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Caprino-ovinocultura
Veja ! Consórcio entre Ovelhas e Fruteiras, Plantas trepadeiras, Manejo de Crias, instalações e Fases de Caprinos, Fotossíntese, Aves que Voam, Cerveja de Caldo de Cana, Vegetação, Ovo Gigante e Identificação da Tuberculose... PDF Imprimir E-mail
Escrito por Lívio Chaves   
Sex, 21 de Novembro de 2014 08:54

A criação de ovelhas em consórcio com plantações de frutas vem dando certo

 

Foto: Divulgação A A frutiovinocultura é uma das modalidades da Integração Lavoura-Pecuária-Floresta (ILPF), formada pelo consórcio de plantas frutíferas com a criação de ovelhas. Ela tem sido implantada no Nordeste brasileiro como uma alternativa viável para aumentar a produtividade e a rentabilidade das áreas de cultivo irrigado de frutas. No Vale do Submédio São Francisco, a maior parte dos consórcios acontece em áreas de cultivo de uva e de manga, que são os principais produtos de exportação da região.

O consórcio usando ovinos é o mais recomendado, pois os animais causam menos danos aos pomares, em comparação com caprinos e bovinos. A criação também é aconselhável por eles terem menor porte que os bovinos e por privilegiarem o pastejo de plantas herbáceas e não da copa das árvores, como os caprinos.

Entre as diversas vantagens da frutiovinocultura, está a maior eficiência no uso da terra, pelo aproveitamento da mesma área com duas atividades, pela incorporação de mais uma fonte de renda e atenuação do problema da sazonalidade da agricultura, já que, com a criação de ovinos, a propriedade pode comercializar os animais todos os meses do ano. O consórcio possibilita ainda a redução de custos com capinas manuais, roçagens mecânicas e aplicação de herbicidas, uma vez que os animais se alimentam das plantas daninhas. A médio e longo prazos também diminuem os custos com adubação química, face a deposição dos dejetos nas áreas, além do esterco que é retirado no aprisco.

 

Conhecendo As Plantas Trepadeiras

 




Dá-se o nome de trepadeiras às plantas que crescem apoiando-se em um suporte qualquer, inclusive outras plantas.
            Nas florestas tropicais são freqüentes as lianas ou cipós, que pendem das  árvores ou nelas se enroscam, tais como: cipó-caboclo, cipó-cabeludo, cipó-chumbo, etc. Este  último ocorre também como parasita de plantas cultivadas.
          Certas trepadeiras se utilizam de gavinhas, como: ervilha, chuchuzeiro, maracujá, etc. Outras trepadeiras enrolam o seu caule em torno do suporte, subindo mais a cada volta que executam ( caule volúvel ), como: feijoeiro, glicínia, soja perene, etc.
         Algumas trepadeiras sobem com o auxílio de espinhos que se prendem em tudo que possa servir de suporte, como a roseira e a primavera. Outras, ainda, utilizam-se de pequenas raízes, que crescem de espaço em espaço, ao longo de seus caules, como a hera, o que lhes permite subir em muros.

 

Manejo de crias de ovinos: do nascimento à desmama


 

 

Segundo Samuel Souza, analista da Embrapa Tabuleiros Costeiros, as práticas de manejo no contexto da cabrino-ovinocultura aborda, de maneira direta e objetiva, os cuidados necessários durante uma determinada fase da produção dessas espécies que apresenta grande necessidade de procedimentos especiais com os animais. “Desde a fase de gestação, estes animais vêm sofrendo influências diretas e indiretas quanto ao manejo da fêmea gestante. Portanto, devemos iniciar os cuidados desde a fase de gestação, mais especificamente no seu terço final, até o completo desaleitamento do animal, momento em que se encerra o período denominado ‘fase de cria’”, ressalta. Esses cuidados geram  redução das perdas produtivas por mortalidade de animais durante essa faixa etária, garantem a proteção imunológica passiva, previne contra enfermidades oportunistas, possibilita o controle zootécnico de maneira a organizar e monitorar a produção e garante melhor desenvolvimento dos animais preparando-os para a vida produtiva.

 

Instalações e fases dos caprinos



A disponibilidade de alimento, o manejo eficiente e as instalações adequadas formam um tripé de sustentação da ovinocultura.

Recomendações da Embrapa Meio-Norte. O chiqueiro ideal para o manejo dos caprinos deve ser rústico. Comumente utilizam-se materiais existentes na propriedade, tais como madeira redonda e palha de babaçu ou carnaúba para a cobertura, com piso de chão batido.

O tamanho do chiqueiro deve ser definido de acordo com a dimensão do rebanho, recomendando-se uma área útil de, em média, 1,0 (um) m² para cada animal adulto.

É importante que o chiqueiro apresente, internamente, pelo menos quatro divisões, destinadas para lotes de animais nas seguintes fases de desenvolvimento:

- Cabras em estado avançado de gestação (próximas à parição) e cabras recém-paridas.

- Animais em fase de reprodução (matrizes e reprodutores).

- Cabriteiro (animais em lactação).

- Cabritos desmamados.

A primeira divisão deve dar acesso a um piquete com pastagem nativa ou cultivada. Esta área permite manejar adequadamente as cabras próximas à parição e as cabras recém-paridas, evitando a ação de predadores e a ocorrência de miíases (bicheiras) nos animais recém-nascidos.

Em cada uma das divisões reservadas tanto aos lotes de cabras próximas à parição e ao lote das recém-paridas, quanto para os animais em reprodução e desmamados, devem ser colocados cochos para sal mineral para a suplementação dos animais.

Os cochos podem ser feitos de pneus, de tábuas ou de troncos ocos encontrados na propriedade e devem ficar posicionados a uma altura de 0,50 m do solo, podendo, sobre eles, ser colocado um protetor, constituído por ripa ou arame, a uma altura de cerca de 0,30 m acima da altura do cocho, para evitar a entrada de animais.

 

Dentes

 

 

Na hora de verificar a magreza dos animais é bom dar uma espiada nos dentes. Animal sem dentes, ou com dentes ruins, sempre irá comer menos.

 

 

 

 

 

 

Caprinos são alternativa econômica e social


Criação que não exige grandes extensões de terra ou grandes recursos para sua aquisição e instalação, a caprinocultura, hoje, é a alternativa agropecuária economicamente mais indicada para o Nordeste. A carne é o principal alimento infantil e de idosos das classes sociais mais pobres, nas regiões do Semiárido. O caprino vem encontrando, nos últimos tempos, um mercado em que a demanda é bem maior do que a oferta regional, como é o caso do leite, que nos grandes centros não supre a procura. A busca pela carne nas feiras livres e mercados é quase igual à da carne bovina.

Esse cenário faz com que a caprinocultura atraia interesses de grandes e médios produtores e também de agricultores familiares, abrindo mercados e despertando a atenção de investidores. O Governo da Paraíba percebe nessa atividade uma alternativa econômica que pode ser um investimento social, sustentável e altamente produtivo, já que pode gerar emprego, melhorar renda e levar qualidade de vida às comunidades do interior.

A experiência da Emater-PB começou como uma atividade de extensão rural, de caráter eminentemente educativo, atraindo adolescentes de origem pobre, principalmente das regiões do Agreste e do Cariri, para incrementar o antigo Projeto Cabra de Corda. A iniciativa foi bem aceita pelo pequeno número de criadores, mas não teve a difusão e a amplitude que se esperava. Foi a partir de 1978, com a criação do Centro Nacional de Pesquisa de Caprino, em Sobral, por meio da Embrapa, que surgiram as empresas estaduais de pesquisas na área de caprinos. A partir de então, a cabra passou a ser vista com cuidados técnicos. Na Paraíba, coube à Empresa Paraibana de Pesquisa Agropecuária (Emepa) o direcionamento das pesquisas. Hoje, os excelentes resultados com a caprino-ovinocultura alcançam repercussão internacional, resultado do melhoramento genético, sanidade animal e difusão dessas informações pela Emater-PB.

 

 

FOTOSSÍNTESE E AS PLANTAS

 


Fotossíntese é o fenômeno natural mais importante para a vida vegetal e animal, o qual consiste na assimilação do gás carbônico da atmosfera, com auxílio da energia luminosa.
É uma reação química que se processa nas folhas das plantas verdes, isto é, providas de clorofila. Sem a fotossíntese não seria possível a vida, porque a fixação do carbono é necessária para: a) para a síntese das substâncias orgânicas ( amido, açúcares, proteínas, lipídeos, etc.); b) para o armazenamento de energia, que é posteriormente liberada através da respiração.
       As plantas que não possuem clorofila e, portanto, não realizam fotossíntese, tirando as substâncias necessárias ao seu desenvolvimento de outros seres vivos, são chamadas heterófitas. Por outro lado, as plantas com folhas verdes ( clorofila ) e que fazem fotossíntese, recebem o nome de autótrofas.
         As plantas heterófitas que se alimentam de restos de organismos mortos chamam-se saprófitas; e as que tiram substâncias orgânicas de organismos vivos chamam-se parasitas. No caso de plantas verdes que se desenvolvem sobre as árvores sem parasitá-las, aplica-se o nome epífitas.
        As saprófitas são representadas principalmente por fungos e bactérias. Entre as  plantas epífitas incluem-se as orquídeas, os filodendros e a maioria dos cipós. Como exemplos de plantas parasitas de outras plantas tem-se: cuscuta, erva-de-passarinho, cipó-chumbo.

        Finalmente, autótrofas são todas as plantas com folhas verdes e que, portanto, realizam fotossíntese, abrangendo a maior parte das plantas superiores (ervas, arbustos e árvores ).


CONHECENDO AS AVES AQUÁTICAS E QUE NÃO VOAM

 


            A maioria das aves é terrestre e  apta para o voo. Porém, existem muitas aves adaptadas para a vida aquática, principalmente as chamadas Palmípedes, isto  é, que têm os dedos das patas unidos por uma membrana natatória, tais como: pato, marreco, ganso, cisne, albatroz, gaivota, pelicano,etc. Existem ainda outras aves que, sem serem exclusivamente aquáticas frequentam os pântanos, beiras de rios e lagoas, ou praias. As mais conhecidas são as chamadas  "aves ribeirinhas", tais como: saracura, garça, cegonha, jaburu,etc.
         Existem também várias aves que não voam. O grupo mais importante  é constituído pelas Ratitas - grandes aves corredoras, tais como: avestruz, ema, seriema, casuar da Austrália, kiwi da Nova Zelândia.Outro grupo é constituído por: perdiz, inambu, jaó, macuco,etc., encontrados no Brasil.Há ainda outro grupo, representado pelos pinguins, nos quais as asas se transformaram em aletas adaptadas á vida aquática.

      Finalmente, existem ainda aves com pouca aptidão para o voo, tais como:galinha, peru, pavão, faisão,etc.

 

Empresa investe na produção de cerveja de caldo de cana

Em parceria com norte-americanos, cervejaria mineira quer explorar a matéria-prima para desenvolver lote de cerveja artesanal


   Divulgação

O grupo Vale Verde, especializado no segmento decachaças bebidas finas, anunciou que vai fornecer a matéria-prima para a produção da cerveja feita a partir de caldo de cana. O produto será fabricado pela cervejaria mineira Wäls, que atua no segmento de cervejas especiais, em pareceria com a americana Brooklyn Brewery, de Nova Iorque(EUA). A Vale Verde deve destinar a mesma cana-de-açúcar utilizada na produção de suas cachaças premiadas. O novo produto ficará sob a responsabilidade do norte-americano Garrett Oliver, considerado uma das maiores autoridades do mundo em cerveja. Ele é o editor-chefe da prestigiada The Oxford Companion to Beer

No dia 10 de novembro, Oliver vai conhecer a fazenda da Vale Verde exclusivamente dedicada à produção de cana-de-açúcar, no município de Esmeraldas (MG), na região metropolitana de Belo Horizonte. A ideia é que ele veja de perto o canavial que oferece um dos melhores ‘brix’, o índice que mede o teor de sacarose da matéria-prima, que chega a 23% na região. O terroir possui um microclima perfeito para o cultivo da cana. 

De acordo com o sócio-proprietário da Wäls, Tiago Carneiro, a cervejaria que aproveitar a expertise da Verde Vale na produção de cachaça artesanal. “Nós buscamos no mercado uma cana de uma reserva especial, nobre que pudesse agregar qualidade e identidade na cerveja”, assegura. 

A cerveja de cana, batizada Saison de Capipira, terá entre 6% e 8% de teor alcoólico e estará disponível no mercado a partir de dezembro na versão de 375 ml e a um custo médio R$ 15,00. Segundo Carneiro, o primeiro lote será de 2000 litros, parte da produção fica em solo brasileiro e a outra segue para público de Nova Iorque.

 

 

Conhecendo a vegetação Brasileira

 


A vegetação natural do Brasil se distribui, primeiramente, em função do regime de chuvas; e, em segundo lugar, em função da natureza dos solos. Assim, distinguem-se:
           a) Zona da floresta amazônica, abrangendo 40% do território nacional. É uma floresta
exuberante, composta por vários andares de árvores latifoliadas, isto é, de folhas largas, entremeadas de trepadeiras, epífitas e parasitas.Dentre as inúmeras espécies de árvores, destacam-se: castanheira-do-Pará, mogno, caucho, seringueira, etc.
             b) Zona das caatingas do Nordeste, composta de plantas xerófitas como Cactáceas
e Bromeliáceas; e árvores caducifólias, isto é, que deixam cair as folhas na estação seca, co-
mo a barriguda.
            c) Zona das matas costeiras, onde ocorre vegetação higrófita ( de ambiente úmido),
que inclui a Mata Atlântica. Entre outras plantas, destacam-se: jequitibá, ipê, cacaueiro, coqueiro-da-Bahia, etc.
             d) Zona das florestas temperadas, abrangendo a parte sul do país, onde se encontram: pinheiro-do-Paraná, imbuia, cedro, erva-mate, etc.
               e) Zona dos campos, que ocorre no Brasil Central, onde se encontram: campos cerrados e campos limpos. Os campos cerrados caracterizam-se  pela presença de árvores e arbustos tortuosos e de casca grossa, disseminados em meio a uma cobertura de gramíneas, representada principalmente pela barba-de-bode. Entre as árvores e arbustos destacam-se: pau-santo, barbatimão, faveiro,etc.  Os campos limpos caracterizam-se pela presença de poucos arbustos e da palmeirinha indaiá, em meio à cobertura de barba-de-bode.
            f) Zona das formações litorâneas, que  compreende o " jundu " ou " nhundu " e os manguezais.

 

Galinha põe ovo gigante que escondia outro ovo dentro

Caso ocorreu em Evington, no Reino Unido.
'Ambos estavam totalmente formados', disse britânica.

 

Ovo tinha outro perfeitamente formado dentro. (Foto: Reprodução)Uma família de Evington, no Reino Unido, ficou surpresa depois que uma de suas galinhas colocou um ovo medindo 11,1 centímetros e pesando 157 gramas - em média, o ovo de galinha pesa 63 gramas, segundo o jornal "Leicester Mercury".

Galinha colocou ovo de 11,1 centímetros e 157 gramas.

A descoberta, porém, não ficou por aí. Ao quebrá-lo, Sheetal Mistry, de 36 anos, descobriu outro ovo perfeitamente formado dentro. "Ambos estavam totalmente formados e saudáveis", disse Sheetal, que é professora de ciência em uma escola local.

A mulher contou que seus filhos gêmeos Anushka e Anaya chegaram a ficar preocupados se galinha tinha ficado ferida ao colocar o ovo gigante. "No dia seguinte, a galinha colocou um ovo normal e parecia bem", afirmou ela.

Ovo tinha outro perfeitamente formado dentro.

 

O que é e Como se Identifica a Tuberculose Bovina

 



Conceituação: doença infecciosa bacteriana crônica não contagiosa caracterizada pela forma pulmonar ou localizada (linfonodos) ou mesentérica. É uma zoonose importante. 

Agente etiológico: o agente da tuberculose (TB) bovina é o Mycobacterium bovis, que possui uma adaptabilidade ao hospedeiro bovino quando comparado ao M. tuberculosis e M. avium, embora possa infectar o homem.

Distribuição geográfica: a TB está muito disseminada pela maioria dos países do mundo. Nos países desenvolvidos, a prevalência é baixa ou foi quase que totalmente erradicada.
Importância econômica e saúde pública: mais importante é a queda da produção de carne e leite; a doença é classificada como zoonose e traz grandes prejuízos econômicos para os países onde ocorre.

Prevalência: nos bovinos de corte, a morbidade é mais baixa. Em bovinos de leite, a incidência aumenta com o progredir da idade, em razão do prolongado tempo de exploração econômica.

Hospedeiros: os principais hospedeiros são o bovino, o bubalino (M. bovis) e o homem (M. tuberculosis).

Fatores predisponentes: animais de raças de origem européia, rebanhos melhorados e animais estabulados.

Patogenia: a porta de entrada é a mucosa oral e a nasal. Quando a transmissão é aerógena, é comum observar lesão na porta de entrada e no aparelho respiratório. Varia quanto ao tipo e localização, como a forma miliar (consiste em lesões nodulares discretas que acometem vários órgãos). Quando da infecção oral, tem-se a doença no aparelho digestivo.

CADEIA EPIDEMIOLÓGICA

Fonte de infecção: doentes típicos, portador em incubação e portador convalescente.

Vias de eliminação:
 secreção oronasal, fezes, leite, urina.
Vias de transmissão:
 aerógena (poeira e gotículas de Flügge), leite, alimentos e água contaminados.
Porta de entrada:
 mucosa oronasal. 
Suscetíveis:
 bovinos, bubalinos, suínos, caprinos, ovinos e animais domésticos de estimação (cães e gatos), animais silvestres e homem.

PROFILAXIA

Medidas relativas às fontes de infecção:
  • Bovinos e bubalinos: identificação pela tuberculinização periódica e sacrifício;
  • Homem: identificação e tratamento;
  • Outras espécies: evitar acesso aos bovinos.
Medidas relativas às vias de transmissão: disposição adequada de dejetos animais, limpeza de instalações e fômites. 

Medidas relativas aos suscetíveis: medidas de promoção da saúde.

Medidas relativas aos comunicantes: quarentena e tuberculinizaçao. 

Medidas gerais de profilaxia: educação sanitária para orientar os produtores na adoção das medidas de profilaxia recomendadas pelo Programa Nacional de Controle e Erradicação da Tuberculose.
 
Veja ! Conhecimentos Gerais em : Fauna Marinha, Reino Vegetal, Hortaliças, Insetos Sociais, Aves Aquáticas, Flores Ornamentais, Dispersão de Sementes, Animais que Voam e Quadrúpedes... PDF Imprimir E-mail
Escrito por Lívio Chaves   
Qua, 19 de Novembro de 2014 08:54

Conhecendo a Fauna Marinha




Os mares e oceanos são meios privilegiados para várias formas de vida. Aliás, admite-se que a vida iniciou-se no mar.
            Como meio favorável para a vida, as águas salgadas do mar abrigam maior número de organismos do que os meios terrestres, por diversas razões: a) temperaturas menos instáveis; b)suprimento de água muito mais fácil; c) suprimento de oxigênio e dióxido de carbono necessários à sua existência; d) suprimento de sais minerais indispensáveis ao seu crescimento; e) voracidade com que os animais maiores devoram os menores.
            De modo geral, existem vários grupos de animais marinhos, dentre os quais se destacam os seguintes:
          a) Peixes, com milhares de espécies, incluindo: atum, bacalhau, sardinha, cavalo-marinho, tubarão, etc.
         b) Mamíferos aquáticos, tais como baleia, orca, foca, golfinho, etc.
         c) Moluscos: ostra, polvo, lula, etc.
          d) Crustáceos: caranguejo, camarão, lagosta, etc.
          e) Equinodermas: estrela-do-mar, ouriço-do-mar, etc.
          f) Celenterados: anêmona-do-mar,coral, medusa, etc.
          g) Espongiários: esponjas
              h) Anelídeos: vermes segmentados
              i) Platielmintos: vermes achatados
              j) Nematelmintos: nematóides
              k) Animais microscópicos que constituem o zooplâncton.
      A comunidade  dos animais marinhos distribui-se por três ambientes distintos:
a) camada superficial das águas marinhas, habitada por numerosos animais microscópicos  e plantinhas flutuantes que constituem o plâncton; b) zona costeira ou litorânea, onde se encontram vermes, moluscos ( caracol, lesma ), corais e esponjas, crustáceos (caranguejo, camarão) e a maior parte dos cardumes de peixes comerciais; c) zona do mar alto, onde vivem peixes, lulas e polvos, tartarugas marinhas e cetáceos (baleia, golfinho) .
 

Curiosidades do Reino Vegetal

 




a) Os cactos são plantas adaptadas às regiões áridas, podendo passar longos períodos sem água. São plantas suculentas, geralmente desprovidas de folhas. Em vez de folhas normais, que transpiram muito, possuem espinhos ou simples escamas, que não só evitam a
perda de água, mas também protegem essas plantas do assédio dos animais.
      b) Cipós e lianas. O termo cipó se aplica às plantas trepadeiras, isto é, capazes de se distribuírem no espaço usando como suportes os caules e os ramos de outras plantas. Por lianas são conhecidos os cipós de consistência lenhosa. As lianas ou cipós também podem escorar-se sobre rochas ou suportes metálicos como pérgulas, caramanchões, colunas, etc. São muito comuns nas florestas das regiões tropicais e subtropicais.
        c) O guaranazeiro é um arbusto trepador, que ocorre naturalmente na Bacia Amazônica. Também é cultivado para a produção de guaraná, uma bebida estimulante extraída de suas sementes. A ação estimulante do guaraná é devido ao seu alto conteúdo de cafeína.
          d) As micorrizas são associações simbióticas entre as raízes de muitas plantas superiores e determinados fungos do solo. As micorrizas proporcionam às plantas maior absorção dos nutrientes minerais, através das hifas ou micélios dos fungos; e estes, por sua vez, retiram nutrientes orgânicos da seiva elaborada das plantas. 
 

Curiosidades do Reino Vegetal




a) O girassol é uma planta anual que se caracteriza por apresentar uma  grande inflorescência ( reunião de flores ) com 10 a 15cm de diâmetro, a qual possui  heliotropismo positivo, isto é, gira lentamente, acompanhando o movimento do sol.
            b) A era é uma planta trepadeira  que possui raízes adventícias fixadoras,  que permitem o seu crescimento até em muros e paredes.
             c) O estranho baobá, árvore típica das savanas africanas, é a árvore mais volumosa: apesar de não ultrapassar 30m de altura, possui tronco bastante engrossado, chegando a medir 20m de diâmetro, na base.
              d) A jaca é uma fruta exótica, de grande tamanho, chegando a pesar até 20kg. Na realidade, é uma infrutescência, isto é, um agregado de frutas, que nasce no tronco e nos galhos mais grossos da jaqueira.  
 

Curiosidades do Reino Vegetal

 





a) Líquen: associação de  alga com fungo
 b) Drosera: planta carnívora, com armadilhas para pegar insetos.
 c) Indaiá: palmeirinha  sem caule, comum no cerrado.
 d) Bananeira: planta com pseudocaule  formado por pecíolos foliares.
  e) Caju: fruta cuja parte comestível é o pedúnculo.       
 

