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Caprino-ovinocultura
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Escrito por Lívio Chaves   
Qua, 21 de Maio de 2014 07:02

Cuidados com a nutrição dos caprinos recém-nascidos

 

 

 

Alguns cuidados são recomendados para evitar a subnutrição numa criação de caprinos pois ela provoca uma queda na taxa de crescimento, atrasando o início da fase reprodutiva, aumentando o intervalo entre partos e produzindo cabritos com baixo peso e conseqüentemente com menor capacidade de sobrevivência.

 

São os cabritos recém-nascidos os principais focos de atenção dos especialistas de pesquisadores da Embrapa Caprinos que orientam técnicas de manejo que facilitam a criação e garantem a sanidade dos animais. Para evitar as diarréias, por exemplo, os técnicos recomendam que os cabritos devem mamar várias vezes por dia, evitando assim, uma ingestão grande de leite em apenas uma mamada.  

 

Outra orientação importante é quanto ao uso do leite de vaca. Quando as cabras de baixa produção de leite têm partos duplo ou triplo, geralmente a quantidade de leite produzida não é suficiente para alimentar os cabritos. Nesse caso, é necessário completar a dieta do cabrito utilizando leite de vaca aquecido a 38°C. Essa mesma recomendação deve ser seguida para crias que perdem a mãe ou que são rejeitadas.

 

O aleitamento artificial também é recomendado para caprinos leiteiros porque é uma prática que oferece ao produtor maior rendimento no sistema de exploração. Para facilitar a antecipação do desmame o produtor deve fornecer forragem aos cabritos a partir do 100 dia de idade. Com esse procedimento, o rúmen se desenvolve muito mais cedo, favorecendo o desmame precoce e a redução dos custos com aleitamento.

 

 

Construção de instalações para caprinos leiteiros

 

As construções das instalações para caprinos leiteiros devem sempre ser orientadas por um profissional. O aspecto econômico deve sempre ser levado em consideração desde o planejamento até a execução da construção, procurando utilizar matérias-primas da própria fazenda com vistas a minimizar os custos e viabilizar o sistema de exploração, atentando, sobretudo, para o poder aquisitivo do criador, o seu sistema de criação e a região. 

Rústicas ou sofisticadas, as instalações devem ser funcionais para facilitar o manejo dos animais, de modo a não afetar o comportamento dos mesmos para que os desempenhos produtivos e reprodutivos não sejam prejudicados. Devem ser construídas de material adequado, adaptadas às condições climáticas da região, ao tipo de animal e ao sistema de produção adotado, além disso, deve ser localizado em terrenos livres de umidade, ter boa ventilação, permitir a entrada e saída de sol durante algumas horas do dia, e de preferência, ficarem próximas à sede da propriedade. Devem ser de fácil acesso para que uma boa higienização seja feita, pois este é um aspecto de grande importância na criação de caprinos leiteiros. Uma instalação muito importante na criação de caprinos leiteiros é a sala de ordenha, que deve ser planejada de acordo com o sistema de produção utilizado na propriedade.

 

 

Carne rica em ômega-3 prolonga vida de células da retina, responsáveis pela visão

 

 ShutterstockUm estudo realizado no Instituto do Olho, da Escola de Medicina Johns Hopkins, em Maryland,Estados Unidos, comprovou a eficácia do óleo de peixe na prevenção da cegueira. Cientistas americanos recrutaram 2,4 mil voluntários, com idades entre 65 e 84 anos, para testes. Aqueles que consumiam peixe duas ou mais vezes por semana, apresentaram menor índice de problemas na retina.

A explicação está na composição dos peixes, principalmente salmão e atum, ricos em ômega-3. Os ácidos graxos prolongam a vida das células da retina, responsáveis pela visão central, que viabiliza atividades como ler, escrever, dirigir ou assistir televisão. “Ao contrário, idosos que consumiam pouca quantidade de peixe por semana, apresentaram mais problemas de visão”, completa a cientista responsável pelo estudo, Sheila West.

O ômega-3 já havia sido aprovado como eficiente controlador da pressão do sangue, além de prevenir ocâncer de próstata e de pele.

 

 

 DICAS PARA CABRAS E OVELHAS

Os 10 Mandamentos da boa nutrição

 

  1. Garantir água sempre limpa e de boa qualidade, de fácil acesso para todos animais, desde cordeiros recém-nascidos até animais adultos. Observar a altura dos bebedouros para que todos alcancem a água.

 

  1. Fazer sempre rodízio e manejo de pastagem. O pastejo contínuo aumenta a infesta­ção parasitária e então cai a qualidade da forragem. 

 

  1. Respeitar os períodos de descanso das gramíneas, pois é essencial para a rebrota.

 

  1. Evitar as braquiá­rias pois podem causar fotossensibilização no rebanho. Se não for possível, fornecer mineral com níveis de Zinco (Zn) acima de 3.500 mg (PPM) no rótulo do sal (níveis de garantia por kg do produto). O zinco é protetor do organismo e mantém a integridade da pele contra os raios solares.

 

  1. Pastagens consorciadas de gramíneas e leguminosas são mais nutritivas. Têm mais proteínas, energia, etc.

 

  1. Fazer sempre feno e silagem com o excesso de forragem do verão pa­ra evitar queda na produção durante o período da estiagem, quando não haverá pasto.

 

  1. Se for possível, então cultivar milho, sorgo, milheto, etc., para baixar o custo da ração. Estes produtos são essenciais para a fabricação de alimentos concentrados e ri­cos.

 

  1. Nunca deixar o rebanho sem sal mineral, pois é fundamental para todas as funções vitais do organismo animal.

 

  1. Nunca fornecer mineral de bovinos, pois o Cobre (Cu) é muito alto e pode causar graves intoxicações e distúrbios renais nos machos. O ideal são níveis entre 300 a 600 mg (PPM) no rótulo (Níveis de garantia por kg do produto). Não se esquecer também da relação cál­­cio/Fósforo 2:1 (uro­li­tíase)

 

  1. Sempre testar novos alimentos com alguns animais, para ter certeza da confiabilidade. Só depois do teste, introduzir para todo o rebanho.
 
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Escrito por Lívio Chaves   
Seg, 19 de Maio de 2014 08:51

 NOSSA CULINÁRIA BODISTICA

Pernil de Cordeiro com Alecrim e Pimenta Rosa


Ingredientes:

- 1 quilo de pernil de cordeiro

- 2 cebolas grandes raladas

- ½ garrafa de vinho tinto seco

- 5 dentes de alho picados

- 10 ramos de alecrim

- 1 colher de sopa de pimenta rosa ligeiramente socada

- Suco de 2 limões

- Sal o quanto baste

 

Modo de Fazer:

Deixe o pernil de molho nos temperos de um dia para o outro. Leve ao forno coberto com papel alumínio e regado com azeite. Quando estiver cozido (o tempo vai depender do tamanho do pernil) retire o papel e deixe dourar.

 

 

 

 

 

Cães da Cães Labrador

 

Originário da região da Terra Nova, no Canadá, o Labrador Retriever combina as características do Labrador original e de outros Retrievers. Essa raça apresenta aparência forte, pêlo macio e de diversas cores, temperamento tranqüilo, amigável e equilibrado, além de mostrar grande adaptabilidade a diferentes condições, bem como e  versatilidade no desempenho de tarefas (busca e resgate de sobreviventes e desaparecidos, guia para cegos, etc.
 
Levando em consideração a diversidade de cores nessa raça, algumas pessoas ainda acreditam que existe uma predominância dos genes das cores escuras sobre os das cores claras. No cruzamento de um Labrador Amarelo, com outro Amarelo só nascerão filhotes Amarelos. Se os dois pais são Chocolates, os filhotes podem ser Chocolates ou Amarelos, mas nunca Pretos. Quando dois Labradores Pretos cruzam, os filhotes podem nascer Amarelos, Chocolates ou Pretos.
 
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Tamanho - Machos: de 57 a 62 centímetros; Fêmeas: de 54 a 60 centímetros.
 
Peso - Machos: de 28 a 36 quilos; Fêmeas: de 24 a 30 quilos.
 
Aparência: Corpo compacto e quadrado, com movimentos enérgicos e fáceis.
 
Pelagem e Cor: Pelagem lisa, curta, espessa e forte. Cores: Preto, amarelo (do creme ao vermelho profundo) ou marrom (tons claros e escuros).
 
Cabeça: Crânio largo, focinho reto; olhos de tamanho médio, de preferência castanhos ou pretos; orelhas de tamanho médio pendendo junto à cabeça.
 
Cauda: De comprimento médio, bem grossa, reta e afilada, nunca curva. A aparência é de uma cauda de lontra, de altura e comprimento perfeito para derrubar tudo que estivem em cima de uma mesinha de centro.
 

Expectativa de vida: De 10 a 15 anos.

 

 

Sala Hospital reduz mortalidade na criação de porcos

 

Manejo para Suínos

 

A técnica é simples. É uma tecnologia que ajuda a reduzir a mortalidade na criação de suínos. A sala hospital é um procedimento simples, mas que dá bons resultados. “Na baia, o ambiente é competitivo e a tendência é que os animais doentes fiquem cada vez pior. Além disso, junto aos demais animais, muitas vezes é difícil aplicar o tratamento adequado ao animal doente”.

 

Por esta razão, foram realizados estudos para criação da sala hospital na granja. Essa forma de criar, nada mais é do que baias em separado onde são colocados os animais que precisam de recuperação, e nesse caso não se deve usar mais do que dois ou três por baia. Em local próprio e protegidos, os suínos conseguem se recuperar. A sala hospital facilita ainda o manejo para o produtor. “Fica bem mais fácil até de observar as reações do animal, já que ele estará isolado. Há a maior garantia de que a enfermidade não será repassada ao restante do rebanho”. Só que é preciso ficar claro que a sala hospital não pode ser implantada “no espaço que está sobrando na granja”.

 

Na verdade, a sala hospital tem que ser no mínimo igual às demais baias em relação ao fornecimento de água, controle de temperatura e outros itens. Como o nome já indica, a sala hospital precisa fornecer um ambiente que permita a plena recuperação do animal. “A sala hospital exige também regras rígidas do ponto de vista de controle sanitário. Até o calçado que o produtor usa para entrar nelas não pode ser usado no restante da granja”. Mas o esforço vale a pena, já que o controle da mortalidade é um dos principais itens ligados ao sucesso da produção. A diminuição de perdas na suinocultura está vinculada principalmente ao controle da mortalidade.

