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Veja ! O Comportamento dos Animais atravez das Cores, Mercado de Citros, Frango e Suinos, Tipos de Raizes, Reino Animal e a Lenda das Sereias... PDF Imprimir E-mail
Escrito por Lívio Chaves   
Qua, 06 de Agosto de 2014 07:39

As cores e o comportamento dos animais

 

O animal reage normalmente diante das cores, obedecendo a leis milenares e às regras do próprio organismo.

 

 



História - Muito antigamente, há cerca de um bilhão de anos, a vida começava a existir no fundo do mar, na forma de algas unicelulares, que era a forma mais básica de algo vivo. Elas já tinham manchas alaranjadas formadas por células capazes de perceber a luz, sua fonte de energia. Eram algo como os olhos primitivos, enxergando muito mal, mas suficientes para orientar as algas em relação à posição do Sol, pois percebiam a variação de luzes e sombras na superfície da água. Bem mais tarde, há 500 milhões de anos, surgia a visão, já um órgão bem mais complexo, nos primeiros vertebrados que pareciam peixes.

Milhões de anos foram passando e a visão sempre progredia, diversificando e enriquecendo a visão dos animais. O progresso da visão seguia os passos:

1 - distinguir cores;

2 - capacidade de focar imagens;

3 - alargar a dimensão do campo visual.

Cada uma dessas ferramentas ajudava o ser vivo a lutar pela sobrevivência: a abelha tinha que enxergar o néctar; o animal precisava distinguir o fruto maduro dos verdes; as aves precisavam enxergar à longa distância para capturar sua presa.

Em todos os aspectos, a cor era fundamental na natureza. Ela orientou a evolução dos seres vivos. Por isso, até hoje, os animais escolhem parceiros coloridos; não é por acaso que o Homem escolhe animais, aves ou insetos vistosos para enfeitar gaiolas, aquários e coleções. A cor transmite vida à existência. Seres mortos praticamente não têm cores vibrantes.

 

Ovelhas e cabras

 

 

Visão - A reação à luz é praticamente a mesma para ovelhas e cabras. Por isso, ao mencionar as ovelhas, também estão sendo mencionadas as cabras.

Para que um animal possa perceber um mundo em cores, precisa ter pelo menos duas coisas: a) células sensíveis à cor em seu olho; b) um cérebro que possa entender as mensagens que recebe destas células.

O que enxerga uma ovelha ao olhar para uma companheira da mesma espécie? Esse é um dos problemas com que se deparam os estudiosos do comportamento animal, pois ainda é muito pouco o que se sabe a respeito da visão dos animais.

 

Se uma ovelha não enxerga cores, por que existem tantas ovelhas coloridas? E até multicoloridas? Por que existem pavões coloridos? Aves coloridas? Se os animais enxergam em preto e branco, por que as cores? A Natureza poderia ser em preto e branco? As cores seriam falha da Natureza, ou os animais perderam a capacidade de enxergar a cores? O certo é que o Homem, que enxerga muitas cores, tem estudado o assunto, mas ainda não entendeu o mundo colorido dos bichos!

Numa experiência, os cientistas apresentaram para as ovelhas primíparas suas crias tingidas com pigmentos coloridos de várias cores bem definidas. Elas prontamente recusaram os animais coloridos, mas - com o passar dos dias - o instinto materno falou mais alto e passaram a admitir as crias. Continuando a pesquisa, apresentaram crias tingidas e crias normais para algumas ovelhas adultas e elas prontamente escolheram apenas as da própria cor. A experiência concluiu, então, que as ovelhas sabem distinguir cores.

Parece que os ovinos distinguem certa variedade de cores: preta, vermelha, marrom, verde, amarela e branca (Alexander e Shillito, 1978). Normalmente, os ovinos reagem com medo diante de novas, ou inesperadas cores.

Os ovinos têm visão panorâmica de 300º-360º e visão binocular de 25º-50º.  (Varia entre 191 a 306º, dependendo da quantidade de lã na cabeça). Eles têm a visão periférica excelente e pode ver atrás de si sem virar a cabeça. 

As cabras, por sua vez, têm olhos proeminentes abrangendo um campo panorâmico de 320 a 340º e uma visão binocular entre 20 a 60º, segundo testes em bodes para determinar a visão de cores. Distinguiram: amarelo, laranja, azul, violenta, verde, tons de cinza de brilho semelhante (Buchenauer e Fritsch, 1980).

Os ovinos não têm muita flexibilidade com a cabeça e, então, precisam levantá-la para enxergar objetos distantes. Eles têm, por isso, uma pobre percepção de profundidade.  Eles não conseguem enxergar imediatamente na frente de seus narizes. 

Parte da visão vertical pode também ter sido sacrificada, a fim de ter um campo de visão alargado.  Por exemplo, é duvidoso que uma ovelha seja capaz de ver algo em uma árvore (se olhar para cima, tudo ficará apagado!).

Os olhos das ovelhas apresentam hipermetropia muito baixa e pouco astigmatismo, sendo capazes de produzir uma imagem bem focada a média e longa distância (Pikggins et al., 1996).

 

 

Alerta de Mercado Citros, Frango, Suinos.




Citros


Programa Nutricional - Citros

A demanda teve aumento significativo no mercado de frutas de mesa nesta semana. Segundo colaboradores do Cepea, o volume de laranja de qualidade é baixo e produtores que ainda detêm esta fruta conseguem escoá-la rapidamente. Além disso, o retorno das aulas também aumenta a demanda pela fruta, que é bastante servida na merenda. Assim, na parcial desta semana (segunda a quinta-feira), a laranja pera teve média de R$ 10,89/cx, na árvore, alta de 7,2% em relação à semana passada. Para a lima ácida tahiti, mesmo com o processamento industrial da fruta, a oferta segue elevada no mercado de mesa e a demanda, firme.

Colaboradores comentam que supermercados aproveitam o momento de baixos preços para fazer promoções, elevando as vendas. Na parcial da semana, a tahiti teve média de R$ 4,10/cx de 27,2 kg, colhida, queda de 8% ante a média da semana passada.

Frango

As cotações da carne de frango estão em alta no mercado interno nesta parcial de fevereiro, de acordo com dados do Cepea. A retomada da rotina de consumidores e a volta às aulas favorece o aquecimento do mercado de frango.

Entre 31 de janeiro e 21 de fevereiro, o frango inteiro congelado chegou a se valorizar 5,9% em São José do Rio Preto (SP) e 5,4% em Porto Alegre (RS), com o quilo a R$ 3,92 e a R$ 4,44, respectivamente, nessa quinta-feira, 21. Quanto ao inteiro resfriado, as valorizações mais intensas foram de 4,3% em Toledo (PR) e de 3% em Descalvado (SP), a R$ 3,91/kg e R$ 3,88/kg na quinta. Já no mercado de insumos, segundo pesquisadores do Cepea, o movimento de queda nos preços tem predominado.

Suínos

  Os preços da carne suína têm recuado nesta parcial de fevereiro. De acordo com pesquisadores do Cepea, o motivo da baixa é a demanda enfraquecida. As quedas ocorrem mesmo com a menor oferta para abate, visto que o peso dos animais está abaixo do ideal em algumas regiões brasileiras acompanhadas pelo Cepea.

Além das temperaturas mais elevadas, que tendem a reduzir o consumo de carne suína, e do período do mês, os preços desse produto ainda são considerados elevados. A carcaça comum foi negociada na média de R$ 5,18/kg nessa quarta-feira, 20, ao passo que, no mesmo período de 2012, era vendida a R$ 3,99/kg (valor nominal).
 
 
 

Conhecendo os Tipos de Raiz

 



Dá-se o nome de raiz à parte subterrânea do eixo das plantas vasculares (portadoras de vasos ), que desempenha duas funções principais: a) fixação da planta ao solo; b) absorção de água e nutrientes minerais contidos no solo.
Normalmente a raiz é um órgão subterrâneo; todavia, existem vários exemplos de raízes aéreas como veremos mais adiante.
Basicamente, existem três tipos de raízes subterrâneas: a) pivotante, como a da cenoura; b) ramificada, como a da laranjeira; c) fasciculada ou em cabeleira, como a das gramíneas
Além desses tipos, existem variações tais como: a) raiz tuberosa, contendo reserva amilácea, como a da mandioca; b) raízes adventícias, como as que crescem na base dos colmos de milho; c) raízes sugadoras ou haustórios, próprias das plantas parasitas, que penetram nos tecidos das plantas hospedeiras para retirar alimento, como as do cipó-chumbo; d) raízes respiratórias ou pneumatóforos, que se elevam sobre o nível das águas para respirar, como as dos mangues; e) raízes coletoras,que retêm folhas secas, poeiras e água de chuva, como as das plantas epífitas (orquídeas e bromélias ).
Há ainda os rizóides, órgãos rudimentares que desempenham a função das raízes, encontrados nas plantas inferiores, como algas, líquens, briófitas, etc.
 

Curiosidades do Reino Animal

 


a) O elefante é o maior animal terrestre da atualidade. O que há de mais característico nesse animal são a tromba e as presas. A tromba, que chega ao solo, é um prolongamento do nariz e do lábio superior. Serve não só de nariz, como também de mão, apanhando água e alimentos que leva à boca. As presas são os incisivos superiores que crescem indefinidamente, embora o crescimento seja em parte contrabalançado pelo desgaste.
b) A girafa é o bicho mais alto do mundo; combinando pernas e pescoço compridos, chega a medir 6 metros de altura, o que lhe permite comer as folhas das árvores.
c) O tamanduá-bandeira é um animal insetívoro, que come principalmente formigas e cupins. Para isso, dispõe de uma língua comprida e pegajosa, com cerca de 40 centímetros, que introduz nos formigueiros e nos cupinzeiros.
d) A morsa é um grande mamífero marinho, que chega a medir 7 metros de comprimento e pesar mais de 1 tonelada. Os caninos superiores dos machos são transformados em enormes presas que se projetam para fora e para baixo, as quais chegam a medir cerca de 1 metro de comprimento.
e) O panda-gigante é um mamífero de grande porte, que vive nas montanhas do sudoeste da China e do leste do Tibete. Tem as características de um carnívoro, mas é um animal herbívoro especializado, que se alimenta quase que exclusivamente de folhas de bambu.
 

 Conhecendo a Lenda das Sereias
 


As Sereias são entidades da mitologia grega. Eram descritas como seres metade mulher e metade peixe, empunhando uma lira e possuidoras de belas vozes capazes de encantar os navegadores e fazer com que perdessem o controle dos barcos e encalhassem nas rochas.
Diz a lenda que as sereias habitavam rochedos escarpados, entre a ilha de Capri e o litoral da Itália, separados por uma passagem estreita. Terminada a Guerra de Tróia, Ulisses, ao regressar a Itaca, sua terra natal, foi obrigado a usar essa passagem sinistra. Ordenou então aos seus marinheiros que tapassem os ouvidos com cera, para não escutarem o belo e fatal canto, e fez-se amarrar ao mastro da embarcação, para assim escapar ao encantamento das sereias.
No Brasil, a lenda das sereias foi adaptada ao folclore nacional na forma da Iara, que vive nas águas doces do rio Amazonas. Penteia seus longos cabelos com um pente de ouro e o seu canto tem o poder de enfeitiçar os homens , que entram no rio e acabam se afogando.
 
Veja ! Carne de Qualidade de Ovinos e Caprinos, Tipos de Revestimentos dos Animais, Relevo Terrestre, Bicos nas Aves, Animais de Cascos... PDF Imprimir E-mail
Escrito por Lívio Chaves   
Ter, 05 de Agosto de 2014 08:17

Produzindo animais de qualidade para o abate


Cada vez mais os confinamentos vão se tornando a maneira mais eficaz de garantir o rendimento na atividade.

 

O mercado da carne ovina e caprina está crescendo a passos largos, em função da grande aceitação deste produto pela sociedade brasileira, notadamente na região Nordeste. Isto reflete o surgimento de vários pontos e restaurantes especializados, principalmente nos grandes centros urbanos. Aparecem as construções e a implantação de abatedouros (frigoríficos e curtumes), paralelamente, específicos em carnes, vísceras e peles de ovinos, caracterizando como uma forte sinalização de estímulo e garantia para o desenvolvimento do setor produtivo.

A agroindústria da carne e da pele de ovinos vem operando com elevada capacidade ociosa, em função da baixa oferta para abate. Grande fatia do mercado nordestino está sendo atendida pelos Estados do sul do País e por alguns países do Mercosul, como a Argentina e o Uruguai. Ainda há uma demanda, apesar disso, insatisfeita, superior a 70%, que assegura a comercialização no mercado regional, mesmo que em curto prazo a produção venha a dobrar.

Os curtumes, a exemplo da agroindústria de carne ovina, também, operam com grande ociosidade, não ultrapassando os 50% de sua capacidade instalada. É lamentável! As peles que chegam deixam muito a desejar quanto à qualidade e serventia o que consequentemente resulta em alto percentual de peles com defeitos.

 

 

 

 

O confinamento pode ser feito de muitas maneiras, adequando-se a regiões e situações.

 

 

Há necessidade, assim, de práticas alternativas que permitam ao produtor ofertar cordeiros para o abate capazes de atender às necessidades do mercado da carne e da pele, tanto em termos quantitativos como qualitativos. A Embrapa, para isso, desenvolveu a tecnologia de “Terminação de cordeiros em confinamento”, com o objetivo de tornar os produtos mais competitivos no mercado através da sua qualidade e regularidade de oferta ao longo do ano. É uma atividade que consiste na seleção e no confinamento de ovinos jovens, machos ou fêmeas, para serem preparados para o abate em curto espaço de tempo.

Esta prática pode ser utilizada em todas as regiões, no entanto é mais recomendada para as áreas semiáridas do Nordeste, onde se observa grande carência de forragem nas pastagens, notadamente em épocas e períodos secos.

 

A decisão de terminar cordeiros em confinamento

 

Qualquer investimento, em produção animal, deve estar atrelado às vantagens econômicas. Além das oportunidades de mercado, a decisão de confinar ovinos está relacionada às condições climáticas. Em regiões onde a precipitação é elevada (acima de 1.000 mm), a sobrevivência de animais jovens poderá estar seriamente afetada pela verminose, mesmo que os animais venham a receber tratamentos anti-helmínticos, periodicamente, conforme se pode observar na Tabela 1.

Quando o período de estiagem é muito prolongado, assim como o Semiárido nordestino, tanto a disponibilidade quanto a qualidade da forragem, nas pastagens, ficam seriamente afetadas.

O confinamento é utilizado, em ambas as condições, com a finalidade de produzir carcaças de elevada qualidade, mesmo durante as épocas desfavoráveis.

 

 

 

 

 

Vantagens da terminação de cordeiros em confinamento

 

A terminação de ovinos jovens permite a produção de animais prontos para o abate em época de carência alimentar nas pastagens. Isto tem causado boas expectativas no âmbito do setor produtivo, decorrente da existência de poucas alternativas para a produção animal, na Região Nordeste, especialmente nos períodos secos do ano. Outras razões justificam a implantação da prática de terminações:

1) Reduz a idade de abate de 10 meses para 5 a 6 meses.

2) Disponibiliza a forragem das pastagens, que já é escassa, para as demais categorias de animal do rebanho.

3) Agiliza o retorno do capital.

4) Permite a produção de carne de boa qualidade, na época seca ou na entre-safra.

5) Resulta na produção de peles de primeira categoria, auferindo uma receita indireta ao processo de terminação de cordeiros.

6) Garantia de mercado para os produtos carne e pele.

 

Idade e peso ao início do confinamento

 

A idade e o peso do animal são importantes para o início do confinamento, porém a conjugação de ambos é a condição ideal para o sucesso. O peso inicial deverá obedecer a um mínimo de 15,0 kg de peso vivo para que o confinamento seja economicamente viável, enquanto a idade pode variar de 75 a 90 dias. A variação de idade está relacionada à raça ou do tipo racial utilizado.

O ganho muscular do cordeiro ocorre, principalmente, até a puberdade, que ocorre de 150 a 180 dias. Inicia-se a deposição de gordura. Os cordeiros devem entrar no confinamento aos 90 dias de idade no máximo, evitando-se, com isso, um maior acúmulo de gordura na carne.

 

Idade de abate

 

A suculência, a maciez, a cor, o cheiro e o sabor da carne são atributos que estão diretamente relacionados à satisfação.

A idade do abate e a condição de ser inteiro, ou castrado são os principais fatores que influenciam estes atributos. Cordeiros preparados e abatidos entre os 150 e 180 dias de idade guardam ainda em sua carne todas as características organolépticas e sensoriais desejáveis numa carne de qualidade. Todavia, há uma redução acentuada e gradativa da suculência e da maciez da carne com o aumento da idade do animal ao abate e isso torna sua cor mais avermelhada. A consequência é queda marcante da qualidade.

Surge um odor e um sabor característicos na carne, após a puberdade do animal (somente nos machos). Isso consequentemente pode provocar rejeição do consumidor.

É um fato que deve ser evitado a todo custo, pois desagrada de maneira acintosa ao consumidor e põe em dúvida as reais qualidades da carne: sabor exótico e agradável, maciez e particular aroma. Estes formam o “ponto alto” da carne ovina.

 

Duração do confinamento x Peso e Idade ao abate

 


O tempo de confinamento é um fator de grande influência no custo final do produto. Quanto maior for o tempo de confinamento, maior será o custo de produção e menor será a rentabilidade.

Os resultados apresentados na Tabela 2 indicam que o maior retorno econômico da terminação de cordeiros ocorreu com 63 dias de confinamento, quando eles apresentavam peso corporal em torno de 28 kg.

O menor peso ao abate (28 kg) observado foi o de maior rendimento líquido (R$ 13,40), enquanto o de maior peso ao abate (40 kg) não obteve rendimento registrando renda líquida negativa a cada animal (R$ -2,08). Isto chama a atenção para a necessidade de buscar a otimizacão da relação entre idade, tempo de confinamento e peso do animal ao abate.

Existem recomendações no sentido, na literatura, de que a duração do confinamento deva variar de 56 a 70 dias. A idade de abate deve ser de 5 a 6 meses nestas condições.

 

Castração

 

Animais inteiros (não castrados) apresentam maior potencial para ganho e carcaças mais magras. A terminação de cordeiros, em confinamento, propicia o abate de animais em idade precoce (150 a 180 dias de idade). A castração não é recomendável nestas condições.

Cordeiros das raças Ile-de-France e Hampshire Down castrados aos 90 dias de idade, em regime de pasto, e abatidos aos 12 meses de idade, apresentaram ganho de peso mais acentuado para os inteiros em relação aos castrados. Ressalte-se que não foram observadas as características sensoriais da carne (maciez, sabor, aroma e suculência).

 

Instalações

 

OVINOS Na terminação de cordeiros em confinamento, as instalações são poucas e devem ser: simples; baixo custo; fácil operacionalidade e estrategicamente localizadas. Compõem-se, basicamente, de currais, comedouros, bebedouros e saleiros.

O curral deve atender aos seguintes requisitos:

1) estar localizado em terreno  elevado, de boa ventilação, firme e bem drenado.

