é sua porosidade quase sempre homogeneamente distribuída, permitindo que a água flua para qualquer direção, em função tão somente dos diferenciais de pressão hidrostática ali existente. Essa propriedade é conhecida como isotropia.
- Aqüífero fraturado ou fissural - formado por rochas ígneas, metamórficas ou cristalinas, duras e maciças, onde a circulação da água se faz nas fraturas, fendas e falhas, abertas devido ao movimento tectônico. Ex.: basalto, granitos, gabros, filões de quartzo, etc. (SMA, 2003). A capacidade dessas rochas de acumularem água está relacionada à quantidade de fraturas, suas aberturas e intercomunicação, permitindo a infiltração e fluxo da água. Poços perfurados nessas rochas fornecem poucos metros cúbicos de água por hora, sendo que a possibilidade de se ter um poço produtivo dependerá, tão somente, desse poço interceptar fraturas capazes de conduzir a água. Nesses aqüíferos, a água só pode fluir onde houverem fraturas, que, quase sempre, tendem a ter orientações preferenciais. São ditos, portanto, aqüíferos anisotrópicos. Um caso particular de aqüífero fraturado é representado pelos derrames de rochas vulcânicas basálticas, das grandes bacias sedimentares brasileiras.
- Aqüífero cárstico (Karst) - formado em rochas calcáreas ou carbonáticas, onde a circulação da água se faz nas fraturas e outras descontinuidades (diáclases) que resultaram da dissolução do carbonato pela água. Essas aberturas podem atingir grandes dimensões, criando, nesse caso, verdadeiros rios subterrâneos. São aqüíferos heterogêneos, descontínuos, com águas duras, com fluxo em canais. As rochas são os calcários, dolomitos e mármores.

Quanto à superfície superior (segundo a pressão da água), os aqüíferos podem ser de dois tipos (figura 2.3):



- TIPOS DE AQÜÍFEROS QUANTO À PRESSÃO

- Aqüífero livre ou freático - é aquele constituído por uma formação geológica permeável e superficial, totalmente aflorante em toda a sua extensão, e limitado na base por uma camada impermeável. A superfície superior da zona saturada está em equilíbrio com a pressão atmosférica, com a qual se comunica livremente. Os aqüíferos livres têm a chamada recarga direta. Em aqüíferos livres o nível da água varia segundo a quantidade de chuva. São os aqüíferos mais comuns e mais explorados pela população. São também os que apresentam maiores problemas de contaminação.
- Aqüífero confinado ou artesiano - é aquele constituído por uma formação geológica permeável, confinada entre duas camadas impermeáveis ou semipermeáveis. A pressão da água no topo da zona saturada é maior do que a pressão atmosférica naquele ponto, o que faz com que a água ascenda no poço para além da zona aqüífera. O seu reabastecimento ou recarga, através das chuvas, dá-se preferencialmente nos locais onde a formação aflora à superfície. Neles, o nível da água encontra-se sob pressão, podendo causar artesianismo nos poços que captam suas águas. Os aqüíferos confinados têm a chamada recarga indireta e quase sempre estão em locais onde ocorrem rochas sedimentares profundas (bacias sedimentares).

O aqüífero semi-confinado que é aquele que se encontra limitado na base, no topo, ou em ambos, por camadas cuja permeabilidade é menor do que a do aqüífero em si. O fluxo preferencial da água se dá ao longo da camada aqüífera. Secundariamente, esse fluxo se dá através das camadas semi-confinantes, à medida que haja uma diferença de pressão hidrostática entre a camada aqüífera e as camadas subjacentes ou sobrejacentes. Em certas circunstâncias, um aqüífero livre poderá ser abastecido por água oriunda de camadas semi­confinadas subjacentes, ou vice-versa. Zonas de fraturas ou falhas geológicas poderão, também, constituir-se em pontos de fuga ou recarga da água da camada confinada.

Em uma perfuração de um aqüífero confinado, a água subirá acima do teto do aqüífero, devido à pressão exercida pelo peso das camadas confinantes sobrejacentes. A altura a que a água sobe chama-se nível potenciométrico e o furo é artesiano. Numa perfuração de um aqüífero livre, o nível da água não varia porque corresponde ao nível da água no aqüífero, isto é, a água está à mesma pressão que a pressão atmosférica. O nível da água é designado então de nível freático

 

Pesquisadores estudam melhor aproveitamento do soro de leite

 

O soro de leite é uma substância rica em proteínas, mas quando lançado no meio ambiente torna-se um poluente de difícil degradação. Por falta de tecnologias adequadas, muitas agroindústrias acabam descartando o soro o que interfere negativamente no ecossistema. A Embrapa Agroindústria de Alimentos está investindo em pesquisas nessa área para obter do soro um ingrediente funcional capaz de atuar como coadjuvante em tratamentos para hipertensão e problemas cardiovasculares.

De acordo com a pesquisadora Lourdes Maria Corrêa Cabral, da Embrapa, o soro quando fracionado dividi-se em água, proteína, açúcares e sais minerais. Da proteína obtêm-se os peptídeos, moléculas de aminoácidos indispensáveis para o bom funcionamento do organismo e que possuem efeito antihipertensivo dentre outras propriedades. “A ideia é concentrar os peptídeos bioativos na forma de pó para utilizá-lo como ingrediente na formulação de alimentos funcionais como iogurtes, por exemplo”.

Também é possível trabalhar com os outros elementos fracionados (água, sais minerais e açúcares) para elaboração  de novos ingredientes. No entanto, para o momento, o foco das pesquisas estará na obtenção de peptídeos em pó. Esse trabalho deve consumir três anos de pesquisas para torná-lo viável técnica e economicamente. “O que hoje é um passivo ambiental pode tornar-se um produto de alto valor agregado para a agroindústria e benéfico para o consumidor”, ressaltou Lourdes Cabral.

 

PROTEÇÃO CONTRA RAIOS NO MEIO RURAL

 



O raio ou faísca é considerado um dos principais fenômenos destrutivos da natureza. Sua descarga elétrica pode chegar a mais de 100.000 (A) Ampères e a milhões de Volts (V) com duração instantânea em menos de um segundo. O Brasil é um dos países com maior incidência desse fenômeno.

A ação e o efeito do raio podem causar diversos danos, provocando a morte ou paralisia de milhares de pessoas e animais, prejuízos materiais em máquinas, equipamentos, edificações, redes de transmissão e distribuição de energia elétrica, destruição de linhas telefônicas e grande parte dos incêndios florestais.

Apesar de todos os esforços, não se consegue evitar que um raio caia sobre determinado local. No entanto, todos os cuidados são para orientá-lo na sua queda, obrigando-o a seguir uma trajetória pré-determinada para a terra por meio de pára-raios e seus componentes.

RAIO, RELÂMPAGO E TROVOADA

O raio é uma gigantesca faísca elétrica, dissipada rapidamente sobre a terra, causando efeitos danosos. Relâmpago é a luz gerada pelo arco elétrico do raio. Trovoada é o ruído produzido pelo deslocamento do ar devido ao súbito aquecimento causado pela descarga do raio.

ONDE HÁ MAIOR INCIDÊNCIA DE RAIOS

Os raios procuram sempre encontrar o menor caminho de resistência elétrica entre a nuvem carregada e a terra. Por isso, eles incidem, geralmente, nos pontos mais altos, tais como: topo de morros e montanhas, torres, árvores altas, torres de igreja, edifícios, ponta de pára-raios, casas, antenas de TV, principalmente aquelas instaladas no topo de morros, caixas d'água elevadas, silos metálicos e secadores verticais.


Dentro de um carro, por exemplo, as pessoas estão protegidas, pois além de existir isolamento em relação ao solo, não há condições de acúmulo exagerado de cargas elétricas na parte metálica.

ACIDENTES COM PESSOAS E ANIMAIS

Ao atingir a superfície do solo, a corrente da descarga se difunde radialmente. Assim, as pessoas ou animais não precisam ser diretamente atingidos por um raio para ocorrer acidente. As correntes superficiais são elevadas e provocam tensão entre os pés da pessoa ou animal, que pode levar à morte.


Os bovinos, pela distância entre as patas dianteiras e traseiras, estão sujeitos a uma tensão de passo maior do que o homem e, portanto, mais suscetíveis a acidentes fatais. Além disso, o raio cai durante uma tempestade e a chuva deixa o solo molhado. Deste modo, as patas dos bovinos ficam mais enterradas, produzindo um bom aterramento.

Após uma tempestade com trovoada, é comum a morte de animais, principalmente a do gado criado a campo e que se abriga sob árvores. Árvore alta e isolada em uma pastagem é um verdadeiro pára-raios natural. Ela forma um caminho condutor à terra, havendo maior probabilidade de ocorrer raios.

SISTEMAS DE PROTEÇÃO CONTRA RAIOS

As técnicas empregadas têm como objetivo facilitar o caminho do raio da melhor maneira possível.


Os sistemas de proteção são constituídos de três componentes básicos: 1) captores de raio, que, por sua situação elevada, facilitam o "recebimento" das descargas atmosféricas; 2) cabos de descida, que são condutores metálicos que estabelecem a ligação entre o captor e o aterramento; e 3) o sistema de aterramento, que é composto pelo material que estabelece o contato elétrico entre a instalação do pára-raios e a terra e tem a finalidade de conduzir as correntes dos raios para o solo, sem provocar danos materiais ou pessoais. O bom funcionamento dos pára-raios e a adequada proteção contra sobretensão estão associadas a um sistema de aterramento eficaz.

 

 
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Escrito por Lívio Chaves   
Qui, 17 de Julho de 2014 08:49

 

MANEJO SANITÁRIO



Verminose


A verminose é uma doença causada por helmintos ou vermes que vivem, principalmente, no abomaso (coalho) e intestinos dos animais, podendo atacar todo o rebanho. Quando acometidos pelos vermes, os caprinos se tornam fracos, magros, com pêlos arrepiados, apresentando diarréia, edema submandibular (papada) e anemia.
A verminose é a doença que mais mata caprinos, sobretudo, os animais mais jovens. Os seus principais prejuízos são:

Diminuição dos índices de parição.
Diminuição do crescimento dos animais.
Diminuição da produção de leite.
Aumento do número de mortes no rebanho.

Recomenda-se vermifugar periodicamente todos os caprinos da propriedade, a fim de evitar que animais não medicados venham a contaminar os pastos com os ovos dos vermes presentes nas suas fezes.  Na época seca há poucas condições de sobrevivência das larvas dos vermes nas pastagens. A vermifugação, nesse período, reduz a infecção no animal e evita que o mesmo fique com uma carga muito grande de vermes na época das chuvas.


Verificar na embalagem do produto, a quantidade de dias que o produtor deve esperar para utilizar o leite e a carne dos animais vermifugados (carência), se o produto é indicado para o rebanho caprino e qual a quantidade que deve ser aplicada em cada animal. É importante observar, no momento da compra do vermífugo, a validade ao produto.