 

 

A alimentação dos equinos deve ser especial e diferenciada

 

 

 

Para manter os cavalos em bom estado de saúde é importante que o produtor preste atenção à dieta dos animais, tendo em mente que forragens são mais adequadas, principalmente quanto aos valores nutricionais e à quantidade a ser fornecida. Um dos cereais mais utilizados na alimentação de eqüinos é o milho, que deve ser fornecido moído na forma de fubá grosso, o fino pode causar cólicas nos animais. Já o feno deve ser oferecido picado e sem poeira, pois esta pode afetar o sistema respiratório dos cavalos. Quando usar a silagem, o produtor deve observar bem o estado de conservação do alimento: ele não pode apresentar nem vestígios de mofo.

 

 Uma alimentação errada ou desequilibrada pode levar o cavalo a ter doenças graves, como a cara inchada, por exemplo.

 

É preciso ter cuidado com a convivência entre eqüinos e bovinos, pois ao contrário do que muita gente pensa, a alimentação fornecida ao gado nem sempre é a mais adequada para cavalos e, dependendo do alimento fornecido, o animal pode até adoecer. Os suplementos minerais formulados para bovinos não são apropriados para eqüinos pois têm grande concentração de fósforo e baixo teor de cálcio e este é justamente o mineral mais importante da dieta dos cavalos.

Última atualização em Seg, 19 de Maio de 2014 09:04
 
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Escrito por Lívio Chaves   
Sáb, 17 de Maio de 2014 08:49

O bê-a-bá da ovinocultura



Resumo de informações básicas sobre a atividade que tem

um enorme espaço para crescimento no Brasil, tendo em vista

o abastecimento interno e também o mercado internacional.

 

 

 


Nome: Ovino

Classe: Mammalia

Ordem: Artiodactyla

Família: Bovidae

Subfamília: Caprinae

Tribo: Caprini

Gênero: Ovis

Espécie: Aries

 

O temperamento sociável dos carneiros, associado à sua indiscutível utilidade econômica, fez da domesticação da espécie uma das mais antigas da história da civilização, acreditando-se que tenha ocorrido antes de 4000 a.C., na Ásia Central. Ao longo do tempo, foram ocorrendo adaptações em função do clima, solo, disponibilidade de água, alimento e utilização econômica, de tal forma que hoje se estima a existência de mais de 1.400 raças de ovinos em todo o mundo. Estas raças estão classificadas de acordo com as funções econômicas que desempenham, constituindo o segundo maior rebanho do mundo (o primeiro é o bovino). A seleção para lã foi obtida durante o processo de domesticação: os ovinos primitivos apresentavam pelagem formada por dois tipos de fibras, uma de pelos longos, grossos e ásperos e outra com pelos finos, curtos e crespos. Com a evidência da utilidade da lã sobre o pelo, foi sendo realizada progressiva­mente a seleção para sua obtenção. No Brasil, os primeiros ovinos chegaram em 1556, trazidos pelos colonizadores.

 

 

 

 

Criar ovelhas é fácil.

 

Austrália, China, Nova Zelândia, ­Índia, Espanha, Reino Unido, Argentina, Uruguai e Brasil são países que pos­suem grandes contingentes de ovinos.

As condições básicas para a criação, além da escolha cuidadosa da raça, são o clima, solo, pastagens, aguadas, condições de mercado, não esquecendo também a boa capacidade técnico-administrativa do criador e habilitação dos empregados.

 

Algumas palavras do campo

 

u Borrego - carneiro de 7 a 15 meses.

u Cabanha - local de criação, fazenda.

u Capão - carneiro castrado.

u Carneiro - o ovino adulto.

u Cascarreio - tosquia em tomo da vulva, nas coxas e cauda, efetuada nas ovelhas antes do parto, para retirar sujidades e tornar o parto mais higiênico.

u Cordeiro - carneiro até 7 meses de idade.

u Cordeiro-mamão - cordeiro que ainda acompanha a mãe, que mama.

u Desolhe - tosquia em torno dos olhos.

u Feltragem - enlaçamento que ocorre entre fibras de lã com excesso de escamas.

u Marrã - diz-se da fêmea jovem, não parida e não prenhe.

u Nonato - não nascido.

u Ovelha - a fêmea adulta.

u Pelego - a pele do carneiro com a lã.

u Pelo cabrum - áspero e liso, semelhante ao de caprinos.

u Suarda - substância gordurosa existente na lã dos ovinos.

u Velo - cobertura de lã de carneiro, ovelhas ou cordeiro.

 

Condições ideais para os animais

 

l Clima - O mais propício para a cria­ção de lanados é o temperado frio em latitudes de 250 a 400 Norte e Sul; a baixa latitude pode ser compensada pela altitude. A temperatura adequada está entre 22 e 25ºC, com umidade relativa entre 55% a 70% (em altas temperaturas) e 65% a 91% (em baixas temperaturas). A precipitação pluviométrica ­anual deve estar entre 4.900 e 1.400 mm. Os deslanados apreciam regiões quentes e secas, com chuvas entre 500 a 2.000 mm.

 

l Solo - As características do solo são importantes para a escolha da raça a ser criada. Raças mistas são mais exigentes e devem ser criadas em planí­cies e vales férteis, com solo permeável. Solos pobres, com baixo valor nutritivo, podem ser utilizados para a criação de raças mais leves, produtoras de lã, ou deslanadas. O solo precisa ser corrigido, drenado e deve haver bastante sombra nas áreas de pastagem, pois a radiação solar direta causa efeitos nocivos ao conforto térmico do animal.

 

l Alimentação e pastagens - A ideal é a pastagem rasteira, abundante e de boa qualidade. Em boas pastagens, com manejo rotativo, podem ser mantidos 10 animais por hectare; em pastos mais pobres, de uso contínuo, a capacidade é de 3 cabeças por hectare. Consomem também as plantas infestantes do pasto, inclusive a que não é consumida pelos bovinos. Na época de escassez de pasto, é necessário complementar a alimentação com forrageiras de inverno, como a aveia e o centeio, alimentos concentrados e mistura mineral. Para a formação de piquetes utilizar gramíneas rasteiras, de hábito prostrado e decumbente, se possível consorciadas com ­leguminosas. Os capins mais utilizados no Sudeste e Centro-Oeste são: Transvala, Pangola, Pensacola, Setária, ­Coast-Cross, grama Seda, Missioneira, Batatais, Brachiaria humidícula e Aruana. No Nordeste existem variedades de capim Buffel, Transvala e Urocloa. No Sul há o consórcio entre os Trevos, Azevém e Aveia.

 

l Aguadas - Os ovinos ingerem 3 a 4 litros de água no inverno e de 5 a 6 litros no verão.

É interessante que a propriedade possua aguadas sem poluição, com fundo pedregoso ou arenoso. Brejos e baixadas pantanosas são indesejáveis. Na falta de cursos de água naturais devem ser construídos bebedouros de acordo com o tamanho do rebanho.

 

 

China compra 50% da lã neozelandesa




A China tornou-se o principal mercado para a lã da Nova Zelândia, comprando quase metade das exportações, à medida que o mercado europeu declinou e as vendas para a Austrália caíram, de acordo com dados da indústria. John Dawson, do Conselho de Exportadores de Lã, disse que a UE compra apenas 31% das exportações neozelandesas de lã, enquanto a China aumentou sua participação para 47%.

As exportações caíram 8%, mas os preços significaram um aumento de 28%.

 

 

Hambúrguer de cordeiro nos EUA


 

A processadora de carne de cordeiro da Davis, da Califórnia anunciou uma parceria com o Meat and Livestock Australia (MLA) para comercializar hambúrgueres de carne de cordeiros australianos na vasta rede norte-americana de produtos alimentícios.

"Estamos felizes com essa parceria", disse a vice-presidente e assistente de marketing e desenvolvimento de negócios culinários da Superior Farms, Tina Roberts.

Pesquisas realizadas pelo MLA sugerem que a carne de cordeiro é uma opção comum em restaurantes bem sucedidos e que as gerações mais jovens estão interessadas na carne de cordeiro, à medida que buscam sabores únicos.

 

 

ARCO inclui a raça Dohne Merino



A Associação Brasileira de Criadores de Ovinos (ARCO) foi autorizada pelo Ministério da Agricultura, através da Portaria nº 0090 de 14 de fevereiro de 2012, a realizar o registro genealógico da raça Dohne Merino.

A raça rústica, de dupla aptidão, teve origem na África do Sul, através do cruzamento das raças Merino Pepin e Merino Alemão. O programa começou em 1939 e a Associação em 1966, mas a seleção foi iniciada em 1970, foi realizada baseada em testes de progênie e dados de produção, sendo hoje uma das raças laneiras líderes na África do Sul e de notável crescimento, também na Austrália.

Características como a grande fertilidade (110% - 150%), juntamente com altas taxas de crescimento dos cordeiros (350 g por dia até o desmame), fazem do Dohne Merino um eficiente produtor de carne. Os cordeiros para abate atingem no mínimo 40 kg entre 04 e 06 meses de idade, o peso das ovelhas varia de 55 a 65 kg e produzem de 04 a 06 quilos de lã de alta qualidade, com 19 a 22 micra.

 

 

 

 

Raça Dohne Merino agora com Registro também no Brasil. 

 

Outra importante característica da raça Dohne Merino é a sua adaptabilidade, sendo uma raça rústica vinda de uma região de chuvas de verão e pastagens nativas, adaptando-se a várias condições climáticas e ambientais, desde sistemas intensivos de produção até regiões áridas extensivas. Ressaltando-se o fácil cuidado, pois é uma ovelha sem rugas e com a cara totalmente isenta de lã, resistente ao rompimento e coloração amarela nas fibras.

 

 
VEJA ! Diversidades de Culturas, Acidentes com animais, Compostagem e Apicultura PDF Imprimir E-mail
Escrito por Lívio Chaves   
Sáb, 05 de Abril de 2014 09:19

Diversidade de cultivos: garantia de renda na agricultura familiar

 

A diversificação de culturas na propriedade rural, também chamada de pluriatividades de cultivos, é uma estratégia que viabiliza a sustentabilidade da agricultura familiar. Entre os benefícios de sua adoção estão a garantia de renda, mesmo em períodos de entressafra, a segurança alimentar da família, além de benefícios para o meio ambiente.

  Explica-se como conduzir, de forma bem-sucedida, múltiplas atividades em agroecossistemas de base familiar. Trata-se de um arranjo produtivo onde o agricultor trabalha a exploração e a interação de diferentes culturas, podendo ainda agregar outras atividades ao trabalho da família, como o artesanato, por exemplo.

O modelo de exploração integrada de diferentes culturas foi implementado após a constatação da existência de mercado consumidor para os seguintes produtos: banana, uva, urucum e flores. Além de obter renda com a venda das frutas e das flores, as propriedades também lucram vendendo o urucum como matéria-prima para a indústria de corantes.