2) poderá ter piso de “chão batido”, piso ripado suspenso ou, ainda, piso elevado e cimentado (onde geralmente faz o uso de camas).

3) conter uma coberta - área em conformidade com o número de animais.

4) para cada animal deve-se reservar 0,8 m² de área coberta. Exemplo: cada 100 animais é uma coberta de 80 m².

5) fornecer um maior conforto em momentos de chuvas e em horas de maior intensidade de radiação solar.

6) a coberta deverá abrigar bebedouros, comedouros e saleiros. Facilita o acesso dos animais de acordo com a vontade do criador.

Os comedouros ou cochos são partes importantes das instalações para qualquer sistema de confinamento animal. Eles devem, portanto, estar localizados de tal modo a permitir facilmente o acesso dos animais, a reposição de alimentos e a sua higienização. Seu tamanho deverá estar de acordo com o número de animais, pois o que se espera é que todos eles tenham, simultaneamente, a mesma oportunidade de se alimentar, favorecendo um maior desempenho coletivo e uma melhor padronização do produto final. Recomenda-se, portanto, 0,25 metro linear por animal, ou seja, quatro animais por metro linear de comedouro.

Os bebedouros também são instalações importantes a ser consideradas. Eles devem se localizar estrategicamente ao alcance dos animais sem permitir que contaminem, ou desperdicem a água, pois isto causar o aparecimento de lugares úmidos. Alerta-se para o fato de que a água é um poderoso meio de transmissão de doenças, por isso a preocupação com a higienização frequente e com a oferta de água limpa e potável aos animais.

 

 

Conclusões e Recomendações

 

Algumas variações entre as informações técnicas reunidas neste trabalho foram verificadas, de uma maneira geral. Os dados foram muito similares e promissores, ratificando a importância da prática da terminação de cordeiros em confinamento para todo sistema produtivo do agronegócio da carne de ovinos, especialmente no Nordeste.

Seguem algumas vantagens da  prática:

1) oportunidades de negócio criadas no segmento;

2) elevada demanda pelo produto;

3) preço compensatório;

4) reduzido tempo para se chegar ao produto final;

5) dispõe de tecnologias.

As conclusões, diante disso, são:

1 - a prática da terminação de cordeiros constitui alternativa ímpar disponibilizada.

2 - deve ser recomendada para todo território nacional, especialmente para o Semiárido do Nordeste brasileiro.

 

 

CONHECENDO OS TIPOS DE REVESTIMENTOS DOS ANIMAIS

 




O corpo dos animais é revestido por diferentes tipos de órgãos, tais como: pele, pelos, penas, escamas, espinhos.
                 1.Pele. A pele é a membrana que recobre o corpo de muitos animais. No caso dos vertebrados, a pele apresenta duas camadas: a externa ou epiderme, a interna ou derme, além de anexos: pelos, penas, escamas, unhas, espinhos, etc. Cabe destacar a pele grossa dos paquidermes: elefante, hipopótamo, rinoceronte.
                  2. Pelos. São excrescências filiformes da pele de certos animais, principalmente
mamíferos. Os animais das regiões frias, como os ursos, às vezes renovam sua pelagem à entrada do inverno ( muda ). Certas espécies  caracterizam-se por pelos lanosos ( carneiro ), picantes ( ouriço ), de dois tipos ( coelho ), ou pela ausência de pelos ( baleia ). Os pelos de certas lagartas são venenosos.
                 3. Penas. São órgãos característicos das aves. As grandes penas das asas e da cauda sustentam a ave em voo. Certas aves têm penas de tipo especial, como o pavão macho e o avestruz.
         4. Escamas. São placas duras que, associadas a outras placas semelhantes, constituem o revestimento protetor de todo ou de parte do corpo de muitos animais. Os mamíferos que possuem escamas são os Desdentados ( tatu, pangolim, etc. ), mas alguns Roedores ( castor ) têm cauda escamosa. Dobras escamosas cobrem todo o corpo dos Répteis ( lagartos e cobras ). Os Peixes têm o corpo revestido por escamas de vários tipos: independentes ou imbricadas, de bordo livre dentado ou arredondado.
          5.Espinhos. São excrescências da pele de certos animais, como ouriço-cacheiro e porco-espinho; servem como arma de ataque e defesa.
 

CONHECENDO O RELEVO TERRESTRE

 



 Dá-se o nome de relevo às desigualdades da superfície terrestre, representadas por três formas básicas: a) elevações; b) vertentes; c) depressões.
        As elevações se destacam na paisagem por sua maior altitude, em relação ao nível das formas vizinhas. Quando isoladas, recebem os nomes de colina, morro, montanha. Quando
agrupadas, são denominadas serra, cordilheira ou cadeia de montanhas.
      Vertentes ou encostas são as  superfícies laterais inclinadas que limitam as elevações, ligando o cume à base. Quanto à forma, as vertentes podem ser: a) planas; b) convexas; c) côncavas.
       Quando duas vertentes se unem pela parte superior, formam uma crista, espigão ou divisor de águas; quando se ligam pela parte inferior, formam um vale, em cujo fundo ou talvegue correm os rios. Se a passagem é estreita e escarpada, recebe o nome de garganta ou desfiladeiro.
        As depressões se caracterizam por sua menor altitude, em relação às formas  vizinhas. É a posição ocupada por lagos, lagoas e pântanos.
       Quando a superfície do terreno  é relativamente uniforme, recebe os nomes de; a) planície, se situada à baixa altitude; b) planalto, se situada à grande altitude.
         As vertentes costumam apresentar declividades ou inclinações muito diferentes, de modo que se pode distinguir, na superfície do terreno, áreas com relevo ora mais, ora menos ondulado. Para a sua descrição, usam-se cinco classes de relevo: a) plano; b) suavemente  ondulado; c) ondulado; d) fortemente ondulado; e) montanhoso.  
 

CONHECENDO AS ADAPTAÇÕES DOS BICOS DAS AVES

 




Dá-se o nome de bico à região bucal das aves, formada por duas mandíbulas ósseas,
cada uma revestida por um estojo córneo, pontudo ou cortante.
        A forma do bico das aves geralmente está adaptada ao regime alimentar. Exemplos:
 
 
 
                 a) o pica-pau tem um bico apropriado para furar a casca das árvores, a fim de buscar insetos para a sua alimentação;
                 b) o bico em forma de funil do noitibó capta, em pleno vôo, os insetos dos quais se alimenta;
                 c) a espécie de peneira formada pelas denteações do bico e da língua do pato, re-
têm os minúsculos animais que se encontram na lama;
                 d) o bico fino e alongado do beija-flor lhe permite aspirar o néctar das flores;
                 e) o pelicano tem um bico longo que sustenta, inferiormente, um verdadeiro saco de provisões;
                  f) a garça tem um bico em forma de lança, para apanhar peixes;
                  g) o bico curvado e cortante das  aves de rapina ( gavião, águia, falcão, etc.) lhes
permite rasgar com facilidade a carne de suas presas.
                  Algumas espécies de aves usam  o bico curvo, juntamente com os pés, para  se
agarrar e trepar em árvores, como a arara, o papagaio e o periquito.


CONHECENDO OS ANIMAIS COM CASCOS

 



Dá-se o nome de casco à unha extremamente desenvolvida dos Ungulados, isto é, mamíferos que têm os dedos das patas anteriores e posteriores protegidos por um estojo córneo que põe o animal em contato com o solo.
      Possuem cascos os equídeos ( cavalo, jumento, zebra, etc. ), os ruminantes ( boi, cabra, carneiro, etc, ) e os suínos ( porco, cateto, javali, etc. ).
      O casco geralmente compreende a muralha ou parede, a sola e a renilha - uma saliência de tecido elástico.
        Os primeiros Ungulados possuíam cinco dedos, mas com a redução gradual do número destes, foram ganhando eficiência no andar e no correr. Alguns têm número ímpar de  dedos, como o rinoceronte e a anta, que têm três, mas o cavalo só tem um: seu casco é a unha do dedo médio.
       Os cascos fendidos dos Ungulados de dedos pares, como o porco, o boi e o veado,  representam o resultado da evolução do terceiro e quarto dedos, recobertos por queratina.
      A ovelha e a cabra têm patas com cascos de bordos afiados e faces inferiores côncavas, o que lhes permite andar em terreno montanhoso e irregular. Os cascos fendidos do camelo são largos e acolchoados com grossas solas, adaptação que lhe permite caminhar no solo do deserto.
 
Veja ! Dicionário Bodês, Ditos Populares, Variedades, Provérbios, Árvores e Arbustos, Animais que constroem Ninhos, Animais com Chifres, Relações Solo-Água-Planta e Animais que constroem Tocas... PDF Imprimir E-mail
Escrito por Lívio Chaves   
Seg, 04 de Agosto de 2014 06:20

 

Foto: AMIGOS E PARCEIROS,  O CAPRIL PORTO RESERVA, O CABRIL 3 MARIAS E O CAPRIL PARAGUASSU, VEM CONVIDA-LOS PARA ASSISTIR O LEILÃO ESTRELAS DO ANGLO QUE SERÁ REALIZADO NO DIA 05/08/2014 ÁS 19H PELA MF RURAL (www.mfrural.com.br). CASO ALGUNS DOS SENHORES TENHAM DIFICULDADES PRA DAR O PRÉ-LANCE, FAVOR PROCURAR A SANDRA NA LEILONORTE (11 3674-6666). OS PROMOTORES DESDE JÁ, AGRADECEM AO APOIO DE TODOS VOCÊS. DEUS PRESENTE SEMPRE ! FORTE ABRAÇO.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Mini dicionário bodês




Textos de autores regionais e dicionários comuns, conversando  com professores, produtores rurais, parentes e vizinhos, sondaram a memória coletiva do município. O resultado é o Minidicionário Bodês, listagem de substantivos, adjetivos, verbos, metáforas e expressões populares relacionadas caprinocultura.

Confira:

 

bafo-de-bode - s.m. pop mau hálito de quem bebe muita cachaça, catinga de boca
barba-de-bode - s.f. barbicha rala
barbicha-de-bode - s.f. barba pequena e rala semelhante à barba de bode; barba de adolescente (pop)
bê ou béééé - onomatopéia: som produzido pelos caprinos em geral
berrar - v. da onomatopéia bé (da voz da cabra), soltar berros, falar muito alto, gritar, rugir, chamar ou falar aos berros
berrador - s.m. aquele que berra
berrante - s.m. que berra, cor forte, instrumento de sopro feito com chifres, usado por boiadeiros em comitivas de gado
berregar - v. berrar muito alto, freqüentemente
berrego - s.m. berros altos, gritos contínuos
berreiro - s.m. berros altos, gritaria, choro muito forte
berro1 - s.m. som emitido pelos caprinos, grito alto de gente rude
bode1 - s.m. caprino em geral, macho da cabra, caixinha envernizada para guardar dinheiro, matula, farnel, segredo, mistério, de que os elementos de uma especialidade profissional procuram cercar os seus atos
ditadosbode2 - s.m. pop. homem muito feio (figurado), mulato, crioulo, indivíduo libidinoso, sátiro, protestante (gíria nordestina para designar os adeptos desta corrente do cristianismo), cada uma das figuras do baralho, em especial o valete, mil-réis (gíria antiga), estado de sonolência provocado por droga
bodeado - adj. chateado, amolado, amuado, mal-humorado
bode-expiatório - s.m. pessoa sobre quem se faz recair as culpas alheias ou a quem são imputados todos os reveses
bodeiro - s.m. criador ou matador de caprinos
bode-azul - especialista em comunicações (gíria da marinha brasileira)
bode-preto1 - especialista em máquinas (gíria da marinha)
bode-preto2 - pop. o demo, o coisa-ruim, o chifrudo, belzebu e outros sinônimos do diabo
bode rei1 - bode escolhido através de concurso para ser coroado como rei durante a festa tradicional de Cabaceiras, PB
bode rei2 - s.m. nome da festa realizada anualmente no município de Cabaceiras, PB, para enaltecer os valores da caprinovinocultura, fortalecendo a economia local, o desenvolvimento turístico e cultural da região
bode-rufiador - adj. diz-se o rufião
bode-rufião - s.m. pop. bode encarregado de atiçar as cabras (sem cobri-las) para identificar quais estão no cio
bode-verde - especialista em hidrografia (gíria da marinha)
bode-vermelho - especialista em armamento (gíria da marinha)
bodês* - s.m. pop. neologismo cabaceirense relativo ao vocabulário caprino, o "vocabodês"


bodeto -
s.m. pop. bode novo
bode-velho - s.m. pop. homem velho metido a conquistador
bodiano - adj. neologista cabaceirense para designar tudo o que é relacionado ao bode
bodinho1 - s.m. diminutivo de bode, bode novo, cabrito
bodinho2 - s.m. pop. nome dado a carros populares (o antigo jeep, por exemplo), adolescente namorador
bodístico - adj. outro neologismo cabaceirense: diz-se de todo o universo caprino
bodum - s.m. fedor de bode não castrado, mau cheiro
bolotinho-de-cabra - s.m. brincadeira infantil, o mesmo que bostinha-de-cabra
caba - adj. pop. variação de cabra, "caba-ruim", "caba-bom"
cabra1 - s.f. a fêmea do bode, mulher que grita muito
cabra2 - s.m. adj. pop. homem do Nordeste, cangaceiro, bandido, pessoa de cor branca e cabelo crespo, filho de pai branco e mãe negra (ou vice-versa), mulher devassa
cabra arretado (retado ou arreitado) - s.m. pop. diz-se de um cabra bom, correto, merecedor de elogios (arretado é uma palavra-ônibus que indica numerosas idéias apreciativas)
cabra besta - s.m. pop. indivíduo vaidoso, metido a rico ou a bacana, orgulhoso, presunçoso
cabra bom - s.m. pop. cidadão decente
cabra caloteiro - s.m. pop. velhaco, aquele que não paga nem promessa a santo
cabra da peste - s.m. pop. diz-se do indivíduo valente, corajoso, competente
cabra frouxo - s.m. pop. diz-se do indíviduo covarde, medroso
cabra macho - s.m. pop. corajoso, valente, forte, viril
cabra nojento - s.m. pop. sujeito indecente, sem modos, vulgar
cabra ruim - s.m. pop. diz-se de quem é mau
cabra safado - s.m. pop. homem de má índole, sem vergonha
cabra sarado - s.m.. pop. indivíduo esperto, astuto
cabra-cega - s.f. brincadeira em que uma criança de olhos vendados tenta agarrar outra
cabrão - s.m. pop. criança que berra muito, corno, chifrudo
cabra-onça - s.m. pop. valentão
cabra-seco - s.m. pop. valentão, destemido
cabra-topetudo - s.m. pop. valentão, corajoso
cabreiro1 - s.m. pastor de cabras
cabreiro2 - adj. desconfiado
cabril - s.m. curral de cabras (OB o termo "aprisco", usado às vezes como sinônimo de cabril, designa curral de ovelhas)
cabriola - s.f. salto de cabras
cabriolar - v. dar cabriolas
cabrita1 - s.f. cabra pequena
cabrita2 - s.f. mestiça ainda nova
cabritar - v. saltar como os cabritos
cabritinho1 - s.m. cabrito novinho
cabritinho2 - s.m. pop. jovem moreno escuro ou mulato
cabritismo - s.m. pop. agitação, sensualidade, libidinagem
cabrito1 - s.m. bode novo, pequeno
cabrito2 - s.m. pop. criança inquieta, menino danado
cabroeira - s.f. coletivo, diz-se de um bando de cabras ruins, ou cabras feios ou bandidos
cabruêra - s.f. nome de uma banda de música regional
capa-bode - s.f. planta da caatiga que serve para fazer vassoura, caipira, matuto, mocorongo
capro - s.m. o mesmo que bode
caprum - s.m. fedor
chupa-cabra - s.m. pop. apelido dado a um cabra muito feio
frei-bode - s.m. pop. diz-se de protestantes
mec-bode - s.m. sanduíche feito com hambúrguer de carne de bode, prato típico da gastronomia bodística cabaceirense
(Obs.: a grafia correta é "mec", conforme a pronúncia de "mac" em inglês)
mijo-de-ovelha - adj. Pessoa imprestável
pai-de-chiqueiro - s.m. o reprodutor, cabra fedorento
pé-de-bode - s.m. pop. apoio feito com as duas mãos para erguer alguém, sanfona de oito baixos
pé-de-cabra - s.m. alavanca de ferro com uma das extremidades fendidas à semelhança do pé da cabra, instrumento utilizado para arrombar portas
pega do bode - s.f. brincadeira realizada durante a Gincana do Bode Rei em Cabaceiras
pinga-bode - s.f. bebida alcoólica à base de cachaça e leite de cabra
pizza-bode - s.f. pizza recheada com carne de bode, prato típico da gastronomia bodística cabaceirense
vocabodário - s.m. neologismo criado para designar o conjunto de palavras e expressões bodísticas
vocabodês - s.m. diz-se do dialeto caprino
x-bode - s.m. sanduíche com queijo e carne de bode, prato típico da gastronomia bodística cabaceirense
xixi-de-cabra - s.m. licor refinado que não deixa "bafo de bode"

 

DITOS POPULARES

 

Isso vai dar bode - vai acabar em confusão
Amarrar o bode - ficar de mau humor
Estar de bode amarrado - mal humorado
Dormir com as cabras - estar fedendo
Vou capar o bode! - expressão utilizada pelo pai cuja filha foi desonrada por algum cabra safado
Não vou segurar cabra para bode mamar! - não facilitar as coisas para os outros, principalmente quando se trata de pessoas preguiçosas ou oportunistas, o mesmo que "não vou criar galinha para dar pinto a ninguém"
Prendam suas cabritas que meu bode está solto! - expressão utilizada por pais de adolescentes em fase de namoro, principalmente pelo pai orgulhoso da boa aparência e virilidade de seu filho
Olha só onde fui amarrar meu bode! - exprime a concordância com idéias malucas, se meter em confusão, entrar em famílias desajustadas etc.

 

 



Você sabia...?

 

... que o isolamento é um local onde os animais devem ficar quando apresentarem qualquer sinal de doença? Eles só poderão retornar ao rebanho quando estiverem recuperados.


 

... que, em 1970, o rebanho da Austrália era de 180 milhões de ovelhas? Dava 14 animais para cada habitante. Este formidável rebanho ficava numa área menor que o Nordeste brasileiro.


 

... que os antigos gregos utilizavam ossos de ovelha para o jogo de dados? Durante séculos, os dados foram feitos com ossos de ovinos.


 

... que a germinação é mais utilizada para grãos de aveia? Porém, não oferece vantagens, a não ser um enriquecimento em vitamina C.

 

... que muitos produtores dizem ser fácil alimentar um rebanho? No entanto, a maioria dos problemas surge devido à questão alimentar.

 

... que o valor nutritivo dos alimentos é influenciado pela sua composição? Neste ponto, volumosos variam mais que concentrados devido às oscilações do teor de água.