A dose do vermífugo depende do peso de cada animal. Se o criador estimar o peso do animal de modo empírico (no olho), ele deve ter o cuidado de calcular a dose do produto para um peso superior ao estimado, já que uma dose abaixo das necessidades do animal, além de não controlar os vermes, causa também a resistência destes ao produto.


Linfadenite caseosa ou mal-do-caroço

É uma doença contagiosa, causada por uma bactéria que se localiza nos linfonodos ou landras, produzindo abscessos ou caroços. Os caroços podem aparecer em vários locais e sua presença causa desvalorização da pele e também da carne.
É importante evitar que os abscessos se rompam naturalmente. Portanto, quando o caroço estiver mole, ou maduro, o criador deve fazer o seguinte:

Cortar os pêlos e desinfectar a pele, no local do caroço, com solução de iodo a 10%.
Abrir o abscesso para a retirada do pus.
Aplicar a tintura de iodo a 10% dentro do caroço.
Aplicar o mata-bicheiras para evitar varejeiras.
Queimar o pus retirado e limpar os instrumentos utilizados.
Isolar os animais doentes.

Além do corte do caroço, deve-se examinar os animais no momento da compra, tendo o cuidado para não adquirir aqueles que apresentem tal problema. Quando animais do rebanho apresentarem caroço por duas ou três vezes seguidas, devem ser descartados.


Ectima contagioso ou boqueira


É uma doença contagiosa causada por vírus, que ocorre com mais freqüência nos animais jovens podendo, entretanto, atingir também os adultos.


Inicialmente, aparecem pequenos pontos avermelhados nos lábios. Posteriormente, há formação de pústulas que se rompem, secam e se transformam em crostas, semelhantes a verrugas.
Além dos lábios, pode haver formação de pústulas na gengiva, narinas, úbere e em outras partes do corpo.


Os lábios ficam engrossados, sensíveis e os cabritos têm dificuldade de se alimentar, vindo a emagrecer rapidamente.
Para evitar que os animais atingidos por essa doença venham a contaminar o rebanho, os

seguintes cuidados devem ser tomados:

Isolamento dos animais doentes.
Retirada das crostas com cuidado.
Uso de glicerina iodada:
Iodo a 10% - 1 parte
Glicerina - 1 parte
Uso de pomadas cicatrizantes.

Pododermatite ou frieira


É uma doença contagiosa, causada por bactérias. Provoca uma inflamação na parte inferior do casco e entre as unhas. Ocorre com maior freqüência no período chuvoso, quando os animais são mantidos em áreas encharcadas.
O sinal mais evidente da doença é a manqueira. Os animais têm dificuldade para andar, permanecem quase sempre deitados, se alimentam mal e emagrecem, podendo vir a morrer.

Para o tratamento da frieira, são recomendados os seguintes procedimentos:

Separação dos animais doentes do restante do rebanho.
Realização da limpeza dos cascos afetados.
Tratamento das lesões com alguns desinfetantes.
Solução de tintura de iodo a 10%.
Solução de sulfato de cobre a 15%.
Solução de ácido pícrico (cascofen).

Nos casos graves, recomenda-se a aplicação de antibióticos. Entretanto, existem meios para prevenir a ocorrência de frieiras, tais como:

Manutenção das criações em lugares secos e limpos.
Aparação periódica dos cascos deformados.

Construção de pedilúvio na entrada dos chiqueiros, devendo abastecê-lo uma vez por semana, com desinfetantes específicos. O pedilúvio deve ser construído e localizado de modo a forçar os animais a pisarem nesses materiais quando de sua entrada nos chiqueiros. O volume da solução a ser utilizado com qualquer dos produtos deve ser suficiente para cobrir os cascos dos animais.

O pedilúvio consiste em um tanque feito de tijolos e argamassa de cimento, que deve ser construído na entrada do curral, aprisco ou chiqueiro. Tem a finalidade de fazer a desinfecção dos pés dos animais.
Dimensões do pedilúvio:

2,0 m de comprimento.
0,10 m de profundidade.
Largura: correspondente à largura da porteira.

Proteção lateral com cerca de arame liso ou ripas de madeira de 1,20 a 1,40 m de altura.
Os seguintes desinfetantes podem ser utilizados no pedilúvio:

Solução de formol comercial a 10%.
Sulfato de cobre a 10%.
Cal virgem diluída em água a 40% (alternativo de criação de caprinos).

Pediculose (piolhos)

Os As criações de caprinos que não possuem as condições higiênicas satisfatórias, geralmente apresentam-se infestadas por piolhos. Existem dois tipos de piolhos: mastigador (Malófago) e sugador (Anoplura).

Os piolhos ocorrem durante todos os meses do ano, porém, com maior intensidade na época seca. A presença dos piolhos em um rebanho pode ser facilmente detectada pelo exame dos pêlos dos animais, preferencialmente, na linha dorso lombar e na garupa. No entanto, os piolhos podem se localizar em outras regiões do animal, causando coceira e irritação da pele, inquietação e emagrecimento, podendo levar os animais à morte.

Os piolhos podem ser controlados mediante pulverização ou banho dos animais com produtos a base de piretróides (produtos de baixa toxicidade). Também pode ser utilizada uma calda a base de Melão-de-São-Caetano. Essa calda deve ser bem forte, podendo ser obtida a partir de um quilo de folhas verdes de Melão-de-São-Caetano para cada 10 litros de água. As folhas devem ser maceradas ou trituradas e misturadas à água.

Após esse processo, a mistura deve ser filtrada (coada) com pano e utilizada para banhar os animais.Quando da aplicação de produto químico para controle dos piolhos, os seguintes cuidados devem ser tomados:

Aplicar o produto de preferência pela manhã.
Misturar o produto com água, de acordo com a recomendação do fabricante.
Repetir o tratamento após dez dias.

Para evitar a ocorrência de piolhos nos caprinos, devem ser realizadas inspeções periódicas do rebanho, para detectar a possível ocorrência do parasita. Além disso, deve-se evitar a entrada de animais com piolhos na propriedade.

 

 

Queijo minas é o principal ingrediente do Comida di Buteco 2012

Tombado nacionalmente como patrimônio cultural imaterial, produto é obrigatório nos pratos concorrentes em Belo Horizonte


Divulgação/Beto Eterovick
Um dos pratos do Comida di Buteco (Divulgação/Beto Eterovick)

Em 2008, os sócios do Comida di Buteco estabeleceram uma nova regra para o concurso na capital mineira. Com o propósito de estimular a criação de pratos cada vez mais inovadores Eduardo Maya, Flávia Rocha, Maria Eulália Araújo e Ronaldo Perri estabeleceram que todos os botecos deveriam elaborar petiscos com torresmo. Nos anos seguintes, outros ingredientes foram estabelecidos e para a edição 2012 do evento, o queijo minas foi o escolhido, dando continuidade à ideia de valorização da culinária de raiz.

Tamanha a identidade com Minas Gerais, o ingrediente carrega o Estado em seu nome e em âmbito nacional foi considerado um patrimônio cultural brasileiro pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), também em 2008.

Apesar de ser ingrediente único (ao contrário das edições de 2009 e 2011, quando os pratos concorrentes podiam contemplar mais de uma opção*), o gastrônomo Eduardo Maya garante que o público irá se surpreender com a grande variedade que será oferecida pelos 41 botecos participantes durante o período do Comida di Buteco, que se estende do dia 13 de abril a 13 de maio, em Belo Horizonte. “Em alguns botecos, o queijo minas é o ingrediente principal, em outros está na composição dos pratos e tem aqueles que preferiram usá-lo como molho”, diz Eduardo Maya sobre o item que será servido pelos 41 botecos participantes até o dia 13 de maio.

Para essa edição do Comida di Buteco, os proprietários puderam optar por fazer o prato com o Queijo Minas Frescal, que é o mais conhecido e consumido, possui massa crua e deve ser consumido até 10 dias depois de fabricado; com o Queijo Minas Padrão, produzido com leite pasteurizado, se diferencia do frescal por ser mais seco, firme, ter casca amarelada, massa interna branco-creme, buracos irregulares, sabor mais pronunciado e levemente ácido; além do Queijo Minas Artesanal que traz em sua composição ingredientes como sal, leite, coalho e o pingo. Cada região caracterizada como produtora do Queijo Minas Artesanal (Araxá, Canastra, Cerrado e Serro) tem sua forma peculiar de produção, o que dá ao queijo uma identidade própria, de acordo com o local onde é feito, mas sempre vendido pouco maturado.


Qualidade do leite depende da alimentação dos animais

 

O CLA – Ácido Linoléico Conjugado - é um dos ácidos graxos presentes na gordura do leite dos ruminantes. E motivo de pesquisas para melhorar os efeitos para o consumo humano. O que os pesquisadores da Embrapa têm feito é aumentar o teor de CLA no leite produzido pelos ruminantes. Para que isto aconteça, interfere-se na dieta das vacas, introduzindo óleo vegetal à ração.

A Embrapa Gado de Leite e a Universidade Federal de Juiz de Fora investigam a influência do chamado Ácido Linoléico Conjugado (CLA) na melhoria da qualidade da gordura do leite. Há três décadas, foram descobertos os benefícios do CLA para a saúde humana: ele teria capacidade de combater alguns tipos de câncer, ajudar na prevenção da aterosclerose e do diabetes do tipo 2.

As pesquisas são feitas pelos técnicos da Embrapa Gado de Leite, onde se trabalha com o óleo de soja ou o de girassol. Os trabalhos iniciais testaram a manipulação da dieta utilizando forrageiras tropicais, como o capim elefante. Os melhores resultados foram obtidos com a adição de 4,5% de óleo de soja ou girassol na dieta das vacas, misturados ao concentrado. Nestas condições, os resultados foram promissores - Aumento de até 400% de CLA no leite, diminuição de 33% dos ácidos de cadeia média, entre eles o ácido palmítico, que é prejudicial ao coração, e aumento de 11% do ácido oléico, encontrado no azeite de oliva, benéfico à saúde humana.

 

 

DEFENSIVO NATURAL

 


Calda Viçosa

É uma calda para controle de doenças de plantas que age também como adubo foliar. A base é a calda bordalesa, acrescida de sais de cobre, zinco, magnésio e boro. Para uso na agricultura orgânica a calda é preparada sem adição de uréia, presente na composição original.

Para o preparo de 10 litros, deve-se usar:
  • 50 g de sulfato de cobre
  • 10 a 20 gramas de sulfato de zinco
  • 80 gramas de sulfato de magnésio
  • 10 a 20 gramas de ácido bórico
  • 50 a 75 gramas de cal hidratada

A preparação deve ser seguida dos seguintes cuidados:

Misturar a cal na metade do volume de água. Na outra porção de água, dissolver os sais minerais. Ir misturando aos poucos a solução de sais, jogando-a sobre a água de cal sob agitação constante. A cal é a mesma que se utiliza para pintura de paredes e os sais minerais não podem estar úmidos.

A calda tem um pH final entre 7,5 e 8,5 (usar papel tornassol ou peagâmetro para verificar o pH da mistura) e apresenta uma cor azul. Os vasilhames devem ser de plástico pois os metais são atacados pelos sais. As sobras não devem ser guardadas, desse modo, deve-se calcular com cuidado a quantidade a ser utilizada. Coar antes da pulverização.