Conhecendo as Hortaliças

 




 Hortaliças é a designação dada às plantas cultivadas em hortas, as quais  desempenham papel de grande importância na alimentação humana como fontes de vitaminas e sais minerais. Muitas delas são chamadas de verduras e outras, impropriamente de " legumes ", termo que em Botânica tem um significado preciso, aplicando-se aos frutos secos e deiscentes ( tipo vagem ), característicos  das plantas da família Leguminosas, que inclui a soja, o feijão e o amendoim.
       As hortaliças podem ser melhor classificadas em 4 grupos: a) hortaliças tuberosas, que produzem bulbos, tubérculos ou raízes tuberosas, tais como: batatinha, cebola, beterraba, cenoura, mandioca, rabanete, etc.; b) hortaliças herbáceas, das quais se consomem as folhas, caule ou inflorescências, cozidas ou como salada, exemplificadas por: agrião, alface,couve, couve-flor, espinafre, repolho, etc.; c) hortaliças de frutos, das quais se consomem os frutos ou sementes, tais como: abóbora, abobrinha, chuchu, berinjela, ervilha, feijão-de-vagem, pepino, pimentão, tomate, etc.; d) hortaliças de condimento, usadas como tempero, tais como: alho, cebolinha, hortelã, pimenta, orégano, etc.

Conhecendo os Insetos Sociais

 




Denominam-se insetos sociais os que vivem em colônias, formando sociedades organizadas, com várias castas de indivíduos que diferem tanto na função como na estrutura. Os indivíduos não sobrevivem fora da colonia, cujo desenvolvimento é controlado por um ou mais indivíduos reprodutores.
         São representados por duas ordens da classe Insetos: a) Himenópteros - abelhas, vespas e formigas; b) Isópteros - cupins.
        1. Abelhas. Formam colonias que vivem em ninhos chamados colméias, produzindo mel e cera. Numa colônia de abelhas encontram-se indivíduos de três castas: uma rainha, numerosas operárias e vários zangões.
       A rainha é responsável pelo desenvolvimento da prole; sua única função é por ovos. As operárias sâo fêmeas estéreis, que se encarregam de todos os trabalhos da colméia: limpeza das células, construção de favos, alimentação da rainha e das larvas que darão origem a novas operárias. Também defendem a colméia e fazem a coleta de pólen e néctar.
     2. Vespas e marimbondos.Constroem ninhos de arquitetura variada, desde células individuais conjugadas até vespeiros  enormes, com grandes populações.Possuem um ferrão venenoso, cuja picada é muito dolorosa.
      3. Formigas. Formam colônias que vivem em formigueiros, onde se encontram  fêmeas fecundas, machos e operárias ( fêmeas estéreis ). Seus ninhos podem estas localizados no solo, com várias câmaras ou " panelas " ligadas por galerias subterrâneas, ou em ocos de paus, troncos de árvores ou embaixo de pedras. Existem vários tipos de formigas: cortadeiras (saúvas, quenquens), lava-pés, caseiras correição, etc.
      4. Cupins.Também chamados térmitas, apresentam castas reprodutoras – casal real, e não-reprodutoras - operárias e soldados. Distinguem-se: a) cupins de madeira, na qual escavam galerias; b) cupins de solo, no qual  erguem ninhos em forma de montículos, chamados cupinzeiros ou " murundus ". 

 

Conhecendo as Aves Aquáticas

 


A maioria das aves tem habitat terrestre, seja no solo, como o avestruz e a ema, seja nas árvores, como o tucano, o papagaio e os pássaros. Porém, existem muitas aves adaptadas à vida aquática.
Em primeiro lugar, devem ser citados os pinguins, cujos membros anteriores se transformaram em aletas que lhes permitem nadar. Habitam a Antártida e regiões vizinhas, alimentando-se de peixes e um pequeno camarão chamado krill.
Um grupo de aves aquáticas é constituído pelas aves marinhas, que possuem 
os dedos das patas unidos por uma membrana natatória, como a gaivota, o albatroz, a fragata e o pelicano, que se alimentam de peixes apanhados no mar.
Outro grupo de aves aquáticas são as chamadas palmípedes, isto é, que possuem as patas palmadas, como: pato, ganso, marreco, cisne, etc., que se alimentam de peixes, rãs, moluscos, crustáceos, etc.
Outro grupo de aves aquáticas é representado pelas pernaltas, isto é, aves que têm pernas e pescoço compridos, como: flamingo, garça, cegonha, jaburu, etc. Sem serem exclusivamente aquáticas, freqüentam os pântanos e beiras de rios e lagos, sendo chamadas "aves ribeirinhas". Alimentam-se de animais que vivem nos alagadiços: peixinhos, rãs, caranguejos, lesmas, tatuzinhos, etc.
 

Conhecendo as Flores Ornamentais


FloresEm mensagem anterior, focalizamos as flores do ponto de vista botânico. Além de serem os órgãos reprodutores das plantas superiores, as flores são admiradas pela beleza de suas formas e cores e se perfume, sendo utilizadas para ornamentação.
As plantas floríferas são cultivadas em floriculturas e jardins, públicos ou residenciais.
As floriculturas geralmente são administradas por profissionais e visam o abastecimento dos mercados floristas. Os amadores cultivam flores em jardins residenciais ( canteiros ) ou em vasos. 
As plantas floríferas podem ser de ciclo curto ou longo. As de ciclo curto vivem desde 1 ano até 3 anos; florescem uma ou mais vezes e necessitam ser plantadas de novo. Exemplos: amor-perfeito, petúnia, margarida, boca-de-leão, ervilha-de-cheiro, etc. As floríferas de ciclo longo têm um ciclo de vida superior a 3 anos, tais como: roseira,primavera, angélica, camélia, violeta, etc.
O plantio das plantas floríferas pode ser feito de várias maneiras: sementes, mudas, estacas, bulbos, etc.
Muitas plantas floríferas são trepadeiras, tais como: alamanda, maracujá ( flor-da- paixão ), roseira, primavera, etc.; algumas são epífitas, como as orquídeas; e outras são aquáticas, como: nenúfar, vitória-régia, etc.
 

Conhecendo a Dispersão das Sementes


  Fotos de floresAs sementes são os órgãos de reprodução das plantas superiores, isto é, que produzem flores (Fanerógamas). Elas resultam do amadurecimento do ovário da flor e precisam ser dispersadas para garantir a sobrevivência das plantas. A disseminação das sementes é feita por vários agentes, tais como: vento, água, animais e o próprio homem.
Algumas sementes, como as das orquídeas, são tão pequenas e leves que basta ma ligeira brisa para dispersá-las. Outras plantas desenvolveram estruturas apropriadas para facilitar o seu transporte pelos agentes de dispersão.
Muitas sementes dependem dos animais para a sua distribuição. Neste caso, apresentam ganchos ou espinhos, como o picão e o carrapicho, os quais se prendem aos pêlos dos animais ou à roupa do homem. Outras desenvolveram expansões finas e dilatadas que funcionam como pára-quedas, como é o caso da paineira e da barba-de-bode.
Algumas leguminosa, como a ervilha, quando as vagens secam, se abrem e lançam as sementes à certa distacia da planta.
Animais frugívoros (que comem frutas), como o esquilo, também contribuem para espalhar as sementes de certas plantas.
Outras sementes, como as do lótus, flutuam na água, graças aos espaços cheios de ar que possuem.
A erva-de-passarinho é uma planta parasita, cujas sementes viscosas são dejetadas por passarinhos e grudam nos ramos da p lanta hospedeira, onde germinam.
 

Conhecendo os Animais que Voam

 
 


Os animais que voam são aqueles providos de asas, a saber: a) aves; b) insetos adultos; c) morcego.
As asas são apêndices torácicos que funcionam como órgão motor e como superfície de sustentação, que permitem a certos animais locomover-se no ar ( voar ) ou manter-se no ar flutuando ( planar ). 
No caso das aves, são duas as asas, constituídas pelos membros anteriores modificados: os dedos têm tamanho reduzido e os ossos do pulso são alongados e soldados, formando uma estrutura de apoio para as penas de vôo. As asas são ligadas ao esqueleto por articulações móveis. A força necessária para voar é dada por dois músculos peitorais, que agitam as asas.
No caso dos morcegos, as asas são os membros anteriores modificados, formados por uma membrana coberta de pêlos, que une os quatro dedos muito alongados de cada mão; só os polegares ficam fora da asa, sendo usados pelo morcego para se dependurar.
Dentre as aves, possuem excelente aptidão para o vôo: a) as aves marinhas ( albatroz, gaivota, pelicano ); b) as aves de rapina (águia, falcão, gavião); c) a maioria dos pássaros (andorinha, beija-flor, pombo ). O beija-flor é a única ave que paira no ar, agitando as asas, para sugar o néctar das flores.
Dentre as aves que não voam, destacam-se os pingüins, cujas asas foram transformadas em nadadeiras; e as ratitas ou aves corredoras ( avestruz, ema, casuar ). Possuem baixa aptidão para o vôo: galinha, peru, pavão, codorna.
No caso dos insetos, só as formas adultas aladas (com asas) voam, podendo ter um único par de asas ( mosca, mosquito ) ou dois pares de asas ( cigarra, gafanhoto, besouro ). Não voam os insetos adultos desprovidos de asas ( traça, formiga, cupim ) e as formas lar-
vais ( lagartas ).
Dentre os mamíferos, à rigor só os morcegos conseguem realizar vôo autêntico. Porém, existem várias espécies que se deslocam pelo ar, planando ou saltando de um galho para outro. Assim, os chamados esquilos-voadores e lêmures-voadores, na realidade não voam mas planam no ar, flutuando com o auxílio de membranas que unem os membros anteriores aos posteriores.
 

Conhecendo os Animais Quadrúpedes

 



O termo quadrúpedes é usado para designar os animais que têm quatro patas, em contraposição aos bípedes ( duas patas ) e aos ápodes ( sem patas ). As aves, o canguru e o homem são exemplos de bípedes, enquanto a baleia, os peixes e as cobras são ápodes.
Entre os mamíferos quadrúpedes, distinguem-se dois tipos de patas: a) com garras; b) com cascos.
São quadrúpedes possuindo patas com garras: a) desdentados - tatu, tamanduá, etc.; b) insetívoros - ouriço, toupeira, etc.; c) roedores - rato, paca, capivara, etc.; d) felinos - gato, leão, tigre, onça, etc.
São quadrúpedes possuindo patas com cascos: a) perissodáctilos - cavalo, burro, anta, elefante, etc.; b) artiodáctilos - boi, cabra, carneiro, veado, etc.
Além dos citados mamíferos, também são quadrúpedes: a) anfíbios - sapo, rã, perereca, etc.; b) lacertílios - lagarto, camaleão, jacaré, crocodilo, etc.; c) quelônios - cágado, jabuti, tartaruga,etc.
Os quadrúpedes de patas com cascos abrangem diversos animais domésticos, quer ruminantes - boi, cabra, carneiro, etc., quer não-ruminantes - cavalo, burro, porco, etc.

 
Veja ! Manejo Sanitário, Qualidade do Leite, Defensivos Naturais, Tecnologia no Campo, Caprino e Ovino no Semi-Árido, Coqueiro, Creep-feeding ( Cocho Privado)... PDF Imprimir E-mail
Escrito por Lívio Chaves   
Seg, 17 de Novembro de 2014 08:25

 

MANEJO SANITÁRIO



Verminose


A verminose é uma doença causada por helmintos ou vermes que vivem, principalmente, no abomaso (coalho) e intestinos dos animais, podendo atacar todo o rebanho. Quando acometidos pelos vermes, os caprinos se tornam fracos, magros, com pêlos arrepiados, apresentando diarréia, edema submandibular (papada) e anemia.
A verminose é a doença que mais mata caprinos, sobretudo, os animais mais jovens. Os seus principais prejuízos são:

Diminuição dos índices de parição. 
Diminuição do crescimento dos animais. 
Diminuição da produção de leite. 
Aumento do número de mortes no rebanho. 

Recomenda-se vermifugar periodicamente todos os caprinos da propriedade, a fim de evitar que animais não medicados venham a contaminar os pastos com os ovos dos vermes presentes nas suas fezes.  Na época seca há poucas condições de sobrevivência das larvas dos vermes nas pastagens. A vermifugação, nesse período, reduz a infecção no animal e evita que o mesmo fique com uma carga muito grande de vermes na época das chuvas.


Verificar na embalagem do produto, a quantidade de dias que o produtor deve esperar para utilizar o leite e a carne dos animais vermifugados (carência), se o produto é indicado para o rebanho caprino e qual a quantidade que deve ser aplicada em cada animal. É importante observar, no momento da compra do vermífugo, a validade ao produto.


A dose do vermífugo depende do peso de cada animal. Se o criador estimar o peso do animal de modo empírico (no olho), ele deve ter o cuidado de calcular a dose do produto para um peso superior ao estimado, já que uma dose abaixo das necessidades do animal, além de não controlar os vermes, causa também a resistência destes ao produto.


Linfadenite caseosa ou mal-do-caroço

É uma doença contagiosa, causada por uma bactéria que se localiza nos linfonodos ou landras, produzindo abscessos ou caroços. Os caroços podem aparecer em vários locais e sua presença causa desvalorização da pele e também da carne.
É importante evitar que os abscessos se rompam naturalmente. Portanto, quando o caroço estiver mole, ou maduro, o criador deve fazer o seguinte:

Cortar os pêlos e desinfectar a pele, no local do caroço, com solução de iodo a 10%. 
Abrir o abscesso para a retirada do pus. 
Aplicar a tintura de iodo a 10% dentro do caroço. 
Aplicar o mata-bicheiras para evitar varejeiras. 
Queimar o pus retirado e limpar os instrumentos utilizados. 
Isolar os animais doentes. 

Além do corte do caroço, deve-se examinar os animais no momento da compra, tendo o cuidado para não adquirir aqueles que apresentem tal problema. Quando animais do rebanho apresentarem caroço por duas ou três vezes seguidas, devem ser descartados.


Ectima contagioso ou boqueira


É uma doença contagiosa causada por vírus, que ocorre com mais freqüência nos animais jovens podendo, entretanto, atingir também os adultos.


Inicialmente, aparecem pequenos pontos avermelhados nos lábios. Posteriormente, há formação de pústulas que se rompem, secam e se transformam em crostas, semelhantes a verrugas.
Além dos lábios, pode haver formação de pústulas na gengiva, narinas, úbere e em outras partes do corpo. 


Os lábios ficam engrossados, sensíveis e os cabritos têm dificuldade de se alimentar, vindo a emagrecer rapidamente.
Para evitar que os animais atingidos por essa doença venham a contaminar o rebanho, os 

seguintes cuidados devem ser tomados:

Isolamento dos animais doentes. 
Retirada das crostas com cuidado. 
Uso de glicerina iodada: 
Iodo a 10% - 1 parte 
Glicerina - 1 parte 
Uso de pomadas cicatrizantes. 

Pododermatite ou frieira


É uma doença contagiosa, causada por bactérias. Provoca uma inflamação na parte inferior do casco e entre as unhas. Ocorre com maior freqüência no período chuvoso, quando os animais são mantidos em áreas encharcadas.
O sinal mais evidente da doença é a manqueira. Os animais têm dificuldade para andar, permanecem quase sempre deitados, se alimentam mal e emagrecem, podendo vir a morrer.

Para o tratamento da frieira, são recomendados os seguintes procedimentos:

Separação dos animais doentes do restante do rebanho. 
Realização da limpeza dos cascos afetados. 
Tratamento das lesões com alguns desinfetantes.
Solução de tintura de iodo a 10%.
Solução de sulfato de cobre a 15%.
Solução de ácido pícrico (cascofen). 

Nos casos graves, recomenda-se a aplicação de antibióticos. Entretanto, existem meios para prevenir a ocorrência de frieiras, tais como:

Manutenção das criações em lugares secos e limpos. 
Aparação periódica dos cascos deformados. 

Construção de pedilúvio na entrada dos chiqueiros, devendo abastecê-lo uma vez por semana, com desinfetantes específicos. O pedilúvio deve ser construído e localizado de modo a forçar os animais a pisarem nesses materiais quando de sua entrada nos chiqueiros. O volume da solução a ser utilizado com qualquer dos produtos deve ser suficiente para cobrir os cascos dos animais. 

O pedilúvio consiste em um tanque feito de tijolos e argamassa de cimento, que deve ser construído na entrada do curral, aprisco ou chiqueiro. Tem a finalidade de fazer a desinfecção dos pés dos animais.
Dimensões do pedilúvio:

2,0 m de comprimento. 
0,10 m de profundidade. 
Largura: correspondente à largura da porteira. 

Proteção lateral com cerca de arame liso ou ripas de madeira de 1,20 a 1,40 m de altura. 
Os seguintes desinfetantes podem ser utilizados no pedilúvio:

Solução de formol comercial a 10%. 
Sulfato de cobre a 10%. 
Cal virgem diluída em água a 40% (alternativo de criação de caprinos). 

Pediculose (piolhos)

Os As criações de caprinos que não possuem as condições higiênicas satisfatórias, geralmente apresentam-se infestadas por piolhos. Existem dois tipos de piolhos: mastigador (Malófago) e sugador (Anoplura).

Os piolhos ocorrem durante todos os meses do ano, porém, com maior intensidade na época seca. A presença dos piolhos em um rebanho pode ser facilmente detectada pelo exame dos pêlos dos animais, preferencialmente, na linha dorso lombar e na garupa. No entanto, os piolhos podem se localizar em outras regiões do animal, causando coceira e irritação da pele, inquietação e emagrecimento, podendo levar os animais à morte.

Os piolhos podem ser controlados mediante pulverização ou banho dos animais com produtos a base de piretróides (produtos de baixa toxicidade). Também pode ser utilizada uma calda a base de Melão-de-São-Caetano. Essa calda deve ser bem forte, podendo ser obtida a partir de um quilo de folhas verdes de Melão-de-São-Caetano para cada 10 litros de água. As folhas devem ser maceradas ou trituradas e misturadas à água. 

Após esse processo, a mistura deve ser filtrada (coada) com pano e utilizada para banhar os animais.Quando da aplicação de produto químico para controle dos piolhos, os seguintes cuidados devem ser tomados:

Aplicar o produto de preferência pela manhã. 
Misturar o produto com água, de acordo com a recomendação do fabricante. 
Repetir o tratamento após dez dias. 

Para evitar a ocorrência de piolhos nos caprinos, devem ser realizadas inspeções periódicas do rebanho, para detectar a possível ocorrência do parasita. Além disso, deve-se evitar a entrada de animais com piolhos na propriedade.

 

 

 

Qualidade do leite depende da alimentação dos animais

 

O CLA – Ácido Linoléico Conjugado - é um dos ácidos graxos presentes na gordura do leite dos ruminantes. E motivo de pesquisas para melhorar os efeitos para o consumo humano. O que os pesquisadores da Embrapa têm feito é aumentar o teor de CLA no leite produzido pelos ruminantes. Para que isto aconteça, interfere-se na dieta das vacas, introduzindo óleo vegetal à ração.

A Embrapa Gado de Leite e a Universidade Federal de Juiz de Fora investigam a influência do chamado Ácido Linoléico Conjugado (CLA) na melhoria da qualidade da gordura do leite. Há três décadas, foram descobertos os benefícios do CLA para a saúde humana: ele teria capacidade de combater alguns tipos de câncer, ajudar na prevenção da aterosclerose e do diabetes do tipo 2.

As pesquisas são feitas pelos técnicos da Embrapa Gado de Leite, onde se trabalha com o óleo de soja ou o de girassol. Os trabalhos iniciais testaram a manipulação da dieta utilizando forrageiras tropicais, como o capim elefante. Os melhores resultados foram obtidos com a adição de 4,5% de óleo de soja ou girassol na dieta das vacas, misturados ao concentrado. Nestas condições, os resultados foram promissores - Aumento de até 400% de CLA no leite, diminuição de 33% dos ácidos de cadeia média, entre eles o ácido palmítico, que é prejudicial ao coração, e aumento de 11% do ácido oléico, encontrado no azeite de oliva, benéfico à saúde humana.

 

 

DEFENSIVO NATURAL

 


Calda Viçosa

É uma calda para controle de doenças de plantas que age também como adubo foliar. A base é a calda bordalesa, acrescida de sais de cobre, zinco, magnésio e boro. Para uso na agricultura orgânica a calda é preparada sem adição de uréia, presente na composição original.

Para o preparo de 10 litros, deve-se usar:
  • 50 g de sulfato de cobre
  • 10 a 20 gramas de sulfato de zinco
  • 80 gramas de sulfato de magnésio
  • 10 a 20 gramas de ácido bórico
  • 50 a 75 gramas de cal hidratada

A preparação deve ser seguida dos seguintes cuidados:

Misturar a cal na metade do volume de água. Na outra porção de água, dissolver os sais minerais. Ir misturando aos poucos a solução de sais, jogando-a sobre a água de cal sob agitação constante. A cal é a mesma que se utiliza para pintura de paredes e os sais minerais não podem estar úmidos.

A calda tem um pH final entre 7,5 e 8,5 (usar papel tornassol ou peagâmetro para verificar o pH da mistura) e apresenta uma cor azul. Os vasilhames devem ser de plástico pois os metais são atacados pelos sais. As sobras não devem ser guardadas, desse modo, deve-se calcular com cuidado a quantidade a ser utilizada. Coar antes da pulverização.

Café: Aplicar na pré-florada quando necessário. Aplicar a cada 30 dias a partir do início das chuvas (out/nov), indo até abril. Dosagens menores p/cafezais novos e quando sadios.

Citrus: Aplicar na pré-florada quando necessário. No final da queda das flores, repetindo a cada 30 dias, no total de 3 a 5 pulverizações

Feijão: Intervalos de 10 a 14 dias. Dosagens maiores nos períodos desfavoráveis

Morango: Aplicar a cada 7 a 15 dias até a fase de floração. Utilizar dosagens maiores para intervalos maiores e períodos desfavoráveis

Maracujá: Aplicar a cada 7 a 15 dias na fase de crescimento dos frutos. Dosagens maiores para intervalos maiores

Manga: Aplicar em intervalos de 10 a 14 dias dependendo das condições

Videira: Aplicar na fase de brotação c/15 cm. c/menores dosagens, intervalos de 7 a 14 dias. Aumentar a dose na fase de frutificação

Beterraba e Cenoura: Aplicações a cada 7 a 15 dias dependendo da necessidade. Dosagens menores em intervalos mais curtos

Batata: Aplicar na muda c/15 cm.c/menores dosagens. Intervalos de 7 a 10 dias. Aumentar dosagem 15 a 20 dias após a primeira pulverização

Pimentão e Tomate: Após 15 dias após o transplante em local definitivo, c/intervalos de 7 a 14 dias. Dosagens menores nos intervalos mais curtos

Alho e Cebola: Aplicar 20 dias após a germinação. Intervalos de 7 a 10 dias

Berinjela e Jiló: Aplicar após o pegamento em local definitivo, cada 7 a 12 dias. 
Dosagens menores nos intervalos mais curtos


Goiaba: Aplicar até os frutos atingirem 3 cm. Intervalos de 7 a 14 dias. Usar dosagens baixas, aumentando em pós-colheita

Plantas Ornamentais: Aplicar em Intervalos de 7 a 14 dias, conforme necessidade. Dosagens maiores nos períodos desfavoráveis

 

ESTUDO AFIRMA A BAIXA UTILIZAÇÂO DE TECNOLOGIA NO CAMPO

 

 
Mais da metade dos estabelecimentos agropecuários do país utiliza baixo conteúdo tecnológico em sua produção, informa estudo do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea). Quase 22% dos entrevistados responderam que usam só sete de 22 métodos de auxílio à produção. 

Esses métodos incluem utilização de fertilizantes, corretivos de solo, defensivos, tratores, orientação técnica, financiamento, cooperativismo, controle de pragas, unidades armazenadoras, entre outros exemplos. 