A interação entre as culturas acontece de diferentes formas: os troncos das bananeiras, utilizados para a retenção de águas de chuva e conservação do solo no pomar de videiras, também fornecem a matéria-prima para o artesanato produzido por jovens e mulheres das comunidades. As cascas dos frutos, assim como os restos vegetais de todas as culturas, passam por um processo de compostagem e são aproveitados como adubo orgânico para o solo.

Arranjos como esse, baseados nas potencialidades dos produtos típicos de cada região, ajudam a manter a renda familiar durante todo o ano, proporcionando sustentabilidade econômica e ambiental para a propriedade e, consequentemente,  melhor qualidade de vida para as famílias rurais. Uma das recomendações é optar pela tecnificação de ao menos uma das culturas integrantes do sistema.

 

 

Picadas, mordidas e queimaduras exigem cuidados diferentes.
Medida mais importante em emergência é procurar um médico.


Ir à praia ou ao rio com maior frequência no verão traz, além de uma preocupação maior com a pele e o protetor solar, um aumento do risco de acidentes com animais aquáticos.

Segundo o dermatologista Vital Haddad Júnior, um em cada mil acidentes ou atendimentos de urgência nas cidades litorâneas é causado por animais marinhos. A metade deles é por espinhos de ouriços do mar, ¼ é por queimadura de caravelas e águas-vivas e o outro ¼ é por contato com peixes venenosos (como bagres, arraias e peixes-escorpiões).

Acidentes com animais valendo (Foto: Arte/G1)

Mas acidentes com animais estão no dia a dia de todo mundo: vão desde picadas de pernilongos, abelhas ou formigas até mordidas de cachorro. Isso sem falar no veneno de aranhas e escorpiões, que pode ser fatal.

Pessoas alérgicas insetos devem redobrar os cuidados. Por isso, Haddad Júnior e a pediatra Ana Escobar ensinaram no Bem Estar desta quarta (18) a se prevenir de acidentes com animais e o que fazer se o problema já tiver ocorrido.

Usar luvas, botas e roupas especiais em situações potenciais, como lugares de maior vegetação, pode ajudar muito. No caso dos pernilongos, repelentes e mosquiteiros também são ótimos.

Acidentes com animais (Foto: Arte/G1)

Saiba o que fazer especificamente em cada um dos casos abaixo:

Picada de abelha ou marimbondo

Por que ocorre?
- Atacam principalmente quando são perturbados, como forma de defesa
- Ambos têm um ferrão no abdômen, semelhante ao de algumas formigas

O que causa?
- Ataques de enxames podem ser fatais, por falência renal ou cardíaca
- O veneno pode provocar reações locais, como dor, edema, vermelhidão, bolinhas e placas na pele
- Em pessoas alérgicas, as picadas podem levar a um choque anafilático

O que fazer?
- Se for apenas uma picada, faça compressa com água fria para aliviar a inflamação
- Caso sejam várias, procure um médico para retirar os ferrões
- Ao espantar uma abelha, faça movimentos lentos e sem afobação. Jamais toque nela, para não despertar a reação de defesa

Picada de escorpião

O que causa?
- Dor no local, com boa melhora na maioria dos casos
- Crianças podem ter manifestações graves pelo veneno

O que fazer?
- Aplicar compressas quentes e tomar analgésicos para aliviar a dor até chegar a um serviço de saúde
- No pronto-socorro ou hospital, será avaliada a necessidade de soro

Picada de aranha

Quais são perigosas?
- As caranguejeiras e tarântulas, apesar de muito comuns, não causam envenenamento. As que fazem teia áreas geométricas, muitas encontradas nas casas, também não oferecem risco
- As mais perigosas são: a aranha-marrom, a “armadeira” e a “viúva-negra”. A primeira é mais comum no Sul, a segunda no Sudeste e a terceira, no Nordeste

O que causa?
- Dependendo da aranha, pode haver inchaço, vermelhidão, dor local acompanhada de contrações musculares, febre, agitação, sudorese e até choque anafilático

O que fazer?
- Aplicar compressa de água quente e tomar analgésico contra a dor
- Não fazer torniquete

Picada de formiga

O que causa?
- O tipo “lava-pé”, encontrado em todo o Brasil, provoca envenenamento e reação alérgica ao injetar veneno por um ferrão no abdômen
- Deixa uma placa vermelha na pele, que depois se transforma em pequenas bolhas com pus
- Pode causar acidentes graves em crianças e pessoas alcoolizadas, pois uma única formiga ataca cerca de dez vezes

- Outra formiga perigosa é a tocandira, cujo veneno dá dor profunda, que se expande por todo o membro e permanece forte por 24h a 48h. O envenenamento provoca sudorese, mal-estar, diarreia, calafrios e vômitos

O que fazer?
- Aplicar compressa fria e passar pomada com corticoide ou cloridrato de prometasina, sob orientação médica
- Pacientes com histórico de alergia a formigas devem procurar um pronto-socorro imediatamente

Acidente com lagarta
- As lagartas ou taturanas perigosas são as que têm cerdas repletas de toxinas

O que causa?
- Os sintomas são dor intensa, vermelhidão e inchaço. Existe um gênero de lagarta chamado Lonomia que, além de inflamação no local, pode desencadear distúrbios de coagulação e sangramento, podendo levar à morte

O que fazer?
- Procure um médico, pois o envenenamento provoca uma dor intensa e, no caso das crianças, é muito agressiva
- O Instituto Butantan produz um soro para esse tipo de acidente

Acidente com besouro
- Existem duas famílias de besouros no Brasil, capazes de provocar acidentes em seres humanos por meio de substâncias químicas eliminadas quando o animal é esmagado

O que causa?
- Esses compostos irritam a pele e as mucosas, dão vermelhidão, bolhas, ardor e coceira
- Acidentes são muito comuns nas regiões Nordeste e Centro-Oeste, mas podem acontecer em todo o país

O que fazer?
- Lavar o local com água e sabão

Acidente com piolho-de-cobra
- São animais com dois pares de patas em cada segmento corporal. Têm estrutura semelhante às lacraias e centopéias, que costumam se refugiar em ambientes escuros, como sapatos

O que causa?
- Não têm presas e, quando são esmagados, liberam toxinas que podem provocar inflamação e pigmentação escura na pele. Se entrar em contato com os olhos, pode cegar

O que fazer?
- Lavar o local com água e sabão

Acidente com lacraia
As lacraias costumam ficar em locais quentes e onde há lixo. Injetam um veneno presente em glândulas do tronco

O que causa?
- Dor, vermelhidão e inchaço no local. Em casos mais raros, pode dar dor de cabeça, mal-estar, ansiedade e vertigem
- Os casos não costumam ser graves

O que fazer?
- Aplicar compressa de água fria e lavar o local com água e sabão
- Contra a dor, os médicos orientam o paciente a tomar analgésicos

 

 

Compostagem mecânica de dejetos suínos

 

http://www.cnpsa.embrapa.br/invtec/Fotos/36.jpgA compostagem de dejetos suínos é uma das tecnologias que mais recebeu atenção nos últimos anos da Embrapa Suínos e Aves, em Concórdia, Santa Catarina. O principal resultado prático desse esforço de pesquisa foi o desenvolvimento de uma máquina que mistura os dejetos a um substrato sólido, como maravalha, serragem, palha ou cama de aviário. Como produto final, o sistema gera um composto orgânico que pode substituir o adubo químico.

O equipamento foi criado em conjunto pela Embrapa Suínos e Aves e uma empresa de Concórdia (SC), a Bergamini, e deve ser lançado no mercado ainda este ano. A proposta de compostagem dos dejetos é consequência da experiência acumulada pela Embrapa na criação de suínos em sistemas de criação em cama sobreposta. Sem mão-de-obra adicional, os produtores passaram a dar um encaminhamento ambientalmente correto aos dejetos e ainda tiveram à disposição um composto orgânico de qualidade para aplicar na lavoura.

Segundo o pesquisador da Embrapa Suínos e Aves, Paulo Armando de Oliveira, responsável pelo desenvolvimento da máquina, a compostagem é o principal caminho para viabilizar o aumento da produção em áreas que já concentram grande número de suínos. “Essa é uma questão atual e que interessa bastante às agroindústrias e produtores”, disse Oliveira.

Outra vantagem está na questão ambiental. “O sistema de compostagem minimiza significativamente os riscos de poluição ambiental, reduzindo as emissões de gases de efeito estufa e de odores gerados”, explica o pesquisador. Para implantar o sistema de compostagem mecanizado, o produtor precisa investir especialmente na edificação para as leiras e na máquina, mas o retorno é garantido. “O produto gerado é um adubo orgânico, que pode ser vendido”, explica o pesquisador. 

Para Paulo Armando, responsável pelo desenvolvimento da máquina, a compostagem é o principal caminho para viabilizar o aumento da produção em áreas que já concentram grande número de suínos. “Essa é uma questão atual e que interessa bastante às agroindústrias e produtores”, acredita.

 

 

Abelhas já podem ganham alimento artificial à base de soja

 


As abelhas se alimentam, basicamente, com pólen e néctar provenientes das flores. Nos períodos de escassez de florada, a utilização de alimentação artificial é prática habitual entre os meliponicultores. Garante a sustentabilidade da produção de ninhos e sua multiplicação em larga escala, evitando também a derrubada de árvores para a retirada dos ninhos.

Por isso que os criadores de abelhas nativas sem ferrão já contam com duas novas dietas artificiais protéicas desenvolvidas pela Embrapa Amazônia Oriental  para a manutenção das colônias. As duas dietas são à base de soja, escolhida por ter alto valor protéico, ser semelhante ao pólen e ter valor comercial mais baixo que o do pólen de Apis mellifera (abelha-européia), alimento normalmente usado como substituto na alimentação de abelhas nativas sem ferrão.

Foram desenvolvidas para alimentar colônias de uruçu-cinzenta (ou tiúba, no Maranhão) e uruçu-amarela - Melipona fasciculata e Melipona flavolineata, respectivamente - duas das oito espécies de meliponíneos consideradas de grande potencial para a geração de renda no Pará, entre as 70 conhecidas pela ciência no Estado.

Compostas por saburá (pólen fermentado), extrato de soja, açúcar e água, as dietas têm metodologias diferentes de preparo da mistura para adaptá-las às necessidades das duas espécies. Durante os trabalhos de elaboração da alimentação artificial para a M. fasciculata, também foi estabelecida, para efeitos de pesquisa, mas facultativa para fins de criação, uma metodologia de rastreamento. O alimento ingerido foi rastreado dentro do ninho e no aparelho digestivo das abelhas com o auxílio de anilina líquida colorida comestível.