Café: Aplicar na pré-florada quando necessário. Aplicar a cada 30 dias a partir do início das chuvas (out/nov), indo até abril. Dosagens menores p/cafezais novos e quando sadios.

Citrus: Aplicar na pré-florada quando necessário. No final da queda das flores, repetindo a cada 30 dias, no total de 3 a 5 pulverizações

Feijão: Intervalos de 10 a 14 dias. Dosagens maiores nos períodos desfavoráveis

Morango: Aplicar a cada 7 a 15 dias até a fase de floração. Utilizar dosagens maiores para intervalos maiores e períodos desfavoráveis

Maracujá: Aplicar a cada 7 a 15 dias na fase de crescimento dos frutos. Dosagens maiores para intervalos maiores

Manga: Aplicar em intervalos de 10 a 14 dias dependendo das condições

Videira: Aplicar na fase de brotação c/15 cm. c/menores dosagens, intervalos de 7 a 14 dias. Aumentar a dose na fase de frutificação

Beterraba e Cenoura: Aplicações a cada 7 a 15 dias dependendo da necessidade. Dosagens menores em intervalos mais curtos

Batata: Aplicar na muda c/15 cm.c/menores dosagens. Intervalos de 7 a 10 dias. Aumentar dosagem 15 a 20 dias após a primeira pulverização

Pimentão e Tomate: Após 15 dias após o transplante em local definitivo, c/intervalos de 7 a 14 dias. Dosagens menores nos intervalos mais curtos

Alho e Cebola: Aplicar 20 dias após a germinação. Intervalos de 7 a 10 dias

Berinjela e Jiló: Aplicar após o pegamento em local definitivo, cada 7 a 12 dias. 
Dosagens menores nos intervalos mais curtos


Goiaba: Aplicar até os frutos atingirem 3 cm. Intervalos de 7 a 14 dias. Usar dosagens baixas, aumentando em pós-colheita

Plantas Ornamentais: Aplicar em Intervalos de 7 a 14 dias, conforme necessidade. Dosagens maiores nos períodos desfavoráveis

 
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Escrito por Lívio Chaves   
Qua, 16 de Julho de 2014 08:02
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20 Mandamentos da Boa Cabra


 

1 – Cabeça fina, agradável. Expressão calma e inteligente.

2 – Olhar brilhante e doce.

3 – Garganta fina, sem barbela.

4 – Pescoço longo, sem ser grosseiro e carnudo.

5 – Membros anteriores retos e secos.

6 – Boleto bastante reto.

7 – Pés e unhas bem firmes, a prumo sobre o solo, sem distorção.

8 – Perímetro torácico bem desenvolvido, com bastante espaço para o livre movimento dos pulmões e coração.

9 – Abdômen de grande capacidade.

10 – Veias leiteiras desenvolvidas e sinuosas.

11 – Tetas de comprimento suficiente, mas não exagerado, terminando em ponta.

12 – Úbere oval ou esférico, bem desenvolvido, ligado ao ventre e às coxas, sedoso e não carnudo.

13 – Jarretes bem separados e retos, paralelos.

14 – A parte traseira do úbere bem desenvolvida e equilibrada.

15 – Bacia larga e longa.

16 – Garupa em declive suave, sem caída brusca.

17 – Costelas bem arqueadas, longas. As últimas são bem inclinadas e prolongadas para trás para proteger os órgãos digestivos.

18 – Linha de cima longa e reta.

19 – Espáduas bem coladas ao corpo, finas.

20 – Ser sadia, vigorosa, dócil, elegante, com movimentos femininos.

 

 

 

Mais carne, menos animais

 
 

Não importa quantos animais existem num país e sim a produção de carne que é obtida a partir deles. E neste ponto, a ovinocultura tem se mostrado muito eficiente. Cada vez mais carne, no mesmo espaço, com menos animais. Enquanto o rebanho mundial diminuiu 11% desde 1990, a produção de carne aumentou 24%. É interessante destacar que os países que produzem mais não são necessariamente os detentores dos maiores rebanhos. O Brasil também seguiu este caminho de aumento de eficiência. De 1990 a 2007, a produção de carne ovina brasileira oscilou em torno de 78.000 toneladas, apesar da diminuição de mais de 20% ocorrida no rebanho nacional. Ainda assim, o rebanho ovino das regiões tradicionais de criação é insuficiente para suprir o mercado interno brasileiro. Desta forma, o espaço para a carne importada vem aumentando - de 1997 a 2008 a importação de carne ovina passou de um valor de US$ 6 milhões para mais de US$ 23 milhões. Mesmo com este crescimento, a carne importada significa apenas 9% do consumo formal brasileiro, de 86.000 toneladas anuais.

 

 

Como criar cabras

Sem necessidade de muitos cuidados, o negócio pode ser voltado para fins de subsistência ou comercialização de carne, leite e derivados

Apesar de seu aspecto frágil, a cabra não mostra fraqueza diante das adversidades. Na verdade, ela é um animal muito resistente e de boa adaptação aos mais diversos tipos de ambiente, de desertos a regiões com nevasca. A grande tolerância do mamífero às intempéries facilita o trabalho de quem se lança na atividade de criação, que pode ser para a produção de carne, leite e derivados, produtos que estão ganhando mais espaço no varejo brasileiro, além da comercialização de matrizes e reprodutores. De pecuária familiar de subsistência a empreendimentos altamente tecnificados, há modelos de criação de cabras para todos os bolsos. Entre os mais simples, como o manejo de poucas cabeças em um espaço pequeno, o produtor pode aproveitar a rusticidade do animal para fazer uso de sobras de materiais na propriedade a fim de montar um abrigo. A mão de obra dos próprios familiares dá conta da lida com o plantel.

A cabra também não exige muitos cuidados nem necessita de muita dedicação. Não adoece com facilidade e, portanto, não demanda práticas veterinárias. Como gosta de pastar, é indicado apenas realizar vermifugação e exame de fezes. Herbívora e ruminante, ela aprecia comer plantas arbustivas de folhas largas e forrageiras, como gramíneas e leguminosas, alimentos que não pesam muito no orçamento.

Na escolha de caprinos, sempre prefira os puros de origem

Dócil e de baixa estatura, quando adulta a cabra tem peso que varia de 45 a 70 quilos. Em um período médio de nove meses de lactação, as raças leiteiras conseguem fornecer diariamente de dois a cinco quilos de leite, o produto mais adequado para o comércio de criações de baixo custo. Na caprinocultura leiteira, o retorno financeiro é mais rápido que na de corte. No varejo, o leite alcança preços superiores aos de vaca, pois contém mais vitaminas A, B12, C e D. Além disso, o leite de cabra é muito digestível e indicado para quem tem alergia a caseína – proteína existente no leite de vaca.

A cabra foi um dos primeiros animais domesticados no mundo, milhares de anos antes de iniciar a era cristã. Para cá, foi trazida pelos colonizadores e teve o plantel incrementado na época da chegada dos imigrantes. Quando tiveram interesse em adquirir mais matrizes e reprodutores, criadores instalados em território brasileiro ainda recorreram ao mercado internacional. Europa, América do Norte e África foram os principais fornecedores dos novos exemplares.

As importações ainda ocorrem, principalmente de animais com aptidão para a produção de carne vindos do continente africano. Mais de 90% da população de cabras no país está na Região Nordeste, onde se localizam as raças canindé, marota, repartida e moxotó.

MÃOS À OBRA
INÍCIO: Na escolha de animais para uso como matrizes ou reprodutores, prefira os que são puros de origem. Para cabras leiteiras ou produtoras de carne, fique atento se possuem bom porte e aprumo, ligamentos fortes e úberes volumosos. O preço dos animais depende muito da genética e do estado fisiológico. Cabras gestantes ou em lactação são mais caras. Faça o registro genealógico dos exemplares junto às entidades da região credenciadas pela Associação Brasileira dos Criadores de Caprinos (ABCC).

FINALIDADE: Entre as raças há as que apresentam boa produção de leite, como saanen, alpina e toggenburg, de origem europeia. Há as de dupla aptidão, como a inglesa anglo-nubiana, e as que rendem leite, como mambrina, jamnapari e bhuj, da Ásia. Para carne, destaca-se a boer, da África do Sul.

SISTEMAS: As cabras podem ser criadas em três sistemas. No extensivo, os animais ficam soltos no pasto. No semi-intensivo, parte do dia a criação pasta e depois recebe suplementação de volumoso e concentrado no cocho. Já no intensivo, os caprinos são mantidos confinados e toda a alimentação é fornecida no cocho.

INSTALAÇÃO: O capril pode ser feito de estrutura simples, mas é importante que tenha boas condições para abrigar os animais. Se houver no local uma instalação ociosa, ela pode ser adaptada com divisão de baias para acomodar as cabras, de acordo com a fase de desenvolvimento. Essas opções reduzem os custos da atividade. É bom que o abrigo seja confortável, ofereça segurança e proteção contra vento e chuva. Cubra o chão com cama de maravalha ou use sarrafos de 3 centímetros de espessura por 5 centímetros de largura para fazer um piso ripado. Deixe um espaço de 2 centímetros entre os sarrafos e de 0,5 a 1,8 centímetro de altura do solo.

HIGIENIZAÇÃO: Recomenda-se manter o capril sempre limpo para conservar a saúde das cabras. Diariamente, retire os dejetos do chão e as sobras de alimentos que ficam nos cochos. No mínimo a cada 30 dias aplique vassoura de fogo ou desinfetante químico nas instalações.

ALIMENTAÇÃO: Plantas são a base das refeições das cabras. As arbustivas de folhas largas, como amoreira, rami e feijão-guandu, são bem aceitas, como também capins, silagem de milho e feno de leguminosas. Enquanto as forrageiras são boas para a digestão dos caprinos, os grãos são usados como complemento nutricional para favorecer a alta produção. Sais minerais podem ser fornecidos em cochos diferentes dos alimentos. Mantenha água limpa e fresca à disposição, pois as cabras consomem de cinco a seis litros por dia.

REPRODUÇÃO: Cabras leiteiras de origem europeia podem procriar a partir dos quatro meses. Há casos que ocorrem até antes desse período. Contudo, por ainda não contarem com um desenvolvimento adequado, a reprodução entre animais jovens não é indicada. Desde os três primeiros meses de vida, crie os caprinos separados por sexo, para evitar coberturas precoces.

 

Na mesma fazenda em MT, vacas dão à luz gêmeos e caso raro de trigêmeos

Apesar da inseminação artificial, caso de trigêmeos é raro, Bezerros nasceram menores e mais fracos


Bezerros gêmeos amamentam em fazenda de MT (Foto: Rafael Venson/ Arquivo Pessoal)Bezerros gêmeos amamentam em fazenda de MT

Em uma fazenda na BR-070, que liga Cuiabá ao município de Cáceres, a 250 quilômetros da capital, o criador Antonio Carlos Carvalho de Souza, de 43 anos, foi surpreendido com um caso raro de nascimento de bovinos. Uma vaca leiteira deu à luz bezerros gêmeos e no dia seguinte, uma vaca nelore teve bezerros trigêmeos. “Foi uma surpresa. Duas vacas me dão cinco bezerros”, enfatizou.