Do total de 5,2 milhões de estabelecimentos rurais no país, listados no último Censo Agropecuário do IBGE, apenas 983 mil usavam alta tecnologia, ou seja, mais de nove dos 22 métodos de produção. O estudo, que fez 22 perguntas a produtores e pecuaristas, dividiu as unidades de produção em 4,3 milhões da AGRICULTURA FAMILIAR e 809 mil da empresarial. 

Do total familiar, 19% usam alta tecnologia. Na agricultura empresarial, 18% dos estabelecimentos usam mais de nove métodos, o que os classifica como usuários de alta tecnologia. 

Além do pouco uso da tecnologia, a pesquisa do Ipea incorporou critérios econômicos para identificar o valor que cada unidade monetária de custo gera de renda bruta. Do total dos 5,2 milhões estabelecimentos rurais, 40% apresentaram renda bruta superior aos custos totais e a maioria, 60%, foi classificada como deficitária em 2006, ano da realização do Censo do IBGE. 

O técnico da Diretoria de Estudos e Políticas Setoriais, de Inovação, Regulação e Infraestrutura do Ipea, Gesmar Rosa, afirma ser necessário fazer uma análise temporal sobre os dados. "Esses números não querem dizer, obrigatoriamente, que 60% são deficitários sempre. Temos que ter em mente que em determinado ano pode ter havido alguma flutuação de preços ou choques exógenos, como mudanças climáticas, quebra de safra, surgimento de novas pragar, dentre outros", diz. 

O Ipea também mediu o nível de concentração da produção no setor agropecuário brasileiro. Menos de 10% dos estabelecimentos agropecuários eram responsáveis, segundo a pesquisa, por 86% do valor bruto da produção. "A maior concentração de estabelecimentos está na faixa de zero a dois salários mínimos mensais. São 3,1 milhões dos 5,2 milhões de estabelecimentos no país. Mas essa alta concentração não se reflete em uma produção maior. Apenas 3,4% da renda bruta total fica por conta deles", afirma Gesmar Rosa. 

O trabalho do Ipea identificou que a agricultura empresarial, responsável por 76% da área cultivada no país, gera somente 66% da renda bruta total do setor agrícola. "Esse dado é interessante pois mesmo com mais terra, a agricultura comercial não consegue produzir o equivalente em renda", avalia o técnico do Ipea.
 
 
 

Aprenda a criar caprinos e ovinos no Semiárido

 

Todas as orientações para que os produtores possam ter uma boa estrutura na criação de caprinos e ovinos estão disponíveis no livro Produção de Caprinos e Ovinos no Semiárido, lançado pela Embrapa. O objetivo é buscar alternativas sustentáveis que possam contribuir com a criação dos animais nesse ambiente típico do nordeste.

A produção de caprinos e ovinos é uma atividade historicamente marcante para o Nordeste do Brasil. É nesta região que se encontra o maior número desses animais no país, correspondendo a cerca de 93 de caprinos no país e 58% de ovinos, segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

O trabalho foi desenvolvido pelos pesquisadores da Embrapa Semiárido, em parceria com diversas outras instituições. De acordo com o editor do livro, o pesquisador Tadeu Vinhas Voltolini, a caprinovinocultura é uma opção racional para as áreas onde a agricultura dependente de chuva se constitui em uma atividade de alto risco – como é o caso da região semiárida brasileira, onde a precipitação pluviométrica é baixa e irregular.

O livro Produção de Caprinos e Ovinos no Semiárido traz importantes informações sobre esta atividade, abordando questões como a alimentação dos animais, uso da água, ambiente e instalações, manejos reprodutivo e sanitário, genética e melhoramento. Nele também é apresentada uma caracterização sócio-econômica e ambiental da região e os principais sistemas de produção, além das boas práticas na criação e aspectos relacionados a produtos como a carne e o leite.

De acordo com o Chefe-Geral da Embrapa Semiárido, Natoniel Franklin de Melo, o objetivo dessa publicação é disponibilizar informações que possam contribuir no aperfeiçoamento dos sistemas produtivos regionais, promovendo o aumento da renda dos produtores, a melhoria da qualidade dos produtos e a segurança alimentar dos consumidores.

O livro já está à venda, ao preço de R$ 50,00, e pode ser adquirido no Escritório de Apoio da Embrapa Semiárido, localizado no Centro de Convenções em Petrolina-PE, ou através do Serviço de Atendimento ao Cidadão, que pode ser acessado no site www.cpatsa.embrapa.br, no link “Fale Conosco”.

 

Motivos que provocam a queda de frutos jovens do coqueiro

 

 

A queda dos frutos jovens é um dos mais importantes problemas que afetam os coqueirais do Brasil. Segundo a pesquisadora da Embrapa Tabuleiros Costeiros, Joana Maria Santos Ferreira, existem vários fatores que determinam a causa da queda dos frutos jovens do coqueiro. Plantações sujeitas a períodos de baixas radiação solar e temperatura; períodos prolongados de seca, causando um estresse hídrico,  e períodos com quedas bruscas de temperaturas são propícias a apresentar problemas na frutificação das plantas.

 

Segundo a pesquisadora,  “é comum a planta em estresse emitir um grande número de flores femininas. Esse excesso na emissão faz com que muitas destas não sejam fecundadas e, não havendo fecundação, entram em processo de abortamento natural, quando adquirem coloração marrom-escura, secam e ficam presas no cacho”, explica Joana Maria.

 

A queda de frutos novos também é determinada em função dos danos causados por pragas, também por causa de insetos, ácaros, doenças, que são agentes que, ao atacarem uma estrutura vegetal, deixam marcas que denunciam sua presença, a exemplo de dejetos presos em fios de seda, galerias, necroses, manchas, podridões etc., sintomas específicos de cada espécie/doença e diferentes do secamento dos frutos.


Creep-feeding ( ou cocho privado)

 




"Creep-feeding" é uma forma de suplementação com ração balanceada no cocho, dentro de um cercado, com acesso somente ao bezerro. É um sistema prático que visa à suplementação da cria sem separá-la de sua mãe.
Embora haja indícios de uma melhora da eficiência reprodutiva da vaca, o "creep-feeding" visa especialmente ao bezerro. Tem como objetivo o aumento do peso à desmama, bem como acostumá-lo à suplementação no cocho.
Essa prática deve trazer vantagens econômicas, quando os animais são submetidos a sistemas mais intensivos de criação, como, por exemplo, o confinamento logo após a desmama para engorda e abate com pouco mais de 12 meses. Entretanto, quando esta suplementação é feita em bezerros que serão recriados e engordados a pasto, os resultados não são favoráveis, sob o ponto de vista econômico. À medida que o período da recria se prolonga, o efeito da suplementação se dilui.
Um outro aspecto a ser considerado é o da eficiência do "creep-feeding" em função da época da estação de monta. Como era de se esperar, tal sistema apresenta melhores resultados com a monta de outono, quando os bezerros serão suplementados justamente durante a estação seca. Com relação à monta de primavera/verão (usual), essa prática pode não ser vantajosa economicamente, pois as pastagens apresentam boa qualidade e quantidade à época da suplementação.
O sistema de "creep-feeding" exige a instalação de um cercado resistente, com seis fios de arame liso e distância entre os postes de, no máximo, quatro metros. Seu tamanho depende do número de bezerros a serem suplementados. A localização do cercado deve ser junto às áreas de descanso das vacas (malhadouro), às aguadas, ou nas proximidades do cocho de sal.
Sugestões de dimensões para o cercado e o cocho:
área do cercado: ± 1,5 m2/cria (deixando espaço de, no mínimo,
2 m entre o cocho e a cerca para circulação). 
acesso de entrada exclusivo ao bezerro: 0,40 m de largura x 1,20m de altura (com esteios fincados bem firmes).
número de entradas: 4 para 50 bezerros 8 para 200 bezerros
cocho com comprimento de 0,10 m/cria, e largura possibilitando a alimentação de dois animais (um de cada lado), simultaneamente.


É bom lembrar, entretanto, que o êxito de qualquer suplementação depende dos bezerros consumirem, de fato, a ração oferecida. Para tanto, algumas práticas de manejo podem ser observadas, inicialmente, quando se usa o sistema de cocho privativo:
  1.  
    1. reunir às crias um bezerro mais erado, já iniciado no sistema, servindo como chamariz por alguns dias;
    2. espalhar um pouco de ração do lado de fora do cercado, junto aos locais de passagem dos bezerros, de maneira que as vacas possam "ensinar" suas crias a comer. Depois colocar próximo ao cocho, dentro do cercado; e
    3. permitir o acesso ao cocho, tanto das vacas quanto dos bezerros, durante alguns dias.   
Admitindo-se que muitos criadores não contam com uniformidade dos bezerros, recomenda-se, ainda, separar bezerros e suas mães em dois ou três lotes de idades mais próximas. Destarte, assegura-se na ingestão satisfatória de forragem para todos os animais. O mais prático, entretanto, é o uso de uma estação de monta mais curta (2-3 meses), quando possível.
 
Veja ! Uma Boa Cabra, Raça Canadian, Produção de Carne, Ração de Balanceada, Leite de Ovinos, Dicas de como Criar Cabras e Vacas dão à Luz Gêmeos... PDF Imprimir E-mail
Escrito por Lívio Chaves   
Sex, 14 de Novembro de 2014 07:32
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20 Mandamentos da Boa Cabra


 

1 – Cabeça fina, agradável. Expressão calma e inteligente.

2 – Olhar brilhante e doce.

3 – Garganta fina, sem barbela.

4 – Pescoço longo, sem ser grosseiro e carnudo.

5 – Membros anteriores retos e secos.

6 – Boleto bastante reto.

7 – Pés e unhas bem firmes, a prumo sobre o solo, sem distorção.

8 – Perímetro torácico bem desenvolvido, com bastante espaço para o livre movimento dos pulmões e coração.

9 – Abdômen de grande capacidade.

10 – Veias leiteiras desenvolvidas e sinuosas.

11 – Tetas de comprimento suficiente, mas não exagerado, terminando em ponta.

12 – Úbere oval ou esférico, bem desenvolvido, ligado ao ventre e às coxas, sedoso e não carnudo.

13 – Jarretes bem separados e retos, paralelos.

14 – A parte traseira do úbere bem desenvolvida e equilibrada.

15 – Bacia larga e longa.

16 – Garupa em declive suave, sem caída brusca.

17 – Costelas bem arqueadas, longas. As últimas são bem inclinadas e prolongadas para trás para proteger os órgãos digestivos.

18 – Linha de cima longa e reta.

19 – Espáduas bem coladas ao corpo, finas.

20 – Ser sadia, vigorosa, dócil, elegante, com movimentos femininos.

 

 

 

Genética canadense desembarca no Brasil

Raça Canadian: disponível no Brasil.

 

 

A empresa canadense Medicine Ridge Farm, formada por Ian e Deb Clark, iniciou uma parceria com empresários chilenos, para disponibilizar produtos de alta genética.

“Como o Brasil possui protocolo para importação de produtos do Chile, a partir de junho de 2012 poderá ter acesso a esta genética”, informa Letícia Piccoli Pfitscher, representante da MRF no Brasil.

A empresa Green-Lamb oferece as seguintes raças: 1) Rideau - com excelentes características maternais, grande prolificidade e alta produção leiteira; 2) Ile-de-France - que possui duplo propósito com ótimas características maternais, excelente produção de carne e excepcional carcaça; 3) Canadian - com excelente produção de carne e ótima carcaça.

 

O objetivo é melhorar a rentabilidade, tentando otimizar as características:

a) maternais;

b) desenvolvimento das crias;

c) qualidade da carcaça. “Temos realizado avanços significativos durante os 28 anos de experiência no Canadá e utilizamos tecnologia que garante produzir genética superior eficientemente. Assim, vamos poder disponibilizar os ovinos brasileiros, de alta qualidade, aos mercados internacionais” - diz Ian Clark, sócio fundador da MRF Chile e proprietário da MRF Canadá. Fones: (22) 9969-7766 (Letícia, da Green-Lamb).

 

Mais carne, menos animais

 
 

Não importa quantos animais existem num país e sim a produção de carne que é obtida a partir deles. E neste ponto, a ovinocultura tem se mostrado muito eficiente. Cada vez mais carne, no mesmo espaço, com menos animais. Enquanto o rebanho mundial diminuiu 11% desde 1990, a produção de carne aumentou 24%. É interessante destacar que os países que produzem mais não são necessariamente os detentores dos maiores rebanhos. O Brasil também seguiu este caminho de aumento de eficiência. De 1990 a 2007, a produção de carne ovina brasileira oscilou em torno de 78.000 toneladas, apesar da diminuição de mais de 20% ocorrida no rebanho nacional. Ainda assim, o rebanho ovino das regiões tradicionais de criação é insuficiente para suprir o mercado interno brasileiro. Desta forma, o espaço para a carne importada vem aumentando - de 1997 a 2008 a importação de carne ovina passou de um valor de US$ 6 milhões para mais de US$ 23 milhões. Mesmo com este crescimento, a carne importada significa apenas 9% do consumo formal brasileiro, de 86.000 toneladas anuais.

 

 

Ração para animais sofrem modificação na fórmula de preparo

 

 

http://medicinadavida.com.br/wordpress/wp-content/uploads/2009/06/arcadenoedesenho2.bmpA decisão é do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento. O objetivo da medida é atualizar a legislação com as novas tecnologias do setor e permitir o avanço da produção de alimentos de origem animal no Brasil, por essa razão, o MAPA revogou os limites de minerais para formulações de rações destinadas a aves e suínos previstos na Portaria nº 20, de junho de 1997. A decisão foi tomada por considerar a regra anterior dispensável à regulamentação do setor de alimentação animal e não atender aos avanços tecnológicos da área.

Pela legislação antiga eram estabelecidas concentrações mínimas de minerais em produtos comerciais que garantissem aporte adequado de nutrientes para os animais. No entanto, muitos destes valores – fixos e de atendimento compulsório – se tornaram obsoletos uma vez que novas tecnologias têm permitido a redução dos níveis de minerais nas dietas, sem comprometimento dos índices de produção, ou do estado de saúde dos animais.

Segundo a Coordenação de Fiscalização de produtos para Alimentação Animal (CPAA), a alteração está embasada em referências técnico-científicas. A principal delas seriam estudos que comprovam o uso de minerais quelatados e enriquecimento de leveduras eficazes em níveis inferiores àqueles previstos na portaria. Esses produtos apresentam maior disponibilidade, melhor absorção e maior aproveitamento dos minerais orgânicos pelos animais, permitindo a redução no nível de inclusão na sua fabricação.

Outra vantagem da mudança da regra é a redução da contaminação ambiental, uma vez que os estudos atestam que os níveis de minerais eliminados pelas fezes dos animais são consideravelmente menores. Para bovinos houve a atualização da legislação em 2004, por meio da publicação da Instrução Normativa nº12. A norma permite o registro de produtos com níveis inferiores aos previstos, desde que comprovada cientificamente a eficácia dos novos teores, proporcionando desta forma flexibilidade aos limites estabelecidos.

 

 

Leite de ovinos é bom negócio


O leite de ovelha é um bom negócio e o Brasil já vai ganhando espaço nesse setor.

 

 

A ovinocultura sempre foi uma atividade importante no país, principalmente no Rio Grande do Sul, para a produção de lã, e no Nordeste também sempre esteve presente como atividade de subsistência. Na última década, porém, houve uma elevação da participação relativa de carne. Ao longo dos anos, a ovinocultura foi se expandindo em áreas não tradicionais como São Paulo, Paraná, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul e Minas Gerais, notadamente com a finalidade de produção de carne.

O leite ovino, entretanto, nunca foi devidamente explorado no Brasil. Numa comparação com o potencial de mercado com a carne ou a lã, ele está muito aquém, mas, por ser um produto nobre na fabricação de queijos finos, possui elevado valor de mercado. O Brasil tem nichos de mercado para esse tipo de produto principalmente nos grandes centros urbanos, haja vista que importa queijo de ovelhas da Europa, particularmente da França, Espanha, Portugal, Grécia e Itália. Santa Catarina, visando esse mercado, vem tendo um crescimento expressivo com cerca de 2.800 ovelhas leiteiras, que produzem em média 1.000 litros de leite por dia.

Situada na Linha Caroba, município de Planalto Alegre (SC), a Cabanha Três Fronteiras, de propriedade do Sr. Valdair Antônio Ecco, vem se destacando na produção de leite ovino, sendo hoje o maior produtor do Estado e do Brasil, com uma produção em torno de 110.000 kg de leite ovino por ano. O plantel tem 650 animais, dos quais 150 a 250 fêmeas em lactação, dependendo da época do ano. A produção/dia varia também de acordo com a época de 250 kg a 500 kg de leite/dia, tendo uma média de produção por animal de 1,65 kg/dia com picos de 2,5 kg/dia.

Hoje o leite é vendido para laticínios de Santa Catarina e do Rio Grande do Sul para produção de queijos especiais como Pecorino, Feta e Roquefort.

 

 

 

- Ordenha mecanizada das ovelhas.

 

Genética - O plantel ainda está em formação, estimando uma capacidade para 1.000 animais em breve, trabalhando com 300 ovelhas em média na lactação. Os animais são totalmente confinados, tanto as ovelhas de leite como os cordeiros que são separados para abate após a desmama.

São utilizadas duas raças e dois cruzamentos para a produção de leite:

Lacaune

    (produção média de 2 kg/leite/dia);

Milchschaf (1,5 kg/leite/dia);

½ sangue Texel x Lacaune

    (1,5 kg/leite/dia);

½ sangue Ile-de-France x Texel

    (1 kg/leite/dia).

 

Manejo - Após a parição, as ovelhas são mantidas 30 dias com os cordeiros (sendo somente num período nos 15 dias finais). Após esses 30 dias, as fêmeas são separadas por lote de acordo com a época de parição.

Ficam na lactação até os 180 dias, período em que são realizadas duas ordenhas diárias em ordenhadeira mecânica sem contato com os cordeiros.

Os cordeiros, machos e fêmeas, após separação vão para o aleitamento artificial com sucedâneo, no qual é utilizada uma máquina automática vinda da Alemanha, com capacidade para até 160 animais/dia.

Após essa fase, os animais são separados, sendo os machos destinados para confinamento e as fêmeas são numeradas, suas caudas são cortadas e começam a ser preparadas para sincronização que acontecerá aos 14 meses de idade.

 

 

 

Aleitamento artificial automático.

 

Nutrição - A cabanha é administrada pelo técnico agrícola Fernando Andrei Baccarin, que além de fazer toda parte de gerenciamento, realiza a parte técnica (manejo, nutrição, reprodução, qualidade do leite) e tem dados computados desde o início dos trabalhos como CCS, CBT, sólidos, médias de lactação do rebanho e por animais, estatísticas reprodutivas e outros.

Na nutrição, ele conta ainda com o auxílio da Tortuga na formulação e análises de ração, usando os produtos Ovinofós com minerais orgânicos e Ovinofós Núcleo Produção com Monensina. Segundo ele, os minerais orgânicos da Tortuga trazem resultados diferenciados das outras marcas do mercado.

“A Tortuga parabeniza a equipe da Cabanha Três Fronteiras e tem a satisfação de participar dessa caminhada vitoriosa no promissor mercado de leite ovino do Brasil.”

 

 

Como criar cabras

Sem necessidade de muitos cuidados, o negócio pode ser voltado para fins de subsistência ou comercialização de carne, leite e derivados

Apesar de seu aspecto frágil, a cabra não mostra fraqueza diante das adversidades. Na verdade, ela é um animal muito resistente e de boa adaptação aos mais diversos tipos de ambiente, de desertos a regiões com nevasca. A grande tolerância do mamífero às intempéries facilita o trabalho de quem se lança na atividade de criação, que pode ser para a produção de carne, leite e derivados, produtos que estão ganhando mais espaço no varejo brasileiro, além da comercialização de matrizes e reprodutores. De pecuária familiar de subsistência a empreendimentos altamente tecnificados, há modelos de criação de cabras para todos os bolsos. Entre os mais simples, como o manejo de poucas cabeças em um espaço pequeno, o produtor pode aproveitar a rusticidade do animal para fazer uso de sobras de materiais na propriedade a fim de montar um abrigo. A mão de obra dos próprios familiares dá conta da lida com o plantel. 

A cabra também não exige muitos cuidados nem necessita de muita dedicação. Não adoece com facilidade e, portanto, não demanda práticas veterinárias. Como gosta de pastar, é indicado apenas realizar vermifugação e exame de fezes. Herbívora e ruminante, ela aprecia comer plantas arbustivas de folhas largas e forrageiras, como gramíneas e leguminosas, alimentos que não pesam muito no orçamento. 

Na escolha de caprinos, sempre prefira os puros de origem

Dócil e de baixa estatura, quando adulta a cabra tem peso que varia de 45 a 70 quilos. Em um período médio de nove meses de lactação, as raças leiteiras conseguem fornecer diariamente de dois a cinco quilos de leite, o produto mais adequado para o comércio de criações de baixo custo. Na caprinocultura leiteira, o retorno financeiro é mais rápido que na de corte. No varejo, o leite alcança preços superiores aos de vaca, pois contém mais vitaminas A, B12, C e D. Além disso, o leite de cabra é muito digestível e indicado para quem tem alergia a caseína – proteína existente no leite de vaca. 

A cabra foi um dos primeiros animais domesticados no mundo, milhares de anos antes de iniciar a era cristã. Para cá, foi trazida pelos colonizadores e teve o plantel incrementado na época da chegada dos imigrantes. Quando tiveram interesse em adquirir mais matrizes e reprodutores, criadores instalados em território brasileiro ainda recorreram ao mercado internacional. Europa, América do Norte e África foram os principais fornecedores dos novos exemplares. 

As importações ainda ocorrem, principalmente de animais com aptidão para a produção de carne vindos do continente africano. Mais de 90% da população de cabras no país está na Região Nordeste, onde se localizam as raças canindé, marota, repartida e moxotó. 

MÃOS À OBRA 
INÍCIO: Na escolha de animais para uso como matrizes ou reprodutores, prefira os que são puros de origem. Para cabras leiteiras ou produtoras de carne, fique atento se possuem bom porte e aprumo, ligamentos fortes e úberes volumosos. O preço dos animais depende muito da genética e do estado fisiológico. Cabras gestantes ou em lactação são mais caras. Faça o registro genealógico dos exemplares junto às entidades da região credenciadas pela Associação Brasileira dos Criadores de Caprinos (ABCC). 

FINALIDADE: Entre as raças há as que apresentam boa produção de leite, como saanen, alpina e toggenburg, de origem europeia. Há as de dupla aptidão, como a inglesa anglo-nubiana, e as que rendem leite, como mambrina, jamnapari e bhuj, da Ásia. Para carne, destaca-se a boer, da África do Sul. 

SISTEMAS: As cabras podem ser criadas em três sistemas. No extensivo, os animais ficam soltos no pasto. No semi-intensivo, parte do dia a criação pasta e depois recebe suplementação de volumoso e concentrado no cocho. Já no intensivo, os caprinos são mantidos confinados e toda a alimentação é fornecida no cocho. 

INSTALAÇÃO: O capril pode ser feito de estrutura simples, mas é importante que tenha boas condições para abrigar os animais. Se houver no local uma instalação ociosa, ela pode ser adaptada com divisão de baias para acomodar as cabras, de acordo com a fase de desenvolvimento. Essas opções reduzem os custos da atividade. É bom que o abrigo seja confortável, ofereça segurança e proteção contra vento e chuva. Cubra o chão com cama de maravalha ou use sarrafos de 3 centímetros de espessura por 5 centímetros de largura para fazer um piso ripado. Deixe um espaço de 2 centímetros entre os sarrafos e de 0,5 a 1,8 centímetro de altura do solo. 