 

 

... que a cabra pode recusar os alimentos oferecidos: forragens, concentrados e outros? Isso porque ela analisa também a textura e consistência da comida.

 

 

... que o nome “crioulo” indica, cientificamente, um animal que passou por uma seleção zoológica? O objetivo é que o animal adapte-se e sobreviva em condições gélidas ou tórridas.

 

... que nove gerações de coelhos saudáveis, em perfeitas condições de higiene e livres de incidentes podem produzir até 3,5 milhões de coelhinhos? Em alguns países, coelhos são considerados “pragas”.

 

 

 

... que nos caprinos, o nasal é curto e plano, ou semicôncavo? Nos ovinos, varia entre semiconvexo a convexo.

 

 

 

Provérbio

 

frases de proverbios alemães

- No fim do jogo, o rei e o peão voltam para a mesma caixa. (Provérbio italiano)

- A mais alta das torres começa no solo. (Provérbio chinês)

- O que torna agradável o homem é a sua misericórdia; o pobre é preferível ao mentiroso.

- O preguiçoso morre desejando, porque as suas mãos recusam trabalhar.


 

- Mais vale o bom nome do que as muitas riquezas; e o ser estimado é melhor do que a prata e o ouro.

- Urubu, na guerra, é galinha. (Provérbio brasileiro)

- Grandes mentes discutem ideias; mentes medianas discutem eventos; mentes pequenas discutem pessoas.

 

- O Senhor pela sabedoria fundou a terra; pelo entendimento estabeleceu o céu.

 


 

- As riquezas multiplicam os amigos; mas, ao pobre, o seu próprio amigo o deixa.

 


Ditado

 


- Há homens para nada, muitos para pouco, alguns para muito, nenhum para tudo.

- Bem mal ceia quem come de mão alheia.

- Seja paciente na estrada para não ser paciente no hospital.

 

- "Se o mundo fosse bom, bebê não nascia chorando." (Anônimo)

 


 

Aos que me jogaram pedras, o meu 'muito obrigado'. Foi com elas que construí meu castelo." (Anônimo)

 

- Homem apaixonado e pássaro com visgo, quanto mais se debatem, mais se prendem.

 


 

- É melhor uma boa morte que uma ruim sorte.

 

 

 


Vocabodário

 


Capreológico
- Pensamento caprichoso, como o comportamento dos caprinos. Poema refinado.

Escabrear - Ficar zangado, irritado, como cabrito selvagem.


 

- Não seja tão mente aberta, pois o cérebro pode cair!

 


 

- Piada de rico é sempre engraçada.

 


- Perigo não é um cavalo na pista, é um burro na direção.

 

 

 

CONHECENDO AS ÁRVORES E ARBUSTOS




                    Dá-se o nome de árvore aos vegetais lenhosos, perenes e de grande porte (altura superior a 4m), que possuem um caule ereto chamado tronco, do qual saem, a certa altura, galhos ou ramos de menor diâmetro providos de folhas, formando uma copa. Por outro lado, são chamados arbustos os vegetais lenhosos, perenes e de porte baixo ( não ultrapassando 4m de altura ) e ramificados desde a base, de modo que não se pode observar facilmente o seu tronco principal.
                    As árvores podem ser classificadas segundo vários critérios: porte, largura das folhas, duração das folhas, utilização, etc.
                    1. Porte: a) baixo - cambuí, murici, resedá,etc.; b) médio - flamboiã, pau-brasil, tipuana, etc.; c) alto - casuarina, paineira,peroba, etc.; d) muito alto - eucalipto, jequitibá, mogno, etc.
                     2. Largura das folhas: a) latifoliadas ( folhas largas ) - laranjeira, figueira-branca, pau-d'alho, etc.; b) aciculifoliadas ( folhas estreitas e duras ) - pinheiro-do-paraná, álamo, lariço, etc.
                     3. Duração das folhas; a) perenifólias ( folhas sempre verdes ) - aroeira, mangueira, pinheiro-do-paraná,etc.; b) caducifólias ( folhas que caem na estação seca ) - ipês roxo e amarelo, flamboiã, paineira, etc.
                      4.Utilização: a) frutíferas - laranjeira, macieira, mangueira, etc.; b) industriais oliveira ( óleo de oliva ), cacaueiro ( chocolate ),seringueira ( borracha ), etc.; c) ornamentais -alecrim-de-campinas, flamboiã, paineira, etc.;d) medicinais - pau-d'arco ou ipê-roxo, quineira,ipecacuanha, etc.
               

CONHECENDO OS ANIMAIS QUE CONSTROEM NINHOS

 



       Ao contrário da toca, que é escavada, o ninho é construído. No caso das aves, a nidificação ou construção do ninho é feita para por os ovos, chocá-los e criar os filhotes.
        Os ninhos podem ser construídos em ocos de árvores, na bifurcação de um galho, ou
suspensos; ou mesmo no chão.
           Os pássaros ( bem-te-vi, sabiá, tico-tico, etc. ) geralmente fazem seus ninhos com capins, gravetos, palhas, penas, fios de teia-de-aranha,etc. O joão-de-barro, como o próprio nome indica, faz seu ninho com argamassa de areia e lama, assim como o flamingo. Outros constroem ninhos suspensos dos galhos laterais das árvores, como o japu e o papa-figo.
          Os ninhos  variam de tamanho: o do beija-flor tem cerca de 2cm de diâmetro, enquanto o da águia tem mais de 2m, tanto de diâmetro como de profundidade.
            Algumas aves fazem o ninho  no chão, como a codorna, a perdiz e o pica-pau; outras põem os ovos em simples depressões do terreno, como a ema o avestruz. Por outro lado, a águia e o condor fazem seus ninhos nas montanhas.
            Existem aves parasitas, isto é, que põem seus ovos em ninhos de outras aves, como fazem o cuco e o chupim.
             Além das aves, vários animais também fazem ninhos, mas o destaque cabe aos insetos sociais, que fazem ninhos coletivos, geralmente divididos em alvéolos ou câmaras. Assim, as abelhas e as vespas fazem ninhos elevados, chamados colméias e vespeiros, respectivamente, enquanto os cupins de solo fazem ninhos erguidos sobre o solo, chamados murundus ou cupinzeiros.


CONHECENDO OS ANIMAIS COM CHIFRES
 
 

Chifres são protuberâncias rijas e alongadas que se encontram na cabeça de vários mamíferos, os quais podem ser usados como armas de ataque e defesa.
Distinguem-se 3 tipos: a) chifres não ramificados ( cornos ) encontrados no boi, búfalo, bode, carneiro,etc. São prolongamentos derivados do osso frontal, cobertos por queratina; são permanentes e de crescimento lento; b) chifres ramificados ( galhos ) encontrados no veado e na rena.
São de osso puro e temporários - caem e se regeneram anualmente; c) chifres curtos como o da girafa e do ocapi, revestidos por pele, ambos permanentes.
       No rinoceronte existe sobre o focinho uma protuberância formada exclusivamente por fibras aglutinadas longitudinalmente.
      Em geral, só os machos possuem chifres; quando presentes em ambos os sexos, os chifres das fêmeas são menores e mais fracos.
 

CONHECENDO AS RELAÇÕES SOLO - ÁGUA - PLANTA

 




   Dá-se o nome de precipitação à água de chuva que atinge o solo, a qual se divide em
duas porções  que tomam caminhos diferentes: a) infiltração ou penetração no solo; b) deflúvio ou escoamento superficial da água em excesso.
         A água que penetra no solo é em parte armazenada sob a forma de películas ao redor
das partículas de solo, sendo que a água em excesso sofre drenagem ou penetração m profundidade. A água armazenada no solo pode  ser absorvida pelas raízes das plantas, juntamente com os sas minerais nela dissolvidos.
     A água que não penetrou  no solo se escoa pela superfície do solo formando as enxurradas, que buscam os rios ou lagos da região. No seu trajeto, a água de escoamento pode provocar erosão, que é o processo de desagregação do solo e transporte de suas partículas. A desagregação começa com o impacto  direto das gotas de chuva sobre o solo, daí a importância de uma cobertura vegetal protetora, que pode ser natural ou plantada pelo homem.
        Os solos chamados Latossolos possuem relevo suave e horizonte B ( camada inferior ) tão porosa e permeável como o horizonte A ( camada superior ); por isso, favorecem a infiltração e são menos susceptíveis à erosão. Por outro lado, os Solos Podzólicos possuem relevo ondulado e horizonte B mais compacto e menos permeável que o horizonte A; por isso, são mais susceptíveis à erosão.
 

CONHECENDO OS ANIMAIS QUE CONSTROEM TOCAS

 




   Dá-se o nome de toca ao abrigo subterrâneo construído por diversos animais, principalmente mamíferos. As  tocas podem ser: a) simples, representadas por um buraco escavado no solo como fazem certos besouros, coelho, rato, tatu, etc.; b) complexas, formadas por diversas câmaras ligadas por galerias subterrâneas, como fazem a saúva, castor, toupeira, texugo,etc.
       As doninhas podem viver em qualquer buraco, inclusive ocupar tocas de ratos.
      Os formigueiros ou sauveiros constam de uma entrada ou "olheiro " e várias câmaras ou "panelas", ligadas por vários canais; as câmaras recentes são as mais profundas, situadas a alguns metros abaixo da superfície do solo.
       As toupeiras constroem uma câmara ou ninho, que forram com capim ou folhas secas; a partir do ninho cavam um túnel, que se afasta e depois volta à superfície, funcionando como uma saída, em caso de perigo. Várias galerias partem do ninho para os lados, em diversas direções; são caminhos que a toupeira escava em busca de minhocas, seu alimento principal.
          O castor é um hábil construtor de tocas, famoso por suas represas e "cidades". Vivendo nas margens de rios, fazem barragens com galhos d
Última atualização em Seg, 04 de Agosto de 2014 11:40
 
Veja ! Orientações na Caprino-ovinocultura, Escolha de Bons Animais, Alimentação Sanidade, Estalações, Sucesso na Atividade, Melhoramento Animal Geneticamento... PDF Imprimir E-mail
Escrito por Lívio Chaves   
Sáb, 02 de Agosto de 2014 09:21

O ABC da caprino-ovinocultura sem arodeios



Fábrica boa é fábrica pintada, limpa, funcional, econômica, com olho no futuro - assim também é a criação de ovinos e caprinos.

 

Em roteiro pelo Sertão, resumindo os principais conhecimentos para garantir sucesso na criação. Aqui estão os principais momentos do dia a dia.

 

O reprodutor

 

Os reprodutores precisam ser de origem provada, com linha dorsolombar larga e reta, os aprumos retos e firmes e as costelas bem arqueadas. Seus testículos e escroto são simétricos e bem inseridos.

 A relação deve ser 1 reprodutor para cada 30 fêmeas no campo. Já num sistema de monta controlada 1 reprodutor pode servir até 100 fêmeas. Deve-se levar a matriz no cio até o reprodutor, duas vezes, com intervalo de 12 horas.

 

 

 

 

 

O que é necessário para funcionar a máquina?

 

- Forragem de qualidade;

- Leguminosas e gramíneas verdes;

- Leguminosas e gramíneas armazenadas (silagem ou feno) – estratégia e economia.

- Ração complementar (suplementação);

- Mistura mineral (sal comum e outros elementos);

- Água limpa e de boa qualidade.

 

Como alimentar a máquina animal

 

 

As fêmeas devem ser secas antes da entrada do cio (15 dias). O sistema do manejo é mantido por aproximadamente 30 dias e elas são encaminhadas ao campo para passarem 60 a 70 dias. O crescimento fetal está no pico - 70% no terço final da gestação, sendo necessária a suplementação alimentar.

 

 

 

Como proceder com os produtos?

 

Acompanhar as matrizes no momento do parto (baia maternidade). O corte e desinfecção do umbigo devem ser feitos com uso de material limpo e iodo (10%), 3 vezes/dia por 2 dias.

 

Como proceder o desmame?

 

 

Colocar as crias (machos e fêmeas) juntamente com as matrizes em pastagem verde e se preciso suplementar no cocho até os 60 dias. O desmame deve se feito entre 60 a 70 dias. Quando os animais chegarem a 25-30 kg de peso vivo, o criador separa os machos para venda e as fêmeas para reprodução.

 

 

 

 

 

Estrutura das áreas de campo

 

 

A estrutura deve ser no mínimo dois cercados na vegetação nativa para as matrizes paridas e não-paridas. Um cercado verde, sempre que possível, para as matrizes prenhes e recém-paridas e também para as crias desmamadas e reservadas para a venda.

 

 

 

 

 

 

Estrutura - áreas de campo

 

 

Cochos para suplementação alimentar e água são características no planejamento de estruturas no campo. Neste caso:

- Ração e sal – cocho na sombra.

- Água – cocho no sol.

Nunca colocar cochos de ração, sal ou mistura múltipla no campo desprotegidos da chuva e sol.

 

 

 

 

 

Estrutura – Aprisco

 

 

O aprisco é um abrigo fechado para os animais jovens, protegendo-os das correntes de vento. Eles têm áreas de sombra (sem sol hora nenhuma) e varredura com cal virgem, uma vez por semana.

Abrigos separados e limpos para todas as categorias. Eles são indicados para:

- Matrizes (baias para maternidade e amamentação);

- Reprodutores;

- Animais jovens (currais coletivos).

 

 

 

Sanidade - verminoses

 

- Controle das parasitoses : Helmintos e protozoários;

- Método Famacha – tratamento individual (Haemonchus);

- Inóforos – Salinomicina (Eimeria).

 

 A estratégia de vermifugação, além da aplicação, depende de:

- Instalações limpas;

- Fezes retiradas dos arredores das instalações;

- Evitar aglomerados de animais;

- Separar os animais por faixa etária;

- Promover quarentena para animais adquiridos.

 

 

 

 

Sanidade - mineralização

 

O uso de minerais, como o enxofre, e principalmente de aditivos ionóforos como a Salinomicina são a principal forma de profilaxia contra a Eimeriose.

 

Sal comum  .................................   25kg

Micromineral (Suprafós) ................ 1kg

Enxofre ........................................ 250g

Salinomicina ................................ 300g

Fosfato Bicálcico/Farinha de osso ... 3kg

 

 

Sanidade - vacinação

 

 

- Profilaxia contra as Clostridioses (Enterotoxemia)

Animais jovens (30 a 45 dias) – aplicar 2mL intramuscular e repetir com 30 dias.

Animais adultos – aplicar 2mL i.m. - anualmente.

 

 A perspectiva da vacinação é sanar doenças como: linfadenite caseosa, ectima contagiosa e pododermatite.

 

 

 

 

 

Sanidade - tratamentos quimioterápicos

 

Os tratamentos quimioterápicos são utilizados nas seguintes doenças:

- Doenças respiratórias;

- Linfadenite Caseosa – Mal-do-caroço;

- Pododermatite – Podridão do pé, manqueira, mal dos cascos;

- Ectima contagioso – Boqueira;

- Ceratoconjuntivite.

 

Sanidade - doenças exóticas ou multissistêmicas

 

São doenças exóticas ou multissistêmicas:

- CAEV;

- Micoplasmose;

- Maed-visna;

- Scrapie;

- Conidiobolomicose.

 

Sanidade - principais causas de morte

 

As principais causas de mortalidade nas crias são:

–Subnutrição;

–Enterites (bactérias e protozoário – Eimeria);

–Broncopneumonias;

–Infecções umbilicais.

 

Recomenda-se a administração de soro caseiro para reidratação, além dos antibióticos e sulfas no tratamento das diarreias.

 

Sanidade - acompanhamento no dia-a-dia

 

Observar:

 

 

- Condição corporal dos animais (animais magros);

- Os sinais (se o animal está arrepiado, mancando, por exemplo);

- Presença de bicheiras;

- Se o animal está andando devagar e não acompanha o grupo;

- Fêmeas que abortam ou rejeitam as crias;

- Corte dos cascos;

- Presença de caroços (linfadenite caseosa);

- Ferimentos em torno da boca.

 

 

 

Considerações Finais

 

O aprisco deve ser suspenso, se assim pode ou é exigido pela região.

Pode-se ver a idade dos caprinos e ovinos pelos dentes.

Os animais são separados por categorias para garantir o bom desempenho na criação.

Quanto à nutrição, colocar a ração aos poucos e continuamente ao longo do dia.

A mistura de S.S.S.F.O.U. é importante para a sanidade animal e o pedilúvio na limpeza da entrada de currais. Deve-se fazer a coleta de fezes para exame quanto à saúde do animal.

O melhoramento do rebanho é feito pela seleção, mantendo a rotina de escrituração (anotações diárias) e o mesmo sendo acompanhado e suplementado.

 

 

“O conhecimento empírico do produtor e do tratador jamais deverá ser menosprezado.”

 

Fluxo de Caixa é Essencial para Pecuaristas

 


O sucesso da atividade pecuária depende não apenas de boas práticas de manejo do rebanho e das pastagens. Um elemento essencial, porém muitas vezes esquecido, é o acompanhamento econômico. "Nunca é demais lembrar que o produtor rural também é empresário e deve registrar todos os dados econômicos da produção".

 O pecuarista deve fazer ao menos um fluxo de caixa, anotando todas as entradas e saídas. "Essa ferramenta é simples e vital. Com ela o produtor pode fazer comparações e saber se ele foi eficiente".

Essa prática também evita a repetição de erros. O pesquisador lembra que é mais fácil continuar errando quando o pecuarista guarda todas as informações apenas na cabeça. O descontrole financeiro pode levar à falência e à incapacidade de pagar o financiamento bancário, como em qualquer outro negócio.

Diversos modelos de planilhas de fluxo de caixa estão disponíveis gratuitamente na internet. Ao clicar aqui, o pecuarista pode baixar a planilha desenvolvida pelo pesquisador Oscar Tupy para produtores de leite, mas que também pode ser adaptada para corte.

 Além de registrar entradas e saídas, é interessante que o produtor faça uma planilha de custos. "Fechado o mês, é interessante levar o movimento de despesas e vendas para o sindicato, cooperativa ou extensionista mais próximo, para ajudar na análise desses dados".

Porém, de nada adianta anotar todos os dados econômicos, mas não cuidar do manejo, a eficiência zootécnica é que gera o sucesso financeiro. Conhecer e aplicar boas práticas e cuidar bem do rebanho e da pastagem são aspectos fundamentais.

 

MELHORAMENTO ANIMAL

 



1) Qual o número de anos de permanência do touro no rebanho?

Considerando o manejo, o touro não deve servir suas filhas. O tempo mínimo de sua permanência deve ser o número de anos necessários para que ele seja avaliado. Quanto ao tempo máximo, deve-se respeitar a possibilidade de ser substituído por outro superior a ele. 


2) Qual a importância do "Sumário de Touros", publicado pelo Ministério da Agricultura com a participação da EMBRAPA e ABCZ?

A publicação "Sumário de Touros" deve ser considerada como um instrumento auxiliar para a seleção, uma vez que considera somente as características do ponderal. É de grande importância, pois traz avaliações de touros, para características produtivas, que não estavam disponíveis até então, possibilitando uma seleção que não seja baseada somente em caracteres subjetivos. 