  O caso de gêmeos é mais frequente, no entanto, pontuou que os bezerros trigêmeos configuram um caso raro na reprodução bovina. “Os gêmeos são pouco frequentes, mas o caso de trigêmeos é realmente raro. Mesmo tendo havido uma inseminação artificial, o nascimento de três bezerros de uma só vez não é comum”, explicou.

  As duas vacas foram submetidas a um processo de indução de cio. “Nós controlamos o cio delas, para que ovulassem em um período controlado. Mas é a primeira vez que vejo uma vaca ter três bezerros. A que teve trigêmeos foi inseminada no dia 25 de junho do ano passado. E a gestação foi de 8 meses”,  explica-se ainda que o período normal de gestação de uma vaca é de nove a dez meses.

Segundo veterinário, o nascimento de bezerros trigêmeos é raro.  (Foto: Rafael Venson / Arquivo Pessoal) O nascimento de bezerros trigêmeos é raro.

Os bezerros trigêmeos, segundo o veterinário Rafael Venson, nasceram bem menores que o normal e mais fracos. “Se não fosse o gerente da fazenda ter ajudado, eles teriam morrido”, enfatizou. Para o criador Antonio Carlos o desafio agora é fazer com que vacas de leite adotem dois dos trigêmeos. Segundo ele, a vaca nelore não dá leite suficiente nem para um bezerro, sendo necessário vacas 'mães de leite' para outros dois filhotes.

“O pessoal fala que vou ficar rico, mas é, ou lucro ou prejuízo”, o caso os bezerros não aceitem as vacas como 'mãe de leite', o gasto torna-se maior, já que a amamentação tem que ser feita com mamadeira.

Futuro
Apesar de ter ficado contente com os cinco novos bezerros, o criador Antonio Carlos não pensa duas vezes ao responder sobre o destino dos animais. “Daqui a 60 dias eles vão comer ração e continuam sendo amamentados. Com oito meses, vão para o semiconfinamento e comem apenas ração. E finalmente com 18 a 20 meses, vão para o abate”, pontuou com bom humor.

 

QUALIDADE DO LEITE E SUAS CARACTERÍSTICAS



Qualidade do leite

A qualidade do leite é muito importante para as indústrias e produtores, tendo em vista sua grande influência nos hábitos de consumo e na produção de derivados. Por isso, é necessário conhecer alguns conceitos sobre a qualidade do leite, referentes à composição e condição higiênico-sanitária.
Ao levar a sua matéria-prima a um centro processador ou industrial, o produtor tem o seu leite submetido a testes de avaliação, para verificar a sua qualidade. São efetuadas análises, conforme as normas vigentes, visando garantir produtos com o menor risco possível para a população. A qualidade do leite é definida pelos seguintes critérios:

Constituição físico-química

Na composição do leite, constam a parte úmida, representada pela água, e a parte sólida, representada por dois grupos de componentes: o extrato seco total e o extrato seco desengordurado.

Extrato seco total - É representado pela gordura, açúcar, proteínas e sais minerais. Quanto maior esse componente no leite, maior será o rendimento dos produtos.

Extrato seco desengordurado - Compreende todos os componentes, menos a gordura (leite desnatado). Por lei, o produtor não pode fazer a remessa dessa fração do leite para a indústria. Apenas as indústrias podem manejá-la, por meio de desnatadeiras, destinando-a à fabricação de leite em pó, leite condensado, doces, iogurtes e queijos magros.

Gordura - É o componente mais importante do leite. O leite enviado à indústria deve conter, no mínimo, 3% de gordura. Na indústria, a gordura dá origem à manteiga, sendo o seu teor responsável pelo diferencial no preço do leite pago ao produtor.

Água - Maior componente do leite, em volume. Há cerca de 88% de água no leite. Se, de alguma forma, água for adicionada ao leite, o peso do produto será alterado sensivelmente. Logo, isso constitui uma fraude.

Densidade

É a relação entre peso e volume. Assim, um litro de leite normal pesa de 1.028 a 1.033 gramas. Abaixo ou acima desse intervalo, o leite pode ter a sua qualidade comprometida e ser recusado pelas indústrias. Deve-se considerar que um leite com um alto teor de gordura, como por exemplo, acima de 4,5%, terá provavelmente uma densidade abaixo de 1.028 gramas. Para evitar fraudes por aguagem, a densidade do leite é medida, diariamente, na indústria.
 
 

Resíduos de suínos e aves podem ser aproveitados como fertilizante

 

 

O processo de produção de fertilizantes  organominerais começa na preparação das matérias-primas. Inicialmente, a cama deve ser triturada e misturada à fonte mineral, no caso, o monoamônio fosfato (MAP). Após a mistura, o material é colocado no granulador, onde ocorre a formação dos grânulos. Uma vez formados os grânulos, o material deve ser seco e posteriormente peneirado. Com isso, ganha o produtor, que agrega valor ao resíduo da suinocultura, ganha a indústria, que permite destino adequado a este resíduo, e ganha a sociedade, com a redução dos impactos ambientais causados pela suinocultura e pela redução da necessidade de importação de insumos minerais não renováveis.

O projeto Agrosuíno conduzido pela Embrapa Solos em parceria com a Universidade de Rio Verde, desenvolveu o processo de tratamento dos dejetos da suinocultura e posterior granulação desse material, resultando em fertilizante organomineral granulado, para utilização em sistemas de produção de grãos, em plantadeiras tradicionais.

Os dejetos normalmente passam por tratamentos sanitários e são posteriormente utilizados como fertilizantes. Contudo, grande parte dos nutrientes presentes nesses dejetos são perdidos, seja por problemas de aplicação, pelo uso desbalanceado, ou pela falta de planejamento correto para seu aproveitamento. Com a técnica de compostagem e granulação promove-se o balanceamento correto de nutrientes no fertilizante e ele pode ser utilizado normalmente, sem a necessidade de equipamentos especiais.

Segundo o pesquisador Vinícius Benites, líder do projeto Agrosuíno, “com o domínio das bases tecnológicas de produção de fertilizantes organominerais granulados, diferentes inovações podem ser pensadas, como, por exemplo, a associação de micronutrientes aos fertilizantes, utilização de outros resíduos, ou associação de microrganismos funcionais aos fertilizantes”.

 
Veja ! Custo beneficio do Leite, Consumo de Peixe, Genoma do Bovino, Convivendo com a Seca, Sicronização de Cio, Criação de Aves Criação de Codorna... PDF Imprimir E-mail
Escrito por Lívio Chaves   
Ter, 15 de Julho de 2014 08:58

O custo e as balelas sobre Leite de Cabra



O que importa é ter certeza de que o uso de animais de alta produção

será sempre melhor que o uso de animais de fraca produção.

 


Existem sim alguns erros de conotação que ao meu ver, tornam-se grande mal entendido, tais como a expressão “bombar”. Há quem diga que qualquer bom programa de alimentação já seja “bombar” e isso não é verdade. Alimentar bem não significa superalimentar. É claro que em tudo existem os excessos, tais como:

l sondar vacas e cabras em julgamentos de pista,

l canular a veia de animais em pleno torneio leiteiro,

l represar leite nos animais em exposições para julgamentos,

l etc.

Na verdade é preciso separar as críticas construtivas daquelas conversas de pessoas invejosas que, não querendo ou não podendo estar no topo da fama, articulam sua defesa, fazendo acusações, inventando fofocas, etc. Além de não terem animais à altura, ainda exibem um caráter melífluo e inferior. É preciso separar o joio do trigo - diz a Bíblia.

 

Progresso

 

É normal desejar o progresso - antes de tudo! A maior ferramenta para o progresso, ou seja, para melhorar a produtividade chama-se “melhoramento genético” e só é possível fazer melhoramento genético observando os fenótipos. O que seria um fenótipo? É aquilo que está visível no animal: é a soma de “Ambiente + qualidade genética”.

 

 

O leite tem um custo e precisa ser analisado.

 

Então só podemos medir e avaliar genótipos quando o ambiente for favorável, possibilitando assim a máxima expressão produtiva do animal.

Isso está bem claro naquele antigo ditado: "não se gasta vela com defunto ruim".

Exatamente! De nada adianta superalimentar um animal que não tem uma genética favorável e produtiva. Isso tem que ficar claro, pois muitos confundem as coisas. Criticar o bom manejo que tem por objetivo expressar melhor o potencial genético do animal pode se tornar uma armadilha para o novo criador (cliente). É muito comum encontrar no gado, cavalos, etc. espertalhões que dizem que “o animal, em sua essência, pode ser improdutivo”. Dizendo de outra forma, eles afirmam que “o animal produz menos por ser muito mais rústico”. Ou vão mais longe, dizendo que “o animal parece improdutivo, mas é o legítimo e verdadeiro em sua essência”. Balelas! Parece conversa de político demagogo, sobre o palanque onde consegue enganar as multidões ignorantes.

Estou acostumado a mencionar para meus alunos de Melhoramento Genético da Faculdade de Veterinária de Três Corações (Unincor):

- Um animal bem alimentado custa muito caro e é por isso que ele precisa ser muito produtivo.

No último Fórum de produtividade animal da Universidade Federal de Lavras (UFLA) mostrei uma conta interessante  para cabras leiteiras, que é mais ou menos, o que está nas Tabelas 1 e 2.

 

 

 

 

 

 

Por isso eu digo que o barato sai caro em relação à cabra de leite! De fato, um animal que não produz 800 kg de leite na segunda cria será muito caro e o melhor é encaminhá-lo para ser abatido.

Outro ponto a ser discutido, são as terapias hormonais como o “Bustim” e o “Lactoprim” que, ao meu ver, quando bem aplicadas auxiliam os bons animais em sua melhora de produção. É preciso deixar claro que um animal ruim vai passar a produzir 20% a mais e vai continuar ruim enquanto um animal extremamente leiteiro também vai ter um acréscimo de 20%. Digo isso porque já ouvi criadores falando que animais de alta produção estão “bombados” e produzem o mesmo que outros animais que não utilizam hormônios.

Estamos vivendo nas cabras leiteiras o que aconteceu com a Natação Olímpica: recordes foram quebrados com au­xí­lio do macacão antiaderente aquático que os atletas utilizavam nos novos tempos. A nova roupa ajudou! Então, mensurar e adotar novas tecnologias, não gera um resultado distorcido, quando todos podem ter a mesma condição. Quando todas as cabras forem aferidas pelo mesmo critério, essas acusações provarão ser apenas balelas!

Por último, mas não menos importante, falam sobre a produtividade ao longo da vida do animal. Muitos criadores até bem conceituados, estão defendendo uma bandeira de baixa e média produção e uma vida longa. Será verdade? Vamos aos números:

s Um animal de alta produção, 2.000 kg de lactação, produz na média 200 kg de sólidos por lactação. Multiplicado por 5 lactações são 10.000 kg de leite e 1.000 kg de sólidos na vida toda.

s Um animal de baixa produção, 800 kg de lactação, produz na média 80 kg de sólidos por lactação. Multiplicado por 10 lactações são 8.000 kg de leite e 800 kg de sólidos na vida toda.