HIGIENIZAÇÃO: Recomenda-se manter o capril sempre limpo para conservar a saúde das cabras. Diariamente, retire os dejetos do chão e as sobras de alimentos que ficam nos cochos. No mínimo a cada 30 dias aplique vassoura de fogo ou desinfetante químico nas instalações.

ALIMENTAÇÃO: Plantas são a base das refeições das cabras. As arbustivas de folhas largas, como amoreira, rami e feijão-guandu, são bem aceitas, como também capins, silagem de milho e feno de leguminosas. Enquanto as forrageiras são boas para a digestão dos caprinos, os grãos são usados como complemento nutricional para favorecer a alta produção. Sais minerais podem ser fornecidos em cochos diferentes dos alimentos. Mantenha água limpa e fresca à disposição, pois as cabras consomem de cinco a seis litros por dia. 

REPRODUÇÃO: Cabras leiteiras de origem europeia podem procriar a partir dos quatro meses. Há casos que ocorrem até antes desse período. Contudo, por ainda não contarem com um desenvolvimento adequado, a reprodução entre animais jovens não é indicada. Desde os três primeiros meses de vida, crie os caprinos separados por sexo, para evitar coberturas precoces.

 

Na mesma fazenda em MT, vacas dão à luz gêmeos e caso raro de trigêmeos

Apesar da inseminação artificial, caso de trigêmeos é raro, Bezerros nasceram menores e mais fracos


Bezerros gêmeos amamentam em fazenda de MT (Foto: Rafael Venson/ Arquivo Pessoal)Bezerros gêmeos amamentam em fazenda de MT

Em uma fazenda na BR-070, que liga Cuiabá ao município de Cáceres, a 250 quilômetros da capital, o criador Antonio Carlos Carvalho de Souza, de 43 anos, foi surpreendido com um caso raro de nascimento de bovinos. Uma vaca leiteira deu à luz bezerros gêmeos e no dia seguinte, uma vaca nelore teve bezerros trigêmeos. “Foi uma surpresa. Duas vacas me dão cinco bezerros”, enfatizou.

  O caso de gêmeos é mais frequente, no entanto, pontuou que os bezerros trigêmeos configuram um caso raro na reprodução bovina. “Os gêmeos são pouco frequentes, mas o caso de trigêmeos é realmente raro. Mesmo tendo havido uma inseminação artificial, o nascimento de três bezerros de uma só vez não é comum”, explicou.

  As duas vacas foram submetidas a um processo de indução de cio. “Nós controlamos o cio delas, para que ovulassem em um período controlado. Mas é a primeira vez que vejo uma vaca ter três bezerros. A que teve trigêmeos foi inseminada no dia 25 de junho do ano passado. E a gestação foi de 8 meses”,  explica-se ainda que o período normal de gestação de uma vaca é de nove a dez meses.

Segundo veterinário, o nascimento de bezerros trigêmeos é raro.  (Foto: Rafael Venson / Arquivo Pessoal)O nascimento de bezerros trigêmeos é raro.

Os bezerros trigêmeos, segundo o veterinário Rafael Venson, nasceram bem menores que o normal e mais fracos. “Se não fosse o gerente da fazenda ter ajudado, eles teriam morrido”, enfatizou. Para o criador Antonio Carlos o desafio agora é fazer com que vacas de leite adotem dois dos trigêmeos. Segundo ele, a vaca nelore não dá leite suficiente nem para um bezerro, sendo necessário vacas 'mães de leite' para outros dois filhotes.

“O pessoal fala que vou ficar rico, mas é, ou lucro ou prejuízo”, o caso os bezerros não aceitem as vacas como 'mãe de leite', o gasto torna-se maior, já que a amamentação tem que ser feita com mamadeira.

Futuro
Apesar de ter ficado contente com os cinco novos bezerros, o criador Antonio Carlos não pensa duas vezes ao responder sobre o destino dos animais. “Daqui a 60 dias eles vão comer ração e continuam sendo amamentados. Com oito meses, vão para o semiconfinamento e comem apenas ração. E finalmente com 18 a 20 meses, vão para o abate”, pontuou com bom humor.

 
Veja ! Importância de Animais de Qualidade na Produção de Leite, Saiba escolher Peixes, Convivência com a Seca, Sincronização de Cio, Criação de Galinhas e Recria e Engorda de Codornas... PDF Imprimir E-mail
Escrito por Lívio Chaves   
Qua, 12 de Novembro de 2014 08:56

O custo e as balelas sobre Leite de Cabra



O que importa é ter certeza de que o uso de animais de alta produção

será sempre melhor que o uso de animais de fraca produção.

 


Existem sim alguns erros de conotação que ao meu ver, tornam-se grande mal entendido, tais como a expressão “bombar”. Há quem diga que qualquer bom programa de alimentação já seja “bombar” e isso não é verdade. Alimentar bem não significa superalimentar. É claro que em tudo existem os excessos, tais como:

l sondar vacas em julgamentos de pista,

l canular a veia de animais em pleno torneio leiteiro,

l represar leite nos animais emexposições para julgamentos,

l etc.

Na verdade é preciso separar as críticas construtivas daquelas conversas de pessoas invejosas que, não querendo ou não podendo estar no topo da fama, articulam sua defesa, fazendo acusações, inventando fofocas, etc. Além de não terem animais à altura, ainda exibem um caráter melífluo e inferior. É preciso separar o joio do trigo - diz a Bíblia.

 

Progresso

 

É normal desejar o progresso - antes de tudo! A maior ferramenta para o progresso, ou seja, para melhorar a produtividade chama-se “melhoramento genético” e só é possível fazer melhoramento genético observando os fenótipos. O que seria um fenótipo? É aquilo que está visível no animal: é a soma de “Ambiente + qualidade genética”.

 

 

O leite tem um custo e precisa ser analisado.

 

Então só podemos medir e avaliar genótipos quando o ambiente for favorável, possibilitando assim a máxima expressão produtiva do animal.

Isso está bem claro naquele antigo ditado: "não se gasta vela com defunto ruim".

Exatamente! De nada adianta superalimentar um animal que não tem uma genética favorável e produtiva. Isso tem que ficar claro, pois muitos confundem as coisas. Criticar o bom manejo que tem por objetivo expressar melhor o potencial genético do animal pode se tornar uma armadilha para o novo criador (cliente). É muito comum encontrar no gado, cavalos, etc. espertalhões que dizem que “o animal, em sua essência, pode ser improdutivo”. Dizendo de outra forma, eles afirmam que “o animal produz menos por ser muito mais rústico”. Ou vão mais longe, dizendo que “o animal parece improdutivo, mas é o legítimo e verdadeiro em sua essência”. Balelas! Parece conversa de político demagogo, sobre o palanque onde consegue enganar as multidões ignorantes.

Estou acostumado a mencionar para meus alunos de Melhoramento Genético da Faculdade de Veterinária de Três Corações (Unincor):

- Um animal bem alimentado custa muito caro e é por isso que ele precisa ser muito produtivo.

No último Fórum de produtividade animal da Universidade Federal de Lavras (UFLA) mostrei uma conta interessante  para cabras leiteiras, que é mais ou menos, o que está nas Tabelas 1 e 2.

 

 

 

 

 

 

Por isso eu digo que o barato sai caro em relação à cabra de leite! De fato, um animal que não produz 800 kg de leite na segunda cria será muito caro e o melhor é encaminhá-lo para ser abatido.

Outro ponto a ser discutido, são as terapias hormonais como o “Bustim” e o “Lactoprim” que, ao meu ver, quando bem aplicadas auxiliam os bons animais em sua melhora de produção. É preciso deixar claro que um animal ruim vai passar a produzir 20% a mais e vai continuar ruim enquanto um animal extremamente leiteiro também vai ter um acréscimo de 20%. Digo isso porque já ouvi criadores falando que animais de alta produção estão “bombados” e produzem o mesmo que outros animais que não utilizam hormônios.

Estamos vivendo nas cabras leiteiras o que aconteceu com a Natação Olímpica: recordes foram quebrados com au­xí­lio do macacão antiaderente aquático que os atletas utilizavam nos novos tempos. A nova roupa ajudou! Então, mensurar e adotar novas tecnologias, não gera um resultado distorcido, quando todos podem ter a mesma condição. Quando todas as cabras forem aferidas pelo mesmo critério, essas acusações provarão ser apenas balelas!

Por último, mas não menos importante, falam sobre a produtividade ao longo da vida do animal. Muitos criadores até bem conceituados, estão defendendo uma bandeira de baixa e média produção e uma vida longa. Será verdade? Vamos aos números:

s Um animal de alta produção, 2.000 kg de lactação, produz na média 200 kg de sólidos por lactação. Multiplicado por 5 lactações são 10.000 kg de leite e 1.000 kg de sólidos na vida toda.

s Um animal de baixa produção, 800 kg de lactação, produz na média 80 kg de sólidos por lactação. Multiplicado por 10 lactações são 8.000 kg de leite e 800 kg de sólidos na vida toda.

No correr do tempo, obviamente o animal de maior produtividade é muito mais recompensador. Então, essa acusação também é balela. Por que esperar pelo amanhã, se  pode fazer hoje?

 

Conclusão

 

O melhor caminho é selecionar cada vez mais os animais que dão mais lucro. Os bons animais, para transmitirem, fielmente, suas características (e chances de lucro, na progênie) precisarão, sempre, ser de altíssima genética. Quanto mais puro, maior confiança transmitirá.

 

 

 

 

Peixes: saiba como escolher e armazenar

O produto exige cuidado extra na hora da estocagem. Confira no gráfico!


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A presidente Dilma anunciou mais um programa do governo de combate à seca. Tudo bem: numa hora dessas, quando 26 milhões de pessoas estão sem água, o jeito é mandar centenas de carros-pipa para o sertão nordestino.

Mas a seca faz parte da natureza do Nordeste e o Brasil precisa aprender a conviver com ela. Tecnologia não falta.

 

 

 

 

 

REQUISITO ESSECIAS PARA SUCESSO DA SINCRONIZAÇÃO DE CIO

 

  
  
O sucesso de um programa de sincronização depende basicamente de alguns fatores, tais como:  
  
a) Os animais devem estar em bom estado de carne e em regime de ganho de peso. 
  
b) Animais isentos de problemas sanitários. 
  
c) Instalações adequadas, de modo a facilltar o trabalho de inseminação e evitar o estresse animal. 
  
d) Eficácia na observação do cio. 
  
e) Inseminador experiente. 
  
f) Cuidados na manipulação do sêmen. 
  
g) Sêmen de qualidade comprovada. 
  
h) Número de animais tratados deve corresponder a capacidade de inseminação diária. 
  
i) Intervalo parto-tratamento de, no mínimo, 35 dias. 
  
j) Os benefícios da conveniência, economia de mão-de-obra e melhoria na eficiência reprodutiva devem compensar os custos do tratamento.

 

 

Criação de Aves - Atividade Lucrativa
 

galinha caipira 250x202 Frango e Galinha Caipira: incubação, alimentação e manejo
A avicultura representa, atualmente, uma das maiores atividades agropecuárias por ser uma das que propiciam maiores lucros. Além disso, o maior custo da carne bovina sempre foi um fator importante para aumentar a atratividade da carne de aves, principalmente da carne de frango. A carne de frango é sempre o substituto imediato da carne bovina, devido ao seu custo menor, mas, também, por apresentar algumas características que tornam seu consumo mais indicado como, por exemplo, ser uma carne mais saudável e que engorda menos. 

A carne das aves é uma das que apresenta maiores e melhores vantagens para a alimentação humana. É produzida em escala industrial, em todo o mundo, inclusive no Brasil, que possui uma das maiores produções do planeta e, ainda, apresenta um potencial para expandir essa produção, várias vezes. A produção brasileira é destinada tanto ao consumo interno quanto às exportações, principalmente para os países da comunidade européia. A produção de frangos de corte é a maior atividade da avicultura brasileira. 

Reunir algumas fêmeas e machos e soltá-los nos quintais ou terreiros, deixando-os se reproduzirem, como ocorre em geral nos sítios, e fazendas, não é realmente praticar a avicultura. Para isso, é necessário que sejam reunidos machos e fêmeas selecionados, para que haja maior produtividade e para a obtenção de aves de elevado padrão, que produzam bons lucros. Além disso, a avicultura, por definição, é a criação racional de aves, ou seja, uma série de técnicas e procedimentos devem estar associados à criação para que esta seja, de fato, racional e com alta produtividade. 

Idade para a reprodução 

Quando as aves entram em reprodução muito cedo, podem ter prejudicados o seu desenvolvimento e a sua produção. No entanto, quanto mais tarde é iniciada a reprodução, maiores são os gastos do avicultor, com a sua manutenção, o que diminui os seus lucros. Por esse motivo damos, a seguir, as idades mais indicadas para cada ave iniciar a reprodução. 

Galinha: 5 a 7 meses 
Peru-macho: 2 a 3 anos 
Peru-fêmea: 1 
Faisão-macho: 2 a 6 anos 
Faisão-fêmea: 1 ano 
Marreco: 6 meses em diante 
Patos: 7 meses em diante 
Ganso: 2 anos em diante 
Cisne: 2 anos em diante

 
Número de fêmeas para cada macho 

O número de machos é muito importante em um plantel pois, se houver machos demais, as despesas aumentam, sem necessidade, e os lucros diminuem. Além disso, as fêmeas são muito incomodadas, o que as prejudica. 

Quando o número de machos é menor do que o necessário, a quantidade de ovos claros ou inférteis é grande, trazendo sérios prejuízos ao avicultor pela baixa porcentagem de eclosão. 

Nos lotes para a produção de ovos para consumo, não há necessidade de machos, pois as aves põem ovos, embora estéreis, mesmo sem serem acasaladas, o que é até melhor, pois eles se conservam melhor. 

Damos a seguir uma tabela sobre o número de fêmeas para cada macho, nas diversas espécies de aves domésticas: 

Galo ? raças leves: 10 a 12 fêmeas 
Galo ? raças pesadas: 8 a 10 fêmeas 
Peru: 8 a 15 fêmeas 
Faisão: 6 a 8 fêmeas 
Marreco: 6 a 8 fêmeas 
Pato: 6 fêmeas 
Ganso: 4 fêmeas 
Cisne: 1 fêmea

 
Período de aproveitamento dos reprodutores 

As aves podem procriar por um período, as vezes longo. É aconselhável, no entanto, que só sejam aproveitados as seus produtos até que elas atinjam certa idade. Além disso, depois de certo tempo sua produção baixa muito, tornando-se antieconômico. Por esse motivo, as aves devem ser mantidas, em reprodução, somente até as idades apresentadas, a seguir: 

Galinha: 1, 2 ou 3 posturas, no máximo, dependendo da raça 
Peru: 4 anos 
Faisão: vários anos 
Marreco: 1 postura (da raça Pequim) 
Pato: vários anos 
Ganso: vários anos 
Cisne: vários anos 

Quando indicamos "vários anos", significa que as aves devem ser mantidas em reprodução enquanto seus filhos nascerem fortes e sadios. 

Número de ovos por ano 

O ovo tem grande importância na avicultura, não só por ser fonte de lucros para o avicultor mas, e principalmente, por ser através dele que as aves se reproduzem. 

Cada espécie, e mesmo raça, produz uma quantidade deferente de ovos, como verificamos nos dados, a seguir: 

Galinha crioula: 80 
Galinha de raça: 120 a 365 
Perua: 30 a 60 
Faisão: 10 a 40 
Marreca (Pekim): 120 
Pata: 60 a 100 
Gansa: 30 a 60 
Cisne: 5 a 8

 
Período de incubação 

Para que os filhotes nasçam, é necessário que os ovos sejam incubados durante um certo número de dias, que varia de acordo com a ave. Além disso, é preciso um certo grau de temperatura e uma determinada umidade. 

Os dados a seguir, são referentes ao período de incubação dos ovos de cada espécie de ave: 

Galinha: 21 dias 
Perus: 28 dias 
Faisão: 24 a 29 dias, variando de acordo com a espécie 
Marreca: 28 a 30 dias 
Pata: 30 dias 
Gansa: 28 a 31 dias 
Cisne: 28 a 30 dias 

A avicultura é uma das mais lucrativas atividades criatórias, desde que baseada em: 

- bons reprodutores; 

- boas instalações; 

- boa alimentação e 

- bom manejo.
 
Recria e engorda das codornas
 
Recria 

A recria é o período de crescimento das codornas, desde que dispensam o calor artificial até serem selecionadas para a reprodução ou abate (engorda). 

Engorda 

A engorda é o período, após a seleção, no qual as codornas são separadas em lotes para a produção de carne e durante o qual, em geral, podem receber uma alimentação especial para engorda, devendo ser levado em consideração que elas são abatidas entre os 30 e 45 a 50 dias de idade. 

A recria e a engorda das codornas podem ser feitas no solo, sobre uma cama de material absorvente como a marvalha fina, capim seco e picado, sabugo de milho triturado, etc., ou em baterias. Temos, ainda, um terceiro método, o misto, que consiste em manter as codorninhas até 15 dias sobre a cama e depois colocá-las em baterias. 

A engorda no chão tem, entre outros, os inconvenientes de as codornas consumirem mais 3 a 5% de ração para obterem o mesmo peso que obteriam nas baterias e, ainda, estão mais sujeitas a doenças, principalmente à coccidiose. É, por essa razão, pouco empregado na criação comercial ou industrial dessas aves. 

A recria e engorda, em baterias, tem uma série de vantagens sobre o método anterior sendo, por esse motivo, o mais usado nas criações comerciais e industriais. As baterias podem ser de folhas metálicas, madeira ou arame galvanizado mas, sempre, com o piso de tela de arame, de preferência, com malhas retangulares e de 10mm, para facilitar a passagem dos excrementos. Existem, no comércio, vários tipos, tamanhos e modelos de baterias, de acordo com a marca ou fábrica que as produzem. 

Cada gaiola deve medir 13 a 15cm de altura, por 20cm de comprimento e 15cm de largura. O espaço entre o piso da gaiola e a bandeja deve ser de 5cm. Para fêmeas, o piso deve ser inclinado e ter mais 8cm na sua parte da frente, para ai serem colhidos os ovos. 

Essas baterias ou gaiolas são equipadas com comedouros retangulares, medindo 10 a 12cm de largura e uma profundidade de 5 a 8cm. O seu lado que fica encostado à parede da gaiola deve ter a beirada virada para dentro, para evitar a queda e o desperdício de ração, pois as codornas têm o hábito de ciscar a ração para catar os grãos maiores ou os alimentos de que mais gostam, o que faz com que entornem muita ração, quando a beirada do comedouro não é virada. Pelos mesmos motivos, a parte de fora do comedouro deve ser mais alta e virada para fora, para reter melhor a ração. 

As grades das gaiolas só devem permitir a passagem da cabeça e do pescoço das codornas, para que possam alcançar a comida. 

Quanto à iluminação ou claridade, deve atingir mais os comedouros com a ração, pois uma luminosidade mais intensa, sobre as codornas, faz com que fiquem excitadas, briguem mais, dispendam mais energia e gastem, consequentemente, maior quantidade de ração para o mesmo ganho de peso que teriam sob uma luz menos intensa. 

Período de engorda e época de abate 

Normalmente, as codornas são abatidas dos 30 aos 45 dias de idade, embora alguns criadores as abatam com 50 a 55 dias. Não cremos ser vantajosa essa prática porque, quanto mais velha a ave, depois de certa idade, maior será seu índice de conversão, o que significa um gasto maior de ração, para obter o mesmo peso vivo. Existe uma tendência entre os criadores para abater as codornas com 28 a 30 dias de idade, ou seja, quatro semanas. 

O rendimento líquido das carcaças é de 75 a 78%, tanto de fêmeas quanto de machos, embora as fêmeas da mesma idade tenham, em média, um peso vivo superior ao dos machos. Com cinco semanas de idade, as codornas atingem, em média, 100 a 120g e até 170 a 180g quando alcançam 45 dias.
 
 
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Escrito por Lívio Chaves   
Ter, 11 de Novembro de 2014 08:17

  POPULAÇÃO MUNDIAL É DE 7 BILHOES DE PESSOAS

As ovelhas do Brasil em 2050


 

O mundo ficou estarrecido com a notícia de que a população, agora, é de 7 bilhões de pessoas! Certos estudos, porém, mostram que logo será de 9 bilhões e não haverá grandes modificações no cenário geral. O crescimento do PIB mundial em torno de 3,5% ao ano transformará a China na maior economia, seguida da Índia, com os EUA em terceiro lugar. Somente estes 3 países somariam, em 2050, mais que o dobro da economia mundial em 2010 e representariam 50% do PIB mundial. Estes 3 países, com 50% da classe média mundial, somando 6 bilhões de pessoas em 2050, vão também influenciar no crescimento da economia internacional e na expansão do mercado de bens de consumo industrial de um lado e de aumento da exportação de commodities de outro.

 

 

 

Ovelha brasileira - Segundo os mesmos consultores, no processo de crescimento da economia mundial, o Brasil pode se tornar a 4ª economia global, com um PIB de mais de US$ 8 trilhões até 2050 e deve continuar sendo o grande fornecedor de minério de ferro, metais, biocombustíveis, soja e outros grãos, além de grande exportador de carnes bovina, suína, ovina e de aves. Os principais biomas brasileiros vão estar a serviço da geração de superávits comerciais para permitir a importação de produtos industriais, inovações de tecnologias computacionais e de comunicações e produtos de luxo para as crescentes camadas afluentes da população brasileira.

As guerras entre potências, no passado, foram por disputas por terra e territórios; atualmente as disputas são por energia e petróleo; no futuro as guerras vão ser pelo controle da água doce e, em consequência, dos alimentos. O Brasil está muito bem colocado nesse ranking.

As tendências apontadas pelos consultores acima mencionados mostram que o Brasil terá:

- presença das ovelhas brasileiras entre as 4 principais carnes no mercado mundial;

- exploração maciça de energia solar;

- exploração maciça de dessalinização da água para produção agropecuária;

- a Amazônia com terras em franca produção. Muitos rios estarão com pouca água.

 

Hoje, os Estados Unidos e o Brasil produzem 30% dos grãos e 25% de toda a carne do mundo. “Só o Brasil, porém ainda tem larga capacidade de ampliar a produção, podendo triplicar sua produção agrícola e dobrar a produção pecuária até 2050, sem desmatar uma única árvore – apenas introduzindo inovações tecnológicas” - diz a senadora Kátia Abreu, presidente da CNA. Isso inclui um maciço direcionamento político para a ovelha brasileira.

A produção de carne ovina, na atualidade, está restrita à Austrália, Nova Zelândia, Inglaterra e Estados Unidos - países sem chance de incremento. Para que a carne ovina firme posição no contexto das carnes somente com aceleração da produção brasileira. Por isso, empresários internacionais já olham para a ovinocultura brasileira, com olhos gulosos, prevendo grandes lucros. Agora, começam a surgir estudos de grandes empresas de consultoria de investimentos, incluindo a carne ovina brasileira como ótima chance de alta lucratividade.