3) Como se faz a "Prova de Touros"?

Provar ou testar um touro é avaliá-lo quanto ao seu potencial genético, o que geralmente é feito em relação a outros touros. Normalmente, a prova é realizada com base no próprio desempenho (testes de performance) ou no desempenho de seus produtos (teste de progênie). 


4) Qual o significado do registro genealógico para o melhoramento das raças de gado de corte?

O principal objetivo do registro genealógico é possibilitar o fornecimento de pedigrees corretos e confiáveis por parte das associações de criadores. Para o melhoramento, é importante quando são realizados testes que levam em conta informações de parentes.


5) Qual a melhor idade para a seleção de novilhas de corte: na desmama, aos 18 meses ou aos dois anos?

A seleção de novilhas de corte deve ser feita após o diagnóstico de prenhez, de acordo com o sistema de produção, descartando-se as vazias e, dentre as cheias, aquelas de menor precocidade.


6) Quais os critérios de seleção de novilhas para a reprodução?

O principal critério de seleção para novilhas deve ser sua condição, prenha ou não, após o primeiro toque. Em seguida, devem ser consideradas sua precocidade e a habilidade materna de sua mãe. Por fim, deve ser considerada sua própria habilidade materna ao desmamar a primeira cria.


7) A eficiência reprodutiva é mais influenciada pela herança ou pelo ambiente?

Pelo meio ambiente. De maneira geral, as características reprodutivas, excluindo as relacionadas com o desenvolvimento, têm baixa herdabilidade. Mesmo assim, as fêmeas com baixa eficiência reprodutiva não devem ser retidas no rebanho, pois causam grande prejuízo econômico.


8) Que orientação adotar na seleção de rebanhos de corte?

Ao selecionar o rebanho para produção de carne, o criador deve ter sempre em mente que, se ele está vendendo valor genético, seu cliente vende carne. Dessa forma, o selecionador deve escolher aqueles animais que, no rebanho do produtor de carne, propiciarão maior quantidade de quilogramas de carne por área, em menor espaço de tempo. Ou seja, devem ser objeto de seleção: a maior precocidade sexual, a maior natalidade, a menor mortalidade, os maiores ganhos pré e pós-desmama, e, também de grande importância, a conformação e a musculosidade. Igualmente, deve ser observada a rusticidade do animal: sua capacidade de adaptação às condições do sistema de produção.


9) O que é mais importante para o aumento de produção do gado de corte: o melhoramento genético ou a melhoria da alimentação e do manejo sanitário?

Os três itens são extremamente importantes para que sejam obtidas melhorias de produção e produtividade. De modo geral, a melhoria do potencial genético do rebanho deve ser acompanhada de melhorias de alimentação, do manejo em geral e de manejo sanitário. Entretanto, é importante ressaltar que as melhorias genéticas são cumulativas.


10) Como se avalia o progresso genético de um rebanho?

O progresso genético é influenciado pela herdabilidade da característica selecionada, pelo diferencial de seleção e pelo intervalo entre gerações. Ele pode ser medido calculando-se, ano a ano, o mérito genético médio dos indivíduos geneticamente ativos no rebanho. Com base nas diferenças entre eles, obtém-se uma estimativa do progresso genético.

Última atualização em Sáb, 02 de Agosto de 2014 09:29
 
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Escrito por Lívio Chaves   
Sex, 01 de Agosto de 2014 08:22

Síndrome Cólicas em Equinos: Procedimentos Básicos

 


1. INTRODUÇÃO

A síndrome cólica é considerada pelos proprietários e veterinários de cavalos como um dos mais importantes entre os problemas médicos eqüinos. Segundo dados recentes, 2% dos animais em um plantel terão sido afetados anualmente pela cólica e 15% das mortes de animais com mais de 30 dias de vida são devidas a esta síndrome. O termo cólica abrange cerca de 100 afecções que produzem dor abdominal. Apesar de tal importância, conhecemos relativamente pouco sobre os fatores que provocam cólica, especialmente as ocorridas a campo.

2. INCIDÊNCIA E CAUSAS

A idade, sexo e raça estão associados a fatores de risco, bem como alimentação e manejo. No caso do PSI, os tipos de cólica de acordo com a idade são:
Potros até desmame: retenção de mecônio, torção do intestino delgado (intussussepção), Atresia coli, úlceras gástricas e duodenais, diarréia.
Desmame até 1 ano: gastrite, impactação por vermes
Sobreano: obstruções por corpo estranho, intussussepção do colón menor, deslocamentos de colon maior, aprisionamento do intestino em canal hepático.
Após 2 anos: impactação do ceco, enterólitos (pedra no intestino), torção de cólon, aprisionamento de intestino em ligamento abdominal, dilatação gástrica.
Acima de 16 anos: tumores e rupturas de ligamentos;
e de acordo com o sexo são:
Garanhões: tumores do tipo lipoma e hérnia escrotal.
Éguas: torção de útero, hérnias abdominais internas.
Quanto aos fatores alimentação e manejo podemos salientar como causas de cólica o estabulamento excessivo dos animais sem acesso a fibra (feno ou pasto), acesso restrito a água, consumo excessivo de grãos, falta de desparasitação e falta de exercício.

3. DIAGNÓSTICO

O diagnóstico de cólica é primeiramente baseado na observação, onde é constatada a presença de dor no animal através de suas atitudes como rolar no chão, cavar, intensa sudorese e olhar para os flancos.
Os métodos empregados para o diagnóstico variam entre os veterinários. Porém, entre os mais importantes estão a detecção pela auscultação de movimentos intestinais e presença de espasmos ou gás, aferição de batimentos cardíacos, circulação sanguínea e movimentos respiratórios, palpação retal, sondagem nasogástrica e resposta á medicação. Outros exames auxiliares incluem a endoscopia gástrica, ultrassonografia e a paracentese abdominal para coleta de líquido.
O importante na fase de diagnóstico é saber diferenciar uma cólica que pode ser resolvida clinicamente de uma de tratamento cirúrgico. Para isto alguns fatores deverão ser considerados para a decisão cirúrgica como:
A) intensidade da dor, onde ocorre ausência de resposta aos analgésicos.
B) exame retal, onde serão constatados deslocamentos do intestino delgado e colón, ou ainda a presença de corpo estranho.
C) refluxo gástrico constante ou maior que 6 litros através da sonda
D) ausência de sons abdominais
E) no caso do exame do líquido do abdômen, severas alterações na sua composição.

4. TRATAMENTO

A porcentagem dos casos de cólica que necessitam de tratamento cirúrgico é pequena comparada com aqueles que se resolvem através de tratamento medicamentoso. No entanto, é essencial que a assistência veterinária seja rápida. Este tratamento tem como objetivo aliviar a dor do animal, retirar o excesso de gás formado no intestino, manter circulação sanguínea estável, evitar a desidratação e promover a movimentação do intestino.
Para o alívio da dor visceral são utilizados analgésicos como a flunixina meglumina ou a fenilbutazona na dose recomendada pelo fabricante, que poderá ser repetida de acordo com a intensidade e a ciclicidade da dor. Em casos mais graves poderão ser utilizados sedativos como o butorfanol ou a xilazina, que além de promoverem o alívio do animal, ajudam a contê-lo, auxiliando no manejo veterinário.
A hidratação deverá ser instituída prontamente e ser mantida até a resolução do caso. A escolha do tipo de soro a ser empregado deverá seguir as orientações do médico veterinário, mas tem como base o lactato de sódio. Como regra, a hidratação poderá ser feita até o animal urinar.
A retirada do excesso de gás é feita através de sonda nasogástrica e em casos mais graves através de trocaterização do ceco, ou seja, colocação de cateter ou similar através do abdômen para retirada direta do gás acumulado no local, promovendo assim descompressão do intestino e alívio da dor.
É de salientar que todos estes procedimentos deverão ser realizados pelo veterinário responsável, sendo que o resultado positivo depende da interação de todos os itens descritos, e não de um em particular. Enquanto espera a chegada do veterinário, o animal poderá ser mantido a pasto e observado se não estiver rolando ou se deitando, e na presença destes últimos sintomas, o animal poderá ser caminhado puxado para evitar que se machuque ou a alguém.

5. SUGESTÕES DO AUTOR

Foto de Stock Royalty Free: Beijo de dois cavalos. Imagem: 6648315- Evitar uso indiscriminado de analgésicos.
- Fornecer no mínimo 60% de toda a alimentação em pasto ou feno
- Tentar não pastorear os animais muito rápido em pastagem verde, fazê-lo de forma gradativa, sendo isto válido para a troca de ração.
- Limitar a ingestão de grãos em no máximo 50% da ração fornecida.
- Utilizar fontes de óleo quando são requisitadas mais calorias na dieta.
- Fornecer sistema alimentar higiênico, onde o animal não consiga ingerir terra ou areia.
- Sempre que possível, manter ambiente de pastagem limpo, livre de cordas e plásticos.
- Prover exercício diário aos animais.
- Fornecer água limpa e á vontade.
- Implementar programa sanitário e anti-parasitário.
- Minimizar estresse (viagens, estabulamento, doenças e traumas) o máximo possível.

 

CRIAÇÃO de BEZERROS

 


1) Quais os cuidados que devem ser dispensados aos bezerros recém-nascidos?

Os seguintes cuidados devem ser adotados:
· cortar e desinfetar o umbigo com solução de álcool iodado a 10% ou outro produto comercial;
· verificar se o bezerro consegue mamar normalmente. No caso de vacas de tetas grandes, é necessário ajudar o recém-nascido nas primeiras mamadas e depois esgotar o úbere da vaca. É indispensável que o bezerro mame o colostro; 
· manter os bezerros em pasto-maternidade, durante a primeira semana de vida, para facilitar a assistência; 
· evitar a movimentação de bezerros novos, junto com animais adultos, em porteiras e bretes; 
· observar a ocorrência de diarréias e tratá-las imediatamente.

2) Quais as principais causas de mortalidade de bezerros? Qual é a importância do tratamento do umbigo dos bezerros?

As principais causas são: infecções, provocadas principalmente pelo não tratamento correto do umbigo; a diarréia-branca, provocada por consumo excessivo de leite; a diarréia-preta, causada por bactérias; piroplasmose e anaplasmose, doenças transmitidas pelos carrapatos. O tratamento do umbigo é importante porque ele é "porta de entrada" para os agentes causadores de várias doenças. A infecção deve ser evitada por meio de "corte e cura" adequados. Após a instalação da infecção, além do maior custo do tratamento, há um comprometimento do desenvolvimento normal do animal.

3) Como substituir o colostro para bezerros criados guaxos (bezerros órfãos ou enjeitados pela mãe)?

Não existe produto capaz de substituir o colostro com a mesma eficiência. Os substitutos do leite encontrados no mercado podem auxiliar na criação dos guaxos; porém, estes animais não terão o mesmo desenvolvimento daqueles que mamaram o colostro. 

4) Como criar bezerros saudáveis?

Devem ser adotados os seguintes procedimentos: 
• programar a estação de monta, de modo a evitar nascimentos no período de maior intensidade de chuvas. Animais nascidos nesse período sofrem mais estresse e ficam mais predispostos a doenças; 
• cortar o umbigo e desinfetá-lo (cura) no dia do nascimento; 
• assegurar que o bezerro mame o colostro; 
• descartar vacas de tetas grandes e aquelas que produzem pouco leite; 
• combater os ectoparasitas (berne, carrapatos e mosca-do-chifre); 
• evitar manejo intensivo em currais e bretes. 


5) Qual a vantagem e como fazer a desmama precoce?

A baixa taxa de natalidade é um dos principais problemas da criação extensiva de bovinos de corte. Em situações de escassez de forragem, a desmama precoce reduz o estresse da lactação, como também os requerimentos nutricionais da vaca, antecipando, assim, o restabelecimento da atividade reprodutiva. Como a lactação tem prioridade por nutrientes, em relação ao ciclo estral, vacas secas requerem 40 a 60% menos forragem do que vacas lactantes. A separação do bezerro 3 meses após seu nascimento permite que a desmama ocorra ainda dentro da estação de monta, aumentando, assim, as chances de concepção.
6) Que cuidados especiais devem ser adotados para com os bezerros, quando se utiliza a desmama precoce?

Devem ser adotadas as seguintes práticas: 
· usar creep-grazing (pasto especial, com acesso somente aos bezerros), ou creep-feeding (cocho com ração especial, com acesso somente aos bezerros), por meio dos quais os bezerros se acostumam a ingerir alimentos sólidos antes da desmama; 
· desmamar os bezerros com peso superior a 90 kg; 
· fazer com que a desmama ocorra em época adequada (estação chuvosa) e em pasto apropriado; 
· suplementar a alimentação dos bezerros com ração apropriada, pelo menos até 2 meses após a desmama; 
· evitar distúrbios logo após a separação do bezerro de sua mãe (manejo de mangueiro, transporte, comercialização etc.).

 

 
 

O carrapato é responsável pela tristeza parasitária do rebanho bovino

 

 
 

A presença do carrapato, transmissor dos agentes causadores da Tristeza Parasitária Bovina (TPB), é motivo de preocupação para o pecuarista, pois pode representar perdas econômicas significativas com a morte de animais. A fase de maior parasitismo pelo carrapato acontece nos meses mais quentes do ano. Este aumento populacional, se não controlado, será progressivo, chegando a um pico máximo no outono.

A médica veterinária Claudia Gulias Gomes, da Embrapa Pecuária Sul, fala sobre a importância do monitoramento e do diagnóstico da resistência aos carrapaticidas na propriedade, bem como a correta utilização dos carrapaticidas de modo a retardar o processo de instalação da resistência. Claudia também aponta cuidados no manejo dos animais e das pastagens

Segundo ela, enquanto nos meses mais quentes do ano, se observa o aumento populacional dos carrpatos nos bovinos, na primavera, ocorrem as menores infestações, pois o rigor do inverno elimina parte de carrapato.  Esse é o melhor período para iniciar a imunização natural de terneiros e renovar a imunidade dos bovinos adultos contra a TPB.

Existem diferentes formas de controle do carrapato, entre elas o controle por meio de produtos químicos, os popularmente chamados carrapaticidas. Os carrapatos tendem a desenvolver resistência a esses produtos, tornando-os ineficazes com o tempo. Apesar de ser um fenômeno natural, a resistência pode ser acelerada quando não se adotam práticas adequadas de manejo.

“Não existe uma receita pronta para o controle do carrapato bovino que se adapte a todas as situações. É necessário conhecer o sistema de produção de cada propriedade, o nível de infestação dos campos, a dinâmica populacional do carrapato na região e a eficácia dos carrapaticidas utilizados para se escolher a melhor estratégia de ação. Em qualquer situação, a redução da frequência do uso dos carrapaticidas deve ser sempre uma meta a ser seguida, pois quanto maior for essa frequência, maiores serão as chances de instalação da resistência”, afirma Claudia.

A pesquisadora alerta que o emprego incorreto dos produtos, como a administração de subdosagens, o manejo incorreto do banheiro de imersão ou aspersão e o uso de formulações caseiras levam ao controle ineficiente e, por consequência, a redução do intervalo entre tratamentos. Além desses cuidados, é preciso estar atento à qualidade da alimentação, já que animais enfraquecidos resistem menos ao parasitismo.

O produtor deve também manter o controle dos bovinos que entram na propriedade, certificando-se de que eles não estão infestados, para evitar a introdução de carrapatos resistentes. Outro ponto importante é a lotação dos potreiros, que não devem estar além da capacidade, fato que favorece a alta infestação por carrapatos e ainda prejudica a qualidade da alimentação do rebanho.

 
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Escrito por Lívio Chaves   
Qui, 31 de Julho de 2014 07:49

Quais, como e quando utilizar as vacinas


Vacinação é sinônimo de lucro para o criador e a não-vacinação pode resultar em graves prejuízos.

 

 

 

O correto manejo sanitário torna-se imprescindível para o sucesso dos criatórios de caprinos e ovinos, em virtude dos altos custos da produção e da competitividade dos mercados mundiais. Este controle é possível a partir da adoção de medidas preventivas para uma série de enfermidades dos animais (Langoni, 2004), que ressaltam a importância da vacinação no manejo dos rebanhos.

Vacinas são produtos biológicos que servem para a imunização contra diversas doenças causadas por vírus e bactérias, conhecidos como micróbios, ou seja, organismos vistos no microscópio (Instituto Fiocruz, do Rio de Janeiro). Os chamados antígenos representam os constituintes ativos das vacinas e são os responsáveis pela imunidade. As vacinas são produzidas e classificadas de acordo com os tipos de antígenos, representados pelos próprios micro-organismos, ou por suas partes estruturais e produtos de seu metabolismo.

Um programa efetivo de imunização deve propiciar a proteção para controlar, ou prevenir as moléstias infecciosas que naturalmente ocorrem nos rebanhos (Brumbaugh & Hjerpe, 1993).

A vacinação de pequenos ruminantes não é obrigatória, segundo a Instrução Normativa n° 87 do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA), que estabelece as diretrizes do Programa Nacional de Sanidade dos Caprinos e Ovinos (PNSCO). A vacinação não é realizada, mesmo contra a febre aftosa, responsável por prejuízos devido às condições internacionais para a exportação. Algumas vacinas são proibidas para ovinos e caprinos, segundo o “Programa Nacional de Erradicação da Febre Aftosa” (PNEFA, 2007) do MAPA. A vacinação, no entanto, é uma das práticas mais garantidoras da sanidade e, por consequência, do lucro.

Algumas vacinas são essenciais como medida preventiva. As doenças no rebanho causam um impacto econômico negativo para o criador. Os tópicos abaixo ilustrarão as principais e os métodos de vacinação.

 

Raiva

 

 

A raiva representa uma doença causada por vírus que acomete diversos animais e também o homem. O cão é o principal reservatório da doença para disseminação nas áreas urbanas e em ambiente rural são os morcegos hematófagos (Desmodus rotundus).

Esta doença manifesta-se com uma gama de sinais clínicos, citados a seguir:

1 - isolamento do rebanho;

2 - apatia;

3 - perda do apetite e dor;

4 - excitabilidade;

5 - salivação abundante e dificuldade de deglutição;

6 - incoordenação motora e tremores;

7- paralisia respiratória.

Estes sintomas podem evoluir até a morte dos animais.

 

Clostridioses

 

Medidas preventivas devem ser adotadas, pois é uma doença de caráter agudo e há dificuldade em estabelecer tratamentos para ela. A vacina é a principal estratégia para combater a clostridiose (Lobato et al., 2004).

Na clostridiose há uma variedade de manifestações clínicas causadas por diferentes bactérias anaeróbicas (produtoras de toxinas) que acometem diferentes espécies.

Os principais sinais clínicos apresentados por ovinos e caprinos acometidos incluem:

1 - dificuldade de locomoção;

2 - aumento de volume dos membros posteriores;

3 - excitabilidade;

4 - desvio lateral de cabeça;

5 - morte súbita.

 

Ovinos podem contrair o carbúnculo sintomático, tipo de clostridiose causada pela bactéria Clostridium chauvoei, através da contaminação de ferimentos. Estes podem ser causados durante o parto, castração, ou lesões de umbigo (Riet-Correa, 2001).