No correr do tempo, obviamente o animal de maior produtividade é muito mais recompensador. Então, essa acusação também é balela. Por que esperar pelo amanhã, se  pode fazer hoje?

 

Conclusão

 

O melhor caminho é selecionar cada vez mais os animais que dão mais lucro. Os bons animais, para transmitirem, fielmente, suas características (e chances de lucro, na progênie) precisarão, sempre, ser de altíssima genética. Quanto mais puro, maior confiança transmitirá.

 

 

 

 

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GENOMA DE BOVINOS TAURINOS COM ZEBUINOS É COMPARADO EM ESTUDO



Um consórcio internacional de cientistas, liderado por pesquisadores da Universidade Estadual Paulista (Unesp),  o sequenciamento do genoma de referência bovino da subespécie zebuína (Bos indicus), originária da Índia, cujas raças nelore e gir, voltadas para a produção de carne, são de interesse comercial do Brasil e de outros países de clima tropical.

Mas, antes mesmo de o trabalho ser finalizado, pesquisadores do grupo já fazem comparações preliminares com o genoma da subespécie taurina (Bos taurus), que completaram em 2009, e a qual pertencem raças chamadas de europeias, como a angus e a holandesa, direcionadas tanto para produção de leite como de carne.
Um grupo coordenado por pesquisadores do Laboratório de Genômica Funcional de Bovinos do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA, na sigla em inglês) comparou o genoma de cinco animais, sendo três da raça angus, um da raça holandesa e um nelore.
Os resultados da pesquisa foram publicados na revista Genome Research e, segundo os pesquisadores, podem contribuir para o melhoramento genético das raças de bovinos taurinos e zebuínos.
Os pesquisadores identificaram por meio do estudo 1,265 mil variações no número de cópias de genes (CNV, na sigla em inglês de copy number variations) – perdas e ganhos de sequências completas de DNA entre indivíduos da mesma espécie, que em humanos, por exemplo, podem explicar a razão da ocorrência de doenças genéticas, como o autismo e a esquizofrenia.
Utilizando novas tecnologias de sequenciamento de genoma, os pesquisadores observaram alterações no número de cópias de genes dos animais, sendo muitas delas inéditas, relacionadas a fatores como adaptação e metabolismo.

A presidente Dilma anunciou mais um programa do governo de combate à seca. Tudo bem: numa hora dessas, quando 26 milhões de pessoas estão sem água, o jeito é mandar centenas de carros-pipa para o sertão nordestino.

Mas a seca faz parte da natureza do Nordeste e o Brasil precisa aprender a conviver com ela. Tecnologia não falta.

 

 

REQUISITO ESSECIAS PARA SUCESSO DA SINCRONIZAÇÃO DE CIO

 

 
 
O sucesso de um programa de sincronização depende basicamente de alguns fatores, tais como: 
 
a) Os animais devem estar em bom estado de carne e em regime de ganho de peso.
 
b) Animais isentos de problemas sanitários.
 
c) Instalações adequadas, de modo a facilltar o trabalho de inseminação e evitar o estresse animal.
 
d) Eficácia na observação do cio.
 
e) Inseminador experiente.
 
f) Cuidados na manipulação do sêmen.
 
g) Sêmen de qualidade comprovada.
 
h) Número de animais tratados deve corresponder a capacidade de inseminação diária.
 
i) Intervalo parto-tratamento de, no mínimo, 35 dias.
 
j) Os benefícios da conveniência, economia de mão-de-obra e melhoria na eficiência reprodutiva devem compensar os custos do tratamento.

 

 

Criação de Aves - Atividade Lucrativa
 

galinha caipira 250x202 Frango e Galinha Caipira: incubação, alimentação e manejo
A avicultura representa, atualmente, uma das maiores atividades agropecuárias por ser uma das que propiciam maiores lucros. Além disso, o maior custo da carne bovina sempre foi um fator importante para aumentar a atratividade da carne de aves, principalmente da carne de frango. A carne de frango é sempre o substituto imediato da carne bovina, devido ao seu custo menor, mas, também, por apresentar algumas características que tornam seu consumo mais indicado como, por exemplo, ser uma carne mais saudável e que engorda menos.

A carne das aves é uma das que apresenta maiores e melhores vantagens para a alimentação humana. É produzida em escala industrial, em todo o mundo, inclusive no Brasil, que possui uma das maiores produções do planeta e, ainda, apresenta um potencial para expandir essa produção, várias vezes. A produção brasileira é destinada tanto ao consumo interno quanto às exportações, principalmente para os países da comunidade européia. A produção de frangos de corte é a maior atividade da avicultura brasileira.

Reunir algumas fêmeas e machos e soltá-los nos quintais ou terreiros, deixando-os se reproduzirem, como ocorre em geral nos sítios, e fazendas, não é realmente praticar a avicultura. Para isso, é necessário que sejam reunidos machos e fêmeas selecionados, para que haja maior produtividade e para a obtenção de aves de elevado padrão, que produzam bons lucros. Além disso, a avicultura, por definição, é a criação racional de aves, ou seja, uma série de técnicas e procedimentos devem estar associados à criação para que esta seja, de fato, racional e com alta produtividade.

Idade para a reprodução

Quando as aves entram em reprodução muito cedo, podem ter prejudicados o seu desenvolvimento e a sua produção. No entanto, quanto mais tarde é iniciada a reprodução, maiores são os gastos do avicultor, com a sua manutenção, o que diminui os seus lucros. Por esse motivo damos, a seguir, as idades mais indicadas para cada ave iniciar a reprodução.

Galinha: 5 a 7 meses
Peru-macho: 2 a 3 anos
Peru-fêmea: 1
Faisão-macho: 2 a 6 anos
Faisão-fêmea: 1 ano
Marreco: 6 meses em diante
Patos: 7 meses em diante
Ganso: 2 anos em diante
Cisne: 2 anos em diante

 
Número de fêmeas para cada macho

O número de machos é muito importante em um plantel pois, se houver machos demais, as despesas aumentam, sem necessidade, e os lucros diminuem. Além disso, as fêmeas são muito incomodadas, o que as prejudica.

Quando o número de machos é menor do que o necessário, a quantidade de ovos claros ou inférteis é grande, trazendo sérios prejuízos ao avicultor pela baixa porcentagem de eclosão.

Nos lotes para a produção de ovos para consumo, não há necessidade de machos, pois as aves põem ovos, embora estéreis, mesmo sem serem acasaladas, o que é até melhor, pois eles se conservam melhor.

Damos a seguir uma tabela sobre o número de fêmeas para cada macho, nas diversas espécies de aves domésticas:

Galo ? raças leves: 10 a 12 fêmeas
Galo ? raças pesadas: 8 a 10 fêmeas
Peru: 8 a 15 fêmeas
Faisão: 6 a 8 fêmeas
Marreco: 6 a 8 fêmeas
Pato: 6 fêmeas
Ganso: 4 fêmeas
Cisne: 1 fêmea

 
Período de aproveitamento dos reprodutores

As aves podem procriar por um período, as vezes longo. É aconselhável, no entanto, que só sejam aproveitados as seus produtos até que elas atinjam certa idade. Além disso, depois de certo tempo sua produção baixa muito, tornando-se antieconômico. Por esse motivo, as aves devem ser mantidas, em reprodução, somente até as idades apresentadas, a seguir:

Galinha: 1, 2 ou 3 posturas, no máximo, dependendo da raça
Peru: 4 anos
Faisão: vários anos
Marreco: 1 postura (da raça Pequim)
Pato: vários anos
Ganso: vários anos
Cisne: vários anos

Quando indicamos "vários anos", significa que as aves devem ser mantidas em reprodução enquanto seus filhos nascerem fortes e sadios.

Número de ovos por ano

O ovo tem grande importância na avicultura, não só por ser fonte de lucros para o avicultor mas, e principalmente, por ser através dele que as aves se reproduzem.

Cada espécie, e mesmo raça, produz uma quantidade deferente de ovos, como verificamos nos dados, a seguir:

Galinha crioula: 80
Galinha de raça: 120 a 365
Perua: 30 a 60
Faisão: 10 a 40
Marreca (Pekim): 120
Pata: 60 a 100
Gansa: 30 a 60
Cisne: 5 a 8

 
Período de incubação

Para que os filhotes nasçam, é necessário que os ovos sejam incubados durante um certo número de dias, que varia de acordo com a ave. Além disso, é preciso um certo grau de temperatura e uma determinada umidade.

Os dados a seguir, são referentes ao período de incubação dos ovos de cada espécie de ave:

Galinha: 21 dias
Perus: 28 dias
Faisão: 24 a 29 dias, variando de acordo com a espécie
Marreca: 28 a 30 dias
Pata: 30 dias
Gansa: 28 a 31 dias
Cisne: 28 a 30 dias

A avicultura é uma das mais lucrativas atividades criatórias, desde que baseada em:

- bons reprodutores;

- boas instalações;

- boa alimentação e

- bom manejo.
 
Recria e engorda das codornas
 
Recria

A recria é o período de crescimento das codornas, desde que dispensam o calor artificial até serem selecionadas para a reprodução ou abate (engorda).

Engorda

A engorda é o período, após a seleção, no qual as codornas são separadas em lotes para a produção de carne e durante o qual, em geral, podem receber uma alimentação especial para engorda, devendo ser levado em consideração que elas são abatidas entre os 30 e 45 a 50 dias de idade.

A recria e a engorda das codornas podem ser feitas no solo, sobre uma cama de material absorvente como a marvalha fina, capim seco e picado, sabugo de milho triturado, etc., ou em baterias. Temos, ainda, um terceiro método, o misto, que consiste em manter as codorninhas até 15 dias sobre a cama e depois colocá-las em baterias.

A engorda no chão tem, entre outros, os inconvenientes de as codornas consumirem mais 3 a 5% de ração para obterem o mesmo peso que obteriam nas baterias e, ainda, estão mais sujeitas a doenças, principalmente à coccidiose. É, por essa razão, pouco empregado na criação comercial ou industrial dessas aves.

A recria e engorda, em baterias, tem uma série de vantagens sobre o método anterior sendo, por esse motivo, o mais usado nas criações comerciais e industriais. As baterias podem ser de folhas metálicas, madeira ou arame galvanizado mas, sempre, com o piso de tela de arame, de preferência, com malhas retangulares e de 10mm, para facilitar a passagem dos excrementos. Existem, no comércio, vários tipos, tamanhos e modelos de baterias, de acordo com a marca ou fábrica que as produzem.

Cada gaiola deve medir 13 a 15cm de altura, por 20cm de comprimento e 15cm de largura. O espaço entre o piso da gaiola e a bandeja deve ser de 5cm. Para fêmeas, o piso deve ser inclinado e ter mais 8cm na sua parte da frente, para ai serem colhidos os ovos.