 

 

 

 

Pitorescamente, internamente, o Brasil continua apresentando comportamentos do período colonial. “O Brasil é o único país do mundo tentando reduzir sua área cultivável em 80 milhões de hectares e provocando perda de US$ 100 bilhões por ano aos agricultores” - diz Kátia Abreu. Mais de 61% da cobertura vegetal original do Brasil está preservada hoje; na Amazônia o índice ultrapassa 83% em algumas áreas. “Estamos atentos para corrigir desmatamentos equivocados, como em nascentes de rios, e preservar nosso patrimônio, mas é preciso acabar com a ignorância em relação a esse assunto”. As pessoas são a única prioridade no planeta: sem produzir comida, o Brasil estará dando tiro no pé!

A situação é cômoda para a ovelha, que pode ser criada em pequenas, médias e grandes propriedades, nos mais diferentes climas.

 

Os núcleos - Na atualidade, percebe-se efervescência na produção de carne ovina no Rio Grande do Sul, que pode caminhar para mais de 20 milhões de cabeças, rapidamente; Nordeste, consolidando vários centros ao mesmo tempo, podendo dobrar a produtividade; Sudeste, com euforia no Espírito Santo, Paraná e São Paulo. O sucesso nessas regiões reflete-se nas demais e o Brasil estará caminhando para cumprir a tendência dos grandes estudiosos do planeta. Eles sabem que o mundo precisa da carne ovina a ser produzida no Brasil, mas a maio­ridade nesse segmento somente será atingida quando atingir 100 milhões de cabeças! Um grande caminho a ser percorrido.

A produção de carne de cordeiro, portanto, tem amplo horizonte e está ainda no primeiro degrau. Ótimo para os investidores, tanto dentro como fora das porteiras. O que interessa é que, antes de tudo, a ovelha brasileira é um grande negócio, até na palavra dos mais respeitáveis analistas da Economia mundial.

 

 

 

PROTEÇÃO CONTRA RAIOS NO MEIO RURAL

 



O raio ou faísca é considerado um dos principais fenômenos destrutivos da natureza. Sua descarga elétrica pode chegar a mais de 100.000 (A) Ampères e a milhões de Volts (V) com duração instantânea em menos de um segundo. O Brasil é um dos países com maior incidência desse fenômeno. 

A ação e o efeito do raio podem causar diversos danos, provocando a morte ou paralisia de milhares de pessoas e animais, prejuízos materiais em máquinas, equipamentos, edificações, redes de transmissão e distribuição de energia elétrica, destruição de linhas telefônicas e grande parte dos incêndios florestais. 

Apesar de todos os esforços, não se consegue evitar que um raio caia sobre determinado local. No entanto, todos os cuidados são para orientá-lo na sua queda, obrigando-o a seguir uma trajetória pré-determinada para a terra por meio de pára-raios e seus componentes.

RAIO, RELÂMPAGO E TROVOADA

O raio é uma gigantesca faísca elétrica, dissipada rapidamente sobre a terra, causando efeitos danosos. Relâmpago é a luz gerada pelo arco elétrico do raio. Trovoada é o ruído produzido pelo deslocamento do ar devido ao súbito aquecimento causado pela descarga do raio.
 

 

 

Embrapa pesquisa filme plástico que pode estender vida útil de frutas

Ideia é desenvolver um revestimento que, ao aderir à casca dos alimentos, diminua a taxa de respiração e prolongue o consumo


.Editora Globo 

Um estudo conduzido pela Embrapa Agroindústria Tropical, em Fortaleza (CE), pretende estender a vida útil de frutas com o uso de filme plástico. A ideia é desenvolver um revestimento que, ao aderir à casca dos alimentos, diminua a taxa de respiração e prolongue o consumo. “A expectativa é conseguir dobrar o tempo de prateleira dos produtos”, afirma Henriette Azeredo, responsável pela pesquisa. 

Para formar essa barreira, ela quer criar umplástico biodegradável e comestível. Segundo a pesquisadora, o desafio é melhorar o desempenho do material, que tem menos elasticidade e resistência que os plásticos comuns. 

O estudo prevê adicionar produtos da nanotecnologia aos filmes, como monoargila e nanofribras de celulose. 

"O amido tem boa barreira ao oxigênio, mas não ao vapor de água. Assim, combinamos com a cera de carnaúba, que tem essa qualidade”, diz Henriette. Ela também testa misturas com goma de cajueiro e polpas de frutas.

 

Amazônia perde 33 quilômetros quadrados em janeiro, segundo o Imazon

O Pará liderou a devastação da floresta no mês


 Shutterstock

Instituto do Homem e do Meio Ambiente da Amazônia (Imazon) detectou 33 quilômetros quadrados (km²) desmatados na Amazônia em janeiro. O instituto faz um monitoramento, paralelo ao do governo, do desmatamento da região. O número pode estar subestimado porque, no período, 88% da floresta estava encoberta por nuvens, o que impede a visualização da área pelos satélites. 

Apesar da cobertura variável de nuvens, a derrubada de vegetação acumulada entre agosto de 2012 a janeiro de 2014(primeiros seis meses do calendário oficial de desmatamento), de 600 quilômetros quadrados, é 30% menor que a soma do período anterior (agosto de 2011 a janeiro de 2012), o que pode indicar a manutenção da tendência de queda do desmatamento na região. 

Segundo o Imazon, o Pará liderou o desmatamento em janeiro, com 15 quilômetros quadrados de novos desmatamentos identificados. Em seguida, aparecem Rondônia, com 11 quilômetros quadrados de derrubadas, Mato Grosso, com quatro quilômetros quadrados, Amazonas com três quilômetros quadrados e o Acre, com 300 metros quadrados de floresta derrubada no período. 

Além do corte raso (desmatamento total de uma área), o monitoramento do Imazon também registra a degradação florestal, que inclui florestas intensamente exploradas pela atividade madeireira ou queimadas. Em janeiro, a degradação avançou por 54 quilômetros quadrados, a maioria no Pará e em Mato Grosso. 

O desmatamento no período foi responsável pela emissão de 3,2 milhões de toneladas de CO² equivalente (dióxido de carbono, principal gás do efeito estufa). 

monitoramento oficial do desmatamento na Amazônia é feito pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), que ainda não divulgou os números de janeiro. Nos meses da estação chuvosa na Amazônia, o instituto agrupa os alertas em uma base bimestral ou trimestral, para melhorar a qualidade da amostragem.

 

 

 

No prazo de apenas oito anos, o consumo de café no Brasilcresceu mais de 300%. O brasileiro toma hoje 82 litros de café por ano, que só perde para a água. A demanda aquecida mantém os preços em alta.

 

 

 

 


 

Cresce o número de produtores orgânicos no país

 

 

O trabalho de produção orgânica já é feito por mais de 15 mil agricultores em todas as regiões do país. O responsável pelo cadastro e controle é o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), que também faz a regulamentação. No banco de dados, atualmente, já são cadastrados cerca de 15 mil agricultores.

Para ser um produtor orgânico é preciso seguir algumas normas de manejo determinadas pelas autoridades sanitárias. Os alimentos orgânicos são produzidos baseados em princípios agroecológicos que contemplam o uso responsável do solo, da água, do ar e dos demais recursos naturais.

 A lista de produtos cadastrados inclui os primários, os itens processados e os industrializados à base de orgânicos. Segundo o coordenador de Agroecologia do Ministério da Agricultura, Rogério Dias, esse crescimento é positivo e tende a ser contínuo. “Quanto mais produtos primários forem regulamentados, haverá mais processados orgânicos. Este aumento gera estabilidade e agrega valor aos produtos”, afirma.

Desde 1º de janeiro de 2011, os produtos orgânicos brasileiros só podem ser comercializados se estiverem identificados com o selo do Sistema Brasileiro de Avaliação da Conformidade Orgânica (SISOrg). A identificação foi regulamentada em 2010 e tornou-se obrigatória. O selo foi escolhido por meio de uma consulta pública e é impresso nas embalagens de produtos orgânicos devidamente certificados pelo Ministério da Agricultura.

Em 2011 também foi registrado o primeiro produto fitossanitário para a agricultura orgânica, assinado pelo Mapa depois de uma análise em conjunto com os ministérios da Saúde e do Meio Ambiente. O Brasil deseja ser referência em produtos biológicos de controle de pragas e pretende montar uma delegação de especialistas para discutir o tema junto a Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OECD, sigla em inglês) em 2012.

 

CONTRADIÇÃO NO USDA (E.U.A.) SOBRE AS NOVAS REGRAS DE PASTAGEM ORGÂNICA

 


De acordo com as novas regras do USDA (E.U.A) sobre o pasto orgânico, lançado em fevereiro de 2010, a utilização de pastagens é necessária na produção de leite orgânico, mas bovinos orgânicos podem ser dispensados de obter qualquer um dos seus alimentos em pastagem durante os últimos quatro meses de vida.
A regra estabelece que os produtores orgânicos devam "manter todos os animais ruminantes em pastagem", mas, numa aparente contradição, pode também utilizar simultaneamente "estaleiros ou locais de engorda" antes do abate, em bovinos durante os últimos 120 dias ou um quinto da vida do animal, o que for menor. Durante estes 120 dias, estes animais orgânicos são isentos da obrigação de obter pelo menos 30% do consumo de matéria seca (CMS) da pastagem.
O USDA está procurando opiniões a respeito de se a linguagem corrente deve ser fortalecida ou enfraquecida. A determinação final sobre esta linguagem vai definir mais claramente como a carne orgânica deva ser produzida.
Para ganhar uma compreensão mais profunda das práticas correntes na indústria da carne orgânica, o Instituto de Pesquisa Cornucopia entrevistou produtores de carne orgânica através dos Estados Unidos. Os resultados da pesquisa revelaram que 80% dos produtores de carne orgânica colocam o gado para pastar até o abate, não os colocando a qualquer tipo de confinamento. Na verdade, 60% dos produtores de carne orgânica utilizam grãos para alimentar seu gado (100% alimenta-os com erva), enquanto 20% mantêm o gado no pasto, mas dão pequenas quantidades de grãos. A nova regra de isenção de impostos no abate de ruminantes alimentados no pasto, portanto, não é necessário para a grande maioria dos produtores de carne orgânica.
No entanto, o restante de um quinto dos produtores de carne orgânica está usando atualmente confinamentos, o Instituto Cornucopia entende que não há apoio de alguns dos intervenientes para a obtenção de uma isenção de 30% das taxas para as ações de abate de ruminantes. Estes agricultores, pecuaristas e os operadores de confinamento atualmente produzem a maioria da carne orgânica do país.
 

 
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Escrito por Lívio Chaves   
Sáb, 08 de Novembro de 2014 07:40

Animais ganham picolé de frutas e até de carne para se refrescar no RS

Zoológicos buscam conforto e bem-estar dos bichos no calor.
Onças, por exemplo, ganham uma espécie de picolé de carne.


No calor, animais se refrescam no zoológico de Gramado (Foto: Caroline Zanchi / Divulgação)
 
No calor, animais se refrescam no zoológico de Gramado

 

O calor do verão no Rio Grande do Sull não causa desconforto apenas nas pessoas. Segundo veterinários, os animais também sofrem com as altas temperaturas. E é em busca do bem-estar dos bichos que os zoológicos de Sapucaia do Sul, na Região Metropolitana de Porto Alegre, e de Gramado, na Serra, tratam de refrescá-los com sorvete e ar-condicionado.

No calor, animais se refrescam no zoológico de Gramado (Foto: Caroline Zanchi / Divulgação)
 
 
 
Filhote de puma se diverte com 'picolé' de
carne

O zoológico de Sapucaia do Sul tem 160 hectares e abriga cerca de mil exemplares de animais. Dentro de um lago, o que parecem chafarizes aos olhos dos visitantes são, na verdade, aeradores. Eles ajudam na oxigenação da água e melhoram as condições do ambiente para os peixes.

Os chimpanzés gostam de brincar na água e receber algumas regalias, como picolés de uva. Já os rinocerontes preferem o lodo para se refrescar. Para comer, melancia bem gelada. Para se proteger do sol e dos insetos, eles têm um truque especial: "Eles atiram terra sobre o corpo", conta a veterinária Raquel von Hohendorff.

 

 

No calor, animais se refrescam no zoológico de Gramado (Foto: Caroline Zanchi / Divulgação)
 
Lobo guará brinca com 'sorvete'

Na região da Serra costuma fazer frio, mas somente no inverno. No verão o calor também costuma ser forte. Por isso, os 1,5 mil animais do gramado Zoo ganham tratamento especial para suportar as temperaturas acima dos 30ºC. Até chuva artificial é usada para as aves.

Os macacos também gostam de sorvete. São frutas inteiras dentro de blocos de gelo. "O que a gente busca é conforto e bem-estar aos animais, e como as temperaturas estão muito elevadas, a gente ameniza isso com mais sombra, sorvetes, ar condicionado. São táticas para melhorar o bem-estar dos animais", diz o veterinário Rafael Pagani.

Já as onças e os pumas preferem um sabor mais exótico de sorvete. Estes animais ganham uma espécie de picolé de carne e de sardinha, respectivamente.

Mas entre todos os animais do zoológico de Gramado, os que mais sofrem com as altas temperaturas são os pinguins. Um ar condicionado é ligado para refrescá-los. Quando a temperatura passa dos 25ºC na rua, o ambiente deles é refrigerado para ficar em torno dos 15ºC. "O importante, é oferecer a esses animais que vivem sob cuidados humanos o máximo de conforto e qualidade de vida. É sombra e água fresca, o que a gente gostaria de ter nesta época do ano", diz Pagani.

 

 

Pesquisadores vão melhorar a qualidade do peixe brasileiro

 


 

Peixes são induzidos à desova com injeção da hipófise industrializada em horários programados

O trabalho iniciado é  o primeiro sequenciamento do genoma de peixes brasileiros. As duas primeiras espécies a terem o estudo realizado são o Tambaqui (Colossoma macropomum) e cachara (Pseudoplatystoma reticulatum).  O trabalho faz parte do Projeto Rede Genômica Animal , que já promoveu importantes avanços no sequenciamento genético de espécies bovinas, suínas e de aves.

O Projeto Rede Genômica Animal continuará sob a coordenação do geneticista Alexandre Rodrigues Caetano, pesquisador da Embrapa Recursos Genéticos e Biotecnologia, em Brasília (DF). O sequenciamento dos peixes se dará no âmbito de quatro planos de ação do Projeto que serão liderados por pesquisadores da unidade de Brasília e também da Embrapa Pesca e Aquicultura, sediada em Palmas (TO).

O sequenciamento do genoma vai fazer a identificação de genes importantes como aqueles responsáveis pelo crescimento ou pela resistência a doenças, por exemplo. Nesses casos, será possível selecionar exemplares com melhor perfil genético que cresçam mais e sejam menos vulneráveis a enfermidades.

Outro avanço promovido por essa pesquisa será o levantamento do grau de hibridização que envolve essas espécies. “Tanto o tambaqui como o cachara foram submetidos em cativeiro a diversos cruzamentos com outras espécies, e hoje esses híbridos já são encontrados na natureza”, assinalou Alves. Com o sequenciamento, o pesquisador espera desenvolver uma plataforma de genotipagem capaz de identificar exemplares puros e híbridos na natureza e em plantéis de reprodutores. O Projeto ainda ajudará a iniciar o banco de germoplasma de peixes da Embrapa, que será montado na unidade de Palmas
 
 

Brasileiros estão ganhando milhões exportando produtos exóticos

 

Os produtores brasileiros estão comercializados para outros países produtos como pâncreas, sêmen, rabo de bovinos e suínos, sangue e miúdos de bovinos, suínos, frango, patos e gansos. Essas exportações, conhecidas como produtos agropecuários exóticos gerou aproximadamente US$ 438 milhões à economia brasileira no ano passado.  Os principais importadores são Angola, Cingapura, Cuba, Hong Kong, Japão, Nova Zelândia, Venezuela e Vietnã.   

O principal comprador desses produtos é Hong Kong, com quase 50% das importações. Em 2011, o Brasil arrecadou cerca de US$ 233 milhões com exportações para aquele país. Com pouco valor agregado no mercado brasileiro, quando não é exportada, grande parte desses produtos exóticos é transformada e utilizada no mercado interno. Após passar por processamento específico, podem ser vendidos separadamente para produção de farinha, usada normalmente na preparação de ração animal. 

A certificação animal dos produtos exótico é a mesma realizada em todos os demais produtos de origem animal. A fiscalização e as regras de exportação e importação também são as mesmas e, para isso, é exigido o certificado de sanidade animal. Além disso, o Brasil solicita ao país importador as exigências impostas quanto à saúde animal e pública.

 

VARIEDADES


Você sabia...?

... que a cauda de animais domésticos indica felicidade? Isso nos sonhos. Se sonhar com cauda de animais selvagens, é sinal de lucros. Se a cauda for de peixes indica especulações bem sucedidas. Se a cauda for de cabrito, significa alegrias. Se for de carneiro, significa trabalho.

... que o manejo sanitário adequado melhora a saúde dos animais? Melhora também a fertilidade, a produção, o ganho de peso e a produção de leite.

... que a Bíblia diz que o leite indica fartura e felicidade? Diz Provérbios 27:27:

“E haverá bastante leite de cabra para o teu sustento, para o sustento da tua casa e das tuas criadas”.

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Frase

- Tem raça de cachorro para tudo: o que trabalha e o que dá trabalho. Geralmente só dá trabalho. (Frase de Expositora)

- O rei justo sustém a terra, mas o amigo de impostos a transtorna. (Salomão)

- Para filosofia barata não adianta inseticida. (Simone Dias Marques)

- Onde há muitos a comandar, nasce a confusão. (Luigi Einaudi, 1874-1961)

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Provérbio

- O avaro teme a pobreza, mas vive nela. (Provérbio árabe)

- Se teu inimigo é o mosquito, vê nele um elefante. (Provérbio árabe)

- Pela repetição até o asno aprende.

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Ditado

- Quando o esforçado só trabalha, o folgado leva a fama.

- É mais fácil chegar-se um touro a um mourão do que um estúpido à razão.

- Aonde vai o ferro vai a ferrugem.

- O risco que corre o pau, corre o machado.

- Quem em novo não trabalha, em velho dorme na palha.

- Cabrita ruim não precisa de chocalho.

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Ditado Esquisito

- Antes dava um boi para não entrar numa briga, hoje brigo por um bife.

- Suba na vida, mas não faça ninguém de escada.

- Se a botina é boa, não precisa de turbina.

- Por favor, não respire, pois estou fumando.

- Salário de pobre é troco de rico.

 

 

 

 

Requisitos técnicos para a criação de camarões de água doce

O lucro para cada quilograma de camarão produzido gira em torno de 200%

 

Aumente sua renda com criação de camarões

 

cultivo camaroes agua doce 250x250 Como criar camarões em água doce
criação de camarões de água doce é relativamente mais simples que a de camarões marinho, podendo ser realizada em propriedades de pequeno, médio ou grande porte, localizadas próximo ao litoral ou no interior. Dentro dos requisitos técnicos considerados na seleção de áreas adequadas à atividade, destacam-se as condições de temperatura da água, disponibilidade da mesma, avaliando sua qualidade, e a situação topográfica da região, como tipo de solo, entre outros.

Além dessas disposições técnicas, as situações logísticas também precisam ser consideradas, como estudo de mercado, infraestrutura local, acesso e mão-de-obra. A recria inicia-se a partir do povoamento dos viveiros com pós-larvas e a reprodução na água doce. No entanto, as larvas  desovadas pelas fêmeas precisam ser mantidas em água salobra  durante aproximadamente 40 dias, até que sofram a metamorfose,  possibilitando a sua liberação nos viveiros de água doce.
 
Povoamento
O povoamento do viveiro é efetuado com pós-larvas provenientes de laboratórios comerciais. Não é recomendado a projetos de pequeno e médio porte desenvolverem a reprodução e larvicultura do camarão, por se tratar de uma atividade técnica bastante complicada que requer mão de obra especializada, além de insumos de difícil aquisição e alto custo, como por exemplo: água do mar e alimento vivo (Anemia sp).

Quantidade
A quantidade de pós-larvas para o povoamento deverá ser estimada de acordo com a natureza do projeto e do sistema de criação adotado. No sistema semi-intensivo recomenda-se não ultrapassar a proporção de 10 pós-larvas/m2 em viveiros de engorda.

Procedimento
As pós-larvas de camarão são, normalmente, transportadas em sacos plásticos contendo água e oxigênio. Assim, o povoamento deverá ser efetuado com a aclimatação dos animais à situação do viveiro:
- Distribua a quantidade de sacos plásticos de forma homogênea no viveiro;
- Deixe o saco plástico parcialmente submerso para que ocorra o equilíbrio das temperaturas interna e externa; 
- Após o estabelecimento do equilíbrio térmico, permita a entrada da água externa, nos sacos plásticos, de maneira gradual, e
- Deixe que as pós-larvas saiam do saco plástico de forma lenta e gradativa.
 
 
 

 A escolha de uma espécie forrageira para pastejo no início da criação é importante, pois a forragem deve estar de acordo com as condições edafoclimáticas.

 
O manejo e consequentemente o sistema de produção que será utilizado uma vez que para o pastejo, é fundamental o conhecimento do comportamento e hábitos de crescimento da forrageira, bem como as exigências nutricionais das classes animais dos quais se alimentarão desta forragem.

Cabe salientar que é em vão procurar por capins "milagrosos" (mais produtivos, baixa exigência em fertilidade, tolerantes a seca, resistentes a pragas e que não possuam estacionalidade de produção). Com certeza absoluta, este capim não existe. Toda planta forrageira apresenta determinadas vantagens e limitações. Todavia para que haja produção e consequentemente correta utilização da pastagem escolhida, é fundamental que se estabeleçam inicialmente, níveis de fertilidade e manejos adequados para cada forrageira em questão. 

Para equídeos, algumas características inerentes a espécie, como o comportamento de corrida, brincadeira (principalmente de potros) área de defecação, pastejo localizado e o próprio pisoteio em algumas áreas do piquete (por exemplo perto de cercas), limitam a escolha de alguns capins.
 



Para tanto, alguns capins como os do gênero Cynodon são os mais indicados pois apresentam boa cobertura do solo, boa aceitabilidade e bom rebrote . Alguns aspectos como custo de implantação, também deve ser levado em conta, pois espécies deste gênero se multiplicam por muda, dentre eles o Tifton ( 1 ) , Coastcross  ( 2 )  e o Capim Estrela. Estes capins, quando comparados aos que se multiplicam por semente (Mombaça, Gramão (batatais) ou até mesmo a Brachiaria Humidicola(semente e muda)) são por volta de 30 a 50 % mais caros a sua implantação. Para tanto, cabe ao produtor avaliar os custos e benefícios do uso destes capins. 

Um fator interessante para ressaltarmos é que o uso da Brachiaria humidicola para pastejo é possível mas, o uso intensivo desta pastagem para equinos pode levar a um problema chamado de cara-inchada, que nada mais é que o inchaço na face do animal provocado pelo preenchimento dos ossos da face do animal por um tecido conjuntivo fibroso em função da anterior retirada do cálcio destes ossos e abertura de lacunas no mesmo. 

O consumo deste capim, aumenta o consumo de Oxalato, composto encontrado na Brachiaria humidicola que "sequestra" ou rouba o cálcio ingerido pelo animal em sua dieta e obriga o mesmo a retirar o cálcio dos ossos. No entanto, o animal não apresenta grandes limitações em virtude disso para trabalho mas acaba comprometendo a estética do animal prejudicando a sua futura comercialização.