 

Linfadenite Caseosa

 

A linfadenite caseosa, ou mal- do-caroço é uma enfermidade contagiosa causada pelo Corynebacterium pseudotuberculosis, atingindo preferencialmente ovinos e caprinos. Causa perdas econômicas por condenação de carcaças (Riet-Correa, 2001). A doença é caracterizada pela formação de abscessos em diferentes partes do corpo dos animais, podendo levar a: emagrecimento progressivo e deficiência respiratória, ou hepática (abscessos nas vísceras).

 

Ectima Contagioso

 

O ectima contagioso, ou dermatite pustular, é infecto-contagiosa causada pelo vírus Parapoxvirus e também afeta os pequenos ruminantes. A enfermidade é caracterizada por: desenvolvimento de lesões na pele do focinho e formação de bolha, úlceras e crostas grosseiras no úbere e boca do animal.

Borregos ou cabritos não recebem anticorpos contra esta doença junto ao colostro materno (Barros, 2001). Os animais afetados podem perder peso pela dificuldade de alimentação, sendo que em jovens as lesões na língua impedem a amamentação. É prejuízo ao criador e uma alerta para a importância da vacinação em surtos.

A Tabela ilustra as principais vacinas e a vacinação indicada para a prevenção de doenças dos pequenos ruminantes.

 

Leptospirose

 

Caprinos e ovinos são susceptíveis aos mesmos sorovares (variedades) de leptospiras que acometem os bovinos (Langoni, 2005), motivo que preconiza a utilização das mesmas vacinas após a identificação sorológica da variedade de leptospira .

Os ovinos correspondem ao grupo de animais domésticos menos susceptíveis à doença, embora a leptospirose possa manifestar-se na forma aguda ou crônica . Esta doença pode ter as seguintes manifestações: quadros de septicemia, ou infecção generalizada; hemorragia; problemas renais; mastite sanguinolenta; retorno ao cio; abortamento e morte precoce de cordeiros (Hermann et al., 2004).

Após a identificação do surto preconiza-se a vacinação com duas doses em intervalos de 3 a 5 semanas e reaplicação semestral. O tratamento sistêmico com antibióticos também é recomendado.

 

Foot Root

 

Caracteriza-se por uma doença bacteriana, contagiosa, que afeta todos os aspectos do ciclo produtivo da ovinocultura. Pode levar à inflamação dos cascos e laminite (Burke & Parker, 2007). Vacinação estratégica é indicada coincidindo com os períodos favoráveis dos surtos.

A prevenção da doença no outono, segundo Ribeiro (2001), é recomendada com vacinação em fevereiro e reforço em maio. Já na primavera, indica-se a aplicação em julho e a revacinação em agosto. Os animais já imunizados, incluindo fêmeas em gestação, passam por manutenção anual. Trabalhos recentes exploram o efeito da raça, categoria e grau de acometimento dos animais sobre a resistência e sua herdabilidade na produção.

 



Cuidados com vacinas - Representam fatores que devem ser evitados para o sucesso dos programas de vacinação:

- conservação inadequada (temperatura de estocagem ideal é entre 2 a 8°C);

- aplicação após o vencimento;

- dose incorreta ou insuficiente;

- falta de assepsia ou limpeza no local de aplicação.

 

 

 

 

Considerações finais

 

As boas práticas aliadas às vacinas de qualidade representam o primeiro passo para o manejo sanitário dos criatórios de caprinos e ovinos, merecendo, portanto, total atenção dos produtores e técnicos envolvidos nessa cadeia produtiva.


Curiosidades

 
VARIEDADES

Você sabia...?

... que as fezes do caprino apresentam entre 40 a 45% de água?

... que as cabras em pastoreio, podem gastar de 7 a 10 horas por dia nesta tividade?

... que, durante as secas, um caprino é capaz de aproveitar a água bebida, resistindo de 3 a 4 dias sem beber? Mesmo sem beber nesse período, perderá menos de 4% do peso total corporal.

... que as cabras descansam entre 4 a 6 horas por dia?

... que os caprinos geralmente dormem em duplas, encostando-se uns aos outros pelos flancos? Normalmente adotam essa posição

em decúbito esternal.

 

 

 

 

 

Hidromel, a bebida dos bárbaros volta ao mercado

 

Bebida sagrada dos vikings e que deu origem ao termo lua de mel, está de volta e promete aumentar a renda do apicultor

 

Editora Globo

As noites nas tavernas medievais dos séculos V ao XV, diz a história, eram de pura anarquia. Homens imensos, ornamentados com peles de animais, chapéus com chifres e tacapes, ora festejavam, ora se engalfinhavam por qualquer motivo. Os relatos da época contam que toda e qualquer manifestação pedia um item, indispensável para eles em qualquer ocasião: a bebida. E engana-se quem pensa que a preferência dos povos bárbaros era a cerveja (ela só chegou tempos depois). O que eles tomavam era uma beberagem doce, sagrada e “meio mágica”, o hidromel.

A mistura de mel e água, fermentada, ninguém sabe quem inventou ou como surgiu, mas durante séculos foi essencial à dieta medieval. Dela também surgiu a expressão lua de mel, pois os casais tomavam essa bebida durante um ciclo lunar após o casamento para gerar filhos varões. A receita sobreviveu tímida aos séculos, ao surgimento do vinho de uvas e da cerveja, mas há quatro anos foi parar nas mãos de Samir Kadri, zootecnista e apicultor do interior de São Paulo que está tornando o hidromel um habitué nas prateleiras de apreciadores, degustadores de bebidas e lojas especializadas. E o melhor: com a bebida, Kadri aumentou a rentabilidade de sua atividade e abriu uma nova possibilidade de ganho no mercado apícola.

Revista assim_Portal liberal.com.br
"A produção de hidromel abre uma nova possibilidade de renda na apicultura", diz Orsi, da Unesp

A fábrica de Kadri fica no sítio da família em Mogi das Cruzes, na Grande São Paulo, e ainda é informal. Ele conta que está pelejando para obter o registro formal do empreendimento e produzir o hidromel em escala comercial. Por enquanto, é o interesse de quem já provou a bebida que está fazendo a sua fama. “Donos de lojas especializadas souberam da produção e fizeram pequenos pedidos. Geralmente, são estabelecimentos que trabalham com diversos tipos de bebidas artesanais.” A fabricação do hidromel elevou os ganhos da produção de Kadri e de todos os apicultores que resolveram investir na fabricação da bebida, um processo que demora no mínimo dois meses para ser finalizado.

A bebida é vendida a R$ 15 por garrafa de 500 mililitros, quase cinco vezes mais. “O custo de produção do hidromel é baixo e o valor agregado na fabricação permite que o apicultor diversifique a atividade e aumente a rentabilidade”, afirma Orsi. “Na maioria das vezes, é feito a partir de mel de abelhas silvestres, das floradas de eucalipto ou de laranjeiras, mas é possível fabricar essa bebida a partir de qualquer tipo de mel. É somente neste caso que o custo de produção aumenta, pois o mel de jataí ou de mandassaia, por exemplo, tem o preço mais elevado”.

O custo de produção, segundo Orsi, gira em torno de R$ 14,40 por litro de hidromel produzido.

Editora Globo
A bebida medieval foi redescoberta pelo zootecnista e apicultor Samir Kadri

Em Mogi das Cruzes, Samir Kadri tem um apiário com 30 enxames, e cada um deles possui, em média, 40 mil abelhas, que produzem de 23 a 25 quilos de mel por florada. Para dar conta da produção, que gira entre 45 e 50 litros de hidromel por mês, ele compra mel de outros apicultores, principalmente na entressafra do produto (o auge da safra do mel no Estado de São Paulo, com 6% da produção total do país, ocorre em dezembro).

 “Também é uma forma de estimular pequenos agricultores a investir na atividade”, diz ele, que mantém o padrão semisseco para as suas bebidas. “Assim como o vinho, é possível fabricar o hidromel com maior ou menor teor alcoólico, e isso é definido no processo de fermentação. Méis com mais açúcar resultam em uma bebida suave e os méis com menos açúcar em um hidromel seco”.

  A produção da bebida também segue a classificação dos vinhos (suave, semisseco ou seco), o que implica em diferentes colorações, que vão do amarelo bem claro ao castanho (cor de conhaque), com o mel, também já produziu cerveja. “É um processo mais complicado que a produção de hidromel, mas é possível de ser feito por quem quer se dedicar e investir na atividade.”

NÉCTAR DOS DEUSES

INGREDIENTES
1 litro de mel
2 litros de água
10 gramas de fermento biológico

COMO FAZER
Misturar todos os ingredientes com uma colher. Colocar o líquido em um recipiente próprio para fermentação. O recipiente deve ser totalmente vedado, para não entrar ar, mas deve ter uma válvula de escape para a saída do gás carbônico resultante da fermentação. Essa saída deve ficar imersa em água para evitar a entrada de oxigênio. Se isso acontecer, seu hidromel vai virar um vinagre de mel, que também é muito gostoso”.

 

Conhecendo as Plantas Fogueiras



São assim chamadas as plantas que servem para a alimentação dos animais herbívoros (boi, vaca, cabra, cavalo, etc.).
        Podem ser utilizadas de várias maneiras: a) pastejo direto - capins das pastagens, naturais ou cultivadas; b) fornecida pelo homem na forma natural - forragem verde, cortada de capineiras; c) forragem conservada em silos - silagem ( milho ); d) forragem seca - feno ( alfafa ) ou palha ( milho ).
        Tais alimentos, ricos em fibras e pobres em nutrientes digestíveis, são chamados  volumosos, em oposição aos alimentos concentrados ( grãos, farelos, ração, etc.
        As plantas forrageiras utilizadas em pastagens e capineiras são geralmente gramínea - capins gordura, jaraguá, colonião, etc. As plantas forrageiras utilizadas para corte verde podem ser gramíneas ( capim-elefante, cana-de-açúcar,etc.) ou leguminosas ( soja perene, guandu,etc. ). O milho é utilizado como silagem e na forma de palha. A alfafa é utilizada para o preparo de feno ( forragem seca ).
 
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Escrito por Lívio Chaves   
Qua, 30 de Julho de 2014 08:56

Parto de Égua: Sequência Fotográfica

 


1. Secreção de leite momentos antes do parto



2. Início das contrações e busca por local para parir.



3. Rompimento da bolsa e visualização normal do feto.



4. Escolhendo o local do parto.



 

 

 

 

 

5. Início da saída do potro, apresentação dos membros anteriores e cabeça. Note um membro sempre mais na frente que o outro.



6. Auxiliando a passagem do potro através do canal do parto.



7. Primeiro contato.

 

 

 



8. reconhecimento materno-fetal.



9. Primeiros passos...


10. Exteriorização natural da placenta e envoltórios fetais após o parto.

11. Visualização da placenta e cordão umbilical após sua expulsão.

 

 

 

 

 

 

 

Úlceras Gástricas em Cavalos

 


“Não existe cura total para esta síndrome, mas alguns métodos preventivos poderão manter o seu cavalo livre de úlceras gástricas.”

O que as três situações abaixo tem em comum:

1)      Você volta com o seu cavalo de uma prova após uma competição frustrante. O seu cavalo de elite não correspondeu ás expectativas. Durante a  prova olhava raramente para os flancos e sentia-se desconfortável.
2)      A sua potra preferida acabou de ser desmamada. Antes forte e robusta, agora está magra e fraca, e sem apetite.
3)      O seu cavalo de passeio, mesmo em bom pasto, teve início de laminite que foi resolvida com tratamento. Sempre dedicado, agora ele mostra sinais de dor quando é montado, a pelagem feio e aparenta estar deprimido.
O que é mais surpreendente é que apesar de todos estes sinais apontarem uma série de problemas, estes três animais podem ser diagnosticados com a mesma doença: a síndrome da úlcera gástrica equina. Cerca de 92% dos cavalos de corrida são acometidos desta síndrome e 25% dos potros antes dos 2 meses de idade.


Histórico e sinais
 
Estômago normal
As úlceras gástricas não se restringem apenas ao estômago mas também afetam o intestino delgado. Elas ocorrem quando partes destes órgãos se tornam muito ácidas, causando lesão nas células. O ácido para digestão no cavalo é produzido constantemente, ao contrário de nós, que o produzimos apenas quando comemos. O cavalo produz em média 1,5 litros deste ácido por hora, devido a ser um animal de pastoreio, que deve comer constantemente.
Ulcera
Os cavalos submetidos a mais estresse são os mais acometidos. Os sintomas são os mais variados, como perda de apetite, bruxismo, salivação excessiva e diarreia em potros e anorexia, perda de peso, diminuição do desempenho, tendência a permanecer deitado, pelo arrepiado e episódios de cólica em adultos.
O diagnóstico é feito através de endoscopia gástrica, onde são visualizadas as úlceras e pelos próprios sintomas.

Causas
Existem várias causas que predispõem os cavalos a úlceras gástricas. Algumas podem ser manejadas, outras são de origem genética e muito difíceis de tratar. Os três principais fatores são:
1)      O regime alimentar, como o tipo de alimento e frequência de fornecimento. Cavalos que tem poucas refeições diárias e ricas em carboidratos são mais susceptíveis, pois grãos como milho e aveia levam a grande produção de ácido para sua digestão. Cavalos a pasto ou que comem livremente tem menos incidências de úlceras.
2)      O treinamento e exercício também podem contribuir com a presença de úlceras gástricas. O exercício intenso também leva á produção excessiva de ácido gástrico. Isto ocorre, pois ocorre uma diminuição do fluxo sanguíneo no estômago, associado a uma pressão abdominal, levando o conteúdo gástrico a subir para as partes desprotegidas do estômago. O aumento muito rápido da atividade física do cavalo também leva á mesma situação, já que causa altos níveis de estresse, que aumentam a produção de ácido, diminuem o fluxo sanguíneo e o esvaziamento gástrico, causando úlceras.
3)      Algumas medicações causam úlceras, como os antinflamatórios (fenilbutazona, flunixim meglumine), pois diminuem a produção do muco protetor da parede do estômago.

Tratamento
Existem vários medicamentos que podem ser utilizados para tratar as úlceras, entre eles os que bloqueiam a produção de ácido (ranitidina, cimetidina), os inibidores da bomba de prótons, que também bloqueiam a produção de ácido, mas por tempo mais prolongado (omeprazole).
O melhor tratamento nos primeiros dias é utilizar ambos e após apenas o omeprazole, que é o mais eficaz para o tratamento da úlcera gástrica.
Medicamentos antiácidos e protetores de mucosa podem ser usados juntos com o omeprazole, pois promovem alicio contra a acidez e protegem a mucosa contra o ácido.
Alterar a alimentação também é uma forma de tratamento. Dietas ricas em fibras e baixas em carboidratos promovem um pH apropriado no estômago. Manter alimento constante durante o dia também reduz as chances de úlcera. O uso de feno de alfafa é ótimo para a proteção gástrica. Cavalos que necessitem de mais calorias para trabalho deverão utilizar dietas ricas em óleos e gorduras, pois diminuem a acidez estomacal.

Prevenção
As úlceras são essencialmente uma doença de manejo. No entanto, os cavalos mantidos na mais ideal das condições podem adquirir úlceras. O melhor manejo a ser feito é manter os animais a pasto o mais permanentemente possível e/ou manter uma dieta rica em feno. As refeições diárias deverão ser no maior número possível dentro da condições de cada proprietário.
Quanto aos animais em treinamento, bons programas de adaptação e transportes são fundamentais, assim como evitar o overtrainning, evitando consequentemente o uso de medicação antinflamatória.
Alguns cavalos são mais predisponentes do que outros. As úlceras podem ser evitadas com condições alimentares e de treinamento corretas, cabe a cada responsável utilizar os métodos adequados para não ocorrer esta síndrome, que mesmo tratada, pode voltar sempre pelos mesmos motivos.

 

Cuidados para controlar os ratos existentes na propriedade rural

 

Rato 'Acomys kempi', recém-descoberto na África, têm capacidade de regenerar a pele (Fot Reprodução/'Nature')

Não há como eliminar totalmente os ratos, mas controlar a população deles é muito importante. “O importante é entender que cada tipo de rato tem que receber um controle específico”.

Impedir a disseminação dos roedores é decisivo especialmente para quem produz suínos e aves, já que os roedores disseminam doenças entre os animais. Além disso, eles ameaçam a saúde da família. E o primeiro passo para esse controle é conhecer os tipos de rato que existem no meio rural. São três os tipos mais comuns: a ratazana, que faz tocas ao lado dos depósitos de grãos; o rato de telhado, que vive no alto das construções; e o camundongo, que geralmente se instala dentro das residências.

Para cada tipo de rato também há um tipo de isca. Para as ratazanas, é preciso colocar a isca num local escondido, onde ela possa se sentir protegida para comer com tranqüilidade. Pode ser uma caixa de sapato ou um cano de PVC. Para o rato de telhado vale a mesma coisa. Já os camundongos precisam de iscas pequenas, espalhadas por vários pontos da casa. Preferencialmente, essa isca precisa estar misturada com milho ou outro grão.

  A escolha do veneno também é muito importante. “O rato é muito esperto e se for usado um veneno que mata na hora, somente os ratos mais velhos ou doentes é que serão eliminados. O indicado é que se usem os produtos que fazem efeito de cinco a sete dias depois de ingeridos. Isso desorienta os ratos, que não sabem o que causou as mortes”.

 

 

O manejo correto do nascimento e da desmama dos bezerros

 

Para o bom desempenho de um rebanho, o produtor rural deve realizar a programação adequada para o nascimento e desmama dos bezerros, visando uma produção saudável e lucrativa. As pesquisas indicam que o período mais propício para o nascimento é na seca, quando as incidências de doenças e de parasitos são baixas. Já a desmama, aos 6-7 meses de idade, pode ser realizada próximo ao início do período seco. As recomendações quanto à melhor época de nascimento e de desmama de bovinos valem para pequenos, médios e grandes produtores.

 O criador deve começar esta programação definindo o período da estação de monta, uma vez que a gestação tem duração definida e os bezerros nascem nove meses depois.  “Quando se estabelece a estação de monta, estamos pensando na época em que as vacas estão no período mais férteis, com mais cios, e também na época do ano mais favorável para o nascimento dos bezerros”.

 Outros benefícios da programação  do nascimento dos bezerros. Com a estação de monta planejada para que os nascimentos ocorram no verão, pode-se dizer que o produtor terá benefícios para a saúde do recém-nascido, pois a seca dificulta a vida das bactérias e parasitas que provocam diarréias, verminosres e bicheiras nos bezerros”.

 A programação da desmama dos bezerros deve ser realizada levando-se em conta três aspectos:  o descanso das vacas, para que possam engravidar com mais facilidade na próxima estação; o não prejuízo do crescimento dos bezerros; e a redução do tamanho do rebanho na época da seca, quando há menos pasto disponível.