Última atualização em Sáb, 05 de Abril de 2014 09:32
 
VEJA ! Produzindo Animais de qualidade para o abate PDF Imprimir E-mail
Escrito por Lívio Chaves   
Qua, 02 de Abril de 2014 14:22

Produzindo animais de qualidade para o abate


Cada vez mais os confinamentos vão se tornando a maneira mais eficaz de garantir o rendimento na atividade.

 

O mercado da carne ovina e caprina está crescendo a passos largos, em função da grande aceitação deste produto pela sociedade brasileira, notadamente na região Nordeste. Isto reflete o surgimento de vários pontos e restaurantes especializados, principalmente nos grandes centros urbanos. Aparecem as construções e a implantação de abatedouros (frigoríficos e curtumes), paralelamente, específicos em carnes, vísceras e peles de ovinos, caracterizando como uma forte sinalização de estímulo e garantia para o desenvolvimento do setor produtivo.

A agroindústria da carne e da pele de ovinos vem operando com elevada capacidade ociosa, em função da baixa oferta para abate. Grande fatia do mercado nordestino está sendo atendida pelos Estados do sul do País e por alguns países do Mercosul, como a Argentina e o Uruguai. Ainda há uma demanda, apesar disso, insatisfeita, superior a 70%, que assegura a comercialização no mercado regional, mesmo que em curto prazo a produção venha a dobrar.

Os curtumes, a exemplo da agroindústria de carne ovina, também, operam com grande ociosidade, não ultrapassando os 50% de sua capacidade instalada. É lamentável! As peles que chegam deixam muito a desejar quanto à qualidade e serventia o que consequentemente resulta em alto percentual de peles com defeitos.

 

 

 

 

O confinamento pode ser feito de muitas maneiras, adequando-se a regiões e situações.

 

 

Há necessidade, assim, de práticas alternativas que permitam ao produtor ofertar cordeiros para o abate capazes de atender às necessidades do mercado da carne e da pele, tanto em termos quantitativos como qualitativos. A Embrapa, para isso, desenvolveu a tecnologia de “Terminação de cordeiros em confinamento”, com o objetivo de tornar os produtos mais competitivos no mercado através da sua qualidade e regularidade de oferta ao longo do ano. É uma atividade que consiste na seleção e no confinamento de ovinos jovens, machos ou fêmeas, para serem preparados para o abate em curto espaço de tempo.

Esta prática pode ser utilizada em todas as regiões, no entanto é mais recomendada para as áreas semiáridas do Nordeste, onde se observa grande carência de forragem nas pastagens, notadamente em épocas e períodos secos.

 

A decisão de terminar cordeiros em confinamento

 

Qualquer investimento, em produção animal, deve estar atrelado às vantagens econômicas. Além das oportunidades de mercado, a decisão de confinar ovinos está relacionada às condições climáticas. Em regiões onde a precipitação é elevada (acima de 1.000 mm), a sobrevivência de animais jovens poderá estar seriamente afetada pela verminose, mesmo que os animais venham a receber tratamentos anti-helmínticos, periodicamente, conforme se pode observar na Tabela 1.

Quando o período de estiagem é muito prolongado, assim como o Semiárido nordestino, tanto a disponibilidade quanto a qualidade da forragem, nas pastagens, ficam seriamente afetadas.

O confinamento é utilizado, em ambas as condições, com a finalidade de produzir carcaças de elevada qualidade, mesmo durante as épocas desfavoráveis.

 

 

 

 

 

Vantagens da terminação de cordeiros em confinamento

 

A terminação de ovinos jovens permite a produção de animais prontos para o abate em época de carência alimentar nas pastagens. Isto tem causado boas expectativas no âmbito do setor produtivo, decorrente da existência de poucas alternativas para a produção animal, na Região Nordeste, especialmente nos períodos secos do ano. Outras razões justificam a implantação da prática de terminações:

1) Reduz a idade de abate de 10 meses para 5 a 6 meses.

2) Disponibiliza a forragem das pastagens, que já é escassa, para as demais categorias de animal do rebanho.

3) Agiliza o retorno do capital.

4) Permite a produção de carne de boa qualidade, na época seca ou na entre-safra.

5) Resulta na produção de peles de primeira categoria, auferindo uma receita indireta ao processo de terminação de cordeiros.

6) Garantia de mercado para os produtos carne e pele.

 

Idade e peso ao início do confinamento

 

A idade e o peso do animal são importantes para o início do confinamento, porém a conjugação de ambos é a condição ideal para o sucesso. O peso inicial deverá obedecer a um mínimo de 15,0 kg de peso vivo para que o confinamento seja economicamente viável, enquanto a idade pode variar de 75 a 90 dias. A variação de idade está relacionada à raça ou do tipo racial utilizado.

O ganho muscular do cordeiro ocorre, principalmente, até a puberdade, que ocorre de 150 a 180 dias. Inicia-se a deposição de gordura. Os cordeiros devem entrar no confinamento aos 90 dias de idade no máximo, evitando-se, com isso, um maior acúmulo de gordura na carne.

 

Idade de abate

 

A suculência, a maciez, a cor, o cheiro e o sabor da carne são atributos que estão diretamente relacionados à satisfação.

A idade do abate e a condição de ser inteiro, ou castrado são os principais fatores que influenciam estes atributos. Cordeiros preparados e abatidos entre os 150 e 180 dias de idade guardam ainda em sua carne todas as características organolépticas e sensoriais desejáveis numa carne de qualidade. Todavia, há uma redução acentuada e gradativa da suculência e da maciez da carne com o aumento da idade do animal ao abate e isso torna sua cor mais avermelhada. A consequência é queda marcante da qualidade.

Surge um odor e um sabor característicos na carne, após a puberdade do animal (somente nos machos). Isso consequentemente pode provocar rejeição do consumidor.

É um fato que deve ser evitado a todo custo, pois desagrada de maneira acintosa ao consumidor e põe em dúvida as reais qualidades da carne: sabor exótico e agradável, maciez e particular aroma. Estes formam o “ponto alto” da carne ovina.

 

Duração do confinamento x Peso e Idade ao abate

 


O tempo de confinamento é um fator de grande influência no custo final do produto. Quanto maior for o tempo de confinamento, maior será o custo de produção e menor será a rentabilidade.

Os resultados apresentados na Tabela 2 indicam que o maior retorno econômico da terminação de cordeiros ocorreu com 63 dias de confinamento, quando eles apresentavam peso corporal em torno de 28 kg.

O menor peso ao abate (28 kg) observado foi o de maior rendimento líquido (R$ 13,40), enquanto o de maior peso ao abate (40 kg) não obteve rendimento registrando renda líquida negativa a cada animal (R$ -2,08). Isto chama a atenção para a necessidade de buscar a otimizacão da relação entre idade, tempo de confinamento e peso do animal ao abate.

Existem recomendações no sentido, na literatura, de que a duração do confinamento deva variar de 56 a 70 dias. A idade de abate deve ser de 5 a 6 meses nestas condições.

 

Castração

 

Animais inteiros (não castrados) apresentam maior potencial para ganho e carcaças mais magras. A terminação de cordeiros, em confinamento, propicia o abate de animais em idade precoce (150 a 180 dias de idade). A castração não é recomendável nestas condições.

Cordeiros das raças Ile-de-France e Hampshire Down castrados aos 90 dias de idade, em regime de pasto, e abatidos aos 12 meses de idade, apresentaram ganho de peso mais acentuado para os inteiros em relação aos castrados. Ressalte-se que não foram observadas as características sensoriais da carne (maciez, sabor, aroma e suculência).

 

Instalações

 

OVINOS Na terminação de cordeiros em confinamento, as instalações são poucas e devem ser: simples; baixo custo; fácil operacionalidade e estrategicamente localizadas. Compõem-se, basicamente, de currais, comedouros, bebedouros e saleiros.

O curral deve atender aos seguintes requisitos:

1) estar localizado em terreno elevado, de boa ventilação, firme e bem drenado.

2) poderá ter piso de “chão batido”, piso ripado suspenso ou, ainda, piso elevado e cimentado (onde geralmente faz o uso de camas).

3) conter uma coberta - área em conformidade com o número de animais.

4) para cada animal deve-se reservar 0,8 m² de área coberta. Exemplo: cada 100 animais é uma coberta de 80 m².

5) fornecer um maior conforto em momentos de chuvas e em horas de maior intensidade de radiação solar.

6) a coberta deverá abrigar bebedouros, comedouros e saleiros. Facilita o acesso dos animais de acordo com a vontade do criador.

Os comedouros ou cochos são partes importantes das instalações para qualquer sistema de confinamento animal. Eles devem, portanto, estar localizados de tal modo a permitir facilmente o acesso dos animais, a reposição de alimentos e a sua higienização. Seu tamanho deverá estar de acordo com o número de animais, pois o que se espera é que todos eles tenham, simultaneamente, a mesma oportunidade de se alimentar, favorecendo um maior desempenho coletivo e uma melhor padronização do produto final. Recomenda-se, portanto, 0,25 metro linear por animal, ou seja, quatro animais por metro linear de comedouro.

Os bebedouros também são instalações importantes a ser consideradas. Eles devem se localizar estrategicamente ao alcance dos animais sem permitir que contaminem, ou desperdicem a água, pois isto causar o aparecimento de lugares úmidos. Alerta-se para o fato de que a água é um poderoso meio de transmissão de doenças, por isso a preocupação com a higienização frequente e com a oferta de água limpa e potável aos animais.

 

 

Conclusões e Recomendações

 

Algumas variações entre as informações técnicas reunidas neste trabalho foram verificadas, de uma maneira geral. Os dados foram muito similares e promissores, ratificando a importância da prática da terminação de cordeiros em confinamento para todo sistema produtivo do agronegócio da carne de ovinos, especialmente no Nordeste.

Seguem algumas vantagens da  prática:

1) oportunidades de negócio criadas no segmento;

2) elevada demanda pelo produto;

3) preço compensatório;

4) reduzido tempo para se chegar ao produto final;

5) dispõe de tecnologias.

As conclusões, diante disso, são:

1 - a prática da terminação de cordeiros constitui alternativa ímpar disponibilizada.

2 - deve ser recomendada para todo território nacional, especialmente para o Semiárido do Nordeste brasileiro.