 

 

  Eqüideocultura (criação de cavalos) CURIOSIDADES

curiosidades


No Brasil, onde uma grande parte da população eqüestre não recebe bons tratos, o tempo médio de vida gira em torno dos 23 anos, enquanto a média em países desenvolvidos ultrapassa os 25 anos, sendo frequentes os casos de animais que morrem com idades acima dos 30 anos.
O recorde mundial de longevidade permanece com o garanhão Old Billy, que viveu 62 anos ( 1760 a 1822 ).
Você sabe relacionar a idade do cavalo com a idade do ser humano? Veja no quadro abaixo:

CavaloSer humano
1 ano10 anos
4 anos17 "
10 "35 "
15 "50 "
20 "60 "
30 "80 "
33 "90 "

  • - Existem no mundo quase 300 raças de cavalos. O Brasil participa com 13 raças.
  • - O recorde mundial de velocidade para cavalos é de 69 km/h. Os cavalos mais velozes do mundos são os da raça Puro Sangue Inglês (PSI).
  • - Mas a corrida mais longa da história - total de 1900 km - foi vencida por um garanhão a raça Árabe, de nome Emir, criado no Egito.
  • - Os cavalos mais resistentes do mundo são os da raça Árabe. Esta "fortaleza" foi moldada nos desertos do Egito.
  • - A prova de enduro mais longa do mundo é a Tevis Cup - total de 160 km -, realizada anualmente nos Estados Unidos. Os cavalos de sangue Árabe sempre conquistam as primeiras colocações. A marca recorde é impressionante: 4,5 horas, o que representa uma velocidade média de 35,5 km/hora.
  • - O menor cavalo do mundo mede 18 cm. (uma miniatura de Poney argentino, criado como um cachorrinho de estimação dentro de casa).
  • - Os cavalos mais altos do mundo chegam a medir em torno de 1,80 m (altura da Cernelha). Pertencem à raça alemã Westfalen, uma especialista no Hipismo Clássico.
    Atenção!! Se voce tem algum caso equestre curioso para nos contar, teremos o maior prazer em incluir nessa página.

     

    - Você sabia que existem inúmeros andamentos curiosos, bem diferentes dos convencionais, que são o passo, trote e galope?


    - A própria marcha, em suas modalidades executadas por várias raças brasileiras - marcha picada, intermediária e batida, são andamentos peculiares, que despertam curiosidade e interesse pelo Brasil afora.
    - Ainda no Brasil, temos a Marcha Trotada, que é um andamento muito elegante, no qual os membros elevam-se e flexionam-se com muito vigor, gerando uma mecânica de sustentação com base em apoios bipedais diagonais, quadrupedais ou monopedais. Tecnicamente, no primeiro caso, será um andamento saltado, do tipo trote. Nos outros casos, será um andamento marchado, pois o animal não perde o contato com o solo, e o andamento pode ser denominado de Marcha Trotada, pois é uma fase de transição, entre a marcha propriamente dita e o trote.

    - Na América do Sul, América Central e Estados Unidos, a raça Paso Fino tem uma modalidade de marcha bastante intrigante, denominada de "Fino", na qual o animal marcha, quase sem sair do lugar. É um andamento natural, de exibição.

    - Mas o Paso Fino é um cavalo versátil, além do Fino, que é específico para algumas linhagens, também executa as modalidades de marcha no "corto " e no "Largo". Este ultimo, é explêndido, a marcha em velocidade máxima, penalizando-se as trocas para o galope. No Brasil, o "Largo" já é julgado em competições no Estado da Bahia. Em Minas Gerais, estas
    provas recebem a denominação de "Máquina Quente".

Construção de barragens subterrâneas

 

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O Rotary Club de Sertânia dentro dos seus objetivos em nossa razão de ser que é estimular o Ideal de Servir, como base de todo empreendimento digno, promovendo e apoiando.
Rotarianos empreendem projetos de prestação de serviços em nível comunitário e global nas áreas de saúde, educação, assistência humanitária, meio ambiente, combate à pobreza, entre outras, pelo simples prazer de ajudar o próximo.

Em reunião ordinária realizado em nosso Club, tendo em vista uma das maiores secas dos últimos cinqüenta anos, o Rotary convidou algumas entidades do Município de Sertânia para juntos se fortalecerem realizarem algumas ações em prol da nossa Comunidade Rural na construção de Barragens Subterrâneas.

Com parceria firmada entre as entidades presentes que foram; Rotary Club Sertânia Centenário, Sindicato dos trabalhadores de Sertãnia, Câmara de Dirigentes Lojistas (CDL), Loja Maçônica, Prefeitura de Sertânia e Associação dos criadores de caprinos e Ovinos de Sertãnia (ACOSSE)SAM_5127

 

A barragem pode ser construída ao longo de leitos de rios ou riachos e em locais por onde escorre o maior volume de água no momento das chuvas, as chamadas linhas d’água. A construção da parede, que pode ser de alvenaria ou lona, é feita numa cavidade aberta até a camada mais endurecida do solo e perpendicular ao sentido da descida das águas.

 

Projeto de Barragem subterrânea

Saiba o que é, como funciona e as vantagens da barragem subterrânea

 Tecnologia de armazenamento de água funciona como reservatório e também ajuda a diminuir o assoreamento dos rios


Barragem subterrânea no Globo Ecologia (Foto: Reprodução de TV)

 “Barragem subterrânea é uma tecnologia que permite armazenar água no subsolo, que vai ser usada para ajudar na produção, principalmente no período de estiagem. Aqui no semiárido, temos apenas quatro meses de chuva, durante o inverno. Nesse período, a barragem está cheia e a família usa essa água para o plantio de árvores de caju, de pinha, de graviola entre outras. Com o lençol freático diminuindo, as famílias partem para a produção de plantas com raízes curtas, como feijão,milho e hortaliças”.SAM_5119

 

“A primeira etapa é localizar onde é possível construir uma barragem subterrânea. Devem ser áreas que os agricultores possam aproveitar para a produção. Nós fazemos, então, uma escavação até o subsolo. Identificamos o subsolo fazendo um teste procurando o lugar onde não há mais passagem de água. A ponta da lona é chumbada (pregada) na parte interna da valeta que foi aberta. A lona é vedada e o solo retirado é colocado novamente por cima, aterrando a valeta”.

Agradecemos desde já aos parceiros, o projeto esta em andamento, já foram construidas 7 barragens dentre outras que ainda vão ser construidas, em breve o Rotary demonstrara as contas, os custos e os beneficiados.

 

 

Cerveja de leite de cabra

 

[3293694805_2ca2650eed_o.jpg]Por incrível que pareça, a Bilk é uma cerveja de leite (beer + milk). A ideia surgiu depois que produtores japoneses de leite e derivados se viram com um enorme excedente de produção em março de 2007. O filho do gerente de uma loja de bebidas em Nakashibetsu, região eminentemente produtora de leite na ilha de Hokkaido, sugeriu a fabricação da cerveja de leite à cervejaria Abashiri Beer. Eles toparam e logo a cerveja estava nos mercados. Ela é descrita por cervejeiros como sendo frutada, de baixa fermentação e com um terço de leite em sua fórmula. Uma garrafa de 330 ml custa 380 ienes (R$ 5,60). Vale a pena.

 

 

 

 Carne de cordeiro é destaque


Ovinobom é bom

 

http://arrotandopicanha.files.wordpress.com/2010/05/cortes_carne_ovina.jpgA marca Ovinobom é destaque de carne de cordeiro do noroeste paulista, ao redor de S. José do Rio Preto. A carne é produzida por um grupo de produtores da Associação dos Ovinocultores do Noroeste Paulista (Anpovinos), assistidos pelo Sebrae-SP. “A comercialização da carne de cordeiro Ovinobom é o maior objetivo do projeto que desenvolvemos em parceria com a Anpovinos desde 2007”, disse o gerente do Escritório Regional do Sebrae-SP em São José do Rio Preto, Arthur Achoa.

Os produtos Ovinobom têm qualidade superior à carne importada, segundo o médico veterinário e consultor técnico do grupo, Leonardo Marques. “A carne brasileira é superior à uruguaia, uma vez que os exportadores uruguaios direcionam para o mercado brasileiro os animais descartados, que são mais velhos e de carne menos saborosa”, explicou. Segundo ele, o rebanho daquele país era voltado principalmente para a produção de lã, e a carne de cordeiro nobre era exportada para mercados mais exigentes, como os Estados Unidos e a União Européia.

O chef italiano Massimo Barletti, que há dois anos abriu um restaurante em São José do Rio Preto, não só aprovou a qualidade do produto como também é um entusiasta da origem como apelo para valorização. “Na Itália, as pessoas são extremamente orgulhosas do que sua região produz e um caminho para valorização da marca seria despertar esse sentimento de orgulho regional tanto nos empresários como nos consumidores”, afirmou.

Muitos restaurantes já têm a carne ovina, em alguns dias, como prato principal no cardápio. É um sucesso.

 

 

Vírus ameaça 50 milhões de animais na África


 

Vírus Influenza

Um vírus mortal que invadiu a Tanzânia poderá se expandir nos países do sul da África e ameaçar mais de 50 milhões de ovinos e caprinos em 15 países, informou a Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (FAO). O vírus chamado de Peste dos Pequenos Ruminantes (PPR) é considerado como a "doença viral mais destrutiva que afeta rebanhos de pequenos ruminantes, tal como a peste bovina que devastou a pecuária no passado", disse a FAO. A PPR pode causar taxas de mortalidade de até 100% dos animais, mas não afeta humanos.

O vírus pode se espalhar em pastagens compartilhadas e mercados de animais vivos. O vírus já está presente no Oriente Médio, Ásia e partes central, oriental e ocidental da África, mas o sul do continente africano tem sido relativamente poupado. A FAO pediu que a Tanzânia inicie um programa de vacinação de emergência e disse que Malawi, Moçambique e Zâmbia deverão "imediatamente começar vigilância e começar medidas pró-ativas de inspeção". "Se a doença se espalhar da Tanzânia para todas as 15 nações da Comunidade de Desenvolvimento do Sul Africano poderá potencialmente devastar o sustento e a segurança alimentar de milhões", disse a FAO.

A PPR declarou-se na Tanzânia no início de 2010, ameaçando uma população local de mais de 13,5 milhões de caprinos e de 3,5 milhões de ovinos. Para estancar a propagação da doença, a FAO recomendou a vacinação dos pequenos ruminantes tendo por base os pontos de controle e as rotas habitualmente seguidas pelos pastores.

Juan Lubroth, veterinário chefe da FAO, recordou que "os ovinos e os caprinos são essenciais para a segurança alimentar e o rendimento das comunidades pastorícias" "A presença da doença afeta diretamente o patrimônio dos lares. Também os serviços veterinários dos países da região devem rever os seus planos de prevenção, reforçar o controle das fronteiras e melhorar a vigilância", conclui Lubroth. (Agence France-Presse (AFP) e da Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (FAO).

 

 

Leite de ovelha em pó


Depois do lançamento de produtos como queijos e iogurtes à base de leite de ovelha, outras iniciativas vêm surgindo com força. A novidade é o leite em pó, cujo primeiro volume, feito de forma experimental, foi de 50 litros. A iniciativa é da Associação Brasileira de Ovinocultura de Leite com o apoio do Sebrae-SC. Com o novo produto, será possível produzir queijos de qualidade diferenciada, iogurtes, sorvetes, entre outros derivados. O leite em pó de ovelha poderá ser comercializado em farmácias para consumo, principalmente, de crianças e idosos. Segundo Érico Tormen, presidente da Associação, está sendo desenvolvida uma máquina de secagem de leite de ovelha. O leite-em-pó é muito interessante por permitir estocagem por longo tempo.

Em Santa Catarina, existem cerca de 2.800 ovelhas leiteiras, que produzem em média mil litros de leite de ovelha por dia. "Nossas expectativas são promissoras, pois existem muitos produtores interessados em expandir a produção e a tendência é que mais agroindústrias absorvam esse volume", destaca Tormen, que tem 970 ovelhas e produz 180 litros de leite por dia.

 

 
Veja ! Produção de Pequenos Produtores, Quarentena, Tambaqui, Certificado de Qualidade, Abelha Soldado, Produtor de Fumo, Alface Transgênico,,, PDF Imprimir E-mail
Escrito por Lívio Chaves   
Sex, 07 de Novembro de 2014 06:41

 PROJETO ISENTIVA A PRODUÇÃO SUSTENTÁVEL DE PEQUENAS PROPRIEDADES RURAIS.



Com o objetivo de otimizar o uso da água para a produção de hortaliças e criação de aves,  a Produção Agroecológica Integrada e Sustentável (P.A.I.S.). Trata-se de um sistema voltado para os pequenos agricultores e agricultoras que buscam melhor aproveitamento do espaço das suas propriedades. 

O P.A.I.S. é um pequeno sistema agrícola formado por três círculos, um no interior do outro. No menor, é colocado um espaço cercado onde o agricultor pode criar galinhas ou patos. Ao redor desse núcleo, existem pequenas faixas de terra organizadas de forma circular, onde hortaliças como alface são plantadas. Para proteger esse cultivo, é instalada uma pequena plantação de milho ao redor. “Dessa forma, diminui a ação do vento, que inclusive traz algumas pragas”.


O sistema é bem simples. Usa-se uma mangueira com pequenos furos em que são colocados cotonetes. A água que circula pela mangueira é utilizada de forma a disponibilizar para as plantas somente o necessário, material seco, principalmente capim, é colocado na terra para mantê-la molhada e evitar muita evaporação. “É um processo completo. Com os restos da colheita, os agricultores e agricultoras podem alimentar os animais que estão no círculo central. O esterco das galinhas ou patos serve para adubar os canteiros, e assim continua o ciclo”. 
O P.A.I.S. tem como parceiros o Serviço de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (SEBRAE), instituições de pesquisa e organizações não-governamentais.

 

 QUARENTENA É INDICADA PARA CAPRINOS E OVINOS

 

Editora GloboTodos os animais recém adquiridos de outras propriedades ou regiões (compra ou empréstimo) e que retornarem de feiras, leilões deverão ser mantidos em observação por um período de 30 a 60 dias, em uma instalação isolada aos demais animais da propriedade (quarentenário), antes de serem introduzidos no rebanho. Essa instalação utilizada como quarentenário pode ser um piquete, uma baia ou um aprisco.

A quarentena é uma medida preventiva que tem como principal objetivo conhecer o estado sanitário dos animais que estão sendo introduzidos na propriedade e certificar-se de que os mesmos são ou não portadores de doenças. Além disso, a quarentena também serve para adaptação gradativa dos animais ao novo ambiente, alimentação e ao manejo da propriedade.

Após a chegada na propriedade, encaminhe os animais para o quarentenário; forneça alimento e água limpa e fresca. O transporte de uma propriedade para outra é cansativo e pode causar bastante estresse nos animais. Por isso, deixe-os descansar antes de realizar a primeira inspeção. Por exemplo, se os animais chegaram de manhã na propriedade, deixe para examiná-los de tarde, e caso tenham chegado de tarde, examine-os na manhã do dia seguinte. Lembre-se de que os animais não estão acostumados à dieta da propriedade e a adaptação deve ser gradativa, principalmente para os alimentos concentrados.

A primeira avaliação dos animais deverá ser realizada por meio de uma inspeção visual geral do animal ou lote em quarentena. Observe se algum animal apresenta alteração de comportamento: isolamento, dificuldade de locomoção, coceira (piolho, sarna), alteração de postura, entre outros.  

É importante salientarmos que a pessoa que irá realizar essa inspeção no lote jamais conseguirá identificar um animal doente se não conhecer um animal sadio! 


O próximo passo é avaliar cada animal individualmente. O ideal é que essa inspeção individual dos animais seja acompanhada por um Médico Veterinário que realmente conheça a espécie. Cada animal deve ser contido individualmente e avaliado quanto aos principais parâmetros relacionados com o estado de saúde dos animais:

A) condição corporal;

Palpação da região lombar com as duas mãos.


B) aspecto da lã/pêlo (devem ser sedosos e brilhantes);


C) boca e dentes;

 Avaliação dos dentes 

D) cascos;

Avaliação dos cascos (crescimento, lesões, Foot rot) e casqueamento quando necessário

E) úbere;

Avaliação do úbere e dos tetos: 
consistência, volume, presença de nódulos, abscesso e lesões

F) testículos (consistência, tamanho, simetria);

G) linfonodos (abscessos, aumento de volume);

H) presença de secreção ocular e nasal;

 Cabra com secreção nasal


 I) mucosas (icterícia, anemia ou hiperemia); 

  Avaliação da mucosa ocular

   Avaliação da mucosa: (A) ictérica e (B) anêmica.

J) aspecto das fezes (consistência); entre outros.

Cabrito com diarréia.

Durante o transporte os animais podem sofrer lesões, traumas e fraturas, por isso, é muito importante realizar uma boa avaliação da cabeça, dos membros e de todo o corpo do animal. Atenção p lesões, arranhões, esfolamentos e cortes que podem ser portas abertas para entrada de bactérias e desenvolvimento de miíase!
Os animais devem estar livres de ectoparasitas: pediculose (piolho), sarna ou miíase (bicheira).

Sarna: (a) caprino da raça Boer, (b) com prurido intenso; (c, e) lesões crostosas, com eritema e espessamento da pele; (d) acometimento da face ventral do abdômen e membros.

Sempre que possível, adquira animais de criatórios idôneos, de elevado estado de saúde e acompanhados de atestados de vacinas e certificados negativos baseados em exames laboratoriais de algumas enfermidades como Brucelose, Leptospirose e Artrite Encefalite dos Caprinos (CAE). 

A maioria das enfermidades que acometem os caprinos e ovinos apresenta um período de incubação curto o suficiente para que sejam diagnosticadas, tratadas ou prevenidas durante a quarentena, porém algumas delas podem se manifestar somente alguns meses ou até anos após a introdução do animal infectado.
Recomendamos a realização de exames de fezes para avaliação da carga parasitária e desverminação dos animais - quando necessário - antes da introdução no rebanho. É importante que todos os animais recém-adquiridos sejam imunizados com as vacinas que são utilizadas na propriedade.

LEMBRE-SE QUE A QUARENTENA É UMA FERRAMENTA MUITO IMPORTANTE QUE DEVE SER UTILIZADA PELO PRODUTOR PARA MINIMIZAR OS RISCOS DE INTRODUÇÃO NO REBANHO DE NOVAS DOENÇAS, FORMAS DIFERENTES DA MESMA DOENÇA OU CEPAS

 

Tambaqui poderão ser criados em tanques redes

 

Uma idéia simples, barata e muito promissora para um projeto de pesquisa em aqüicultura foi implementada pelo oceanógrafo Carlos Alberto da Silva - Cadal, pesquisador da Embrapa Tabuleiros Costeiros, em Aracaju, Sergipe. Com um lago de contenção hidráulica disponível na sede da Unidade, um potencial “laboratório a céu aberto”, ele decidiu investigar a viabilidade da criação de tambaquis em tanques-redes, que são gaiolas metálicas para piscicultura.

Agora com o novo projeto, o objetivo é verificar o desempenho zootécnico do tambaqui em tanques-redes, em diferentes densidades em cada gaiola, desde a etapa de recria ou berçário até a fase de engorda, também chamada de terminação. O projeto visa, ainda, medir e analisar o impacto ambiental do sistema de produção no ecossistema do lago.

Tradicionalmente cultivado em viveiros escavados para esse fim, o tambaqui tem um sistema de produção relativamente caro para o pequeno produtor de base familiar. “Os viveiros continentais têm de ter um tamanho razoável já no início da produção e isso dificulta o aumento gradual da criação, com investimento inicial muito alto para o pequeno produtor”, explica Cadal.

Cadal aponta que o sistema de produção para tambaquis em tanques-redes é inédito na região, e pode representar uma excelente alternativa para pequenos produtores e comunidades que vivem junto a corpos d’água. “Com a validação do sistema para a nossa região, poderá se tornar viável a criação em lagos, açudes, lagoas e represas, com baixo investimento inicial para produtores que não dispõem de muitos recursos”, explica.

Para o pesquisador, a diversificação dos sistemas de produção, aliada à redução de custos de investimento inicial, poderá ser a chave do sucesso da piscicultura continental no Nordeste.

 

Produtos mais valorizados com a indicação geográfica

 


http://3.bp.blogspot.com/_3SBG26p92LE/TR4Cgz7H7lI/AAAAAAAABg0/K-Z-cDXR5Vg/s1600/opala.jpgA certificação confere qualidades específicas do local de produção, o que atribui reputação, valor e identidade própria, além de distinguir os produtos em relação aos seus similares disponíveis no mercado. São itens que apresentam uma qualidade única em função de características naturais como solo, vegetação, clima e como esses produtos são feitos.

 Presunto italiano de Parma, queijo Roquefort e Champagne francês são produtos reconhecidos em todo o mundo pela sua forte marca e características exclusivas. No Brasil, a cachaça de Paraty, o café do Cerrado Mineiro e o vinho do Vale dos Vinhedos são exemplos de alimentos com registro de Indicação Geográfica (IG).

A certificação de origem tem apoio do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) para promover as ações para a concessão de selo da Indicação geográfica (IG). O Instituto Nacional de Propriedade Industrial (INPI) é a instituição que concede o registro e emite o certificado. Existem duas espécies ou modalidades de Indicação Geográfica: “Indicação de Procedência (IP)” e “Denominação de Origem (DO)”. No Brasil, sete produtos receberam selos de IG na espécie "Indicação de Procedência" e um produto recebeu na espécie "Denominação de Origem".

Os produtos com registro na modalidade Indicação de Procedência são os vinhos e espumantes do Vale dos Vinhedos, no Rio Grande do Sul, café do Cerrado Mineiro, carne e derivados do Pampa Gaúcho, cachaça de Paraty, do Rio de Janeiro, uva de mesa e manga do Vale do Submédio São Francisco, na Bahia e Pernambuco, couro acabado do Vale dos Sinos, no Rio Grande do Sul e vinhos e espumantes de Pinto Bandeira, também no Rio Grande. Já o produto com registro em Denominação de Origem é o arroz do Litoral Norte Gaúcho.

 

Cientistas descobrem a abelha soldado

 

   Divulgação

A abelha soldado (à dir.), que é 30% maior que a forrageira

A descoberta ocorreu em 2009 e foi anunciada agora na edição do Proceedings of the National Academy of Sciences of the United States of America (PNAS), um dos mais citados e prestigiados periódicos científicos do mundo. O artigo é de autoria de Cristiano Menezes, desde 2011 pesquisador da Embrapa Amazônia Orienta, em Belém, no Pará, e de colaboradores da Universidade de São Paulo e Universidade de Sussex, da Inglaterra.

É a primeira vez que uma abelha soldado é descrita. "Tem características físicas apropriadas à defesa do ninho. Já se conhecia casta morfológica para soldados entre insetos, mas apenas em algumas espécies de formigas e de cupins, em abelhas ainda não”, contextualiza o pesquisador.

A abelha soldado foi vista em população de abelhas sem ferrão jataí, quando Menezes era doutorando da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp) em Ribeirão Preto (SP) e durante uma das visitas ao Brasil de Francis Ratnieks, pesquisador da Universidade de Sussex, em viagem então financiada pela Fapesp.

O pesquisador  Menezes conta que o projeto inicial consistia em comparar as abelhas guardas que sobrevoam o ninho de jataís às que ficam paradas junto à entrada. Ao observar que as abelhas guardas eram maiores que as abelhas forrageiras, que são aquelas que saem do ninho para buscar alimento, ele passou a coletar e a medir abelhas de diferentes ninhos. "Verificamos - eu e Christoph Grüter, pós-doutorando do grupo da Universidade de Sussex -que estávamos à frente do primeiro caso de uma casta de soldados nas abelhas sociais", relata.