 

 

Fisioterapia Equina, O Futuro da Reabilitação do Cavalo de Esporte


FISIOTERAPIA E REABILITAÇÃO EQUÍNA
 

No meio esportivo equino, por vezes, falta o elo na cadeia de eventos que se inicia com a lesão do atleta e termina com o retorno á atividade física. Este elo representa a reabilitação planejada do cavalo de esporte e as terapias secundárias direcionadas em cada caso específico.
As consequências da inclusão deste elo são uma recuperação em curto prazo, com encurtamento das fases inflamatórias da lesão, aceleração da cicatrização, não formação de reações cicatriciais e evitar a perda de massa muscular e amplitude dos movimentos, temas comuns nos cavalos em recuperação.
As grandes equipes hípicas mundiais já iniciaram esse projeto á décadas, tendo obtido resultados muito além dos esperados em competição. Exemplo disso são as equipes de enduro do estado do Kentucky e alguns haras de PSI como da família Maktoum, os maiores criadores do mundo.
Existem várias terapias não invasivas que vem sendo utilizadas á décadas em atletas humanos que agora são empregadas no cavalo atleta de alta performance.  Estas terapias incluem:
- Agentes térmicos
- Eletricidade (TENS, FES)
- Som
- Luz (fototerapia)
- Campos magnéticos
- Compressão
- Movimento
O programa de fisioterapia equina é muito abrangente, desde potros recém-nascidos a cavalos idosos, sendo o objetivo principal a terapia de problemas musculoesqueléticos e a restauração do movimento adequado do cavalo.


CONDICIONAMENTO FISICO

O condicionamento físico de um cavalo atleta poderá ser maximizado através de programas planejados de fisioterapia respiratória e manual.
O objetivo de qualquer condicionamento básico é aumentar a resposta fisiológica e física ao exercício. As respostas psicológicas são maior confiança e desejo em realizar exercício e fisicamente adquirindo maior força e resistência com redução do risco de lesões.
O programa de condicionamento é específico a cada tipo de atleta, ou seja, em cavalos de corrida ou velocidade, por ser uma atividade quase que anaeróbia, a capacitação deverá ser voltada para essa característica e não somente capacitação aeróbia de resistência.
No programa de condicionamento aplicado serão trabalhadas as capacidades do atleta de:
- Aumentar a captação de oxigênio com diminuição da ventilação durante o exercício.
- Diminuição dos batimentos cardíacos durante exercício, aumento da dimensão cardíaca e da circulação sanguínea.
- Aumento da capacidade muscular aeróbia, mais rapidez na contração muscular, aumento da massa muscular.
- Maior alongamento e resistência de tendões e ligamentos
-Melhora da qualidade óssea e sua remodelação face ao exercício
 
 
 

Composição do Leite da Égua: Diferenças Entre as Raças

 


Muitos pensam que a produção de leite de uma égua se limita á égua ser boa ou ruim “de leite”. O leite da égua não deve ser subestimado, sobretudo por ser o alimento inicial da vida de um potro e seu principal alimento durante os três primeiros meses de vida.
A égua precisa produzir leite suficiente para dobrar o peso do potro em 60 dias,com o risco de haver um crescimento fora de padrão.
Comparado com as outras espécies, o leite da égua é consideravelmente baixo em alguns componentes, como segue:

Espécie animal
Água (%)
Matéria seca (%)
Proteína (%)
Gordura (%)
Lactose (%)
Matéria mineral (%)
Vaca
87,8
12,2
3,5
3,5
4,5
0,8
Égua
90,0
10,0
2,2
1,1
6,1
0,5
Ovelha
82,5
17,5
6,5
6,1
4,5
1,0

O artigo tem como objetivo auxiliar o criador e principalmente quem se utiliza do programa de transferência de embriões, para ajustar receptoras ás necessidades nutritivas de cada raça específica.

A glândula mamária
A égua possui quatro glândulas mamárias ligadas ao corpo por ligamentos de sustentação. Elas não possuem pelos e são extremamente sensíveis para responderem á sucção do potro. Ao contrário dos outros mamíferos, o leite é secretado apenas por duas tetas ao invés de quatro como a vaca, ou seja, apenas uma saída para cada duas glândulas mamárias.
No seu interior, a glândula mamária é composta por alvéolos que produzem o leite e vários ductos ramificados e interligados entre si, que o depositam e armazenam logo abaixo, numa câmara, enchendo o úbere da égua. O leite é aí mantido por um esfíncter muscular que o impede de sair, somente no processo de mama pelo potro.
Durante a gestação, as glândulas mamárias se desenvolvem sob a ação do hormônio progesterona, até ao momento do parto, onde a produção de colostro torna o úbere visível. Elas seguem se desenvolvendo até seu nível máximo oito semanas após o parto, aumentando assim a produção de leite proporcional ao crescimento do potro.

A Formação do leite
Os constituintes do leite são captados da circulação sanguínea pelas células mamárias. Nestas células, estes componentes são transformados em lactose, gordura e proteínas e armazenados nos alvéolos junto com água. Á medida que a câmara de armazenamento se enche, aumenta a pressão dos ductos, deixando assim o leite pronto para o potro.
A taxa de produção é controlada por hormônios, que por sua vez são controlados pela quantidade de leite que o potro mama. Quando o potro começa a comer pasto ou ração, diminui a ingestão do leite e assim a sua produção também cai. Se o potro ficar sem mamar por 24 horas, a glândula mamária inicia seu retrocesso e mesmo voltando a mamar após esse período, os níveis de produção já não serão os mesmos.

A curva de lactação

A quantidade e a concentração de todos os componentes do leite afetam diretamente a intensidade e o crescimento correto dos potros. Durante toda a lactação, o leite da égua sofre variações de acordo com seu status fisiológico, como gestação e cio.
A produção de leite aumenta em quantidade até os 60 dias de lactação, onde ocorre o pico lactacional. Após esse período, a produção de leite começa a cair juntamente com sua quantidade de nutrientes até atingir níveis mínimos de qualidade, ocasionando o desmame e o cessamento na produção.
Quanto mais cedo o potro iniciar a comer, também mais cedo diminui a produção do leite.

Os nutrientes do leite

Os nutrientes do leite variam na sua concentração de égua para égua e de raça para raça. Vários são os constituintes do leite, mas o foco deste artigo serão apenas os principais, sendo matéria seca, gordura, proteínas (caseína), lactose (principal açúcar) e matéria mineral (Cálcio e Fósforo).
Abaixo segue tabela comparativa entre as diversas raças encontradas no Brasil e as mais utilizadas para transferência de embriões.

Raça
Produção (Kg/dia)
Matéria Seca (%)
Gordura (%)
Proteína (%)
Lactose (%)
Matéria Mineral (%)
Cálcio (mg/Kg)
Fósforo (mg/Kg)
Quarto-de-Milha
11,8
10,8
1,4
2,4
5,8
0,6
787
504
Puro Sangue Inglês
14,9
11,8
2,1
2,3
6,52
0,68
843
543
Puro Sangue Lusitano
12,2
12,8
2,4
2,00
5,5
0,4
962
580
Puro Sangue Árabe
9,2
11,1
1,74
2,76
6,2
0,32
913
732
Mangalarga
9,5
10,2
1,6
1,9
6,5
0,35
-
-
Bretão
17,7
11,3
3,4
2,3
6,9
0,2
102
63

 



Curiosidades do Reino Animal

 

Mais antigos

Os animais passaram do mar à terra há 414 milhões de anos. Os primeiros animais terrestres do mundo incluem dois tipos de centípedes e uma pequena aranha encontrada entre restos de plantas.

Mais barulhento

O mais barulhento dos animais terrestres é o bugio das Américas Central e do Sul. Os machos possuem uma estrutura óssea na parte superior da traquéia que permitem que o som reverbere. Seus gritos assustadores foram descritos como um misto de latido de cão e zurro de asno, ampliado mil vezes, seus gritos podem ser ouvidos a até 5 Km de distância.

Mais fortes

Em proporção ao seu tamanho, os animais mais fortes são os besouros gigantes, encontrados principalmente nos trópicos. Testes realizados com o besouro-rinoceronte demonstravam que pode suportar em seu dorso 850 vezes o próprio peso. Para efeito de comparação, um homem pode levantar (com um auxílio de suporte) apenas 17 vezes o próprio peso.

Mordida mais forte

Um tubarão pardo de 2 m de comprimento pode exercer uma força de 60 Kg entre suas mandíbulas, o equivalente a uma pressão de t/cm2 nas pontas dos dentes. Apesar de não terem medido as mordidas de tubarões maiores, como o tubarão branco, deve ser ainda mais forte.

Olfato mais aguçado

O olfato mais aguçado existente natureza é o do macho da mariposa imperador que segundo experimentos feitos na Alemanha em 1961, pode detectar a substância sexual produzida pela fêmea virgem à distância de 11 Km, contra o vento. Os receptores localizados nas antenas do macho são tão sensíveis que são capazes de detectar uma única molécula de substância.

Mais venenosos

Os pequenos e brilhantes sapos das Américas Central e do Sul secretam algumas das toxinas biológica mais mortais conhecidas. A espécie é tão perigosa que os cientistas precisam usar luvas grossas para manipulá-la, no caso de eles terem cortes ou arranhões em suas mãos.

 

Mais curiosidades...

MAMÍFEROS

Maior
O maior mamífero do planeta é a baleia azul.

Mais pesado
Uma baleia fêmea pesando 190 t e medindo 27,6 m de comprimento foi capturada na Atlântico Sul.

Mais longo
O mais longo exemplar já registrado foi uma baleia fêmea medindo 33,58 m que encalhou na praia de Grytvi, Geórgia do Sul, em 1909.

Maior terrestre
Em média, os elefantes machos atingem a altura de 3 a 3,7 e pesam de 4 a 7 t. O maior exemplar já registrado foi um macho morto a tiros em Macusso, Angola. Deitado de lado, o elefante media 4,16 m em uma linha projetada do ponto mais alto do dorso até a base da para dianteira, indicando uma altura de 3,96 m quanto em pé. Seu peso foi calculado em mais de 12,24 t.

 

NO BRASIL

O maior mamífero terrestre brasileiro, a anta ou tapir, mede 2,01 m, de comprimento e pesa cerca de 250 Kg, atingindo 1,08 m de altura.

Maior Marinho
O maior mamífero dotado de dentes é o cachalote, sua mandíbula interior mede 5 m aproximadamente. Com um comprimento de 25,6 m.

Mais alto
O mais alto animal vivo é a girafa, encontrada em apenas na savana seca e em áreas semi-desérticas da África, ao sul do Saara.

Menores
O morcego possui uma envergadura de cerca de 16 cm e comprimento entre 2,9 e 3,3 m, pesando de 1,7 a 2,0 g. Esse tipo de espécie é encontrada apenas em cerca de 21 cavernas calcárias do Rio Kwae Roi, no sudoeste da Tailândia.

Marinho mais rápido
A baleia orca, chega a atingir uma velocidade de 55,5 Km/h, com cerca de 6,1 a 7,6 m de comprimento.

Mais lento
A preguiça de três dedos, desenvolve uma velocidade média de 1,8 a 2,4 m/min (0,1-0,6 Km/h). Porém, sobre as árvores, pode “acelerar” para 4,6 m/min (0,27 Km/h).

Mais sonolentos
Alguns tatus e preguiças passam até 80% de suas vidas dormindo ou cochilando.

Maior ninhada
O maior número de filhotes de um animal selvagem em uma só ninhada foi de 31, no caso de um tenrec encontrado em Madagascar.

 

CARNÍVOROS

Maior terrestre
O maior carnívoro terrestre é o urso polar, cujos machos pesam de 400 a 600 Kg e medem de 2,4 a 2,6 m do focinho à cauda.

Mais pesado
Um urso polar com supostos 907 Kg e cerca de 3,5 m do focinho à cauda foi abatido a leste de Kotzebue, Alasca, EUA.

Menos pesado
A doninha anã possui corpo de 11 a 26 cm, cauda de 1,3 a 8,7 cm e pesa de 30 a 200 g, sendo os menores indivíduos são as fêmeas que habitam a Sibéria e os Alpes.

No Brasil
O menor carnívoro brasileiro é a doninha amazônica, também chamada de furão, medindo 26 cm em média.

 
 


De que depende a cor do Ovo da Galinha?

 

A cor da casca do ovo é uma característica genética ligada à raça da galinha. As aves de plumagem branca colocam ovos brancos, enquanto as vermelhas (ou amarronzadas) põem ovos nesses tons. "A origem do pigmento não é conhecida, mas os cientistas acreditam que ele provenha de células presentes no útero, órgão em que é formada a casca", diz o médico-veterinário Ismar Araújo de Moraes, da Universidade Federal Fluminense (UFF). Ao contrário do que muita gente pensa, a cor da casca do ovo não tem nada a ver com a alimentação que a galinha consome - a dieta da ave só influencia a coloração da gema. Do ponto de vista nutricional, não há diferença entre os ovos brancos e os vermelhos. Ambos são igualmente ricos em proteínas, vitaminas e sais minerais e contêm por volta de 220 miligramas de colesterol. A diferença de preço entre eles - os vermelhos são normalmente mais caros - é determinada pelo mercado, já que eles são mais procurados pelos consumidores, que acreditam, erradamente, que os ovos escuros têm mais vitaminas na gema.
 
Veja ! Gerenciamento na Produção de Leite, Requeijão, Capivara, Sugestão de Sorvetes, Vozes dos Bichos, Curiosidades do Reino Animal... PDF Imprimir E-mail
Escrito por Lívio Chaves   
Ter, 29 de Julho de 2014 11:25

Atividade leiteira exige competência no gerenciamento

 

Gerenciar significa organizar, ter uma visão que possibilite tomar medidas que tragam benefícios para qualquer atividade. Tal conceito deve ser aplicado também na atividade leiteira. Para isso, é preciso conhecer bem as características da propriedade, gostar do que se faz  e estabelecer metas.


 Ressaltamos que um ponto fundamental de administrar uma propriedade produtora de leite é o de gerenciar pessoas, o que exige bastante habilidade. Cada trabalhador em uma fazenda leiteira tem um nível de responsabilidade, de acordo com sua função e capacidade. “Entre as características de um  bom gerente estão: ter pensamento positivo, gostar do que faz, saber lidar bem com pessoas, administrar conflitos, ter habilidade para reagir rapidamente e resolver problemas, além de focar o trabalho nas metas e resultados”. 

Outro aspecto fundamental apontado é de suma importância na atividade gerencial é anotar os dados da produção para poder organizar e controlar melhor a atividade. Para isso ele reitera que é indispensável um caderno de registros para anotar informações tais como: nascimentos, dados de inseminação, produção diária, dados individuais das Cabras ou Vacas  - para saber quais trabalham melhor, a relação das Cabras ou Vacas em lactação e o total de animais, a produção por animal em lactação, a taxa de mortalidade, dentre outros aspectos.

 Também é importante registrar a quantidade de concentrado por litro de leite associada a uma estratégia de alimentação, os litros de leite produzidos por mão de obra - para avaliar a eficiência dos trabalhadores, e o total de litros de leite produzidos por hectare para se avaliar a eficiência das áreas de produção de forragem.

 

Requejão Cremoso Orgânico

 

Pastagens naturais e livres de agrotóxicos ou adubos químicos servem de alimento para um plantel de vacas girolandas, nascidas do cruzamento do gado holandês (altamente produtivo, embora sensível ao manejo extensivo) com o gado gir (um gado mais rústico, porém melhor adaptado aos climas tropicais). É assim que o Laticínio Nata da Serra produz o leite orgânico, que é um leite puro, natural e produzido de maneira ecologicamente correta,tornando possível o surgimento de um requeijão cremoso orgânico de excelente qualidade.Além de suas vacas serem criadas soltas, sem stress, recebem uma alimentação 100% natural, sem agrotóxicos, aditivos químicos, nem hormônios. 
Os bezerros são mantidos junto às mães, pois existe uma real preocupação com o lado afetivo do animal. O tratamento de saúde dos animais dispensa o uso de antibióticos, vermífugos, inseticidas, carrapaticidas e outras drogas, sendo unicamente utilizado o sistema homeopático, feito de forma preventiva. O resultado é esse: um leite muito mais puro e saudável, e que carrega consigo a responsabilidade na preservação do meio ambiente e o respeito ao consumidor.O leite orgânico Nata da Serra é certificado pela A.A.O (Associação de Agricultura Orgânica) e é inspecionado pela Vigilância Sanitária, através do Serviço de Inspeção (órgão governamental).
 
 

Capivara

Rústico e resistente a doenças, o roedor tem fácil adaptação à vida em cativeiro e pode gerar lucros com produção de carne, couro e gordura

 

Editora Globo

Há pouco mais de uma década, as carnes exóticas eram uma novidade encontrada especialmente em restaurantes mais refinados dos grandes centros urbanos. Em alguns anos, a proteína animal alternativa tornou-se mais fácil de ser comprada até no varejo, embora ainda não esteja disponível em todos os açougues e cidades do país. Entre as que ganham espaço nos pratos dos brasileiros, a carne de capivara é uma das que mais têm se popularizado por aqui, a ponto de o pequeno número de criadores comerciais autorizados não dar conta do abastecimento regular do mercado. 

Como se adapta bem à vida em cativeiro e é fácil de reproduzir, além da boa aceitação pelo consumidor, a capivara pode render lucros a quem se dispõe a criá-la. Rústica, resistente a doenças e sem muitas exigências para o manejo, pode ser abatida até os 18 meses de vida, embora entre 10 a 12 meses seja o período em que apresenta carne magra e macia, mais valorizada pela indústria e o varejo. Paleta, lombo e pernil são alguns dos cortes preferidos da carne do animal, que também é excelente fonte de vitaminas do complexo B e tido como iguaria nativa de sabor diferenciado pelos chefs de cozinha. 

Dotado de características adequadas para a fabricação de artefatos, o couro elástico, resistente e suave da capivara também é excelente matéria-prima para a produção de cintos, sapatos e luvas. O material também tem boa demanda para a confecção de acessórios específicos para jogos de golfe e beisebol, esportes mais populares no exterior, onde o insumo é pago a preços mais atraentes. A gordura é outro subproduto do animal, pois dela é possível extrair um óleo que tem utilidade na industrialização de produtos farmacêuticos e de cosméticos. 

Simples, as instalações para criar capivaras têm custo de implantação baixo, e os criadores podem aproveitar espaços já existentes na propriedade. A atividade pode ser consorciada com criações de gado, peixes e aves aquáticas, além de emas e galinhas. A engorda das capivaras segue um cronograma com cuidados necessários para cada fase de vida até atingir o peso de abate, em torno de 35 a 40 quilos. O preço pago pelo abatedouro ao criador varia de R$ 10 a R$ 12 o quilo vivo. 

Roedor herbívoro fácil de lidar, a capivara tem porte médio, com 1,30 metro de comprimento e altura que pode variar de 0,50 a 0,60 metro. Em média, a fêmea pesa 50 quilos, enquanto o macho pode chegar a 60 quilos. Há exemplares, no entanto, que chegam a 100 quilos. Com habilidade para nadar e saltar, a capivara é mais ativa nas primeiras horas do dia e no fim da tarde, marca território e tem o hábito de viver em grupos, respeitando posições hierárquicas.