Essas baterias ou gaiolas são equipadas com comedouros retangulares, medindo 10 a 12cm de largura e uma profundidade de 5 a 8cm. O seu lado que fica encostado à parede da gaiola deve ter a beirada virada para dentro, para evitar a queda e o desperdício de ração, pois as codornas têm o hábito de ciscar a ração para catar os grãos maiores ou os alimentos de que mais gostam, o que faz com que entornem muita ração, quando a beirada do comedouro não é virada. Pelos mesmos motivos, a parte de fora do comedouro deve ser mais alta e virada para fora, para reter melhor a ração.

As grades das gaiolas só devem permitir a passagem da cabeça e do pescoço das codornas, para que possam alcançar a comida.

Quanto à iluminação ou claridade, deve atingir mais os comedouros com a ração, pois uma luminosidade mais intensa, sobre as codornas, faz com que fiquem excitadas, briguem mais, dispendam mais energia e gastem, consequentemente, maior quantidade de ração para o mesmo ganho de peso que teriam sob uma luz menos intensa.

Período de engorda e época de abate

Normalmente, as codornas são abatidas dos 30 aos 45 dias de idade, embora alguns criadores as abatam com 50 a 55 dias. Não cremos ser vantajosa essa prática porque, quanto mais velha a ave, depois de certa idade, maior será seu índice de conversão, o que significa um gasto maior de ração, para obter o mesmo peso vivo. Existe uma tendência entre os criadores para abater as codornas com 28 a 30 dias de idade, ou seja, quatro semanas.

O rendimento líquido das carcaças é de 75 a 78%, tanto de fêmeas quanto de machos, embora as fêmeas da mesma idade tenham, em média, um peso vivo superior ao dos machos. Com cinco semanas de idade, as codornas atingem, em média, 100 a 120g e até 170 a 180g quando alcançam 45 dias.
 
Veja !Ovelhas no Brasil em 2050, Proteção contra Raios, Filme plastico para Frutas, Café Brasileiro, Produtos Organicos e Pastagens Organicas... PDF Imprimir E-mail
Escrito por Lívio Chaves   
Seg, 14 de Julho de 2014 09:43

 

As ovelhas do Brasil em 2050

 

 

O mundo ficou estarrecido com a notícia de que a população, agora, é de 7 bilhões de pessoas! Certos estudos, porém, mostram que logo será de 9 bilhões e não haverá grandes modificações no cenário geral. O crescimento do PIB mundial em torno de 3,5% ao ano transformará a China na maior economia, seguida da Índia, com os EUA em terceiro lugar. Somente estes 3 países somariam, em 2050, mais que o dobro da economia mundial em 2010 e representariam 50% do PIB mundial. Estes 3 países, com 50% da classe média mundial, somando 6 bilhões de pessoas em 2050, vão também influenciar no crescimento da economia internacional e na expansão do mercado de bens de consumo industrial de um lado e de aumento da exportação de commodities de outro.

 

 

 

u Ovelha brasileira - Segundo os mesmos consultores, no processo de crescimento da economia mundial, o Brasil pode se tornar a 4ª economia global, com um PIB de mais de US$ 8 trilhões até 2050 e deve continuar sendo o grande fornecedor de minério de ferro, metais, biocombustíveis, soja e outros grãos, além de grande exportador de carnes bovina, suína, ovina e de aves. Os principais biomas brasileiros vão estar a serviço da geração de superávits comerciais para permitir a importação de produtos industriais, inovações de tecnologias computacionais e de comunicações e produtos de luxo para as crescentes camadas afluentes da população brasileira.

As guerras entre potências, no passado, foram por disputas por terra e territórios; atualmente as disputas são por energia e petróleo; no futuro as guerras vão ser pelo controle da água doce e, em consequência, dos alimentos. O Brasil está muito bem colocado nesse ranking.

As tendências apontadas pelos consultores acima mencionados mostram que o Brasil terá:

- presença das ovelhas brasileiras entre as 4 principais carnes no mercado mundial;

- exploração maciça de energia solar;

- exploração maciça de dessalinização da água para produção agropecuária;

- a Amazônia com terras em franca produção. Muitos rios estarão com pouca água.

 

Hoje, os Estados Unidos e o Brasil produzem 30% dos grãos e 25% de toda a carne do mundo. “Só o Brasil, porém ainda tem larga capacidade de ampliar a produção, podendo triplicar sua produção agrícola e dobrar a produção pecuária até 2050, sem desmatar uma única árvore – apenas introduzindo inovações tecnológicas” - diz a senadora Kátia Abreu, presidente da CNA. Isso inclui um maciço direcionamento político para a ovelha brasileira.

A produção de carne ovina, na atualidade, está restrita à Austrália, Nova Zelândia, Inglaterra e Estados Unidos - países sem chance de incremento. Para que a carne ovina firme posição no contexto das carnes somente com aceleração da produção brasileira. Por isso, empresários internacionais já olham para a ovinocultura brasileira, com olhos gulosos, prevendo grandes lucros. Agora, começam a surgir estudos de grandes empresas de consultoria de investimentos, incluindo a carne ovina brasileira como ótima chance de alta lucratividade.

 

 

 

 

Pitorescamente, internamente, o Brasil continua apresentando comportamentos do período colonial. “O Brasil é o único país do mundo tentando reduzir sua área cultivável em 80 milhões de hectares e provocando perda de US$ 100 bilhões por ano aos agricultores” - diz Kátia Abreu. Mais de 61% da cobertura vegetal original do Brasil está preservada hoje; na Amazônia o índice ultrapassa 83% em algumas áreas. “Estamos atentos para corrigir desmatamentos equivocados, como em nascentes de rios, e preservar nosso patrimônio, mas é preciso acabar com a ignorância em relação a esse assunto”. As pessoas são a única prioridade no planeta: sem produzir comida, o Brasil estará dando tiro no pé!

A situação é cômoda para a ovelha, que pode ser criada em pequenas, médias e grandes propriedades, nos mais diferentes climas.

 

u Os núcleos - Na atualidade, percebe-se efervescência na produção de carne ovina no Rio Grande do Sul, que pode caminhar para mais de 20 milhões de cabeças, rapidamente; Nordeste, consolidando vários centros ao mesmo tempo, podendo dobrar a produtividade; Sudeste, com euforia no Espírito Santo, Paraná e São Paulo. O sucesso nessas regiões reflete-se nas demais e o Brasil estará caminhando para cumprir a tendência dos grandes estudiosos do planeta. Eles sabem que o mundo precisa da carne ovina a ser produzida no Brasil, mas a maio­ridade nesse segmento somente será atingida quando atingir 100 milhões de cabeças! Um grande caminho a ser percorrido.

A produção de carne de cordeiro, portanto, tem amplo horizonte e está ainda no primeiro degrau. Ótimo para os investidores, tanto dentro como fora das porteiras. O que interessa é que, antes de tudo, a ovelha brasileira é um grande negócio, até na palavra dos mais respeitáveis analistas da Economia mundial.

 

 

 

 

PROTEÇÃO CONTRA RAIOS NO MEIO RURAL

 



O raio ou faísca é considerado um dos principais fenômenos destrutivos da natureza. Sua descarga elétrica pode chegar a mais de 100.000 (A) Ampères e a milhões de Volts (V) com duração instantânea em menos de um segundo. O Brasil é um dos países com maior incidência desse fenômeno.

A ação e o efeito do raio podem causar diversos danos, provocando a morte ou paralisia de milhares de pessoas e animais, prejuízos materiais em máquinas, equipamentos, edificações, redes de transmissão e distribuição de energia elétrica, destruição de linhas telefônicas e grande parte dos incêndios florestais.

Apesar de todos os esforços, não se consegue evitar que um raio caia sobre determinado local. No entanto, todos os cuidados são para orientá-lo na sua queda, obrigando-o a seguir uma trajetória pré-determinada para a terra por meio de pára-raios e seus componentes.

RAIO, RELÂMPAGO E TROVOADA

O raio é uma gigantesca faísca elétrica, dissipada rapidamente sobre a terra, causando efeitos danosos. Relâmpago é a luz gerada pelo arco elétrico do raio. Trovoada é o ruído produzido pelo deslocamento do ar devido ao súbito aquecimento causado pela descarga do raio.
 

 

 

Embrapa pesquisa filme plástico que pode estender vida útil de frutas

Ideia é desenvolver um revestimento que, ao aderir à casca dos alimentos, diminua a taxa de respiração e prolongue o consumo


.Editora Globo 

Um estudo conduzido pela Embrapa Agroindústria Tropical, em Fortaleza (CE), pretende estender a vida útil de frutas com o uso de filme plástico. A ideia é desenvolver um revestimento que, ao aderir à casca dos alimentos, diminua a taxa de respiração e prolongue o consumo. “A expectativa é conseguir dobrar o tempo de prateleira dos produtos”, afirma Henriette Azeredo, responsável pela pesquisa.

Para formar essa barreira, ela quer criar um plástico biodegradável e comestível. Segundo a pesquisadora, o desafio é melhorar o desempenho do material, que tem menos elasticidade e resistência que os plásticos comuns.

O estudo prevê adicionar produtos da nanotecnologia aos filmes, como monoargila e nanofribras de celulose.

"O amido tem boa barreira ao oxigênio, mas não ao vapor de água. Assim, combinamos com a cera de carnaúba, que tem essa qualidade”, diz Henriette. Ela também testa misturas com goma de cajueiro e polpas de frutas.

 

 

 

No prazo de apenas oito anos, o consumo de café no Brasil cresceu mais de 300%. O brasileiro toma hoje 82 litros de café por ano, que só perde para a água. A demanda aquecida mantém os preços em alta.

 

 

 

 

 

 

Cresce o número de produtores orgânicos no país

 

 

O trabalho de produção orgânica já é feito por mais de 15 mil agricultores em todas as regiões do país. O responsável pelo cadastro e controle é o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), que também faz a regulamentação. No banco de dados, atualmente, já são cadastrados cerca de 15 mil agricultores.

Para ser um produtor orgânico é preciso seguir algumas normas de manejo determinadas pelas autoridades sanitárias. Os alimentos orgânicos são produzidos baseados em princípios agroecológicos que contemplam o uso responsável do solo, da água, do ar e dos demais recursos naturais.

 A lista de produtos cadastrados inclui os primários, os itens processados e os industrializados à base de orgânicos. Segundo o coordenador de Agroecologia do Ministério da Agricultura, Rogério Dias, esse crescimento é positivo e tende a ser contínuo. “Quanto mais produtos primários forem regulamentados, haverá mais processados orgânicos. Este aumento gera estabilidade e agrega valor aos produtos”, afirma.

Desde 1º de janeiro de 2011, os produtos orgânicos brasileiros só podem ser comercializados se estiverem identificados com o selo do Sistema Brasileiro de Avaliação da Conformidade Orgânica (SISOrg). A identificação foi regulamentada em 2010 e tornou-se obrigatória. O selo foi escolhido por meio de uma consulta pública e é impresso nas embalagens de produtos orgânicos devidamente certificados pelo Ministério da Agricultura.