Analisando os favos de cria, os autores verificaram que 1% das abelhas operárias produzidas na colônia são guardas. "O significado atribuído a esta casta de soldados foi a defesa contra a invasão do ninho por abelhas ladras do gênero Lestrimelitta, que, por não coletarem alimento nas flores, vivem do saque de alimento de outros ninhos", explica o pesquisador.

Os cientistas também concluíram que as abelhas guardas jataí são 30% mais pesadas do que as forrageiras e têm morfologia ligeiramente diferente, com pernas maiores e cabeça menor. "As  guardas jataí ficam paradas sobre o tubo de entrada ou sobrevoando ao redor da colônia, onde promovem a defesa do ninho contra abelhas ladras (Lestrimelitta limao). Quanto maior é a abelha guarda, mais eficiente ela é na defesa da colônia", descreve Menezes.

 

 

 

FUMO VIRA CULTURA MALDITA

A cada safra, o dilema do produtor de fumo no Sul do Brasil aumenta. Se por um lado, o tabaco sustenta 180 mil famílias no país e gera US$ 2,7 bilhões com exportações, por outro causa a morte de 200 mil pessoas por ano, segundo números do Instituto Nacional do Câncer. Cooperativas da região do Vale do Rio Pardo, no Rio Grande do Sul, buscam alternativas para substituir a cultura maldita. O nosso comentário é Dessas 200.000 pessoas que morrem por ano, quantos são produtores de fumo? Além dos efeitos negativos na saúde por fumar, tem os efeitos da cultura em sim pelo grande número de aplicações de defensivos usados na cultura de fumo.

 


 

Alface transgênica ajudará no diagnóstico da dengue

Objetivo é produzir um kit mais econômico e eficiente para tornar mais rápido o processo detecção da doença


Divulgação/Claudio Bezerra/NCO
O processo de transformação genética das plantas está sendo conduzido na Embrapa Recursos Genéticos e Biotecnologia

Embrapa Recursos Genéticos e Biotecnologia está realizando uma pesquisa em parceria com a Universidade de Brasília (UnB) para desenvolver uma variedade de alface transgênica que possa ser usada para diagnosticar o vírus da dengue. A ideia é produzir um kit de diagnóstico mais econômico e eficiente a fim de agilizar a detecção da doença pela rede pública de saúde no Brasil. 

“O país precisa ter mais alternativas para o diagnóstico da dengue. Hoje em dia, o país não tem condições de produzir a quantidade de antígeno que necessita e acaba tendo que importar de outros países. A nova alternativa poderá acabar com necessidade do país em importar o kit diagnóstico”, explica o pesquisador Tatsuya Nagata, do Departamento de Biologia Celular da Universidade de Brasília.

Divulgação/Claudio Bezerra/NCO

Segundo o professor, a utilização de alface é a melhor opção na relação custo/benefício. Outros métodos com células de mamíferos, células de insetos, leveduras e bactérias também são utilizados para a preparação de vacinas ou para o diagnóstico de doenças, mas asplantas aproximam-se mais do sistema do ser humano e, por isso, garantem melhor qualidade. “Bactérias e leveduras têm um sistema celular mais primitivo do que o da alface. O sistema celular da planta é mais próximo do dos seres humanos. Hoje testamos em camundongos e com o novo kit evitaremos o uso destes animais”, diz. 

A transformação genética das plantas está sendo feita pela unidade da Embrapa de Recursos Genéticos e Biotecnologia e consiste na introdução de uma parte do gene do vírus da dengue em DNA do cloroplasto de alfaces. As plantas são, então, colocadas em um meio de cultura contendo um antibiótico que garantirá que apenas as células que receberem o gene do vírus sobrevivam. 

O novo antígeno já está sendo testado com sangue de pessoas que foram contaminadas pelo vírus da dengue e os primeiros resultados são positivos, mas a validação ainda pode levar dois anos, já que é necessário um aproveitamento de cerca de 95% para que o produto seja comercialmente viável.

 
Veja ! Conhecimentos Gerais em: Fauna da América do Sul, Cactáceas, Seringueira, Metais, Ventos, Animais com Tentáculos, Animais Migradores, Satélites Naturais, Mata Atlântica, Reino Vegetal, Anfibios e Sobrevivência dos Seres Vivos... PDF Imprimir E-mail
Escrito por Lívio Chaves   
Qui, 06 de Novembro de 2014 07:42

Conhecendo a Fauna da América do Sul

 



Os principais ecossistemas da América do Sul, com as respectivas fauna, são indicados a seguir.
1. Floresta Amazônica. A sua fauna é muito rica, incluindo macacos ( bugio, sagüi,
mico-leão, etc. ), anta, onça, jaguatirica, preguiça, arara, papagaio, periquito, tucano, gavião, jibóia, sucuri, etc.
2. Mata Atlântica. A sua fauna é representada principalmente por macacos, répteis,
roedores e grande número de pássaros.
3. Caatinga. Situada no Nordeste Brasileiro, possui fauna rica em: a) répteis - iguana, camaleão, cascavel, etc.; b) roedores - raposa, capivara, etc.; c) aves - carcará, ema e muitos pássaros, inclusive beija-flor.
4. Cerrado. Ocupando grande área do Planalto Central do Brasil, apresente: veado, 
raposa, tatu, tamanduá, ema, seriema, codorna, roedores e répteis.
5. Pampas. Nestes campos vivem, entre outros animais, o lobo-guará, o guanaco e 
a ema.
6. Cordilheira dos Andes. Caracteriza-se pela presença do condor, da lhama, da alpaca e da vicunha. 
7. Rios, pântanos e lagos. A sua fauna é constituída por: peixes (pirarucu, surubim, dourado, piranha, etc.), tartaruga, capivara, jacaré, sucuri, garça, saracura, rã, sapo, caramujo, etc.
8.Litoral e mares continentais. A sua fauna é representada por: baleia-azul, leão-
marinho, golfinho, pingüim. albatroz, flamingo, anchova, cação, sardinha, tartaruga-marinha, caranguejo, mariscos, etc.
 

Conhecendo as Cactáceas

 


As Cactáceas constituem uma família de plantas dicotilidôneas, suculentas, com caules do tipo cladódio, isto é, verde, fracamente lenhoso, com as folhas transformadas em espinhos. São plantas adaptadas às regiões secas, como o Nordeste Brasileiro e os desertos da América do Norte. Os espinhos asseguram também proteção contra a voracidade dos herbívoros.
Nem todas as espécies vivem nos desertos; algumas crescem nas selvas tropicais. O seu porte é variável, desde espécies anãs, que formam um tapete rente ao solo, até o gigantesco " saguru " dos desertos dos Estados Unidos,com 10 a 15 metros de altura. Algumas espécies são encontradas na Cordilheira dos Andes, onde passam o inverno debaixo de neve. Grande parte delas vive sobre troncos e galhos de árvores.
As espécies sem espinhos, como a palma do Nordeste, servem de forragem para o gado. As espécies colunares, como a coroa-de-cristo, são utilizadas para a formação de cercas vivas. Algumas produzem frutos comestíveis, como o figo-da-Ìndia. Outras são ornamentais, como a cabeça-de-velho e a flor-de-maio, ou medicinais, como a rainha-da-noite e o peote.
 

Conhecendo a Borracha

 



Quimicamente, a borracha é um polímero, semelhante aos plásticos, constituído por moléculas grandes. Pode ser natural ou sintética.
A. Borracha natural. É obtida por coagulação do látex de certas plantas. Cerca de 90% da produção mundial de borracha provém da seringueira, uma árvore nativa da Amazônia, atualmente cultivada em muitos países, principalmente do sudeste da Ásia ( Malásia, Indonésia, Tailândia, etc. ).
A coleta do látex é feita através de incisões em diagonal, na casca do tronco , coletando-se o látex em tigelas colocadas no final das incisões.
A borracha natural é obtida pelo aquecimento do látex até a coagulação. Para evitar que ela se torne pegajosa quando aquecida e dura quando fria, a borracha é submetida ao processo de vulcanização, que consiste em misturar com enxofre e aquecer, obtendo-se um produto mais firme e consistente, mantendo a elasticidade. 
A borracha vulcanizada é utilizada principalmente para a fabricação de pneus e câmaras-de-ar, mangueiras, isolamento de fios elétricos, etc.
B. Borracha sintética. É obtida pela transformação química do carvão, do petróleo e de certos óleos vegetais. A borracha sintética não é exatamente igual à borracha natural; contudo, dependendo da matéria-prima e do processo empregado, podem ser obtidos vários tipos de borracha sintética, que servem para fins específicos. O maior produtor de borracha sintética são os Estados Unidos. 
Há ainda a chamada borracha regenerada, resultante do aproveitamento, também por meios químicos, de pneus, câmaras-de-ar e outros produtos de borracha desgastados pelo uso.
 

 
 
Conhecendo os Metais

Metais são elementos químicos com propriedades características devidas à sua estrutura eletrônica. São em geral corpos sólidos, com brilho característico, bons condutores de calor e eletricidade, maleáveis e dúcteis ( que podem ser reduzidos a fios.
A estrutura dos metais consiste de um arranjo de íons carregados positivamente ( prótons ), envolvidos por íons carregados negativamente ( elétrons ).
Os metais ocorrem na natureza predominantemente na forma elementar ou ligados a outros metais. O mercúrio é o único metal líquido. Os metais constituem cerca de 75% dos elementos químicos.
Outra característica dos metais é o efeito causado sobre suas propriedades pela presença neles, de quantidades relativamente pequenas de outros elementos. As diferenças entre o ferro e o aço, causadas por pequenas quantidades de carbono ou níquel, são um bom exemplo.
Existem vários grupos de metais, a saber: a) metais nobres - cobre, ouro, prata, platina; b) metais alcalinos - lítio, potássio, sódio; c)metais alcalino-terrosos - cálcio, magnésio, bário; d) metais de transição - cromo, molibdênio.manganês, etc.
Poucos metais são usados puros; freqüentemente, são utilizados sob a forma de ligas metálicas, como por exemplo: aço, bronze, latão, duralumínio, etc.
 

Conhecendo os Ventos

 


Vento é o deslocamento do ar atmosférico dentro da troposfera, isto é, da camada inferior da atmosfera, provocado pela diferença de pressão. Quando uma região se apresenta mais aquecida, irradia calor às camadas próximas da superfície, que tendem a expandir-se verticalmente, diminuindo a pressão atmosférica sobre essa área e formando uma zona de baixa pressão.
Por outro lado, em regiões mais frias, o ar tende a concentrar-se, aumentando a pressão sobre a área e originando uma zona de alta pressão.
Nas zonas de baixa pressão, o ar em ascenção é substituído pelo ar das áreas de alta pressão, dando origem ao vento. O movimento do ar junto à superfície do solo pode adquirir as características de: a) fluxo laminar; b) fluxo turblento. Este último pode adquirir grande velocidade, superior a 60 km/hora sendo, neste caso, denominado furacão ou tornado.
De modo geral, os ventos podem ser classificados em regionais e locais. Os ventos regionais ocorrem em regiões bem definidas, podendo citar-se como exemplos: o Mistral, na Provença ( França ) e o Minuano, no sul do Brasil.
Os ventos locais ocorrem em áreas restritas.
Existem ventos periódicos, que sopram ora numa direção, ora noutra, como as brisas, que são ventos fracos que ocorrem nos litorais, soprando ora da terra para o mar ( brisa terrestre ), ora do mar para a terra ( brisa marítima ). Esse fenômeno se explica pelo fato de as terras se aquecerem ou resfriarem mais rapidamente do que as águas do mar.
Sob o ponto de vista da agricultura,a ação do vento pode trazer efeitos benéficos ou nocivos. Por exemplo: o vento exerce ação benéfica no transporte de pólen, sementes e frutos, sendo responsável pela multiplicação de muitas espécies vegetais. Como exemplo de ação nociva. pode citar-se a erosão eólica, quando ventos fortes removem a partículas mais finas do solo, fenômeno que ocorre principalmente em regiões áridas e semi-áridas, onde a cobertura vegetal natural é escassa.

Conhecendo os Animais com Tentáculos

 



Dá-se o nome de tentáculos a apêndices móveis, não articulados e pares de certos animais, destinados principalmente à captura de presas, mas que servem também como órgãos de tato, fixação ou locomoção.
A tromba do elefante não é um tentáculo porque não é par; os " chifres " do caracol não são tentáculos porque, apesar de par, não capturam presas; as patas preênseis do louva-deus não são tentáculos porque são articulados e têm partes duras.
À rigor, os animais que possuem tentáculos preênseis são os moluscos cefalópodes
( pés na cabeça ) como polvos e lulas e os celenterados, quase todos marinhos.
Os polvos têm um pé ventral dividido em oito tentáculos, sendo por isso chamados
octópodes; as lulas e as sibas têm o pé dividido em dez tentáculos, sendo chamados decápodes.
Esses animais capturam suas presa por meio desses tentáculos.
Os celenterados possuem tentáculos providos de células urticantes que circundam a boca nos corais e anêmonas; e formam uma franja ao redor da umbela das águas-vivas. Os celenterados são animais predadores, que capturam suas presas por meio de seus tentáculos

 

Conhecendo os Animais Migradores Armazennadores e Hibernantes

 


Nos países de clima frio ou temperado existem muitos animais que, quando chega o inverno e escasseiam os alimentos, se deslocam para outras regiões de clima mais ameno, os quais são chamados animais migradores. Como exemplos podem ser citados: o caribu, o morcego a baleia azul.
Alguns animais, como o castor e o esquilo, são previdentes e armazenam provisões de alimentos para consumir na estação seca. Estes são chamados animais armazenadores.
Existem ainda outros animais que, quando chega a estação fria, entram num esta-
do de entorpecimento ou de imobilidade mais ou menos prolongado. Estes são chamados animais hibernantes, podendo citar-se como exemplos: o urso, o ouriço, a marmota, etc.
Por outro lado, nos países tropicais existem animais aquáticos que, quando chega a estação seca, que corresponde ao inverno, se enterram na lama e aí permanecem mais ou menos adormecidos. Este fenômeno, que é o oposto da hibernação, é chamado estivação.
 

Conhecendo os Satélites Naturais

 



Satélite natural ou simplesmente satélite é todo corpo natural, de natureza planetária e dimensão menor, que gira em torno de um planeta. Esses corpos celestes secundários estão ligados a um planeta pela lei da gravitação universal.
Todos os planetas do sistema solar, com exceção de Mercúrio e Vênus, possuem satélites orbitando ao seu redor. No total, são 140 satélites naturais.
A Terra possui um único satélite, a Lua. Marte possui dois: Delmos e Fobos. Júpiter tem 63 satélites. Além de ser o maior planeta, Júpiter possui o maior número de satélites bem como o maior satélite: Ganimedes, com 5.260 quilômetros de largura.
Saturno tem 34 satélites. Urano tem 27 e Netuno possui 13 satélites.
Os veículos espaciais lançados pelo homem e que gravitam em torno da Terra, da Lua ou de outro planeta, são denominados satélites artificiais.
 

Conhecendo a Mata Atlântica

 


Esse é o nome dado à formação florestal que se estende pela faixa costeira, desde
o Rio Grande do Norte até o Rio Grande do Sul, com maior expressão nas Serras do Mar e da Mantiqueira. É uma região montanhosa, que intercepta a umidade trazida do mar pelos ventos alíseos e, portanto, com alta pluviosidade. As árvores são frondosas e perenifólias ( de folhas perenes ), geralmente acompanhadas por palmeiras, lianas ou cipós e epífitas. Dentre as árvores destacam-se: peroba, cedro, jacarandá, figueira-branca, pau-brasil e palmito.
A área possui solos férteis, como massapé-salmourão e terras roxas. Por isso, em
grande parte a Mata Atlântica foi devastada para a implantação de culturas tais como: café, cana-de-açúcar, cacau, milho, etc,
Na parte sul, onde o clima assume caráter temperado, às árvores latifoliadas ( de folhas largas ) como a imbuia e a erva-mate, misturam-se árvores aciculifoliadas ( com folhas em forma de agulhas ), como podocarpus e o pinheiro-do-Paraná; este último produtor de excelente madeira branca.
A fauna é pouco numerosa, incluindo: anta, gambá, sagüi, roedores, répteis e grande número de pássaros.
 

Curiosidades do Reino Vegetal

 



a) A algarobeira é uma planta freatófita, isto é, indicadora da presença de lençol freático no subsolo de regiões áridas. Suas raízes penetram a grande profundidade ( até cerca de 10 m abaixo da superfície). Muitos poços no deserto da Califórnia ( Estados Unidos ) foram perfurados entre moitas de algarobeiras.
b) O morangueiro e a grama-de-jardim são plantas estoloníferas, isto é, que produzem estolões, os quais são brotos do caule capazes de formar, vegetativamente, outras plantas. Os estolões emitem raízes em alguns de seus nós e formam novos ramos aéreos.
c) O figo-da-índia é uma planta da família das Cactáceas, semelhante a um arbusto, cultivada em muitas regiões de clima tropical ou subtropical. Produz um fruto muito apreciado, armado ou não de gloquídeos, que são pelos providos de espinhos.
d) A couve-flor é uma hortaliça que forma uma grande " cabeça " ( inflorescência que não frutifica ), compacta e tenra, de sabor muito apreciado.
e) O repolho é uma hortaliça semelhante à couve, formando uma espécie de globo com as folhas concêntricas, as quais constituem a parte comestível da planta.
 

Conhecendo os Anfíbios

 



Anfíbios é uma classe do ramo Vertebrados que inclui animais que passam parte da sua vida na água e parte em terra ( do grego" amphi " = duas; e "bios " = vida ). Os zoólogos, baseados na sua estrutura e função, colocam os anfíbios numa posição intermediária entre os peixes e os répteis.
Os anfíbios, os mais antigos dos vertebrados que conquistaram a terra, chegaram a atingir grandes dimensões, mas atualmente sobrevivem formas menores, distribuídas em 3 sub-classes: a) Ápodes, de corpo vermiforme, sem membros locomotores, como as cobras-cegas ou cecílias; b) Urodelos, com corpo apresentando cabeça, tronco e cauda distintos, com membros locomotores, representados pelas salamandras e tritões; c) Anuros ou Batráquios, com cabeça e tronco fundidos, sem cauda, com membros anteriores curtos e os posteriores muito desenvolvidos, exemplificados pelos sapos, rãs e pererecas.
Os anfíbios não são animais fortes nem rápidos, embora as rãs possam deslocar-se com certa facilidade. Alguns possuem glândulas cutâneas venenosas, como o sapo-bufo.
Embora os anfíbios vivam a maior parte da sua vida em ambiente terrestre, na época da reprodução voltam à água e nela realizam a postura, fecundam os ovos e desenvolvem-se as larvas ou girinos, que se alimentam principalmente de substâncias vegetais. Uma vez completado o desenvolvimento, abandonam a água e passam a viver em terra.
Os anfíbios adultos alimentam-se de insetos, minhocas, peixinhos e crustáceos. De modo geral, são úteis à agricultura por comerem insetos. No Japão come-se a salamandra-gigante e em muitos países, inclusive o Brasil, comem-se as rãs.
 

Conhecendo a luta pela sobrevivência dos Seres Vivos

 



Adaptação ao ambiente, alimentação e reprodução são os requisitos para a sobrevivência das espécies vegetais e animais. A maioria das plantas é autótrofa, isto é, são capazes de sintetizar compostos orgânicos a partir da água e sais minerais absorvidos do solo pelas raízes, em combinação com o gás carbônico atmosférico assimilado via fotossíntese. Algumas plantas vivem em simbiose com outras, como é o caso dos liquens; enquanto outras são parasitas, isto é, retiram o alimento de outras plantas, como faz o cipó-chumbo.
As plantas parasitas e os animais são heterótrofos, isto é, são incapazes de realizar a fotossíntese, necessitando retirar os alimentos de outros seres, vivos ou mortos. Quando se alimentam de organismos mortos chamam-se necrófagos, como os fungos e os abutres.
Os animais que se nutrem de seres vivos se incluem em três grupos: a) herbívoros, que se alimentam de plantas, como os bovinos, os eqüinos, os caprinos, etc. ; b) carnívoros ou predadores, que se alimentam de outros animais, que matam para obter alimento, como os felinos, as aves de rapina, as cobras, os tubarões, etc. ; c) parasitas, que vivem às custas de outros animais, sem necessidade de matá-los, como a tênia. o carrapato, a sanguessuga, etc.
Frequentemente, o mesmo animal pode funcionar ora como predador, ora como presa de animais maiores, como acontece com os peixes.
 
Veja ! Lazer na sua casa de campo - Sítio ou Fazenda, Suinocultura, Necessidade Alimentar, Técnica de Reprodução, Bezerros, Doenças em Caprinos, Bovinocultura... PDF Imprimir E-mail
Escrito por Lívio Chaves   
Qua, 05 de Novembro de 2014 07:50

IMÓVEL RURAL É SEMPRE MUITO PRAZEROSO

 

Lazer na sua casa de campo, sítio ou fazenda

 


 
Quando somos proprietários de um imóvel rural, uma casa de campo, um sítio, chácara ou fazenda, independentemente do fato de ser uma propriedade produtiva ou não, é sempre muito prazeroso podermos contar com opções de lazer na propriedade. É muito bom reunirmos amigos, família e mesmo quando estamos sós, aproveitando para relaxar e descansar de todos os problemas da vida na cidade. As opções de lazer no campo são muitas e sua escolha depende de alguns fatores básicos, como o perfil da propriedade, a localização e os recursos disponíveis para o investimento em lazer.

 

Podemos dizer que, na maioria das vezes, as piscinas são as mais preferidas, por uma questão de hábito do brasileiro e, principalmente, do clima mais quente que predomina na maior parte do País. Ainda assim, existem diversos projetos de piscinas, desde as pequenas, mais simples, até as maiores, que podem ter formatos clássicos, como retangulares, semi-olímpicas, passando por piscinas com formatos feitos sob encomenda, com cascatas artificiais e outros formatos paisagísticos integrados. Uma opção interessante, também, é instalação de uma grande banheira de hidromassagem ao ar livre, que pode ser utilizada tanto de dia quanto à noite, mesmo em noites mais frias, pois é muito estimulante ficar em uma banheira dessas, com água quente, protegido do frio e apreciando uma noite clara.

 

As lareiras são uma diversão à parte em casas situadas em regiões mais frias ou serranas. Em muitas casas de campo, a lareira acaba sendo o principal ponto de lazer, pelo aconchego que trás à casa, pela possibilidade de se usá-la como local para brincadeiras, como num churrasco de marshmallow ou simplesmente quando ficamos à sua frente, apreciando o fogo, um dos elementos que mais fascinam o ser humano. As lareiras podem ser construídas nas salas, nos quartos ou mesmo ao ar livre, quando se deseja criar um ambiente outdoor mais aquecido, sendo a lareira usada mais como uma fogueira (chamada de fire place), tornado possível um grupo de pessoas ficarem ao ar livre, ao redor do fogo,  numa noite mais fria, apreciando um bom vinho, conversando e comendo petiscos.

 

Temos, ainda, outras opções de lazer muito apreciadas em casas de campo, como quadras poli esportivas, de tênis, quiosques com churrasqueiras e playground para crianças, o que não deve faltar, quando a família tem algumas crianças que freqüentem a casa regularmente.

 

Por último, podemos citar as atividades mais típicas de lazer rural, que criam a interação do homem com a natureza de uma maneira bastante prazerosa, como a criação de animais, passeios à cavalo, caminhadas por áreas arborizadas, trilhas nas matas, cultivo de hortas e pomares, etc.