 

 

CONHECENDO OS TIPOS DE REVESTIMENTOS DOS ANIMAIS

 




O corpo dos animais é revestido por diferentes tipos de órgãos, tais como: pele, pelos, penas, escamas, espinhos.
                 1.Pele. A pele é a membrana que recobre o corpo de muitos animais. No caso dos vertebrados, a pele apresenta duas camadas: a externa ou epiderme, a interna ou derme, além de anexos: pelos, penas, escamas, unhas, espinhos, etc. Cabe destacar a pele grossa dos paquidermes: elefante, hipopótamo, rinoceronte.
                  2. Pelos. São excrescências filiformes da pele de certos animais, principalmente
mamíferos. Os animais das regiões frias, como os ursos, às vezes renovam sua pelagem à entrada do inverno ( muda ). Certas espécies  caracterizam-se por pelos lanosos ( carneiro ), picantes ( ouriço ), de dois tipos ( coelho ), ou pela ausência de pelos ( baleia ). Os pelos de certas lagartas são venenosos.
                 3. Penas. São órgãos característicos das aves. As grandes penas das asas e da cauda sustentam a ave em voo. Certas aves têm penas de tipo especial, como o pavão macho e o avestruz.
         4. Escamas. São placas duras que, associadas a outras placas semelhantes, constituem o revestimento protetor de todo ou de parte do corpo de muitos animais. Os mamíferos que possuem escamas são os Desdentados ( tatu, pangolim, etc. ), mas alguns Roedores ( castor ) têm cauda escamosa. Dobras escamosas cobrem todo o corpo dos Répteis ( lagartos e cobras ). Os Peixes têm o corpo revestido por escamas de vários tipos: independentes ou imbricadas, de bordo livre dentado ou arredondado.
          5.Espinhos. São excrescências da pele de certos animais, como ouriço-cacheiro e porco-espinho; servem como arma de ataque e defesa.
 
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Escrito por Lívio Chaves   
Sáb, 29 de Março de 2014 08:56

Principal representante do país, o estado produz 15 mil toneladas por ano e gera renda para cerca de 1 mil famílias na atividade

Ministério do Desenvolvimento Agrário/Arquivo
As plantas medicinais cultivadas são comercializadas para indústrias de cosméticos, fármacos e chás

O Paraná é responsável por 90% da produção brasileira de plantas medicinais. São 15 mil toneladas/ano, retiradas de uma área de três mil hectares, com a participação de 1.100 agricultores familiares na atividade. O restante da produção vem do Rio Grande do Sul, de Santa Catarina e de São Paulo.

Há cinco anos, o negócio se tornou a principal fonte de renda para a agricultora familiar Roseli Eurich. Na propriedade de 21 hectares, localizada em Arvoredo, oito quilômetros de Turvo, PR, ela e sua família cultivam alcachofra, melissa, alecrim, capim-limão, orégano e tomilho. No primeiro ano de atividade, eles alcançaram uma renda mensal média de R$ 90. Cinco anos depois, passou para R$ 1,2 mil. “Na época da melissa, tiramos entre R$ 3 mil e R$ 4 mil durante três a quatro meses”, afirma.

A comercialização da produção dos agricultores familiares da região é feita por meio da Cooperativa de Produtos Agroecológicos, Artesanais e Florestais de Turvo (Coopaflora), fundada pelos próprios produtores e que conta com 86 associados. Desde 2005, o Instituto Agroflorestal Bernardo Hakvoot (IAF) desenvolve atividades de assistência técnica para estruturar a produção agroecológica de plantas medicinais, condimentares e aromáticas, e a formação de sistemas agroflorestais. Atualmente, 160 famílias agricultoras são atendidas pelo IAF nos municípios de Turvo, Boa Ventura de São Roque e Iretama, no Paraná.

Engenheiro agrônomo da entidade, Douglas Dias de Almeida destaca que os produtos são comercializados para indústrias de cosméticos, fármacos e chás. “As plantas são desidratadas, ou seja, é vendida a matéria-prima”, explica, destacando que são cultivadas outras espécies como alfazema, camomila, carqueja, manjerona, menta, pata-de-vaca, alecrim, calêndulacavalinha, espinheira-santa, melissa, poejo, funcho, entre outras. A produção tem certificação que atesta a responsabilidade ambiental e social dos agricultores.

Para agregar valor à produção de espécies medicinais e fomentar arranjos produtivos locais, foi criada, na cidade de Pato Bragado, PR, a Unidade de Produção de Extratos, com capacidade de produção de extrato seco de 32 toneladas/mês, fornecendo extratos de plantas e atendendo a indústria alimentícia e farmacêutica. Além disso, a cooperativa conta com cinco estufas de produção de mudas de plantas medicinais instaladas nos municípios de Ramilândia, Mercedes, Vera Cruz do Oeste, São Pedro do Iguaçu e Diamante d’Oeste.

 

 

CURIOSIDADES COMPETITIVAS ENTRE A CAPRINO-OVINOCULTURA E A BOVINOCULTURA

  • Um ovino mestiço (cruzamento com a raça Dorper ou Texel, por exemplo) atinge 40kg de peso vivo em apenas quatro meses.
  • Em um ano, onde se cria 1 bovino, criam-se 24 ovinos;
  • Um bovino com quatro anos pesa em torno de 400kg, enquanto na mesma área e no mesmo período são produzidos 96 ovinos, que pesam  3.840kg (96 cabeças x 40kg);
  • Um bovino bebe 80 litros de água por dia. E um mês, bebe 2.400 litros de água, quantidade suficiente para o consumo de 80 ovinos; e
  • Em geral, os ovinos são criados e engordados com alimentação à base de pastagens cultivadas ( leucena, cunhã, gandú, gramíneas etc.) e/ou nativas melhoradas, enquanto os bovinos, normalmente, exigem, além das pastagens, alimentação suplementar à base de concentrados.

 

Os quadros 1e 2, anexos, mostram evolução de planteis bovinos e caprinos, comparando o crescimento vegetativo de cada rebanho, o investimento inicial com a aquisição de 10 vacas e  10 cabras e a respectiva a recuperação do capital inicial, acrescido do valor dos animais nascidos ao longo de 12 anos.
Quadro 1 – Comparação entre as evoluções dos rebanhos bovino e caprino, em um período de 12 anos...

Rebanho bovino

 

Ano

Fêmeas

Vacas

Crias

Total

1

10

4 bezerras

14

2

9

4 bezerras + 4 garrotas

17

3

8

3 bezerras + 4 garrotas + 4 novilhas

19

4

11

4 bezerras + 3 garrotas + 4 novilhas

22

5

13

5 bezerras + 4 garrotas + 3 novilhas

25

6

14

6 bezerras + 5 garrotas + 4 novilhas

29

7

16

6 bezerras + 6 garrotas + 5 novilhas

33

8

19

8 bezerras + 6 garrotas + 6 novilhas

39

9

22

9 bezerras + 6 garotas + 6 novilhas

45

10

25

10 bezerras + 8 garotas + 8 novilhas

51

11

28

11 bezerras + 9 garrotas + 8 novilhas

56

12

31

12 bezerras + 9 garrotas + 9 novilhas

62

Rebanho caprino

 

Ano

Fêmeas

Cabras

Crias

Total

1

10

8 até um ano

18

2

12

10 até um ano + 3 mais de um ano

25

3

18

15 até um ano + 4 mais de um ano

37

4

24

21 até u ano + 6 mais de um ano

51

5

34

29 até um ano + 9 mais ed um ano

72

6

48

41 até um ano + 13 mais de um ano

102

7

70

59 até um ano + 18 mais de um ano

147

8

98

82 até um ano + 26 mais de um ano

206

9

138

116 até um ano + 37 mais de um ano

291

10

195

164 até um ano + 52 mais de um ano

396

11

275

231 até um ano + 74 mais de um ano

580

12

389

327 até um ano + 104 mais de u ano

820

 

 

 Leucena: forragem farta na época seca


A falta de forragem de boa qualidade durante a época seca é uma das causas da baixa produtividade animal (35 A 42 kg de peso vivo/hectare/ano) na região semi-árida do Nordeste brasileiro, fato este que é agravado pelo aumento exagerado dos preços dos insumos básicos para rações no segundo semestre do ano. Nesse contexto, a leucena, leguminosa arbórea, perene, originária da América Central, e de introdução recente (1940) no Brasil, tem uma grande importância pois o seu cultivo na forma de banco de proteína que pode ser usado para produção de forragem de boa qualidade, mostra-se como uma opção viável e de baixo custo na alimentação de caprinos, ovinos, bovinos e de outros animais.

A leucena conserva e enriquece o solo, favorecendo a manutenção e até o aumento da produção de outras culturas, ao mesmo tempo reduzindo o impacto negativo no meio ambiente causado pelas queimadas ano a ano para uso com culturas anuais. O cultivo dessa forrageira é simples e deve ser feito no início da época chuvosa em áreas onde também se cultiva o milho, feijão ou o algodão. O produtor deve observar as recomendações técnicas desde a escolha e preparo da área até o uso e o manejo da leucena para a produção de forragem para alimentar os animais ao longo do ano, especialmente na época seca.

Por quê plantar a leucena ? Porque a leucena é uma leguminosa perene que tem boas características forrageiras tais como: alto potencial de produção de forragem com uma produtividade variando de cinco a vinte toneladas de matéria seca comestível (folhas e ramos finos) por hectare/ano, sendo que essa forragem tem um alto valor nutritivo, já que é rica em proteína, cálcio, fósforo, beta caroteno (precussor da Vitamina A ) e tem alta aceitação por caprinos , ovinos , bovinos e outros animais, favorecendo um ótimo desempenho animal.

O banco de Leucena pode ser usado para pastejo direto ou produção de feno e de silagem, pois possui boa capacidade de rebrota após o corte ou o pastejo, como adubação verde; para o enriquecimento das pastagens nativas e das silagens de gramíneas; produção de sementes, é usada também no sombreamento de culturas, cerca viva, quebra -vento , além de fonte de matéria prima para apicultura.

Essas vantagens têm sido comprovadas pelo incremento de 43 % na produção de leite e um aumento de 25 dias no período de lactação de cabras mestiças, e um incremento de 60 gramas/dia no peso vivo de cabritos cujas mães eram mantidas em caatinga rebaixada com acesso a um banco de leucena na época seca, e também pelos expressivos ganhos de peso de até 250 gramas por ovinos /dia , quando se usa o feno da leucena em rações completas para a engorda de ovinos.

Outras formas de uso dessa forrageira estão sendo avaliadas visando reduzir ainda mais os custos do seu uso na alimentação animal. Essas e outras características demonstram ser a leucena uma das especies forrageiras mais importantes para a região semi-árida do Nordeste brasileiro.