 

 

3 sorvetes que vão deixar o verão bem brasileiro

Pitanga, araticum e outras frutas prometem refrescar o calor durante a estação

 

Após uma extensa pesquisa, a sorveteira Rita Medeiros chegou ao livro Sorbets e sorvetes: uma festa de frutas brasileiras, lançado este ano pela editora Terceiro Nome. Em sua sorveteria, em Brasília, aSorbê, a autora desenvolve os mais diferentes gelados e foca na diversidade de produtos brasileiros para fazer suas experiências. Cagaitasbarusjenipaposmacaúbasaçaíscupuaçus desfilam pelo lugar e despertam a atenção e o paladar dos clientes. 

O livro de Rita apresenta várias receitas, mas também mostra a exuberância das matas brasileiras e desbrava o Cerrado e a Caatinga em busca de frutos ainda pouco conhecidos. Informações científicas e curiosidades também estão na publicação. Para dar um gostinho, selecionamos três receitas irresistíveis que vão deixar o verão mais prazeroso.

 

Divulgação/Terceiro Nome
O preparo dos sorvetes é simples e valoriza as frutas regionais

RECEITA BÁSICA PARA SORBETS E SORVETES 
Ingredientes para sorvete 
1 litro de leite 
2 xícaras de açúcar refinado 
2 xícaras de creme de leite 
Castanhas, doce de leite ou polpas concentradas de frutas (escolha a polpa que desejar) 

Ingredientes para sorbet 
1 litro de suco de fruta batido com água 
1 xícara de açúcar refinado 

Como preparar


Cada fruta tem sua particularidade, mas o modo básico de produzir sorvetes e sorbets não muda. Comece batendo o açúcar com o líquido escolhido (suco ou leite e creme) no liquidificador por alguns minutos. Depois, despeje a mistura numa tigela, misture castanhas, pedaços de frutas ou outros ingredientes e leve tudo ao freezer por cerca de 40 minutos. Em seguida, bata a mistura na batedeira por cerca de 4 minutos e leve a mistura de volta ao freezer, por outros 40 minutos. Repita a operação, lembrando que quanto mais vezes a massa for do freezer à batedeira e da batedeira ao freezer, melhor. Por cima do sorvete ou do sorbet é ótimo colocar castanhas picadas, caldas, frutas em calda ou pedaços de chocolate. 

DICAS 
Sorvete ou sorbet, ambos são muito fáceis de fazer. Uma dica importante: seja qual for a mistura escolhida, quanto mais vezes ela for do freezer à batedeira e da batedeira ao freezer, mais ar será incorporado, e quanto mais aerada a massa, melhor. Outra dica importante é que, quanto mais forte o suco, mais sabor ele irá introduzir na receita, ou seja, dose a quantidade de suco em relação à quantidade de água de acordo com o sabor mais ou menos marcante que você deseja.

 

Divulgação/Terceiro Nome


SORVETE DE ARATICUM 
Ingredientes 
3 litros de leite integral 
1 colher de sobremesa de emulsificante 
1 quilo de açúcar 
600 gramas de polpa de araticum 
1 pitada de sal 
Cravo a gosto 

Como preparar


Deixe o leite ferver durante mais ou menos 1 hora em fogo baixo junto com o açúcar, o sal e o cravo. Acrescente então a polpa de araticum. Espere engrossar um pouco e retire do fogo. Para transformar esta receita em sorvete, basta acrescentar mais 1 litro de leite a 400 gramas do doce. Bata bem no liquidificador para dissolver quaisquer grumos. Transfira a combinação para uma batedeira. Adicione uma colher de sobremesa de emulsificante. Bata por pelo menos 10 minutos. Leve ao freezer por 40 minutos. Retire e volte a bater na batedeira por mais 10 minutos. Leve ao freezer por duas horas em uma tigela, envolta em filme plástico. Retire e sirva.

 

Divulgação/Terceiro Nome

SORBET DE PITANGA 
Ingredientes
1 quilo de pitangas maduras 
400 gramas de açúcar 
1/2 litro de água

Como preparar


Passe as pitangas por um processador para retirar os caroços. Misture a água com o açúcar e leve ao fogo até que derreta totalmente. Deixe esfriar. Em seguida, adicione as pitangas, mexendo bem por um minuto. Leve ao freezer por 40 minutos. Retire. Transfira para uma tigela e use a batedeira por 10 minutos. Leve ao freezer novamente e repita a operação de congelar e bater a mistura por pelo menos três vezes ou até quando achar que a massa do sorbet ganhou ar suficiente. Deixe então no refrigerador até a hora de servir. Embora dê um pouco de trabalho, é muito melhor retirar as sementes uma a uma, na mão. Assim, o aproveitamento da fruta é maior.

 

 CONHECENDO AS VOZES DOS BICHOS

As vozes dos bichos recebem os seguintes nomes:

 

 Voz Animais Lingua Portuguesa Onomatopeias Som Palavras

Arrulho: pombo
Balido: ovelha, carneiro
Barrido: elefante
Berro: cabra, carneiro
Cacarejo: galinha
Chilrear: pássaros
Coaxar: sapo, rã
Cricri: grilo
Ganido: cachorro
Gorjeio: pássaros
Grunhido: porco, javali
Guincho: macaco, gavião
Latido: cachorro

 Voz Animais Lingua Portuguesa Onomatopeias Som Palavras

Miado: gato, onça
Mugido: boi
Relincho: cavalo
Rosnado: cachorro, lobo, raposa
Uivo: cachorro, lobo
Zumbido: abelha, vespa
Zurro: burro

 

 

 

CURIOSIDADES DO REINO ANIMAL

Curiosidades do Reino Animal

a) Um camelo consegue beber 120 litros de água em 10 minutos. Ele retém água para 8 dias. Porém, a girafa e o rato podem viver sem água mais tempo que o camelo.
b) As girafas atingem 7 metros de altura. Apesar do tamanho, o seu pescoço tem apenas 7 ossos, o mesmo número de ossos que o pescoço do homem. A cabeça da girafa fica a mais de 2 metros de distância do coração. Para fazer o sangue subir, o coração precisa ser muito forte. O coração da girafa é 43 vezes maior que o do homem.
c) O porco-espinho tem, em média, cerca de 30.000espinhos. Ele é um excelente nadador, porque os espinhos o ajudam a flutuar.
d) As grandes orelhas do elefante servem para resfriar o animal. Quando o sangue
passa pelos vasos próximos à superfície das orelhas, se resfria com o vento. Além disso, abanar as orelhas também ajuda a refrescar.
e) A carapaça das tartarugas é a própria pele que engrossou e ficou dura. Elas não
conseguem sair da carapaça, mas colocam a cabeça e as patas para fora.



CURIOSIDADES DO REINO ANIMAL 

 

a) A anta é maior mamífero terrestre do Brasil. Pode atingir até 2 metros de comprimento e 1 metro de altura, chegando a pesar 300 quilos.
b) Cada salto em distância do canguru alcança 10 metros, enquanto o sapo pula até 5,5 metros. Em termos de altura, o canguru alcança 2,7 metros, menos que o puma, que atinge 3,1 metros.
c) O beija-flor bate as asas 90 vezes por segundo, quatro vezes mais que a libélula.
Ele voa de frente, de costas e até de ponta-cabeça. Procura néctar em cerca de 2.000 flores
por dia.
d) A preguiça movimenta-se lentamente durante a noite e dorme de dia ( mais de 18 horas ). Tem um pescoço que pode até 180 graus. Assim, não precisa mexer o corpo para olhar o que está acontecendo ao seu redor.
e) Os morcegos são os únicos mamíferos que sabem voar. Eles não são cegos, embora tenham dificuldade de enxergar em locais mal-iluminados, mesmo sendo animais de hábitos noturnos. Usam o nariz em forma de ferradura para emitir ultra-sons que os ajudam a detectar obstáculos em sua trajetória de vôo e desviar-se deles.



CURIOSIDADES DO REINO ANIMAL



a) Os dois únicos mamíferos ovíparos, isto é, que botam ovos, são o ornitorrinco e a equidna, os quais vivem exclusivamente na Austrália.
b) Outro animal exclusivo da fauna australiana é o casuar, uma ave corredora, com asas curtas e patas fortes, semelhante ao avestruz.
c) A preguiça é um mamífero curioso, que tem o corpo coberto por pelos grossos e
longos, que vive nas matas, movimentando-se nas árvores muito lentamente ( daí o seu nome ). Dorme de dia e movimenta-se à noite, alimentando-se de folhas das árvores.
d) Os morcegos são os únicos mamíferos que voam. Eles não são cegos, embora tenham dificuldade de enxergar e tenham hábitos noturnos. Eles usam o nariz para emitir ultrassons que os ajudam a detectar obstáculos em sua trajetória. Essas vibrações atingem os objetos e voltam em sua direção, permitindo avaliar o seu tamanho e localização.
e) O pica-pau é uma ave com ouvido muito apurado, que consegue localizar as larvas de insetos dentro do tronco e galhos das árvores. Então fura a árvore no ponto certo, dando repetidas bicadas e abrindo um buraco, que lhe permite introduzir a língua e apanhar a larva



CURIOSIDADES DO REINO ANIMAL 


Curiosidades do Reino Animal

a) O maior ovo é o do avestruz, que mede 15 - 20 cm e pesa 1,2 kg, equivalente a duas dúzias de ovos de galinha; enquanto o menor ovo é o do beija-flor, com 1,2 cm.
b) As cobras comem a cada 15 dias, em média. Elas demoram todo esse tempo para comer de novo porque a sua digestão é muito lenta, já que elas engolem suas presas inteiras,sem mastigar.
c) Conforme a espécie, uma lacraia ou centopéia tem de 28 a 354 patinhas!
d) Testes feitos por cientistas com diversos animais, mostram que o chimpanzé e o golfinho são os mais inteligentes.
e) O falcão voa bem alto e possui excelente visão. Quando ele avista uma presa, se lança sobre ela num vôo tão rápido que chega a atingir 300 km/hora!
f) As formigas-correição são conhecidas por saírem de seu ninho em bandos enormes, que caminham em fileira, atacando e devorando todos os pequenos animais que encontram, tais como: lagartas, lesmas, grilos, baratas, aranhas, escorpiões, etc.



CURIOSIDADES DO REINO ANIMAL



a) As formigas-correição costumam sair do formigueiro em bandos enormes, com milhares de indivíduos que desfilam, durante horas, atacando e devorando todos os pequenos animais que encontram, tais como: lagartas, lesmas, grilos, baratas, aranhas, escorpiões, etc.

b) O cavalo-marinho é um pequeno peixe com aparência de um cavalo. Curiosamente, a fêmea deposita os ovos ( em número de 200 - 400 ) em uma bolsa ou saco abdominal do macho, onde são incubados. Portanto, o macho é que fica grávido.


c) O louva-deus, apesar da sua atitude que lembra uma pessoa em oração, é um inseto predador de outros insetos. Algumas espécies chegam a praticar o canibalismo, não sendo raros os casos em que a fêmea, de tamanho maior, devora o macho após a cópula.


d) Quando em perigo, os elefantes formam um círculo, com os mais fortes na frente,
protegendo os mais fracos.
e) Toda as cobras produzem uma substância tóxica, porém poucas espécies possuem a capacidade de injetá-la porque não possuem dentes para isso. O veneno misturado à saliva ajuda na digestão das presas engolidas. As cobras que conseguem injetar o seu veneno são consideradas peçonhentas. No Brasil, a jararaca é responsável por 85% dos casos de picada em seres humanos. Depois, vêm a cascavel e a coral.



CURIOSIDADES DO REINO ANIMAL



Fotos de Stock: Reino animal. Imagem: 14225143

a) O animal que vive mais tempo é a tartaruga de Galápagos, que pode viver até 360
anos.
b) O animal mais veloz na terra é o guepardo, que pode atingir a velocidade de 100 Km/hora. O mais veloz no ar é o falcão peregrino, capaz de mergulhar à velocidades de 300 Km/hora.


c) O animal de língua mais comprida é o tamanduá, cuja língua pode medir até 50 centímetros. Ela libera um líquido doce que serve de isca para atrair formigas e cupins. Sua boca, no entanto, tem apenas 2,5 centímetros de largura.
d) O animal mais fedido é o zorrilho africano; quando se sente ameaçado, ele esguicha um líquido mal-cheiroso que provém de suas glândulas anais.
e) A rêmora é um pequeno peixe que possui, na parte superior da cabeça, uma placa com várias ventosas, utilizadas para sua fixação em animais maiores ( baleia, tartarugas e outros peixes, como cação e tubarão ) e até mesmo em barcos. As rêmoras são assim transportadas sem despender nenhum esforço.

 
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Escrito por Lívio Chaves   
Dom, 27 de Julho de 2014 09:11

Instalações e Fases de Criação dos Caprinos

 



O chiqueiro recomendado para a criação de caprinos deve ser rústico, destinado ao abrigo e manejo dos caprinos. Deve ser construído utilizando materiais existentes na propriedade, tais como madeira redonda e palha de babaçu ou carnaúba para a cobertura, com piso de chão batido.

O tamanho do chiqueiro deve ser definido de acordo com a dimensão do rebanho, recomendando-se uma área útil de 0,8 m2 a 1,0 m2, para cada animal adulto. É importante que o chiqueiro apresente, internamente, pelo menos quatro divisões, destinadas para lotes de animais nas seguintes fases de desenvolvimento.
  • Cabras em estado avançado de gestação (próximas à parição) e cabras recém-paridas.
  • Animais em fase de reprodução (matrizes e reprodutores).
  • Cabriteiro (animais em lactação).
  • Cabritos desmamados.

A primeira divisão deve dar acesso a um piquete com pastagem nativa ou cultivada. Esta área permite manejar adequadamente as cabras próximas à parição e as cabras recém-paridas, evitando a ação de predadores e a ocorrência de miíases (bicheiras) nos animais recém-nascidos.

Em cada uma das divisões reservadas tanto aos lotes de cabras próximas à parição e as recém-paridas, quanto para os animais em reprodução e desmamados, devem ser colocados cochos para sal mineral para a suplementação dos animais.

Os cochos podem ser feitos de pneus, de tábuas ou de troncos ocos encontrados na propriedade e devem ficar posicionados a uma altura de 0,50 m do solo, podendo, sobre eles, ser colocado um protetor, constituído por ripa ou arame, a uma altura de cerca de 0,30 m acima da altura do cocho, para evitar a entrada de animais.

 

 

Bezerros Leiteiros: Colostro e Colostragem

 


O que é Colostro?

Colostro é a primeira secreção da glândula mamária obtida na primeira ordenha pós-parto. Até dois a três dias após o parto, os mamiferos produzem o leite de transição e, a partir deste momento, segue-se a produção de leite. [1]
O colostro é uma secreção amarelada e viscosa, distinguindo-se consideravelmente do leite, como pode ser observado na figura 1. As diferenças entre leite e colostro não se restringem aos aspectos físicos, facilmente visualizados, mas também à composição nutricional dos dois produtos. A tabela abaixo demonstra algumas características nutricionais do colostro e do leite. [1]

Tabela 1 - Composição nutricional do colostro (duas ordenhas) e do leite


Fonte: adaptado de A Guide to Colostrum and Colostrum management for dairy calves, 1995.

O colostro é um alimento altamente nutritivo, rico em substâncias imprescindíveis para a saúde do neonato. A densidade e a percentagem de sólidos totais estão intimamente relacionadas, sendo que, quanto maior a quantidade de sólidos, maior será a densidade da secreção e maior a quantidade de nutrientes na solução. As gorduras serão utilizadas pelo neonato principalmente como fonte energética para a manutenção do seu metabolismo e temperatura normais. As proteínas além de participarem do metabolismo e desenvolvimento do animal, conferem proteção contra doenças. Percebe-se que, a quantidade dos nutrientes que compõem o colostro reduz continuamente, com o tempo e com o número de ordenhas, até atingir a composição do leite. [2]

Qual a importância do colostro para os bezerros?

O colostro, além de ser o alimento ideal para os neonatos, devido às suas características nutricionais, também possui diversas outras funções. É fonte de células de defesa maternas, hormônios, fatores de crescimento e fatores antimicrobianos que atuam no desenvolvimento do sistema digestivo do bezerro e o protegem contra doenças. [2]

O fornecimento do colostro ao bezerro a uma temperatura adequada auxilia na manutenção da temperatura corporal do neonato e evita a ocorrência de doenças subsequentes. A grande quantidade de gordura presente no colostro é a principal responsável pela manutenção da temperatura corporal, pois a partir da sua queima há a produção da energia necessária para esta função.

Assegura-se, porém, que a função de maior importância desempenhada pelo colostro seja a transferência de imunidade passiva.

   
 
 

Conhecendo a Crosta Terrestre

 




A crosta terrestre, também chamada litosfera, é a camada externa e sólida do nosso planeta, em grande parte recoberta por água  e envolvida por uma camada gasosa (atmosfera ). Assim, distinguem-se duas partes: a crosta  continental e a crosta oceânica.
   A crosta continental ou emersa tem espessura variável, podendo chegar a 70km; a crosta oceânica ou submersa tem espessura menor, porém abrange área maior ( cerca de 71% da superfície total ).
    Em muitos locais da crosta continental, as rochas que a compõem se encontram expostas ( afloramentos rochosos ); mas freqüentemente estão cobertas por uma capa de material não consolidado, de espessura variando de alguns centímetros até dezenas de metros, que recebe o nome de regolito ou manto de intemperismo. A porção superior do normalmente  se apresenta diferenciada em camadas ( horizontes ), as quais são exploradas pelas raízes das plantas, constituindo o solo.
   A crosta continental se encontra repartida entre os continentes e ilhas. A sua superfície possui relevo irregular, apresentando montanhas, vales, planaltos, planícies, etc. Em vários pontos é penetrada pela hidrosfera, através de lagos, lagoas, rios e afluentes, sendo que  nas regiões polares se apresenta coberta  por geleiras.
    Por outro lado, no interior da crosta freqüentemente se encontram aqüíferos ou lençóis de água subterrâneos, bem como jazidas de petróleo.
 

Conhecendo os Mamíferos Aquáticos

 
 


  Embora a maioria viva em terra firme, muitos mamíferos se adaptaram à vida na  água, seja no mar, seja em rios e lagos.
        Entre os mamíferos marinhos, destacam-se os pertencentes à ordem dos Cetáceos,
cujas patas dianteiras se transformaram em  nadadeiras, as patas traseiras estão ausentes, apresentando também uma nadadeira caudal. Os representantes típicos são as baleias, os maiores de todos os animais. Existem várias espécies, tais como: baleia azul ( a maior ), baleia comum, jubarte, cachalote, rorqual, etc. Em seguida vêm as focas, mamíferos muito numerosos. Depois, seguem-se: lontra marinha, peixe-boi  ou vaca-marinha, leão-marinho, elefante-marinho, morsa, golfinho, dugongo, orca e toninha.
         Entre os mamíferos de água doce, destacam-se: boto, tucuxi, hipopótamo, lontra e ariranha. Existem ainda, mamíferos que podem ser considerados semi-aquáticos, como o castor e a capivara.
 