 

O lazer no campo, para aqueles que procuram se livrar do estresse da vida cotidiana, é certamente um dos melhores remédios. As opções são muitas e trazem, sem sombra de dúvida, grandes benefícios à saúde, além de proporcionar uma maior união entre família e amigos.
 

 

 Sistemas de Ventilação em Galpões de gestação na Suinocultura

 

A gestação é um período crítico no empreendimento suinícola.



  Os índices zootécnicos relacionados a essa fase do negócio impactam sobremaneira a rentabilidade. Talvez seja por isto que geralmente os projetos de climatização se iniciam nessa etapa do processo produtivo.

Existem basicamente duas formas ideais de se ventilar e resfriar um galpão de gestação:

1 – ventilação individualizada
2 – ventilação tipo túnel

A ventilação individualizada é aquela em que utilizamos um resfriador evaporativo e dutos para direcionar o ar resfriado até os animais. Esta é a solução mais comum nas granjas Brasil afora. Para o dimensionamento dos equipamentos, leva-se em consideração uma vazão de ar de 350-400 m3/hora/porca. Atenção extrema deve ser dada ao sistema de dutos, uma vez que devemos garantir o volume de ar resfriado necessário para todas as celas.

Os galpões com ventilação tipo túnel promovem uma melhor distribuição do ar ao longo da instalação, com velocidade de ar constante e homogênea, garantindo contato do ar com toda a superfície corporal do animal. Neste caso utilizamos exaustores e resfriadores evaporativos (instalados nas entradas de ar). A diferença no dimensionamento dos dois sistemas é que no primeiro calculamos uma vazão de ar por porca e no segundo trabalhamos com uma velocidade de ar calculada de 1,8 m/s.

A tomada de decisão sobre qual a melhor solução leva em consideração os custos de aquisição dos equipamentos, manutenção, mudanças no manejo da granja e, principalmente, adequação civil. Geralmente a ventilação individualizada é mais aceita em instalações antigas ou de difícil adequação. A ventilação túnel requer maior planejamento e é ideal para construções novas.

 

 

NECESSIDADE ALIMENTAR POR CATEGORIA ANIMAL



    CABRITOS (NASCIMENTO AO DESMAME)

  • 500 ml colostro/dia (10% do peso ao nascimento), durante 5 dias, divididos em 4 ou 5 mamadas
  • elevação gradual na quantidade de leite, atingindo 1,5 litro por volta do décimo quinto dia de vida
  • concentrado oferecido a partir da segunda semana de vida, além do volumoso
  • cabritos adequadamente alimentados podem ser desmamados a partir de 45 dias de vida
  • machos destinados ao abate devem ser desmamados precocemente

    CABRITOS EM CRESCIMENTO

  • 400 a 500g concentrado/dia
  • sal mineral a vontade e volumoso

    CABRAS GESTANTES

  • 500 a 600g concentrado/dia
  • concentrado de boa qualidade em forma de silagem, feno, capim verde picado e pastagem (quando existente)
  • no final da gestação, deve ser fornecido alimento de melhor qualidade e complementação com sal mineral

    CABRAS EM LACTAÇÃO

  • volumoso de boa qualidade
  • 500 a 600g de concentrado/dia, mais 200 a 300g de concentrado por quilo de leite produzido/dia

    REPRODUTORES

  • volumoso de boa qualidade
  • 400 a 600g concentrado/dia
  • é aconselhável a manutenção de 2% de carbonato de cálcio ou farinha de ostras no concentrado, quando em dietas desiquilibradas, afim de evitar a formação de cálculos renais
  • sal mineral à vontade

    CABRAS SECAS

  • 400 a 600g concentrado/dia, além do volumoso
  • sal mineral
  • concentrado oferecido em horário intercalado ao volumoso, nunca em quantia superior a 300g/refeição

 

Manejo Reprodutivo

  • as raças leiteiras mostram-se estacionais, apresentando cio apenas quando o período de luz diário diminui (final do verão/início do outono)
  • as fêmeas mestiças podem ciclar o ano inteiro
  • o ciclo estral é de aproximadamente vinte e um dias e o cio tem duração média de trinta e seis horas
  • a fêmea em cio perde o apetite, fica agitada, bale e urina com frequência, agitando a cauda com movimentos rápidos. A vulva torna-se edemaciada, exibindo fluido mucoso claro
  • as fêmeas mostram-se mais receptivas no período médio do cio
  • a gestação dura em média cento e cinquenta dias, podendo variar entre cento e quarenta e cento e sessenta dias
  • a vida reprodutiva de fêmeas leiteiras inicia-se por volta dos sete meses de idade
  • fêmeas acasaladas precocemente podem apresentar problemas de parto, crias pequenas e fracas
  • a seperação entre machos e fêmeas deve ocorrer por volta do quarto mês de idade
  • os machos só devem ser usados como reprodutores a partir de um ano de idade

MÉTODOS DE ACASALAMENTO  

  •  
    • MONTA A CAMPO: proporção de um macho para cada trinta a trinta e cinco fêmeas. Não requer mão-de-obra especializada, não é possível determinar a data de cobertura e parto.
    • MONTA CONTROLADA: um macho pode realizar de três a quatro coberturas diárias. É necessária a detecção de cio (por observação ou uso de rufião). Esse método proporciona melhor controle de coberturas e previsões de partos.
    • INSEMINAÇÃO ARTIFICIAL: provoca rápida melhora genética do plantel, já que são usados apenas reprodutores testados. Requer mão-de-obra técnica e especializada

Um futuro próspero para caprino-ovinocultura

 

As técnicas de reprodução assistidas como inseminação artificial (IA) e transferência de embriões foram introduzidas na indústria caprina e ovina com os objetivos principais de acelerar o ganho genético de animais superiores e de superar alguns obstáculos de eficiência reprodutiva.

Produção in vitro
Seguindo um patamar mais avançado, a produção in vitro de embriões de pequenos ruminantes tem tido um grande interesse científico em virtude da disponibilidade de material para pesquisa a um baixo custo. Além disso, estas espécies são um excelente modelo para aplicação da transgênese. Os métodos de produção in vitro de embriões envolve: 1. Maturação de oócitos primários provenientes de folículos antrais. 2. Fertilização de oócitos maturos com espermatozóides capacitados. 3. Cultivo de embriões in vitro por até uma semana atingindo o estágio de blastocisto para posterior transferência para receptoras sincronizadas ou congelamento para uso posterior.

Produção in vivo
A produção in vivo nos pequenos ruminantes tem apresentado um desenvolvimento considerável nos últimos anos. Entretanto, a variabilidade de resposta aos tratamentos hormonais ainda são questões a serem analisadas. Baixas taxas de fertilidade observadas em doadoras ovinas superovuladas após monta natural ou inseminação vaginal e/ou transcervical podem ser atribuídas a um distúrbio no transporte dos gametas ou à má qualidade dos oócitos. Ambos os problemas podem estar correlacionados à influência do tratamento superovulatório. Este fato é comprovado com os altos índices obtidos após inseminação intra-uterina por laparoscopia após a retirada do progestágeno, indicando que a habilidade intrínseca do oócito em ser fertilizado não é alterada pelo tratamento superovulatório. Na espécie caprina as taxas de fertilização são mais baixas que na espécie ovina, especialmente em casos de doadoras com alta resposta ao tratamento hormonal.

Recuperação oocitária em animais pré-púberes 
Ovários obtidos de abatedouros são uma fonte economicamente viável e abundante de oócitos. Suas taxas de recuperação por aspiração variam de 1,5 a 2 oócitos de boa qualidade por ovário de cabras e ovelhas. A recuperação oocitária in vivo é conseguida através de laparotomia ou através da técnica de laparoscopia guiada por ultra-som (LOPU). Recuperação oocitária após LOPU em cabras e ovelhas tem resultado em bons números de oócitos por doadora (4-6 por sessão). Progresso considerável tem sido adquirido em produção de embriões de animais jovens (5-9 semanas) após recuperação de um número considerável de oócitos e utilizados para MIV.

Clonagem 
A clonagem do primeiro mamífero a partir de uma célula somática retirada de um animal adulto, representa uma das mais extraordinárias conquistas da pesquisa na área de biologia do desenvolvimento da última década. Esta tecnologia teve uma rápida expansão sendo utilizada em diversos laboratórios para as mais diversas espécies. Apesar disto, a taxa de sucesso na clonagem de animais, na maioria das vezes, não chega a 1%. A baixa viabilidade dos embriões clonados é principalmente expressa pela redução na taxa de implantação, pelo aumento na taxa de mortalidade fetal e perinatal, e pelas diversas anomalias observadas nos animais nascidos. Em contraste com as diversas espécies clonadas, na espécie caprina não foram observados problemas relacionados com placentação, peso ao nascer, distúrbios cárdio-respiratórios, nem de mortalidade perinatal. O que faz dessa espécie um ótimo modelo para a produção de animais transgênicos assim como para tentarmos entender o mecanismo destas síndromes nas demais espécies clonadas.

Produção de transgênicos 
A transgênese é a modificação da informação genética de um organismo através de técnicas de recombinação de DNA. Um animal transgênico é aquele que adquiriu uma nova informação genética como resultado de manipulação do seu DNA. O método original para produzir animais transgênicos consiste na microinjeção do gene isolado dentro do pró-núcleo de embriões de uma célula. A produção de proteínas de interesse farmacêutico no leite de animais transgênicos tem se tornado uma alternativa atrativa para bioreatores de células animais. O uso dos pequenos ruminantes, particularmente os caprinos de leite, possibilita uma excelente alternativa econômica para a produção de animais transgênicos. Vários autores já citaram a produção de caprinos transgênicos, bem como para produção de larga escala para sua aplicação industrial. A tabela 1 apresenta as proteínas de uso terapêutico produzidas no leite de pequenos ruminantes com suas respectivas utilidades. Table 1. Proteínas de uso terapêutico produzido no leite de animais transgênicos. 

 

Proteína:
Antitrombina III
Fator VIII, Fator IX
CFTR
Alfa-1-antitripsina
Animal:
Caprino
Caprino, ovino
Ovino
Ovino
Uso:
Anticoagulante
Tratamento da hemofilia
Tratamento da fibrose cística
Tratamento da fibrose cística e enfisema

Apesar dos avanços na produção embrionária e biotecnologias aplicadas aos pequenos ruminantes, as limitações são grandes, muitas vezes devido ao alto custo de equipamentos utilizados, que reflete diretamente no custo benefício destas técnicas e sua conseqüente aplicabilidade. A produção in vitro, particularmente envolvendo animais pré-púberes, apresenta uma perspectiva promissora e maiores estudos serão necessários nesta área. Quanto à produção de transgênicos, apesar da produção de vários animais em diversos laboratórios, a eficiência deste método ainda é um ponto crítico na aplicação da tecnologia para a produção de proteínas farmacêuticas. A otimização destas técnicas é um desafio para os cientistas envolvidos em biotecnologia da reprodução.

 

Após o nascimento, o bezerro deve permanecer junto com a mãe por pelo menos 24 horas.

 

 Sabemos que o bezerro junto com a mãe, mama entre 12 a 15 vezes ao dia. Estas mamadas permitem que o colostro passe muitas vezes pelo aparelho digestivo aumentando a superfície de contato do colostro com a parede intestinal favorecendo assim a absorção de imunoglobulinas (anticorpos). Por outro lado, podemos fornecer o colostro de forma artificial oferecendo dois litros  duas vezes por dia com intervalo próximo de 12 horas. O importante é que o bezerro ingira em torno de 10% do seu peso em colostro, nas primeiras 24 horas.  O bezerro nasce sem proteção de anticorpos contra os agentes de doenças. A forma de adquirir estes anticorpos (defesa), é ingerindo o colostro. O colostro é o primeiro produto produzido pela glândula mamária no inicio da lactação, é uma  rica fonte destes anticorpos que foram produzidos nos dois últimos meses de gestação. Após o nascimento, é imperativo que o bezerro ingira o colostro o quanto antes para que ele adquira estes anticorpos. A capacidade de absorver os anticorpos fornecidos pela mãe no interior do aparelho digestivo do bezerro é aproximadamente nas primeiras 36 horas e esta capacidade de absorção tem como pico máximo entre seis e 10 horas, quando começa a diminuir gradativamente até aproximadamente 36 horas.  A partir deste ponto o colostro continua sendo um alimento muito rico e deve ser aproveitado pelo bezerro e outros do mesmo plantel que são tratados  de forma artificial, porém perde a importância como fonte de anticorpos.
    De outra forma uma das funções do colostro é ajudar na primeira descarga intestinal, isto é, ajuda a expelir as primeiras fezes que é o chamado mecônio. O mecônio são fezes amarelas pegajosas de difícil eliminação portanto sendo o colostro um leve laxante vai ajudar nesta eliminação. Neste período devemos interferir somente se houver necessidade. Na maioria das vezes, esta intervenção é desnecessária. Uma das vantagens da maternidade é a possibilidade de observação do recém nascido e qualquer problema que surgir neste local facilita o socorro.
    O excesso colostro pode e deve ser dado para os outros bezerros. Neste caso ele não tem função como fornecedor de anticorpos pois bezerros mais velhos perdem a capacidade de absorção dos anticorpos mas, como alimento é até mais rico que o próprio leite. É bom lembrar que como o colostro tem uma função laxativa, para fornecer aos outros bezerros o melhor é diluir em outra quantidade de leite para não causar meles de desarranjo aos bezerros mais velhos.

 

Como evitar doenças nos caprinos

 

Os caprinos, normalmente, não são muito sujeitos a doenças e com um bom manejo, dificilmente adoecem. É aconselhável, no entanto, algumas medidas para evitar a incidência de doenças na criação e entre elas, podemos destacar:

- manter em quarentena todos os animais vindos de fora, mesmo os que saíram para exposições ou por qualquer outro motivo e que estejam de regresso;

- limpar, raspar e melhor ainda, depois desinfetar todas as instalações evitando o aparecimento ou dando combate aos insetos e parasitas que porventura lá existam. O melhor é o uso do lança-chamas, pois o fogo desinfeta e desinfesta, matando todos os micróbios e insetos por ele atingidos;

- lavar e desinfetar todos os comedouros e bebedour os e depois secá-los bem;

- manter sempre bem secas as instalações, não molhando as ripas do piso, evitando a umidade, pois é ela a causadora do aparecimento de muitas doenças, principalmente a coccideose, cujos parasitas necessitam de umidade para se desenvolverem no meio exterior, tornando-se infestantes. Além disso, facilita a proliferação de moscas, mosquitos e outros insetos muito nocivos aos caprinos;

- não criar caprinos junto com animais de outras espécies como carneiros, bois, etc. e nem entrar em contato com cães e gatos, que lhes podem transmitir doenças;

- eliminar ou isolar da criação, o mais rapidamente possível, qualquer animal que apresente algum sinal de doença, porque pode se tratar de uma doença infecto-contagiosa que pode se espalhar por toda a criação;

- a pessoa que lidar com os animais doentes não deve, depois, ter contato com os animais sadios, para evitar que estes também se contaminem ;

- evitar o aparecimento de todos os animais que possam transmitir alguma doença aos caprinos, como ratos, pássaros, cães, gatos, morcegos, etc.;

- queimar ou enterrar em cova funda e cobri-los com cal virgem, para desinfetá-los, todos os cadáveres de animais e detritos contaminados;

- tirar da criação, todos os animais fracos, raquíticos, mal desenvolvidos ou "de pouca saúde", porque estão mais sujeitos a contrair doenças, passando aos outros;

- queimar ou desinfetar o esterco e toda "sujeira" ou material que esteve em contato com animais doentes ou suspeitos;

- fornecer aos caprinos uma alimentação racional e alimentos de boa qualidade e frescos, para evitar distúrbios alimentares.

Estas são algumas das medidas mais importantes para que seja evitado o aparecimento de doenças dentro da criação. São ações lógicas e racionais e quando tomadas isoladamente, ou melhor ainda, em conjunto, po dem dar grandes resultados na profilaxia das doenças infecto-contagiosas e parasitárias, impedindo ou dificultando a sua penetração e o seu desenvolvimento na criação ou diminuindo as sua conseqÿências.

 

BOVINOCULTURA - Raça Guzerá

 

Guzerá, ou KankrejBos Indicus (Zebu), é uma raça bovina, originária do estado de Gujarat, no centro da Costa Oriental da Índia, animal de grande porte, ótimos para produção de carne e leite, ao ser introduzida noBrasil teve boa seleção.

 


Porte imponente, cabeça alta e chifres grandes, em forma de lira. Pelagem variando do cinza claro ao escuro, é admissível fêmea branca.
Conselho Deliberativo Técnico das Raças Zebuínas aprovou em 1998 a descorna de animais da raça.
Pele preta, bem pigmentada, com membros bem desenvolvidos e musculados, permitem ao guzerá resistir a longas caminhadas sob o sol tropical, à procura de água e alimento. Adapta-se no Nordeste brasileiro, desde áreas férteis litorâneas, no agreste, até o sertão semi-árido. 
Permite-se atravessar longos períodos de seca, comuns no sertão nordestino brasileiro.
Tem baixo peso ao nascer(30 kg os machos e 28 kg as fêmeas) como a maioria dos zebuínos, o que facilita o parto, seja na primeira cria da novilha, ou nos partos subseqüentes. Produção de leite das vacas garantem o bom desenvolvimento dos bezerros na fase de aleitamento.
O ganho em peso dos animais da raça é muito bom, ultrapassando com facilidade médias superiores a 1.000 gramas/dia no confinamento. É comum vaca guzerá ultrapassar os 5.000 kg de leite por lactação.
Extremamente fértil, reproduzindo-se mesmo em condições adversas, contribuiu muito para o azebuamento do rebanho nacional.
No cruzamento com raças européias, aumenta a rusticidade dessas, viabilizando a criação dos mestiços, mesmo nas mais severas condições climáticas. 
Além disso, o Guzerá serviu como base para a formação de algumas raças brasileiras, tais como: Indubrasil, Tabapuã, Pitangueiras, Lavínia e, especialmente, a raça GUZOLANDO, entre outras. E mais: o Guzerá foi a mais importante raça na formação do Brahman (American Brahman).
No Teste de Rendimento de Carcaça e Conversão Alimentar, realizado também pela ABCZ, com a participação de todas as raças zebuínas, o Guzerá ficou com o primeiro lugar nas duas características avaliadas.
Até mesmo pela sua região de origem na Índia, que apresenta uma baixíssima precipitação pluviométrica e grande amplitude térmica, o Guzerá é a raça zebuína de maior rusticidade às intempéries climáticas.
Para o cruzamento com outras raças (zebuínas ou européias) o Guzerá tem demonstrado ser a raça que apresenta melhores resultados. Quando cruzada com outra raça zebuína, aumenta a produção leiteira das crias, que terão maior habilidade materna e um desempenho médio de peso superior.
No cruzamento com raças européias, aumenta a rusticidade dessas, viabilizando a criação dos mestiços, mesmo nas mais severas condições climáticas.
O crescimento pré-desmama do Guzerá puro é o maior entre as raças zebuínas. Resultados similares são reportados para peso na desmama, ganho pós-desmama, peso ao ano e ganho de peso e eficiência em confinamento.
O Guzerá apresenta adaptabilidade às condições ambientais tropicais e sub-tropicais, tolerância a insetos, resistência a várias doenças, longevidade e habilidade maternal, especialmente em cruzamentos com as raças taurinas.
O gado é dócil, sem problemas de temperamento e é fértil sob condições adversas.



Características
  • A altura do tronco (corpo) é igual à altura dos membros, no animal ideal. Animal pernudo ou pernalta não significa rendimento; é um "mito" nos trópicos.
  • Altura total do animal, na cernelha (garrote) é igual a duas vezes a altura do corpo, ou dos membros. Ou a soma da altura do corpo e a altura dos membros.
  • Ancas bem afastadas, no mesmo nível de um lado e outro, moderadamente salientes. Condenam-se aquelas pouco afastadas e muito salientes.
  • Andamento o passo do Guzerá é longo. O animal com aptidão para corte pisa pouco atrás da marca deixada pela mão. Os animais leiteiros pisam com o pé acima ou até um pouco adiante da marca deixada pela mão. O Guzerá coloca o pé quase sobre a marca deixada pela mão. A cadência é ditada pela estrutura óssea e, é um fator de economia de pastagens. Alterar a cadência típica do Guzerá é quebrar sua versatilidade.
    • Ângulo de Ouro - O passo normal forma um ângulo de 56 graus. O ângulo de ouro seria 56,25 graus. Os animais com aptidão para corte apresentam o ângulo menor
    • Influenza Equina (Sanidade)
  • A influenza eqüina é uma doença viral altamente contagiosa, sendo em muitos países considerada a enfermidade respiratória mais importante da espécie. Afeta eqüídeos de forma geral, não se conhecendo predileção por raça ou sexo. Em geral afeta animais de 1 a 3 anos, mas podendo também ocorrer em qualquer idade.


    Patofisiologia
    Os vírus da influenza eqüina pertencem à família dos ortomixovírus. Existem 2 subtipos, influenza A/Equi-1 e influenza A/Equi-2, que são classificados de acordo com as características antigênicas das glicoproteínas de superfície, a hemaglutinina (HA) e a neuraminidase (NA). Os vírus A/Equi-1 possuem uma H7HA e uma N7NA e os vírus A/Equi-2, uma H3HA e uma N8NA. 

    Uma característica importante dos vírus da influenza é a capacidade de sofrer mutação antigênica, o que reduz o grau e o período de proteção conferida por infecção anterior ou pela vacinação, pois os anticorpos de reação cruzada são menos eficazes e duráveis do que os anticorpos homólogos no vírus neutralizante. Isso permite ao vírus evitar a neutralização por parte dos anticorpos presentes em determinada população eqüina, podendo assim continuar a infectar animais soropositivos. 


    Isso é causado pelas mutações, sobretudo as que ocorrem nos genes com o código da HA e da NA, provocando alterações na natureza antigênica das glicoproteínas de superfície. Os vírus A/Equi-1 sofrem menos mutações antigênicas, de forma que são mais antigenicamente estáveis e menos patogênicos do que os vírus A/Equi-2 que sofrem intensa mutação antigênica.

    Sistemas Afetados

    Sistema Respiratório

    A influenza é contraída através da inalação, sendo extremamente contagiosa. O vírus infecta as células epiteliais que envolvem as vias aéreas inferiores e superiores. A hemaglutinina é um componente-chave do vírus, pois permite às partículas virais se fixarem no epitélio e penetrarem na célula. A infecção do epitélio ciliar provoca perda dos cílios num período de 3-4 dias de infecção, o que compromete o mecanismo de depuração mucociliar. Isso predispõe as vias aéreas comprometidas a infecção bacteriana secundária.

    Incidência/Prevalência 
    Ocorrência no mundo todo, exceto na Austrália e na Nova Zelândia, onde ainda não foram registrados casos de influenza eqüina. Trata-se de doença endêmica na América do Norte, Europa e América do Sul.
    Sinais
    Comentários gerais
    Doença de início repentino com curto período de incubação de 1-3 dias. Os eqüinos permanecem infectantes por 3-6 dias após os últimos sinais da doença. A propagação é muito rápida, com 100% de morbidade em populações suscetíveis. A taxa de mortalidade geralmente é baixa em casos não complicados, exceto em potros. Potros que não possuem anticorpos maternos apresentam sinais clínicos muito graves de pneumonia viral, que podem levar à morte em 48 horas. 

    Achados Mais Comuns
    Tosse 
    Secreção nasal 
    Febre 
    Depressão 
    Letargia 
    Inapetência 
    Rigidez 
    Edemaciamento de membros inferiores
 
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