Em 2011 também foi registrado o primeiro produto fitossanitário para a agricultura orgânica, assinado pelo Mapa depois de uma análise em conjunto com os ministérios da Saúde e do Meio Ambiente. O Brasil deseja ser referência em produtos biológicos de controle de pragas e pretende montar uma delegação de especialistas para discutir o tema junto a Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OECD, sigla em inglês) em 2012.

 

CONTRADIÇÃO NO USDA (E.U.A.) SOBRE AS NOVAS REGRAS DE PASTAGEM ORGÂNICA

 


De acordo com as novas regras do USDA (E.U.A) sobre o pasto orgânico, lançado em fevereiro, a utilização de pastagens é necessária na produção de leite orgânico, mas bovinos orgânicos podem ser dispensados de obter qualquer um dos seus alimentos em pastagem durante os últimos quatro meses de vida.
A regra estabelece que os produtores orgânicos devam "manter todos os animais ruminantes em pastagem", mas, numa aparente contradição, pode também utilizar simultaneamente "estaleiros ou locais de engorda" antes do abate, em bovinos durante os últimos 120 dias ou um quinto da vida do animal, o que for menor. Durante estes 120 dias, estes animais orgânicos são isentos da obrigação de obter pelo menos 30% do consumo de matéria seca (CMS) da pastagem.
O USDA está procurando opiniões a respeito de se a linguagem corrente deve ser fortalecida ou enfraquecida. A determinação final sobre esta linguagem vai definir mais claramente como a carne orgânica deva ser produzida.
Para ganhar uma compreensão mais profunda das práticas correntes na indústria da carne orgânica, o Instituto de Pesquisa Cornucopia entrevistou produtores de carne orgânica através dos Estados Unidos. Os resultados da pesquisa revelaram que 80% dos produtores de carne orgânica colocam o gado para pastar até o abate, não os colocando a qualquer tipo de confinamento. Na verdade, 60% dos produtores de carne orgânica utilizam grãos para alimentar seu gado (100% alimenta-os com erva), enquanto 20% mantêm o gado no pasto, mas dão pequenas quantidades de grãos. A nova regra de isenção de impostos no abate de ruminantes alimentados no pasto, portanto, não é necessário para a grande maioria dos produtores de carne orgânica.
No entanto, o restante de um quinto dos produtores de carne orgânica está usando atualmente confinamentos, o Instituto Cornucopia entende que não há apoio de alguns dos intervenientes para a obtenção de uma isenção de 30% das taxas para as ações de abate de ruminantes. Estes agricultores, pecuaristas e os operadores de confinamento atualmente produzem a maioria da carne orgânica do país.
 
 
Veja ! Curiosidades, Criação de Camarões, Forragéns para Equinos, Barragens Subterrânias, Cerveja de Leite, Carne Ovino, Vírus Mortal e Leite Ovelha em Pó... PDF Imprimir E-mail
Escrito por Lívio Chaves   
Dom, 13 de Julho de 2014 10:46
VARIEDADES


Você sabia...?

... que a cauda de animais domésticos indica felicidade? Isso nos sonhos. Se sonhar com cauda de animais selvagens, é sinal de lucros. Se a cauda for de peixes indica especulações bem sucedidas. Se a cauda for de cabrito, significa alegrias. Se for de carneiro, significa trabalho.

... que o manejo sanitário adequado melhora a saúde dos animais? Melhora também a fertilidade, a produção, o ganho de peso e a produção de leite.

... que a Bíblia diz que o leite indica fartura e felicidade? Diz Provérbios 27:27:

“E haverá bastante leite de cabra para o teu sustento, para o sustento da tua casa e das tuas criadas”.

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Frase

- Tem raça de cachorro para tudo: o que trabalha e o que dá trabalho. Geralmente só dá trabalho. (Frase de Expositora)

- O rei justo sustém a terra, mas o amigo de impostos a transtorna. (Salomão)

- Para filosofia barata não adianta inseticida. (Simone Dias Marques)

- Onde há muitos a comandar, nasce a confusão. (Luigi Einaudi, 1874-1961)

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Provérbio

- O avaro teme a pobreza, mas vive nela. (Provérbio árabe)

- Se teu inimigo é o mosquito, vê nele um elefante. (Provérbio árabe)

- Pela repetição até o asno aprende.

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Ditado

- Quando o esforçado só trabalha, o folgado leva a fama.

- É mais fácil chegar-se um touro a um mourão do que um estúpido à razão.

- Aonde vai o ferro vai a ferrugem.

- O risco que corre o pau, corre o machado.

- Quem em novo não trabalha, em velho dorme na palha.

- Cabrita ruim não precisa de chocalho.

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Ditado Esquisito

- Antes dava um boi para não entrar numa briga, hoje brigo por um bife.

- Suba na vida, mas não faça ninguém de escada.

- Se a botina é boa, não precisa de turbina.

- Por favor, não respire, pois estou fumando.

- Salário de pobre é troco de rico.

 

 

 

 

Requisitos técnicos para a criação de camarões de água doce

O lucro para cada quilograma de camarão produzido gira em torno de 200%

 

Aumente sua renda com criação de camarões

 

cultivo camaroes agua doce 250x250 Como criar camarões em água doce
A criação de camarões de água doce é relativamente mais simples que a de camarões marinho, podendo ser realizada em propriedades de pequeno, médio ou grande porte, localizadas próximo ao litoral ou no interior. Dentro dos requisitos técnicos considerados na seleção de áreas adequadas à atividade, destacam-se as condições de temperatura da água, disponibilidade da mesma, avaliando sua qualidade, e a situação topográfica da região, como tipo de solo, entre outros.

Além dessas disposições técnicas, as situações logísticas também precisam ser consideradas, como estudo de mercado, infraestrutura local, acesso e mão-de-obra. A recria inicia-se a partir do povoamento dos viveiros com pós-larvas e a reprodução na água doce. No entanto, as larvas  desovadas pelas fêmeas precisam ser mantidas em água salobra  durante aproximadamente 40 dias, até que sofram a metamorfose,  possibilitando a sua liberação nos viveiros de água doce.
 
Povoamento
O povoamento do viveiro é efetuado com pós-larvas provenientes de laboratórios comerciais. Não é recomendado a projetos de pequeno e médio porte desenvolverem a reprodução e larvicultura do camarão, por se tratar de uma atividade técnica bastante complicada que requer mão de obra especializada, além de insumos de difícil aquisição e alto custo, como por exemplo: água do mar e alimento vivo (Anemia sp).

Quantidade
A quantidade de pós-larvas para o povoamento deverá ser estimada de acordo com a natureza do projeto e do sistema de criação adotado. No sistema semi-intensivo recomenda-se não ultrapassar a proporção de 10 pós-larvas/m2 em viveiros de engorda.

Procedimento
As pós-larvas de camarão são, normalmente, transportadas em sacos plásticos contendo água e oxigênio. Assim, o povoamento deverá ser efetuado com a aclimatação dos animais à situação do viveiro:
- Distribua a quantidade de sacos plásticos de forma homogênea no viveiro;
- Deixe o saco plástico parcialmente submerso para que ocorra o equilíbrio das temperaturas interna e externa; 
- Após o estabelecimento do equilíbrio térmico, permita a entrada da água externa, nos sacos plásticos, de maneira gradual, e
- Deixe que as pós-larvas saiam do saco plástico de forma lenta e gradativa.
 
 
 

 A escolha de uma espécie forrageira para pastejo no início da criação é importante, pois a forragem deve estar de acordo com as condições edafoclimáticas.

 
O manejo e consequentemente o sistema de produção que será utilizado uma vez que para o pastejo, é fundamental o conhecimento do comportamento e hábitos de crescimento da forrageira, bem como as exigências nutricionais das classes animais dos quais se alimentarão desta forragem.

Cabe salientar que é em vão procurar por capins "milagrosos" (mais produtivos, baixa exigência em fertilidade, tolerantes a seca, resistentes a pragas e que não possuam estacionalidade de produção). Com certeza absoluta, este capim não existe. Toda planta forrageira apresenta determinadas vantagens e limitações. Todavia para que haja produção e consequentemente correta utilização da pastagem escolhida, é fundamental que se estabeleçam inicialmente, níveis de fertilidade e manejos adequados para cada forrageira em questão.

Para equídeos, algumas características inerentes a espécie, como o comportamento de corrida, brincadeira (principalmente de potros) área de defecação, pastejo localizado e o próprio pisoteio em algumas áreas do piquete (por exemplo perto de cercas), limitam a escolha de alguns capins.




Para tanto, alguns capins como os do gênero Cynodon são os mais indicados pois apresentam boa cobertura do solo, boa aceitabilidade e bom rebrote . Alguns aspectos como custo de implantação, também deve ser levado em conta, pois espécies deste gênero se multiplicam por muda, dentre eles o Tifton ( 1 ) , Coastcross  ( 2 )  e o Capim Estrela. Estes capins, quando comparados aos que se multiplicam por semente (Mombaça, Gramão (batatais) ou até mesmo a Brachiaria Humidicola (semente e muda)) são por volta de 30 a 50 % mais caros a sua implantação. Para tanto, cabe ao produtor avaliar os custos e benefícios do uso destes capins.

Um fator interessante para ressaltarmos é que o uso da Brachiaria humidicola para pastejo é possível mas, o uso intensivo desta pastagem para equinos pode levar a um problema chamado de cara-inchada, que nada mais é que o inchaço na face do animal provocado pelo preenchimento dos ossos da face do animal por um tecido conjuntivo fibroso em função da anterior retirada do cálcio destes ossos e abertura de lacunas no mesmo.

O consumo deste capim, aumenta o consumo de Oxalato, composto encontrado na Brachiaria humidicola que "sequestra" ou rouba o cálcio ingerido pelo animal em sua dieta e obriga o mesmo a retirar o cálcio dos ossos. No entanto, o animal não apresenta grandes limitações em virtude disso para trabalho mas acaba comprometendo a estética do animal prejudicando a sua futura comercialização.

 

 

   Eqüideocultura (criação de cavalos) CURIOSIDADES

curiosidades


No Brasil, onde uma grande parte da população eqüestre não recebe bons tratos, o tempo médio de vida gira em torno dos 23 anos, enquanto a média em países desenvolvidos ultrapassa os 25 anos, sendo frequentes os casos de animais que morrem com idades acima dos 30 anos.
O recorde mundial de longevidade permanece com o garanhão Old Billy, que viveu 62 anos ( 1760 a 1822 ).
Você sabe relacionar a idade do cavalo com a idade do ser humano? Veja no quadro abaixo:

Cavalo Ser humano
1 ano 10 anos
4 anos 17 "
10 " 35 "
15 " 50 "
20 " 60 "
30 " 80 "
33 " 90 "

  • - Existem no mundo quase 300 raças de cavalos. O Brasil participa com 13 raças.
  • - O recorde mundial de velocidade para cavalos é de 69 km/h. Os cavalos mais velozes do mundos são os da raça Puro Sangue Inglês (PSI).
  • - Mas a corrida mais longa da história - total de 1900 km - foi vencida por um garanhão a raça Árabe, de nome Emir, criado no Egito.
  • - Os cavalos mais resistentes do mundo são os da raça Árabe. Esta "fortaleza" foi moldada nos desertos do Egito.
  • - A prova de enduro mais longa do mundo é a Tevis Cup - total de 160 km -, realizada anualmente nos Estados Unidos. Os cavalos de sangue Árabe sempre conquistam as primeiras colocações. A marca recorde é impressionante: 4,5 horas, o que representa uma velocidade média de 35,5 km/hora.
  • - O menor cavalo do mundo mede 18 cm. (uma miniatura de Poney argentino, criado como um cachorrinho de estimação dentro de casa).
  • - Os cavalos mais altos do mundo chegam a medir em torno de 1,80 m (altura da Cernelha). Pertencem à raça alemã Westfalen, uma especialista no Hipismo Clássico.
    Atenção!! Se voce tem algum caso equestre curioso para nos contar, teremos o maior prazer em incluir nessa página.