Última atualização em Sáb, 05 de Abril de 2014 09:35
 
Criação de Codorna, Alternativas para Agricultura familiar e Suinocultura PDF Imprimir E-mail
Escrito por Lívio Chaves   
Seg, 24 de Março de 2014 14:12
Criação de codorna,mercado,vantagens e manejo



A codorna existe desde a antiguidade na Europa como ave migratória - de plumagem cinza-bege e pequenas listas brancas e pretas - foi levada primeiramente para a Ásia - China, Coréia e, depois, para o Japão. A codorna, hoje criada em cativeiro, é o resultado de vários cruzamentos efetuados, no Japão e na China, a partir da sub-espécie selvagem Coturnix coturnix, de origem européia. Já no ano de 1300 d.c. a codorna foi domesticada pelos japoneses em função do canto melodioso dos machos. Na primeira década do Século XX os japoneses conseguiram, após inúmeras tentativas, promover sua criação de forma racional, em pequenas gaiolas, com produção em série, com vistas à exploração comercial. Graças à sua alta fertilidade, abundante postura de ovos e exigência de pouco espaço para seu confinamento, mais a facilidade de transporte, a codorna tornou-se uma das principais fontes de alimentação para os vietnamitas durante a guerra contra os Estados Unidos. No Brasil, as codornas foram trazidas por imigrantes italianos e japoneses na década de 50. A partir daí sua produção vem se consolidando, tornando-a uma importante alternativa alimentar no país.

Mercado

A criação de codornas (coturnicultura) tem apresentado um desenvolvimento bastante acentuado nos últimos tempos. Os principais fatores que contribuem para isso são: o excepcional sabor exótico de sua carne, responsável por iguarias finas e sofisticadas; o baixo custo para implantar uma pequena criação, podendo se tornar uma fonte de renda complementar dos pequenos produtores rurais. Do lado técnico-econômico, torna-se ainda mais atrativa, ao verificar-se o rápido crescimento e atingimento da idade de postura, a elevada prolificidade e o pequeno consumo de ração.

Vantagens da criação de codornas

Este tipo de criação apresenta algumas vantagens, tais como:- Rápido crescimento;- Precocidade sexual;- Alta postura;- Elevada rusticidade;- Baixo consumo alimentar

A criação

A criação de codornas pode ser em dois níveis, que são:- Criação Doméstica: É aquela feita em residências ou em apartamentos, não exige um rigor técnico acentuado, porém, são necessários alguns cuidados básicos, como por exemplo com os dejetos.- Criação Comercial: É aquela feita em grande escala, onde o objetivo do criador será a comercilaização do produto final.
 

O Manejo

Divide-se em: - Manejo de Reprodução. As codornas de reprodução devem, preferentemente, ser mantidas em gaiolas coletivas de macho e fêmea. Semanalmente, o macho de um abrigo deve ser trocado de lugar com o macho do abrigo vizinho e assim sucessivamente. Recomenda-se um macho para cada 2 a 3 fêmeas. Devido à grande sensibilidade das codornas à consangüinidade, com marcados efeitos nocivos, recomenda-se evitar os cruzamentos entre parentes próximos. Os ovos férteis de codornas podem ser incubados naturalmente com galinhas anãs ou pombas, muito embora seja um método de pouca eficiência, devido às grandes perdas. O mais recomendável é através da incubação artificial. - Manejo do Pintinho. Decorridas as primeiras 24 horas da eclosão, os pintinhos devem receber aquecimento, ração e água à vontade. A temperatura inicial de criação deve ser 38ºC. A partir do terceiro dia de vida, procede-se à redução diária de 1ºC até que a temperatura se torne ambiente. O piso da criadeira é forrado com papel durante os três primeiros dias de vida. A ração será distribuída na própria forração de papel por sobre o piso, nos três primeiros dias. Depois oferecida em cochos do tipo bandeja. Os bebedouros devem ser lavados e sua água trocada, no mínimo, duas vezes ao dia. - Manejo da Recria. A recria compreende o período entre 16 e 45 dias de idade. Nesta época, as aves continuam recebendo ração e água à vontade. - Manejo de Postura. A quantidade de ração por ave deve ser de 30 a 35 gramas, e a água deverá ser fornecida a vontade. Para um índice elevado de postura, o ambiente da criação das codornas em produção deve ser iluminado na base de uma lâmpada incandescente de 15 WATTS para cada 5 metros quadrados de galpão. - Manejo dos Ovos. Os ovos serão colhidos duas vezes ao dia. A primeira coleta realizada pela manhã e a outra, à tarde. Eles devem ser acondicionados nos pentes próprios, mantidos sobre refrigeração, para que as suas qualidades nutritivas sejam conservadas. Os ovos destinados à incubação serão mantidos em ambiente fresco, arejado e nunca por um período superior a 7 dias.
 
 

Cruzar cabras mestiças com reprodutores puros favorece a criação no nordeste

 

 

 

Curso de criação de cabras - Sistema orgânicoorgânicoA produção de caprinos em regiões semiaridas está entre as melhores alternativas para a agricultura familiar no sertão nordestino, uma vez que a região apresenta o correspondente a 93% dos rebanhos caprinos no país, cerca de 8,8 milhões de cabeças. São rebanhos constituídos, em sua maioria, por animais Sem Raça Definida (SRD), que adquiriram rusticidade e adaptabilidade ao longo do tempo, porém, perderam a produtividade quando comparados aos animais exóticos introduzidos no país por criadores de caprinos. Contudo, a pecuária caprina continua contribuindo para o desenvolvimento do semiárido.

 

A importância das cabras mestiças para produção de carne ou leite no semiárido nordestino,  aparece de forma concreta quando o rebanho nativo ou SRD pode ser usado em cruzamentos com raças importadas de linhagem mais pura. Como resultado, nascem animais meio sangue, rústicos e que não apresentam problemas de adaptação à região. Além disso, são mais produtivos do que aqueles de raça mais pura.

 

Para a produção de carne, por exemplo, o criador pode cruzar fêmeas SRD com machos de raças de origem européia ou africana e obter um animal mestiço mais vigoroso, com maior produtividade e qualidade de carne. Esse tipo de cruzamento tem por finalidade a produção industrial, ou seja, os animais não podem ser usados como reprodutores, somente para o abate.

 

Já o cruzamento de caprinos para a produção de leite exige mais de cuidados por parte do produtor. Primeiro, o produtor deve escolher fêmeas nativas ou SRD que tenham uma produção razoável de leite. Depois, ele deve acasalar essas fêmeas com reprodutores, por exemplo, das raças Saanen, Pardo Alpina, Toggemburg e Anglo-nubiana, linhagem leiteira. Os animais meio sangue, nascidos desses cruzamentos possuem maior especialidade produtiva, ainda com certa rusticidade e adaptabilidade ao meio ambiente hostil do semiarido nordestino.

 

 

Imagem do dia... Agricultores Felizes com a Chegada das Chuvas.


Com a chegada das chuvas, muitos agricultores já estão arando suas terras.

 

 

 

A qualidade da carne suína depende da nutrição e do manejo

 

 

 

[Suínos.jpg]Para oferecer uma carne de boa qualidade ao consumidor é preciso que o produtor tome alguns cuidados antes de iniciar a criação de suínos. A nutrição, a escolha da raça dos animais, o sexo e o peso são aspectos importantes para a qualidade da carne. A demanda do mercado, hoje, é de carcaças magras, com menos gordura.

 

 Explica-se que a restrição alimentar pode ser qualitativa e quantitativa. Qualitativa é quando se altera a qualidade da ração, incluindo alimentos fibrosos à dieta. Já a restrição quantitativa é quando ocorre a redução da quantidade de ração fornecida diariamente ao suíno. Em vez do comedouro sempre cheio, o produtor pode alimentar os animais em alguns períodos do dia e, desta forma, reduzir o consumo alimentar. “Assim, o suíno produz uma carne mais magra”.

 

O sexo é outro fator que influencia na qualidade da carne de porco. Na criação de porcos para abate, o produtor tem de castrar os animais machos, uma vez que o animal inteiro passa para a carne sabores diferentes daqueles que o consumidor está acostumado. Já as fêmeas produzem uma carne mais magra, ou seja, com menos gordura.

 
Propriedade Rural è uma Empresa, Plantando Morango, Manejo de Bovinos e Plantio de Inhame PDF Imprimir E-mail
Escrito por Lívio Chaves   
Sáb, 22 de Março de 2014 19:48

SUA PROPRIEDADE É UMA EMPRESA 

 

Analisando o ambiente

 

A análise de ambiente, além de ser o primeiro passo do Plano de Marketing, resume todas as informações pertinentes à empresa ou propriedade, informações essas que serão fundamentais para que você possa ter uma visão panorâmica de seu negócio.

A análise de ambiente se divide em duas frentes: o ambiente externo que a envolve e a influencia de maneira positiva ou negativa, sendo composto pelos concorrentes, consumidores, clientes, e fatores: políticos, econômicos, sociais, culturais, legais, tecnológicos, que quando analisamos, estamos analisando as ameaças e oportunidades do negócio. E o ambiente interno da empresa ou propriedade, que também deve ser levado em consideração na análise, pois envolve aspectos fundamentais sobre o seu bom ou mau funcionamento, como: os equipamentos disponíveis, a tecnologia, os recursos financeiros e humanos utilizados, os valores e os objetivos que norteiam as suas ações.

A partir daí, você conseguirá ter uma visão maior das forças e fraquezas que também poderão afetar positiva ou negativamente o desempenho do seu negócio. A análise de ambiente deve incluir todos os fatores relevantes que podem exercer pressão direta ou indireta sobre o seu negócio, tais como:

Fatores Econômicos;

Fatores Sócio-culturais;

Fatores Políticos/legais;

Fatores Tecnológicos; 
Concorrência;

 

 

Criado um sistema produtivo para livrar o morango da contaminação por agrotóxico

 

 

 

O trabalho de pesquisa foi realizado com base no respeito ao meio ambiente, ao trabalhador rural e ao consumidor final. Com essas preocupações a pesquisadora da Embrapa Meio Ambiente, Fagoni Fayer Calegario, recomendação aos produtores de morango a adesão ao sistema de certificação PIMo - Produção Integrada de Morango.

 

Normalizado por Instruções Normativas do Ministério da Agricultura Pecuária e Abastecimento (Mapa), o sistema integrado de produção estabelece uma série de procedimentos que, ao final, garantem um produto de melhor qualidade e livre de resíduos de agrotóxicos. Outro item importante do sistema é a adoção das boas práticas de produção que determinam critérios para o manuseio e a embalagem das frutas, seguindo sempre rígidas regras de higiene.

 

Na produção integrada, todos os procedimentos são anotados em cadernos de campo, o que garante a rastreabilidade, uma espécie de registro de todas as etapas pelas quais o produto passou até chegar às mãos do consumidor.  Caso deseje, o produtor pode adquirir um certificado de produção integrada. Para isso, deve procurar uma empresa certificadora devidamente acreditada no Inmetro.