Conhecendo a Bananeira

 


A bananeira, pertencente à família das Musáceas, é uma planta curiosa. O caule verdadeiro é um rizoma, horizontal e subterrâneo. O que parece ser um caule vertical é um pseudocaule, formado por bainhas das folhas. O fruto é um cacho, com várias pencas de bananas, sem sementes. Após a colheita do cacho, o pseudo-caule deve ser cortado, ou morre naturalmente. O rizoma possui gemas, das quais brotam novas folhas, originando novos pseudocaules, ou seja, novas bananeiras. Assim, forma-se  uma touceira, com tendência a aumentar lateralmente.
 

Curiosidades do Reino Animal

 




          a) Ninho do joão-de-barro.
          b) Teia da aranha.
          c) Chocalho da cascavel.
          d) Tromba do elefante.
          e) Bico do ornitorrinco.
          f) Bolsa do canguru.
          g) Beija-flor, que para no ar.
          h) Morcego: único mamífero que voa e que dorme pendurado de cabeça para baixo.  
 


Conhecendo as Plantas com Espinhos

 



Espinhos são apêndices que se desenvolvem nos caules, ramos ou folhas de plantas pertencentes a diversas famílias botânicas. Fazem parte da estrutura do vegetal, sendo lignificados ( endurecidos ) e pontiagudos, como os da laranjeira. Não é possível removê-los sem causar lesões nos tecidos subjacentes.
Os espinhos não devem ser confundidos com os acúleos, que são formações epidérmicas ( superficiais ) e facilmente destacáveis, como os da roseira. Outra diferença é que os espinhos estão ligados ao sistema vascular, ao passo que os acúleos não possuem elementos condutores de seiva.
As plantas espinhentas ocorrem principalmente nas regiões áridas ( desertos ) e semi-áridas (estepe, caatinga), onde predominam plantas das famílias Cactáceas - cacto, mandacaru, xique-xique; e Bromeliáceas - ananás, gravatá, caroá, macambira.
Outras plantas com espinhos, de diferentes famílias, são: faveleira, arranha-gato, primavera, joá-bravo, urtiga-brava, etc.
Entre as planta frutíferas providas de espinhos, podem ser citadas: laranjeira, limoeiro, abacaxi, figo-da-Índia, etc.
Entre as plantas espinhentas usadas para cercas vivas, destacam-se: coroa-de-Cristo, espinho-de-cerca, pinhão-bravo, etc.
 

Conhecendo as Plantas Têxteis

 
 

Fonte:portugaldigital
O termo têxtil é usado para designar todos os tipos de fibras, fios e tecidos , naturais ou sintéticos, que servem para a fabricação de uma grande variedade de produtos. Podem ser de origem animal ( lã, seda ), vegetal ( algodão, linho ) ou artificial ( náilon, poliéster ). As fibras de origem vegetal são, sem dúvida, as mais importantes.
Chamam-se plantas têxteis aquelas que fornecem fibras para a produção de artefatos tais como: tecidos, vassouras, redes, tapetes, etc.
De acordo com a parte da planta de onde provêm as fibras vegetais, podem ser sub-divididas em: a) fibras de sementes; b) fibras de entrecasca; c) fibras de palmeiras.
1. Fibras de sementes. Muitas sementes possuem um revestimento piloso que facilita o seu transporte pelo vento. Algumas, porém, são providas de quantidade tão grande que podem ser empregadas na indústria têxtil. Como exemplos, podem ser citadas: algodão, paina, taboa, etc.
2. Fibras de folhas. Outras plantas possuem folhas ricas em fibras, que também são empregadas na indústria têxtil. Exemplos: sisal ou agave, caroá, guaxima, etc.
3. Fibras de entrecasca. Neste caso, as fibras se localizam no líber ou floema. Exemplos: linho, cânhamo, juta, rami, etc.
4. Fibras de palmeiras. Grupo heterogêneo, no qual se incluem fibras procedentes de várias partes da planta: a) frutos - coqueiro-da-bahia; b) folhas - piaçava, carnaúba, buriti, etc.


Conhecendo o Comportamento Animal

 



Para sobreviver e crescer, os animais executam uma série de atividades que caracterizam o seu comportamento: defender o seu território, acasalar-se, busca de alimentos, ataque e defesa, formação de grupos, etc.
Chama-se território a área que o animal utiliza para obter os recursos vitais que necessita. Geralmente, o macho procura se acasalar com uma ou mais fêmeas. Algumas espécies são polígamas, outras são monógamas. De qualquer modo, há necessidade de construir ninho ou toca para abrigar os filhotes.
Muitas espécies se organizam em grupos, seja do tipo familiar ou social. A vida em grupo facilita tanto a caçada ( leões ) como a defesa ( búfalos ). As organizações mais complexas são as dos chamados insetos sociais, que formam grandes colônias, como as abelhas, vespas, formigas e cupins.
Encontrar comida adequada e em quantidade suficiente é uma tarefa essencial a todos os animais. Alguns possuem dieta especializada - os coalas se alimentam exclusivamente de folhas de eucalipto e os pandas comem principalmente brotos de bambu. Muitos animais são herbívoros, como os ruminantes; outros são carnívoros, como os felinos e as aves de rapina. Existem ainda animais de dieta generalizada (onívoros), como os macacos, os ratos e os porcos.
Numerosas são as adaptações para ataque:dentes e garras (felinos), bicos e garras ( aves de rapina), órgão inoculador de veneno (aranhas, escorpiões, cobras ), etc.; e também para defesa: carapaças (caracóis, conchas, tartarugas, etc.), espinhos (ouriço, porco-espinho, etc.).
Várias são as táticas de ataque (emboscada, caça em grupo, etc.) e de defesa (camuflagem, mimetismo, entrar na toca ou subir em árvore.
Há ainda animais migradores, como os gnus; e os que hibernam, como o urso polar.
 
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Escrito por Lívio Chaves   
Qui, 24 de Julho de 2014 09:02

 

O Município de Sertânia tem o prazer de realizar a 42ª EXPOCOSE 2014 em conjunto com a II EXPOSERTÂNIA

 

Nesta Exposição a Bela Raça as cabras Anglo Nubianas desfilaram na Capital da caprinocultura ou seja no Berço do Anglo, Um palco espetacular abrigando os melhores rebanhos de todo Brasil, A EXPOSERTÂNIA iluminada,sonorizada e climatizada, por onde desfilaram os melhores exemplares das raças Anglo Nubiana e outras Raças, Conforto, segurança e distinção para todos !!!

Com certeza será um Sucesso de publico e de negócios, demonstrando o bom momento da caprino-ovinocultura brasileira

Não poderíamos deixa de lembrar que desde da década de 1970 que criadores fizeram seus trabalhos em prol da raça Anglo, no inicio com José Leal,Rômulo Patú, Guido Chaves, Marcos Cordeiro,Hercílio Teixeira, Severino Ferreira, Antonio Rodrigues, Flavio Chaves(Azulão), Zilmar Valença, Marcelo Rufino, Lívio Chaves, Andre Chaves, Joan Jonas, Carlos Rufino, Arcôncio Lins, Adalto da casa agricola, Nequinho de Dario, Roberto Arruda, Geraldo Maciel(rato), Silvio Bezerra, Chico Arruda, Valdomiro Feitosa, Doba, Fernando Marinheiro, José Bras, Roderik Brito, Andre Ferreira entre outros criadores.

Quero fazer um registro ou seja relembrar os rebanhos de Pernambuco que já foram Campeões Nacionais da raça Anglo Nubiana, A Granja Moxotó já foi Campeão Nacional com destaque para os animais Caprichosa do Moxotó, Califa do Moxotó e Acácia do Moxotó. O Rebanho Capril da Santa Fé com o bode Rocha da Santa Fé, A Fazenda Soares com o Bode Dragão do Azulão e Flavinha do azulão, Capril Rio Branco com a cabra Flor do Rio Branco, O Capril do Jericó com nana do Jericó, Duchinho II do Jericó e Renen do jericó 

 

 

Foto

 


 

Conhecendo a Arte do " BONSAI "

 


" Bonsai " é uma palavra japonesa que designa a arte de cultivar árvores mantendo-as anãs guardando, porém, todas as características da árvore de tamanho normal. As miniaturas de árvores como carvalho, pinheiro, cerejeira, cedro, etc. são plantadas em vasos e usadas como ornamento. Em seu estado natural, essas árvores alcançariam vários metros de altura.
O segredo para controlar o seu desenvolvimento é submetê-las a podas periódicas e adubá-las com fertilizantes apresentando deficiências de certos nutrientes, em ambientes com escassez de água e de luz.
O seu sistema radicular permanece reduzido e dotado de pequenos troncos retorcidos e folhas minúsculas. Quanto menores forem,mais tortuosas se tornarão, dando a impressão de serem plantas velhas; e mais apreciadas serão. Algumas dessas árvores mirradas chegam a durar mais de um século.
Os japoneses praticam a arte do bonsai há muitos séculos, a qual vem se expandindo para outros países do Ocidente, principalmente os Estados Unidos.




Conhecendo os Animais com Chifres

 


Chifres são protuberâncias rijas inseridas na cabeça de certos animais, principalmente mamíferos, que lhes servem de arma de ataque e defesa.
Os chifres dos mamíferos podem ser de 4 tipos:
a) Apêndices ósseos derivados do osso frontal, cobertos por uma bainha córnea de ceratina, como nos bovinos, caprinos e ovinos.
Tanto as protuberâncias ósseas como as bainhas são permanentes e de crescimento lento.
b) O segundo tipo é exclusivo do antílope americano, no qual a bainha córnea cai e se renova anualmente.
c) O terceiro tipo ocorre nos cervídeos ( veados em geral ), nos quais os apêndices ósseos são ramificados e revestidos de pele macia e vascularizada, sendo mais propriamente chamados de galhada. Ao completar o crescimento, a pele seca, fende-se e cai em tiras, deixando livre a parte óssea, que acaba por se desprender também. São chifres anuais.
d) A girafa e o ocapi apresentam o quarto tipo, formado também por osso, que é
curto e revestido por pele e pelos; tanto o cerne de osso como o revestimento são permanentes.
Nos rinocerontes existe , sobre o focinho, uma ou duas protuberâncias formadas exclusivamente por fibras aglutinadas longitudinalmente.
Em geral, apenas os machos possuem chifres e, quando ambos os possuem, nas fêmeas eles são mais fracos.
 
 
 

Conhecendo os Saprófitos

 



Denominam-se saprófitos os vegetais heterótrofos, isto é, incapazes de produzir compostos orgânicos a partir de inorgânicos ( fotossíntese ) e que se alimentam de restos de organismos mortos. Não confundir com parasitas, que obtêm alimento de organismos vivos.
Como exemplos de saprófitos podem ser citados a maioria dos fungos e bactérias e
algimas plantas superiores desprovidas de clorofila, como a Neótia - uma orquidácea saprófita.
São os saprófitos que, por fermentação em cadeia , decompõem os excrementos e os restos vegetais e animais, devolvendo ao solo os nutrientes minerais necessários à nutrição das plantas verdes ( providas de clorofila ); e devolvem à atmosfera o gás carbônico que essas plantas assimilam por fotossíntese. Portanto, os saprófitos desempenham papel ecológico muito importante, permitindo a reciclagem dos nutrientes minerais.
 

Conhecendo a Poluição

 


O termo poluição designa o conjunto de compostos tóxicos introduzidos no ambiente, que alteram as condições ecológicas naturais, de modo a prejudicar os recursos biológicos, ou seja, a flora, a fauna e o próprio homem. Os agentes que causam essas alterações são chamados poluentes. Estes são, em geral, substâncias sólidas, líquidas ou gasosa que poluem o ar, a água e o solo.
Os poluentes podem ser naturais, como as erupções vulcânicas, que lançam cinzas e gases tóxicos, ou decorrentes da atividade humana, como o aumento do teor de gás carbônico na atmosfera, em conseqüência do uso de combustíveis.
O homem sempre poluiu a natureza, o problema é que, nos últimos anos, a intensida-
de de poluição vem aumentando progressivamente.
As principais fontes de poluição são: a) produção e utilização de combustíveis, incluindo vazamentos e lançamentos na atmosfera, de diversos compostos tais como: gás carbônico, óxidos de enxofre, óxidos de nitrogênio e hidrocarbonetos; b) atividades da indústria química, fonte de numerosos poluentes, alguns de difícil decomposição ( plásticos, pneus velhos, pilhas usadas, etc.); c) atividades agrícolas, pelo uso de fertilizantes, principalmente nitratos; e uso de agrotóxicos ou defensivos agrícolas ( inseticidas, fungicidas, herbicidas, etc. ).
Os poluentes atmosféricos podem passar para a água e o solo, através da chamada chuva ácida. Os óxidos de enxofre, em contato com a água da chuva, são convertidos em ácido sulfúrico; do mesmo modo, os óxidos de nitrogênio são convertidos em ácido nítrico


Conhecendo as Plantas Têxteis

 
 
 
 
Dá-se o nome de plantas têxteis àquelas que produzem fibras que podem ser convertidas em fios para tecelagem. Além das fibras vegetais há também fibras animais, como a lã e a seda, e fibras artificiais, como rayon, nylon, etc.
As fibras vegetais podem proceder: a)das sementes ( algodão, paina ); b) das folhas (sisal, caroá ); c) da entrecasca ( linho, cânhamo, juta, rami ); d) de palmeiras (piaçava, tucum ).
O cultivo das plantas têxteis está relacionado com as condições climáticas, o que explica a sua localização nas regiões tropicais e subtropicais ( algodão, juta ) ou nas regiões temperadas ( linho, cânhamo ).
Cultivam-se dois tipos de algodoeiro; a) herbáceo e anual, de clima tropical úmido; b) arbóreo e perene, de clima semi-árido, como o Nordeste brasileiro. Existem diversas variedades sendo que o algodão mais valorizado é o de fibra longa. Estima-se que 50% da produção mundial de fibras provém do algodoeiro.
O linho é uma planta têxtil de cuja entrecasca é extraído um óleo secativo ( linhaça ), assim como as sementes de algodão fornecem óleo para culinária. São ao mesmo tempo, plantas têxteis e oleaginosas.
Além das fibras para tecidos, são produzidas também fibras para artefatos como esteiras, tapetes, vassouras, cordas, etc. Entre as plantas utilizadas para estas finalidades podem ser citadas: rami, fórmio, juta, piaçava, etc.  
       
 
 

Conhecendo a Fauna Marinha




Os mares e oceanos são meios privilegiados para várias formas de vida. Aliás, admite-se que a vida iniciou-se no mar.
            Como meio favorável para a vida, as águas salgadas do mar abrigam maior número de organismos do que os meios terrestres, por diversas razões: a) temperaturas menos instáveis; b)suprimento de água muito mais fácil; c) suprimento de oxigênio e dióxido de carbono necessários à sua existência; d) suprimento de sais minerais indispensáveis ao seu crescimento; e) voracidade com que os animais maiores devoram os menores.
            De modo geral, existem vários grupos de animais marinhos, dentre os quais se destacam os seguintes:
          a) Peixes, com milhares de espécies, incluindo: atum, bacalhau, sardinha, cavalo-marinho, tubarão, etc.
         b) Mamíferos aquáticos, tais como baleia, orca, foca, golfinho, etc.
         c) Moluscos: ostra, polvo, lula, etc.
          d) Crustáceos: caranguejo, camarão, lagosta, etc.
          e) Equinodermas: estrela-do-mar, ouriço-do-mar, etc.
          f) Celenterados: anêmona-do-mar,coral, medusa, etc.
          g) Espongiários: esponjas
              h) Anelídeos: vermes segmentados
              i) Platielmintos: vermes achatados
              j) Nematelmintos: nematóides
              k) Animais microscópicos que constituem o zooplâncton.
      A comunidade  dos animais marinhos distribui-se por três ambientes distintos:
a) camada superficial das águas marinhas, habitada por numerosos animais microscópicos  e plantinhas flutuantes que constituem o plâncton; b) zona costeira ou litorânea, onde se encontram vermes, moluscos ( caracol, lesma ), corais e esponjas, crustáceos (caranguejo, camarão) e a maior parte dos cardumes de peixes comerciais; c) zona do mar alto, onde vivem peixes, lulas e polvos, tartarugas marinhas e cetáceos (baleia, golfinho) .
 

 

Curiosidades do Reino Vegetal




a) O girassol é uma planta anual que se caracteriza por apresentar uma  grande inflorescência ( reunião de flores ) com 10 a 15cm de diâmetro, a qual possui  heliotropismo positivo, isto é, gira lentamente, acompanhando o movimento do sol.
            b) A era é uma planta trepadeira  que possui raízes adventícias fixadoras,  que permitem o seu crescimento até em muros e paredes.
             c) O estranho baobá, árvore típica das savanas africanas, é a árvore mais volumosa: apesar de não ultrapassar 30m de altura, possui tronco bastante engrossado, chegando a medir 20m de diâmetro, na base.
              d) A jaca é uma fruta exótica, de grande tamanho, chegando a pesar até 20kg. Na realidade, é uma infrutescência, isto é, um agregado de frutas, que nasce no tronco e nos galhos mais grossos da jaqueira.  
 

Curiosidades do Reino Vegetal

 





a) Líquen: associação de  alga com fungo
 b) Drosera: planta carnívora, com armadilhas para pegar insetos.
 c) Indaiá: palmeirinha  sem caule, comum no cerrado.
 d) Bananeira: planta com pseudocaule  formado por pecíolos foliares.
  e) Caju: fruta cuja parte comestível é o pedúnculo.       
 
 
 
 
 
 

Conhecendo as Hortaliças

 




 Hortaliças é a designação dada às plantas cultivadas em hortas, as quais  desempenham papel de grande importância na alimentação humana como fontes de vitaminas e sais minerais. Muitas delas são chamadas de verduras e outras, impropriamente de " legumes ", termo que em Botânica tem um significado preciso, aplicando-se aos frutos secos e deiscentes ( tipo vagem ), característicos  das plantas da família Leguminosas, que inclui a soja, o feijão e o amendoim.
       As hortaliças podem ser melhor classificadas em 4 grupos: a) hortaliças tuberosas, que produzem bulbos, tubérculos ou raízes tuberosas, tais como: batatinha, cebola, beterraba, cenoura, mandioca, rabanete, etc.; b) hortaliças herbáceas, das quais se consomem as folhas, caule ou inflorescências, cozidas ou como salada, exemplificadas por: agrião, alface,couve, couve-flor, espinafre, repolho, etc.; c) hortaliças de frutos, das quais se consomem os frutos ou sementes, tais como: abóbora, abobrinha, chuchu, berinjela, ervilha, feijão-de-vagem, pepino, pimentão, tomate, etc.; d) hortaliças de condimento, usadas como tempero, tais como: alho, cebolinha, hortelã, pimenta, orégano, etc.
Última atualização em Qui, 24 de Julho de 2014 09:19
 
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