     

    - Você sabia que existem inúmeros andamentos curiosos, bem diferentes dos convencionais, que são o passo, trote e galope?


    - A própria marcha, em suas modalidades executadas por várias raças brasileiras - marcha picada, intermediária e batida, são andamentos peculiares, que despertam curiosidade e interesse pelo Brasil afora.
    - Ainda no Brasil, temos a Marcha Trotada, que é um andamento muito elegante, no qual os membros elevam-se e flexionam-se com muito vigor, gerando uma mecânica de sustentação com base em apoios bipedais diagonais, quadrupedais ou monopedais. Tecnicamente, no primeiro caso, será um andamento saltado, do tipo trote. Nos outros casos, será um andamento marchado, pois o animal não perde o contato com o solo, e o andamento pode ser denominado de Marcha Trotada, pois é uma fase de transição, entre a marcha propriamente dita e o trote.

    - Na América do Sul, América Central e Estados Unidos, a raça Paso Fino tem uma modalidade de marcha bastante intrigante, denominada de "Fino", na qual o animal marcha, quase sem sair do lugar. É um andamento natural, de exibição.

    - Mas o Paso Fino é um cavalo versátil, além do Fino, que é específico para algumas linhagens, também executa as modalidades de marcha no "corto " e no "Largo". Este ultimo, é explêndido, a marcha em velocidade máxima, penalizando-se as trocas para o galope. No Brasil, o "Largo" já é julgado em competições no Estado da Bahia. Em Minas Gerais, estas
    provas recebem a denominação de "Máquina Quente".

Construção de barragens subterrâneas

     

SAM_5133

O Rotary Club de Sertânia dentro dos seus objetivos em nossa razão de ser que é estimular o Ideal de Servir, como base de todo empreendimento digno, promovendo e apoiando.
Rotarianos empreendem projetos de prestação de serviços em nível comunitário e global nas áreas de saúde, educação, assistência humanitária, meio ambiente, combate à pobreza, entre outras, pelo simples prazer de ajudar o próximo.

Em reunião ordinária realizado em nosso Club, tendo em vista uma das maiores secas dos últimos cinqüenta anos, o Rotary convidou algumas entidades do Município de Sertânia para juntos se fortalecerem realizarem algumas ações em prol da nossa Comunidade Rural na construção de Barragens Subterrâneas.

Com parceria firmada entre as entidades presentes que foram; Rotary Club Sertânia Centenário, Sindicato dos trabalhadores de Sertãnia, Câmara de Dirigentes Lojistas (CDL), Loja Maçônica, Prefeitura de Sertânia e Associação dos criadores de caprinos e Ovinos de Sertãnia (ACOSSE)SAM_5127

 

A barragem pode ser construída ao longo de leitos de rios ou riachos e em locais por onde escorre o maior volume de água no momento das chuvas, as chamadas linhas d’água. A construção da parede, que pode ser de alvenaria ou lona, é feita numa cavidade aberta até a camada mais endurecida do solo e perpendicular ao sentido da descida das águas.

 

Projeto de Barragem subterrânea

Saiba o que é, como funciona e as vantagens da barragem subterrânea

 Tecnologia de armazenamento de água funciona como reservatório e também ajuda a diminuir o assoreamento dos rios


Barragem subterrânea no Globo Ecologia (Foto: Reprodução de TV)

 “Barragem subterrânea é uma tecnologia que permite armazenar água no subsolo, que vai ser usada para ajudar na produção, principalmente no período de estiagem. Aqui no semiárido, temos apenas quatro meses de chuva, durante o inverno. Nesse período, a barragem está cheia e a família usa essa água para o plantio de árvores de caju, de pinha, de graviola entre outras. Com o lençol freático diminuindo, as famílias partem para a produção de plantas com raízes curtas, como feijão,milho e hortaliças”. SAM_5119

 

“A primeira etapa é localizar onde é possível construir uma barragem subterrânea. Devem ser áreas que os agricultores possam aproveitar para a produção. Nós fazemos, então, uma escavação até o subsolo. Identificamos o subsolo fazendo um teste procurando o lugar onde não há mais passagem de água. A ponta da lona é chumbada (pregada) na parte interna da valeta que foi aberta. A lona é vedada e o solo retirado é colocado novamente por cima, aterrando a valeta”.

Agradecemos desde já aos parceiros, o projeto esta em andamento, já foram construidas 7 barragens dentre outras que ainda vão ser construidas, em breve o Rotary demonstrara as contas, os custos e os beneficiados.

 

 

Cerveja de leite de cabra

 

[3293694805_2ca2650eed_o.jpg]Por incrível que pareça, a Bilk é uma cerveja de leite (beer + milk). A ideia surgiu depois que produtores japoneses de leite e derivados se viram com um enorme excedente de produção em março de 2007. O filho do gerente de uma loja de bebidas em Nakashibetsu, região eminentemente produtora de leite na ilha de Hokkaido, sugeriu a fabricação da cerveja de leite à cervejaria Abashiri Beer. Eles toparam e logo a cerveja estava nos mercados. Ela é descrita por cervejeiros como sendo frutada, de baixa fermentação e com um terço de leite em sua fórmula. Uma garrafa de 330 ml custa 380 ienes (R$ 5,60). Vale a pena.

 

 

 

 Carne de cordeiro é destaque


Ovinobom é bom

 

http://arrotandopicanha.files.wordpress.com/2010/05/cortes_carne_ovina.jpgA marca Ovinobom é destaque de carne de cordeiro do noroeste paulista, ao redor de S. José do Rio Preto. A carne é produzida por um grupo de produtores da Associação dos Ovinocultores do Noroeste Paulista (Anpovinos), assistidos pelo Sebrae-SP. “A comercialização da carne de cordeiro Ovinobom é o maior objetivo do projeto que desenvolvemos em parceria com a Anpovinos desde 2007”, disse o gerente do Escritório Regional do Sebrae-SP em São José do Rio Preto, Arthur Achoa.

Os produtos Ovinobom têm qualidade superior à carne importada, segundo o médico veterinário e consultor técnico do grupo, Leonardo Marques. “A carne brasileira é superior à uruguaia, uma vez que os exportadores uruguaios direcionam para o mercado brasileiro os animais descartados, que são mais velhos e de carne menos saborosa”, explicou. Segundo ele, o rebanho daquele país era voltado principalmente para a produção de lã, e a carne de cordeiro nobre era exportada para mercados mais exigentes, como os Estados Unidos e a União Européia.

O chef italiano Massimo Barletti, que há dois anos abriu um restaurante em São José do Rio Preto, não só aprovou a qualidade do produto como também é um entusiasta da origem como apelo para valorização. “Na Itália, as pessoas são extremamente orgulhosas do que sua região produz e um caminho para valorização da marca seria despertar esse sentimento de orgulho regional tanto nos empresários como nos consumidores”, afirmou.

Muitos restaurantes já têm a carne ovina, em alguns dias, como prato principal no cardápio. É um sucesso.

 

 

Vírus ameaça 50 milhões de animais na África


 

Vírus Influenza

Um vírus mortal que invadiu a Tanzânia poderá se expandir nos países do sul da África e ameaçar mais de 50 milhões de ovinos e caprinos em 15 países, informou a Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (FAO). O vírus chamado de Peste dos Pequenos Ruminantes (PPR) é considerado como a "doença viral mais destrutiva que afeta rebanhos de pequenos ruminantes, tal como a peste bovina que devastou a pecuária no passado", disse a FAO. A PPR pode causar taxas de mortalidade de até 100% dos animais, mas não afeta humanos.

O vírus pode se espalhar em pastagens compartilhadas e mercados de animais vivos. O vírus já está presente no Oriente Médio, Ásia e partes central, oriental e ocidental da África, mas o sul do continente africano tem sido relativamente poupado. A FAO pediu que a Tanzânia inicie um programa de vacinação de emergência e disse que Malawi, Moçambique e Zâmbia deverão "imediatamente começar vigilância e começar medidas pró-ativas de inspeção". "Se a doença se espalhar da Tanzânia para todas as 15 nações da Comunidade de Desenvolvimento do Sul Africano poderá potencialmente devastar o sustento e a segurança alimentar de milhões", disse a FAO.

A PPR declarou-se na Tanzânia no início de 2010, ameaçando uma população local de mais de 13,5 milhões de caprinos e de 3,5 milhões de ovinos. Para estancar a propagação da doença, a FAO recomendou a vacinação dos pequenos ruminantes tendo por base os pontos de controle e as rotas habitualmente seguidas pelos pastores.

Juan Lubroth, veterinário chefe da FAO, recordou que "os ovinos e os caprinos são essenciais para a segurança alimentar e o rendimento das comunidades pastorícias" "A presença da doença afeta diretamente o patrimônio dos lares. Também os serviços veterinários dos países da região devem rever os seus planos de prevenção, reforçar o controle das fronteiras e melhorar a vigilância", conclui Lubroth. (Agence France-Presse (AFP) e da Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (FAO).

 

 

Leite de ovelha em pó


Depois do lançamento de produtos como queijos e iogurtes à base de leite de ovelha, outras iniciativas vêm surgindo com força. A novidade é o leite em pó, cujo primeiro volume, feito de forma experimental, foi de 50 litros. A iniciativa é da Associação Brasileira de Ovinocultura de Leite com o apoio do Sebrae-SC. Com o novo produto, será possível produzir queijos de qualidade diferenciada, iogurtes, sorvetes, entre outros derivados. O leite em pó de ovelha poderá ser comercializado em farmácias para consumo, principalmente, de crianças e idosos. Segundo Érico Tormen, presidente da Associação, está sendo desenvolvida uma máquina de secagem de leite de ovelha. O leite-em-pó é muito interessante por permitir estocagem por longo tempo.

Em Santa Catarina, existem cerca de 2.800 ovelhas leiteiras, que produzem em média mil litros de leite de ovelha por dia. "Nossas expectativas são promissoras, pois existem muitos produtores interessados em expandir a produção e a tendência é que mais agroindústrias absorvam esse volume", destaca Tormen, que tem 970 ovelhas e produz 180 litros de leite por dia.

 

 
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