 

O produtor que adota a produção integrada deve evitar a aplicação de agrotóxicos, preferindo o uso de métodos alternativos para o controle de pragas e doenças, como o uso de inimigos naturais. Quando a aplicação de produtos químicos é necessária, é realizada de forma muito cuidadosa e controlada, utilizando somente produtos permitidos e de menor impacto ao meio ambiente. Além de melhorar a sustentabilidade, a menor utilização de agrotóxicos permite que haja queda nos custos de produção, trazendo economia para o produtor.

 

 

Bons resultados produtivos com manejo sustentável do rebanho

 

 

 

Isso se dá em todas as etapas da atividade produtiva, como a adubação de pastagens, silagem, manejo de fornecimento de água aos animais, irrigação de pastos, construção e uso de bebedouros, o manejo sustentável de rebanho bovino de corte, inclui, também, a adoção de boas práticas agropecuárias.

 

“No caso da pecuária, a sustentabilidade deve levar em consideração os aspectos econômico, social e ambiental. Uma das principais ferramentas para se praticar a pecuária sustentável é o planejamento, seja ele financeiro ou da atividade em si. No caso do planejamento na fazenda, existe um conjunto de tecnologias e informações que poderão ser bastante úteis ao produtor”.

 

 São exemplos de planejamento da atividade, a utilização de técnicas de análise de risco climático ou de orçamentação forrageira para definir as áreas de pastos intensivo e extensivo; a avaliação das necessidades ou não de produção de feno ou silagem, de se vedar uma área do pasto para utilizar durante a entressafra ou de se ter uma área de cana para alimentar os animais; entre outros aspectos a serem considerados. “Com o planejamento bem feito, o produtor reduz o risco de degradação do pasto e todos os impactos negativos que isso tem sobre o ambiente, além de obter maior lucro”.

 

 

Uma semente de inhame para plantar e ganhar dinheiro

 

 

Inhames à venda num mercado.A cultivar de inhame de alta produtividade recomendada pelo Incaper (Instituto Capixaba de Pesquisa, Assistência Técnica e Extensão Rural) é a “São Bento”, que chega a ser 30% mais produtiva, em média, que as tradicionalmente cultivadas. Ela se destaca por ser genuinamente capixaba e é, na verdade, a primeira do país.  O pesquisador do Incaper, Carlos Alberto Simões ressalta que, além da rentabilidade para o produtor, o inhame São Bento “apresenta um rizoma de aspecto comercial bonito, tendo padrão de aceitação no mercado.“ Um fator interessante na cultura do inhame é o não uso de agrotóxicos, pois são raros os registros de danos econômicos causados por pragas e doenças nas lavouras em regiões de cultivo.

 

O taro -  Colocasia esculenta L. Schot -  mais conhecido como inhame, pertence à família Araceae e é originário da Ásia.  Possui alto teor nutritivo, vitamínico, energético e de sais minerais, sendo por isto indicado para a dieta de crianças, pessoas idosas e convalescentes. O taro pode ser cultivado em todo o Brasil, mas concentra sua maior produção na Região Sudeste, com destaque para o Espírito Santo, Rio de Janeiro e Minas Gerais, onde é conhecido popularmente como “inhame”.

 

Apesar da cultivar de inhame São Bento ter se revelado muito produtiva, o pesquisador Carlos Alberto Simões recomenda que o produtor não deve abandonar o cultivo da espécie conhecida como Chinês. Os dois materiais devem ser preservados e produzidos”.

 

No Brasil o aumento do consumo interno e a grande perspectiva do incremento das exportações para países não tradicionais consumidores estão contribuindo para o crescimento das áreas de plantio e para a fixação do homem no campo, fazendo dessa hortaliça uma boa opção de cultivo.

 
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Escrito por Lívio Chaves   
Sáb, 22 de Março de 2014 19:48

SUA PROPRIEDADE É UMA EMPRESA 

 

Analisando o ambiente

 

A análise de ambiente, além de ser o primeiro passo do Plano de Marketing, resume todas as informações pertinentes à empresa ou propriedade, informações essas que serão fundamentais para que você possa ter uma visão panorâmica de seu negócio.

A análise de ambiente se divide em duas frentes: o ambiente externo que a envolve e a influencia de maneira positiva ou negativa, sendo composto pelos concorrentes, consumidores, clientes, e fatores: políticos, econômicos, sociais, culturais, legais, tecnológicos, que quando analisamos, estamos analisando as ameaças e oportunidades do negócio. E o ambiente interno da empresa ou propriedade, que também deve ser levado em consideração na análise, pois envolve aspectos fundamentais sobre o seu bom ou mau funcionamento, como: os equipamentos disponíveis, a tecnologia, os recursos financeiros e humanos utilizados, os valores e os objetivos que norteiam as suas ações.

A partir daí, você conseguirá ter uma visão maior das forças e fraquezas que também poderão afetar positiva ou negativamente o desempenho do seu negócio. A análise de ambiente deve incluir todos os fatores relevantes que podem exercer pressão direta ou indireta sobre o seu negócio, tais como:

Fatores Econômicos;

Fatores Sócio-culturais;

Fatores Políticos/legais;

Fatores Tecnológicos; 
Concorrência;

 

 

Criado um sistema produtivo para livrar o morango da contaminação por agrotóxico

 

 

 

O trabalho de pesquisa foi realizado com base no respeito ao meio ambiente, ao trabalhador rural e ao consumidor final. Com essas preocupações a pesquisadora da Embrapa Meio Ambiente, Fagoni Fayer Calegario, recomendação aos produtores de morango a adesão ao sistema de certificação PIMo - Produção Integrada de Morango.

 

Normalizado por Instruções Normativas do Ministério da Agricultura Pecuária e Abastecimento (Mapa), o sistema integrado de produção estabelece uma série de procedimentos que, ao final, garantem um produto de melhor qualidade e livre de resíduos de agrotóxicos. Outro item importante do sistema é a adoção das boas práticas de produção que determinam critérios para o manuseio e a embalagem das frutas, seguindo sempre rígidas regras de higiene.

 

Na produção integrada, todos os procedimentos são anotados em cadernos de campo, o que garante a rastreabilidade, uma espécie de registro de todas as etapas pelas quais o produto passou até chegar às mãos do consumidor.  Caso deseje, o produtor pode adquirir um certificado de produção integrada. Para isso, deve procurar uma empresa certificadora devidamente acreditada no Inmetro.

 

O produtor que adota a produção integrada deve evitar a aplicação de agrotóxicos, preferindo o uso de métodos alternativos para o controle de pragas e doenças, como o uso de inimigos naturais. Quando a aplicação de produtos químicos é necessária, é realizada de forma muito cuidadosa e controlada, utilizando somente produtos permitidos e de menor impacto ao meio ambiente. Além de melhorar a sustentabilidade, a menor utilização de agrotóxicos permite que haja queda nos custos de produção, trazendo economia para o produtor.

 

 

Bons resultados produtivos com manejo sustentável do rebanho

 

 

 

Isso se dá em todas as etapas da atividade produtiva, como a adubação de pastagens, silagem, manejo de fornecimento de água aos animais, irrigação de pastos, construção e uso de bebedouros, o manejo sustentável de rebanho bovino de corte, inclui, também, a adoção de boas práticas agropecuárias.

 

“No caso da pecuária, a sustentabilidade deve levar em consideração os aspectos econômico, social e ambiental. Uma das principais ferramentas para se praticar a pecuária sustentável é o planejamento, seja ele financeiro ou da atividade em si. No caso do planejamento na fazenda, existe um conjunto de tecnologias e informações que poderão ser bastante úteis ao produtor”.

 

 São exemplos de planejamento da atividade, a utilização de técnicas de análise de risco climático ou de orçamentação forrageira para definir as áreas de pastos intensivo e extensivo; a avaliação das necessidades ou não de produção de feno ou silagem, de se vedar uma área do pasto para utilizar durante a entressafra ou de se ter uma área de cana para alimentar os animais; entre outros aspectos a serem considerados. “Com o planejamento bem feito, o produtor reduz o risco de degradação do pasto e todos os impactos negativos que isso tem sobre o ambiente, além de obter maior lucro”.

 

 

Uma semente de inhame para plantar e ganhar dinheiro

 

 

Inhames à venda num mercado.A cultivar de inhame de alta produtividade recomendada pelo Incaper (Instituto Capixaba de Pesquisa, Assistência Técnica e Extensão Rural) é a “São Bento”, que chega a ser 30% mais produtiva, em média, que as tradicionalmente cultivadas. Ela se destaca por ser genuinamente capixaba e é, na verdade, a primeira do país.  O pesquisador do Incaper, Carlos Alberto Simões ressalta que, além da rentabilidade para o produtor, o inhame São Bento “apresenta um rizoma de aspecto comercial bonito, tendo padrão de aceitação no mercado.“ Um fator interessante na cultura do inhame é o não uso de agrotóxicos, pois são raros os registros de danos econômicos causados por pragas e doenças nas lavouras em regiões de cultivo.

 

O taro -  Colocasia esculenta L. Schot -  mais conhecido como inhame, pertence à família Araceae e é originário da Ásia.  Possui alto teor nutritivo, vitamínico, energético e de sais minerais, sendo por isto indicado para a dieta de crianças, pessoas idosas e convalescentes. O taro pode ser cultivado em todo o Brasil, mas concentra sua maior produção na Região Sudeste, com destaque para o Espírito Santo, Rio de Janeiro e Minas Gerais, onde é conhecido popularmente como “inhame”.

 

Apesar da cultivar de inhame São Bento ter se revelado muito produtiva, o pesquisador Carlos Alberto Simões recomenda que o produtor não deve abandonar o cultivo da espécie conhecida como Chinês. Os dois materiais devem ser preservados e produzidos”.

 

No Brasil o aumento do consumo interno e a grande perspectiva do incremento das exportações para países não tradicionais consumidores estão contribuindo para o crescimento das áreas de plantio e para a fixação do homem no campo, fazendo dessa hortaliça uma boa opção de cultivo.

 
Manejo e Tecnologia nos Caprinos e IMÓVEL RURAL É SEMPRE MUITO PRAZEROSO PDF Imprimir E-mail
Escrito por Lívio Chaves   
Ter, 18 de Março de 2014 18:30

Como evitar doenças nos caprinos

 

Os caprinos, normalmente, não são muito sujeitos a doenças e com um bom manejo, dificilmente adoecem. É aconselhável, no entanto, algumas medidas para evitar a incidência de doenças na criação e entre elas, podemos destacar:

- manter em quarentena todos os animais vindos de fora, mesmo os que saíram para exposições ou por qualquer outro motivo e que estejam de regresso;

- limpar, raspar e melhor ainda, depois desinfetar todas as instalações evitando o aparecimento ou dando combate aos insetos e parasitas que porventura lá existam. O melhor é o uso do lança-chamas, pois o fogo desinfeta e desinfesta, matando todos os micróbios e insetos por ele atingidos;

- lavar e desinfetar todos os comedouros e bebedour os e depois secá-los bem;

- manter sempre bem secas as instalações, não molhando as ripas do piso, evitando a umidade, pois é ela a causadora do aparecimento de muitas doenças, principalmente a coccideose, cujos parasitas necessitam de umidade para se desenvolverem no meio exterior, tornando-se infestantes. Além disso, facilita a proliferação de moscas, mosquitos e outros insetos muito nocivos aos caprinos;

- não criar caprinos junto com animais de outras espécies como carneiros, bois, etc. e nem entrar em contato com cães e gatos, que lhes podem transmitir doenças;

- eliminar ou isolar da criação, o mais rapidamente possível, qualquer animal que apresente algum sinal de doença, porque pode se tratar de uma doença infecto-contagiosa que pode se espalhar por toda a criação;

- a pessoa que lidar com os animais doentes não deve, depois, ter contato com os animais sadios, para evitar que estes também se contaminem ;

- evitar o aparecimento de todos os animais que possam transmitir alguma doença aos caprinos, como ratos, pássaros, cães, gatos, morcegos, etc.;

- queimar ou enterrar em cova funda e cobri-los com cal virgem, para desinfetá-los, todos os cadáveres de animais e detritos contaminados;

- tirar da criação, todos os animais fracos, raquíticos, mal desenvolvidos ou "de pouca saúde", porque estão mais sujeitos a contrair doenças, passando aos outros;

- queimar ou desinfetar o esterco e toda "sujeira" ou material que esteve em contato com animais doentes ou suspeitos;

- fornecer aos caprinos uma alimentação racional e alimentos de boa qualidade e frescos, para evitar distúrbios alimentares.

Estas são algumas das medidas mais importantes para que seja evitado o aparecimento de doenças dentro da criação. São ações lógicas e racionais e quando tomadas isoladamente, ou melhor ainda, em conjunto, po dem dar grandes resultados na profilaxia das doenças infecto-contagiosas e parasitárias, impedindo ou dificultando a sua penetração e o seu desenvolvimento na criação ou diminuindo as sua conseqÿências.

 

Um futuro próspero para caprino-ovinocultura

 

As técnicas de reprodução assistidas como inseminação artificial (IA) e transferência de embriões foram introduzidas na indústria caprina e ovina com os objetivos principais de acelerar o ganho genético de animais superiores e de superar alguns obstáculos de eficiência reprodutiva.

Produção in vitro
Seguindo um patamar mais avançado, a produção in vitro de embriões de pequenos ruminantes tem tido um grande interesse científico em virtude da disponibilidade de material para pesquisa a um baixo custo. Além disso, estas espécies são um excelente modelo para aplicação da transgênese. Os métodos de produção in vitro de embriões envolve: 1. Maturação de oócitos primários provenientes de folículos antrais. 2. Fertilização de oócitos maturos com espermatozóides capacitados. 3. Cultivo de embriões in vitro por até uma semana atingindo o estágio de blastocisto para posterior transferência para receptoras sincronizadas ou congelamento para uso posterior.

Produção in vivo
A produção in vivo nos pequenos ruminantes tem apresentado um desenvolvimento considerável nos últimos anos. Entretanto, a variabilidade de resposta aos tratamentos hormonais ainda são questões a serem analisadas. Baixas taxas de fertilidade observadas em doadoras ovinas superovuladas após monta natural ou inseminação vaginal e/ou transcervical podem ser atribuídas a um distúrbio no transporte dos gametas ou à má qualidade dos oócitos. Ambos os problemas podem estar correlacionados à influência do tratamento superovulatório. Este fato é comprovado com os altos índices obtidos após inseminação intra-uterina por laparoscopia após a retirada do progestágeno, indicando que a habilidade intrínseca do oócito em ser fertilizado não é alterada pelo tratamento superovulatório. Na espécie caprina as taxas de fertilização são mais baixas que na espécie ovina, especialmente em casos de doadoras com alta resposta ao tratamento hormonal.

Recuperação oocitária em animais pré-púberes
Ovários obtidos de abatedouros são uma fonte economicamente viável e abundante de oócitos. Suas taxas de recuperação por aspiração variam de 1,5 a 2 oócitos de boa qualidade por ovário de cabras e ovelhas. A recuperação oocitária in vivo é conseguida através de laparotomia ou através da técnica de laparoscopia guiada por ultra-som (LOPU). Recuperação oocitária após LOPU em cabras e ovelhas tem resultado em bons números de oócitos por doadora (4-6 por sessão). Progresso considerável tem sido adquirido em produção de embriões de animais jovens (5-9 semanas) após recuperação de um número considerável de oócitos e utilizados para MIV.

Clonagem
A clonagem do primeiro mamífero a partir de uma célula somática retirada de um animal adulto, representa uma das mais extraordinárias conquistas da pesquisa na área de biologia do desenvolvimento da última década. Esta tecnologia teve uma rápida expansão sendo utilizada em diversos laboratórios para as mais diversas espécies. Apesar disto, a taxa de sucesso na clonagem de animais, na maioria das vezes, não chega a 1%. A baixa viabilidade dos embriões clonados é principalmente expressa pela redução na taxa de implantação, pelo aumento na taxa de mortalidade fetal e perinatal, e pelas diversas anomalias observadas nos animais nascidos. Em contraste com as diversas espécies clonadas, na espécie caprina não foram observados problemas relacionados com placentação, peso ao nascer, distúrbios cárdio-respiratórios, nem de mortalidade perinatal. O que faz dessa espécie um ótimo modelo para a produção de animais transgênicos assim como para tentarmos entender o mecanismo destas síndromes nas demais espécies clonadas.

Produção de transgênicos
A transgênese é a modificação da informação genética de um organismo através de técnicas de recombinação de DNA. Um animal transgênico é aquele que adquiriu uma nova informação genética como resultado de manipulação do seu DNA. O método original para produzir animais transgênicos consiste na microinjeção do gene isolado dentro do pró-núcleo de embriões de uma célula. A produção de proteínas de interesse farmacêutico no leite de animais transgênicos tem se tornado uma alternativa atrativa para bioreatores de células animais. O uso dos pequenos ruminantes, particularmente os caprinos de leite, possibilita uma excelente alternativa econômica para a produção de animais transgênicos. Vários autores já citaram a produção de caprinos transgênicos, bem como para produção de larga escala para sua aplicação industrial. A tabela 1 apresenta as proteínas de uso terapêutico produzidas no leite de pequenos ruminantes com suas respectivas utilidades. Table 1. Proteínas de uso terapêutico produzido no leite de animais transgênicos. 

 

Proteína:
Antitrombina III
Fator VIII, Fator IX
CFTR
Alfa-1-antitripsina
Animal:
Caprino
Caprino, ovino
Ovino
Ovino
Uso:
Anticoagulante
Tratamento da hemofilia
Tratamento da fibrose cística
Tratamento da fibrose cística e enfisema

Apesar dos avanços na produção embrionária e biotecnologias aplicadas aos pequenos ruminantes, as limitações são grandes, muitas vezes devido ao alto custo de equipamentos utilizados, que reflete diretamente no custo benefício destas técnicas e sua conseqüente aplicabilidade. A produção in vitro, particularmente envolvendo animais pré-púberes, apresenta uma perspectiva promissora e maiores estudos serão necessários nesta área. Quanto à produção de transgênicos, apesar da produção de vários animais em diversos laboratórios, a eficiência deste método ainda é um ponto crítico na aplicação da tecnologia para a produção de proteínas farmacêuticas. A otimização destas técnicas é um desafio para os cientistas envolvidos em biotecnologia da reprodução.

 

 

Lazer na sua casa de campo, sítio ou fazenda

 


 
Quando somos proprietários de um imóvel rural, uma casa de campo, um sítio, chácara ou fazenda, independentemente do fato de ser uma propriedade produtiva ou não, é sempre muito prazeroso podermos contar com opções de lazer na propriedade. É muito bom reunirmos amigos, família e mesmo quando estamos sós, aproveitando para relaxar e descansar de todos os problemas da vida na cidade. As opções de lazer no campo são muitas e sua escolha depende de alguns fatores básicos, como o perfil da propriedade, a localização e os recursos disponíveis para o investimento em lazer.

 

Podemos dizer que, na maioria das vezes, as piscinas são as mais preferidas, por uma questão de hábito do brasileiro e, principalmente, do clima mais quente que predomina na maior parte do País. Ainda assim, existem diversos projetos de piscinas, desde as pequenas, mais simples, até as maiores, que podem ter formatos clássicos, como retangulares, semi-olímpicas, passando por piscinas com formatos feitos sob encomenda, com cascatas artificiais e outros formatos paisagísticos integrados. Uma opção interessante, também, é instalação de uma grande banheira de hidromassagem ao ar livre, que pode ser utilizada tanto de dia quanto à noite, mesmo em noites mais frias, pois é muito estimulante ficar em uma banheira dessas, com água quente, protegido do frio e apreciando uma noite clara.

 

As lareiras são uma diversão à parte em casas situadas em regiões mais frias ou serranas. Em muitas casas de campo, a lareira acaba sendo o principal ponto de lazer, pelo aconchego que trás à casa, pela possibilidade de se usá-la como local para brincadeiras, como num churrasco de marshmallow ou simplesmente quando ficamos à sua frente, apreciando o fogo, um dos elementos que mais fascinam o ser humano. As lareiras podem ser construídas nas salas, nos quartos ou mesmo ao ar livre, quando se deseja criar um ambiente outdoor mais aquecido, sendo a lareira usada mais como uma fogueira (chamada de fire place), tornado possível um grupo de pessoas ficarem ao ar livre, ao redor do fogo,  numa noite mais fria, apreciando um bom vinho, conversando e comendo petiscos.

 

Temos, ainda, outras opções de lazer muito apreciadas em casas de campo, como quadras poli esportivas, de tênis, quiosques com churrasqueiras e playground para crianças, o que não deve faltar, quando a família tem algumas crianças que freqüentem a casa regularmente.

 

Por último, podemos citar as atividades mais típicas de lazer rural, que criam a interação do homem com a natureza de uma maneira bastante prazerosa, como a criação de animais, passeios à cavalo, caminhadas por áreas arborizadas, trilhas nas matas, cultivo de hortas e pomares, etc.

 

O lazer no campo, para aqueles que procuram se livrar do estresse da vida cotidiana, é certamente um dos melhores remédios. As opções são muitas e trazem, sem sombra de dúvida, grandes benefícios à saúde, além de proporcionar uma maior união entre família e amigos.
 
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